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quinta-feira, 10 de agosto de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
A MÁSCARA EM QUE VOCÊ VIVE - Trailer
Este ótimo documentário sobre como a sociedade força meninos e homens a fingirem ser algo que não são e nem querem ser é essencial para entendermos muito do nosso nocivo comportamento masculino.
No NETTFLIX com o nome THE MASK WE LIVE IN.
sexta-feira, 17 de março de 2017
SEREIAS - Documentário
Esse excelente documentário falso flerta com a pseudociência da criptozoologia, que investiga animais mitológicos. Já fizeram um sobre dragões e dois sobre sereias. Diversão garantida.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
VILÕES DA DC COMICS - Documentário
Um documentário para fãs de quadrinhos apresentando depoimentos de diversos roteiristas e ilustradores da DC Comics.
Como não foi lançado no Brasil, você o encontra legendado nos canais de sempre ;-)
sábado, 10 de janeiro de 2015
VOCÊ SABE DE ONDE VEM SEUS ALIMENTOS? - Documentário
"Todos os sábados, junto aos primeiros feixes de luz do vagaroso Sol, chegam à Avenida José Bonifácio dezenas de gentes de mãos sujas. São de uma cor e de um cheiro de terra que vêm de diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Elas puxam cordas, esticam lonas, montam estacas de ferro ou madeira e empilham caixas coloridas. Aqui, uma vez por semana, encontram-se com outras mãos, sem calos e fedendo a sabonete, trazendo o alimento mais limpo no qual já puderam tocar.
Há 22 anos, a Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) de Porto Alegre preenche o canteiro central na pequena rua em frente ao Parque Farroupilha. Na famosa Rua do Brique, Rua do Colégio Militar, Rua da Redenção, as manhãs de sábado recebem desconhecidas beldroegas, ora-pró-nóbis, kinos, juçaras, araçás e tantas outras. Além de milhares de outros alimentos distribuídos em 41 bancas permanentes e oriundos de uma produção livre de agrotóxicos e insumos químicos.
...
Porto Alegre, em 16 de outubro de 1989, foi a primeira cidade brasileira a realizar uma feira ecológica após o boom da Revolução Verde nos anos 1970. A iniciativa foi da Cooperativa Coolmeia, marcando o Dia Mundial da Alimentação. José Lutzenberger, Sebastião Pinheiro, Jacques Saldanha, Nélson Diehl, Glaci Campos Alves e outros nomes estão entre os fundadores da Feira. Hoje, 149 famílias divulgam sua prática agroecológica e, mais do que isso, o trabalho coletivo da Associação dos Agricultores Ecologistas Solidários do RS, temas tão caros ao pensamento acerca da biodiversidade.
A variedade dos alimentos oferecidos para os frequentadores da Feira supreende: quantas vezes pensamos nas outras possibilidades de arroz para além do branco e do integral? O agricultor da Associação Biodinâmica do Sul, Juarez Felipi Pereira, 55 anos, assusta. O "Seu Juarez dos arrozes" traz a Porto Alegre arroz cateto, aromático, agulhão, preto, vermelho e moti. Hoje guardião de sementes, Seu Juarez começou praticando a agricultura convencional, até perceber que estava contribuindo para o empobrecimento da biodiversidade, além de perder pontos na própria saúde.
-- Quando o agricultor escolhe o que plantar, ele escolhe o que acha que há de melhor, afirma.
Seu Juarez defende as "suaves misturas" que a natureza provoca, inclusive entre os 19 tipos de arroz que hoje cultiva, sem nunca ter se preocupado em purificá-los. Para ele, a sociedade, violentada pelo imperativo econômico da Revolução Verde, desconhece a variedade existente de alimentos. Conceito que a ativista ambiental indiana e doutora em física Vandana Shiva ampliaria, criando o entendimento do que chama de "monoculturas da mente".
...
Certamente essa tendência de monocultura leva a um posicionamento centrador, que bloqueia o avanço de um conhecimento maior sobre tipos de alimentos ainda desconhecidos. Esse comportamento que a visão positiva traz a qualquer conhecimento do mundo exclui possibilidades outras, ou seja, para "fora do caminho" pragmático da eficiência, que não sirvam para aplicação na lógica mecânica do sistema financeiro.
Seu Juarez adiciona: quando leva seu arroz para a Feira, o pagamento ainda é outro. O amor e a gratidão do "cidadão urbano" (termo que preferiu em vez de "consumidor") para com aquele que produziu o alimento de forma harmoniosa volta através das mãos do agricultor.
- Esse amor que eu recebo na rua eu planto junto, eu levo para a terra."
Extraído do texto "A importância das mãos " de Anelise de Carli
A feira acontece aos sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio, Bairro Bonfim, Porto Alegre.
domingo, 10 de agosto de 2014
LAGOSTA-BOXEADORA - Documentário
Essa série de micro-documentários sobre a Lagosta-Boxeadora (ou Mantis Shrimp) é reveladora e me faz perguntar porque até hoje não existe um super-herói chamado Lobsterman ou Homem-Lagosta?
O primeiro é nacional, o segundo está legendado e o último e melhor deles (sem legendas), com um narrador imitando a voz de Morgana Freeman, é o mais informativo e hilário deles.
domingo, 22 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
ÉMILIE DU CHATELÊT - Biografia
Uma das poucas e raras mulheres que tiveram a oportunidade de correr atrás de suas paixões séculos antes do Movimento Sufragete e do Feminismo.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
BOCA DE RUA - Vozes de uma Gente Invisível - Documentário
"Boca de Rua - Vozes de uma Gente Invisível" é um documentário inedito que conta a história do único jornal do país produzido inteiramente por pessoas que moram na rua. Com textos, fotos e ilustrações que revelam um pouco da realidade escondida nas grandes cidades, o veículo (fonte de renda para os participantes do projeto) é reconhecido mundialmente pela ONG International Network Of Street Papers (INSP).
Até agora, mais de 150 pessoas passaram pelo Boca e cerca de 70 já deixaram de morar nas ruas. No jornal os integrantes aprendem a ler, a escrever e a lutar contra a invisibilidade.
Com dez minutos de duração, o filme faz parte do Programa Rumos do Itaú Cultural. A instituição propôs uma ação inovadora que premiou 10 diretores brasileiros para a realização de web-documentários.
domingo, 9 de março de 2014
O HUMOR POLITICAMENTE (IN)CORRETO - Ensaio
Qual, afinal, o objetivo desta piada? Dizer que as mulheres são interesseiras ou mostrar o simples absurdo de um gato rico? Ou seria os dois?
“O humor compreende também o mau humor. O mau humor é que não compreende nada.”
Millor Fernandes
Acho que o problema da patrulha ideológica sobre piadas é que em geral ela é feita por pessoas radicais e muitas vezes de inteligência limitada (não é caso de muitas pessoas, óbvio). Um bom exemplo foi a censura brasileira na ditadura, que cometia os desatinos mais imbecis. Não vou dar exemplos, é fácil encontra-los por aí em sites sobre censura nos anos 60 e 70. Bem, o politicamente correto é mais ou menos a mesma coisa, só que ao invés de ser um bando de idiotas censurando sem ter conhecimento de causa e baseado em regras e preconceitos próprios, temos agora a sociedade inteira fazendo isso e espero que alguém concorde comigo que pelo menos grande parte da sociedade brasileira é formada por idiotas (do povo aos altos escalões governamentais). Se a censura contra piadas misóginas, pró-estupro e racistas fosse feita por uma comissão de humoristas profissionais respeitados de ambos os sexos, eu realmente levaria a sério o que eles tem a dizer sobre cada piada. A questão é que como cada um de nós tem uma agenda, um estado de humor diferente a cada dia, uma história de vida e culturas diferenciadas, percebemos piadas de modos diferentes e nem sempre o que soa ofensivo pra um soa pra outro. O que não quer dizer que um seja misógino e outro não. Tenho duas amigas que odeiam piadas politicamente incorretas (pelo menos já discutimos horrores sobre isso na época da polêmica do Rafinha Bastos) e uma riu da piada do gatinho acima, a outra, odiou e achou machista. Eu acho que o foco da piada é o fato de ser um gatinho (felino) com dinheiro. E não que mulher seja interesseira. Pelo menos foi pra mim.
Já topei com piadas idiotas e imbecis pró-estupro, misóginas, etc nas redes sociais e devo ter postado meu desagrado nos comentários. Mas tinha gente rindo delas. Sempre tem quem ria. Mas eu acho que, como sempre, a preocupação excessiva com a última ponta da cadeia da produção não é o que irá efetivamente mudar algo. A piada, por si só, é apenas algo que é dito ou mostrado e as pessoas riem (ou não). Nada acontece por causa de uma piada. Onde a merda acontece é nas casas das famílias onde pais e mães criam filhos e filhas para serem adolescentes e adultos machistas, sexistas, misóginos desde pequenos. Piadas sobre esse tipo de coisa eles só vão escutar a partir dos 12, 13 anos entre a galera, que são pessoas com mais ou menos a mesma mentalidade. E é o comportamento deles, muito mais que as piadas, que vão reforçar suas atitudes perante o sexo oposto. Não é uma piada que faz isso. As pessoas não contam piadas o tempo inteiro umas para as outras, mas falar mal de um gênero, desrespeitar com provocações e até mesmo tocando uma mulher sem permissão, são atitudes 10 vezes piores que contar uma piadinha entre amigos. E o fato de proibir a piada de ser contada, não vai mudar em nada a atitude e pensamento deles. Sejam eles racistas ou misóginos. Só vai impedir que tanto boas quanto más piadas sejam criadas sobre o assunto. Nada mais.
Milhares de pessoas indignaram-se nas redes sociais com o 2º e 6º item, que sugere um estupro.
Um exemplo do ponto que chega essa burrice do politicamente correto: um conhecido meu, branco, estava no escritório central do PT e tinha uma mulher do Movimento Consciência Negra lá. Não lembro se ele estava falando com ela ou se ela apenas estava por perto, mas em dado momento ele comentou:“minha mesa é um buraco negro, não acho nada aqui”, referindo-se a bagunça da mesa. A mulher então o interpelou dizendo que esse termo era pejorativo e que ele não podia falar aquilo. Bom, aí está um exemplo claro de uma pessoa de conhecimento limitado, que não sabe do que o outro está falando e que acha que tem o poder de mudar denominações criadas pela sociedade astronômica internacional somente porque contém a palavra “negro” nela.
Acho que as pessoas tem que ser livres pra contar qualquer tipo de piada, por mais racista ou sexista que seja, por que se eles não contam na nossa frente, eles contam escondidos entre eles e na nossa frente usarão máscaras hipócritas de civilidade. Eu acho ótimo que esses imbecis deem a cara a tapa na internet ou nas mesas de bares para que se saiba quem são eles para que possamos denunciá-los (quando for necessário) ou excluí-los de nosso círculo de amizades ou redes sociais.
O humor, a piada ou o chiste feito com ironia, sarcasmo e inteligência é uma das poucas coisas que realmente nos diferencia dos demais animais. Tanto que mesmo para entendermos piadas mais sofisticadas, temos que ter uma certa maturidade mental para entendê-las. Querer censurar e limitar a criatividade humana nesse sentido é perigoso, já que na Europa e Oriente Médio, pessoas que fazem piadas com Maomé ou Alá são ameaçadas de morte. Se continuar assim, todos poderão alegar que uma piada ofende determinado grupo, ideologia, religião, modo de vida e podemos acabar limitados a piadas do tipo “o que o tomate disse pro outro quando atravessou a rua?” Até aparecerem veganos dizendo que estamos falando mal dos tomates.
Mas ao mesmo tempo, pode existir um desafio para a nova geração de humoristas (e para a velha também) para que consigam criar um humor onde o opressor seja a vítima da piada e onde soluções fáceis e aparentemente preconceituosas sejam evitadas. Essa discussão é válida e o futuro dirá se o humor se tornará mais criativo ou mais burro. Espero que o primeiro prevaleça.
domingo, 2 de março de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
EDUARDO COUTINHO - Cineasta
Um dos maiores cineastas nacionais e um dos melhores observadores dessa louca raça humana foi assassinado pelo filho esquizofrênico. Infelizmente sua aguçada percepção do ser humano não foi o suficiente para perceber que, aos 81 anos, talvez não fosse seguro conviver com alguém em tais condições mentais.
Mas antes de se debruçar sobre o folhetim patricida que se tornou seu trágico fim, reveja ou conheça o mundo que Coutinho escrutinava com sua câmera prolífica. Um mundo que se revela, desdobra-se e revela-nos.
Mas antes de se debruçar sobre o folhetim patricida que se tornou seu trágico fim, reveja ou conheça o mundo que Coutinho escrutinava com sua câmera prolífica. Um mundo que se revela, desdobra-se e revela-nos.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
ZEITGEIST: MOVING FORWARD (2011, EUA) - Documentário
A famosa introdução do filme.
Bem, confesso que fui e ainda vou às lágrimas quando vejo Jacque Fresco dizendo essas palavras no final. Elas basicamente resumem minha indignação e meu horror diante de uma sociedade que poderia ser tão mais responsável e cuidadosa com os seus membros, mas que escolhe justamente o caminho inverso e brutaliza, emburrece, violenta e destrói corpos, mentes e almas.
O filme teve sua estréia mundial em 60 países, 315 salas e 30 línguas. Tudo com um custo mínimo, graças a um dedicada rede de milhares de voluntários. Em muitos lugares a exibição foi gratuita e as que não puderam ser, foi porque foram usadas salas de cinema, que claro, precisam fazer dinheiro.
A trilogia ZEITGEIST está entre os documentários mais vistos no mundo, graças ao fato de seu download ser liberado pelos autores, que percebem que a necessidade de passar informações adiante é muito mais valiosa do que a necessidade individual de obter lucros.
Esse terceiro filme da trilogia, somente no vídeo original do You Tube, já tem quase 14 milhões de acessos. Bem, parece que a mensagem está sendo passada. Mas que mensagem é essa? Bem, antes de mais nada recomendo assistir o documentário anterior: ZEITGEIST: ADDENDUM. O primeiro documentário, ZEITGEIST eu só recomendo para os mais curiosos, visto que ele fala muito mais de teorias da conspiração do que discute sobre o estado das coisas.
Mas em relação ao filme de quase 3 horas de duração, depois de um breve prólogo sobre como somos levados a acreditar na ambição e no consumo para sermos felizes na vida e na introdução de Fresco, o filme se divide em capítulos, sendo o primeiro:
Natureza Humana
Neste segmento, especialistas em genética, comportamento e psicólogos tentam explicar como o ser humano nasce com faculdades, comportamentos, ou doenças pré-determinadas mas o ambiente externo é que vai determinar o que vai emergir de cada um. É aquilo que já foi comprovado em pesquisas, se você leva uma vida estressada, é uma pessoa raivosa, triste ou guarda mágoas demais, seus sistema imunológico vai ter suas defesas prejudicadas e doenças comuns como uma gripe e até mesmo um câncer tem mais chances de surgirem. Da mesma forma uma criança abusada durante a infância tem muito mais chances de crescer para virar um adulto violento. A conclusão é que não somos bons ou maus (usando maniqueísmo apenas como ilustração), mas frutos do nosso ambiente. Claro, alguns de nós podemos ter mais inclinações para sermos mais egoístas ou altruístas, mas o ambiente, a forma como somos criados e as experiências pelas quais passamos é que vão determinar como seremos no fim das contas.
Clique para ampliar.
Dois exemplos que não são citados no filme sobre como o ambiente apode alterar radicalmente a postura mental e a vida das pessoas mas que gostaria de apontar aqui, são o filme TIROS EM COLUMBINE, de Michael Moore e a cultura Mosuo, na China. No filme de Moore, ele fala da indústria de armas e violência dos EUA e em como a mídia alimenta a paranóia do povo transmitindo ininterruptamente notícias de crimes, assassinatos e guerra. Apesar de ser a maior economia do mundo, os EUA tem uma violência de Terceiro Mundo. Para exemplificar isso, no filme, Moore visita duas cidades na fronteira entre EUA e Canadá. Do lado americano, muitas grades, todos com portas trancadas e o habitual número de crimes e assassinatos. Atravessando o rio para chegar ao Canadá, Moore se depara a maioria dos lugares e casa sem grades, portas destrancadas e uma baixa estatística de crimes e assassinatos. Uma vida melhor e quase sem violência a meros dois quilômetros de distância. O que explica isso senão uma cultura permeada de medo, desconfiança e violência?Já a cultura Mosuo, um povo da China que vive numa localidade com 40.000 habitantes, é, até onde se sabe a única grande sociedade matriarcal existente. Nesse local, as mulheres mandam, os homens obedecem. E eles não são uma sociedade isolada. Elas são privilegiadas em relação ao estudo, ao trabalho e ao sexo. A revolução comunista tentou fazer com que essa sociedade se tornasse patriarcal e as mulheres subservientes, mas não deu certo e tanto homens quanto mulheres preferiram voltar ao sistema matriarcal, pois todos se sentem melhor com ele. Nesse sistema, não há crianças nem velhos abandonados e a família é o centro de tudo. Mas é uma família bem diferente das nossas. Para saber mais como é uma sociedade dominada por mulheres, clique aqui.
As mulheres Mosuo nunca precisaram queimar sutiãs.
Novamente, o modo como mulheres e homens são criados em uma sociedade completamente distinta da nossa mostra como o ambiente nos faz diferentes. Para aqueles que acham que a mera genética que torna os homens fisicamente mais fortes é o que determina sua liderança “natural”.
A questão, como sempre, trata de sabermos quem realmente somos e como podemos ir contra nosso, como diz um dos especialistas, comportamento aberrante ditado pela sociedade e seus preconceitos.
Voltando ao assunto abordado no segundo filme da trilogia, esse segmento discute as origens do mercado, de como os produtos criados pelo homem foram substituídos por dinheiro e de como o próprio dinheiro, a príncipio apenas um símbolo que representaria os seus bens reais, passou a ser um produto por si só e negociado entre nações e pessoas sem efetivamente produzir nada no processo.
Não é o assunto mais complexo do filme, sendo este a Natureza Humana, mas é o mais complicado de entender, pois a maioria de nós vê os detalhes da Economia, do Direito e da Política como mundos alienígenas anos-luz de nós. Entretanto, é essa Trindade, que nada tem de santa em nossos dias, que molda nossas vidas e nossos destinos.
Quase tudo o que fazemos é tem relação direta ou indiretamente pelo objetivo de obter dinheiro ou lucro financeiro.
Estudamos coisas que não são realmente necessárias nem verdadeiras para nós com o intuito de amealhar uma quantia suficiente para nos sentirmos seguros, para não acabarmos como aqueles pobres coitados que vemos na rua ou então por pura ganância, para termos cada vez mais bens, pelo prazer supérfluo de ter produtos que trazem pouco ou nenhum significado às nossas vidas.
Os economistas e ex-funcionários do governo americano que dão voz a este segmento também falam em como economias de países são prejudicadas em favor de outro e como se dá esse processo em determinados níveis.
Peter Joseph, o diretor e narrador intervém com questionamentos sobre a lógica de nosso sistema monetário e político e se pergunta se o objetivo de uma economia não deveria ser economizar recursos para que se tenha sempre... Mas o que se faz parece ser justamente o contrário. A economia faz tudo, menos economizar, já que procura produzir constantemente produtos que estragam logo (a famosa obsolescência programada) para que mais e mais sejam produzidos, esgotando cada vez mais rápido nossos recursos naturais e poluindo o meio ambiente.
De quem foi a ideia de que precisamos de mil modelos diferentes de celulares?
E porque (quase) todo mundo acha isso normal e não uma loucura?
Ao final desse capítulo, volume de informações para o leigo é tão grande que eu sugiro que o espectador faça um esforço extra e anote tudo o que for de seu interesse para verificação mais tarde. Muitos críticos desse filme apontam verdades e inverdades caminhando juntos neste segmento e a melhor coisa a fazer nesse caso é contrapor informações para tentar chegar a uma conclusão mais próxima da realidade.
Projeto Terra
Nesse ponto, o filme tenta vir com uma solução radical e inovadora para a maior parte dos problemas que afligem o planeta e os seres humanos.
Alegando que sistemas políticos, econômicos e religiosos não tem a solução para as mazelas humanas e na verdade, as estão aumentando, Peter Joseph lança a idéia de uma Economia Baseada em Recursos (EBR). Baseada em métodos científicos e não mais nas ilusões corrompidas e corruptas de sistemas falidos, a EBR basearia a oferta no limite do que cada local pode oferecer a seus habitantes e toda abundância de determinado produto/alimento seria enviado para locais que não disporiam dele e vice-versa. Segundo o documentário, há recursos suficientes na Terra para que todos os 7 bilhões de pessoas vivam dignamente, usufruindo de educação, saúde, moradia e lazer. Bem, isso é um fato inegável, visto que matérias com essa conta matemática abundam pelos meios de comunicação. A recente capa da VEJA é um exemplo. Alguns anos atrás li que o dinheiro gasto em ração pra animais domésticos nos EUA em um único ano seria suficiente para levar saneamento básico para metade da África. Saneamento básico representando dezenas de milhares de pessoas que, anualmente, não morrerão por falta de água ou doenças advindas da falta de esgotos.
A seguir, Joseph apresenta o Projeto Vênus, uma cidade futurista criada e planejada por Jacque Fresco e seus colaboradores. Criador também da EBR, Fresco discorre sobre como uma sociedade sadia e não-agressiva perante a natureza se comportaria. As ideias e a filosofia de Fresco são tão envolventes quanto comoventes, mas é ingenuidade achar que isso acontecerá em breve ou mesmo nas próximas gerações.
Esse é um trabalho de formiguinha e assim como os primeiros cristãos levaram 400 anos para fazer o Império Romano abraçar a causa cristã, tempo similar deve levar para que uma mudança realmente radical e profunda aconteça na humanidade.
Levante
Neste segmento final, Joseph e os especialistas convidados retomam algumas das idéias exploradas anteriormente e convidam o espectador a repensar sobre conceitos que tomamos por óbvios, mas que necessariamente não se aplicam a realidade, como por exemplo, achar que democracia e liberdade caminham juntos, quando a verdade não é essa. As atuais democracias, completamente reféns do mercado e de multinacionais, ditam leis que beneficiam bancos, financeiras, empreiteiras, grandes latifundiários e quando sobra um tempo, algo que beneficie o povo. Claro, temos muitos mais benefícios hoje do que tínhamos 100 anos atrás, mas até 100 anos atrás bancos e multinacionais não tinham o poder de comprar governos e botar por terra economias estrangeiras. Poder demais nas mãos de gente que só está interessada no lucro fácil e quase nunca preocupada com o bem estar humano ou ecológico. Lembremos o caso recente do derramamento de óleo da CHEVRON nas costas do Rio. Eles estavam tentando alcançar o leito de pré-sal clandestinamente! E a falta de ética deles não é uma exceção nesse mundo, ela é a regra.
A crise financeira dos EUA em 2008 prova que estamos chegando no limite e de acordo com especialistas, os governos e seus economistas vivem da ilusão de que é possível restaurar o crescimento e a “glória” do passado, quando nossos recursos energéticos atuais, água e outros recursos estão com seus dias contados.
E agora países da Europa começam a entrar em crise. As bolhas estão estourando e os governos e empresas continuam querendo mais produção e mais consumo quando a ordem deveria ser parar tudo e verificar outras vias.
O filme conclui com cenas utópicas e ingênuas de protestos pacíficos ao redor do mundo onde todos sacam seu dinheiro do bancos e o despejam em frente aos bancos centrais de seus respectivos países, fazendo os donos do poder perceberem que o sistema deles faliu e que uma nova ordem mundial está surgindo.
Mas todo mundo sabe o que acontece quando governos e multinacionais se sentem ameaçados: ditaduras e censura sobre o fluxo de informações (como o recente fechamento do MEGAUPLOAD).
Em seguida o filme mostra um possível futuro onde todos tem acesso a educação, saúde, moradia, lazer e alta tecnologia.
Sonho comunista, anarquista ou apenas humanista?
O futuro dirá.
Se o Estado tivesse interesse, as favelas seriam como a segunda opção desde sempre.
Todos sabem que isso só está acontecendo por causa da Copa.
Conclusão
Documentários engajados que acabaram por fundar um movimento que já conta com mais de 3 milhões de membros ao redor do mundo, a trilogia ZEITGEIST, por mais falhas ou inverdades que contenha, serve para fazer o espectador repensar os valores de sua vida, de sua sociedade e até mesmo a questão definitiva: afinal, para que estamos aqui?
E qualquer filme ou obra de arte que faça uma pessoa refletir sobre essas questões merece ser visto e revisto.
O diretor Peter Joseph também liberou o filme completo para download. Você pode baixá-lo aqui.
Movimento Zeitgeist Brasil
Canal do Movimento Zeitgeist no You Tube.
domingo, 24 de julho de 2011
ZEITGEIST: ADDENDUM (Idem, EUA, 2008) - Documentário

Se você acha que algo está muito errado em um mundo onde 1% da população detém 40% da riqueza e 34 mil crianças morrem todo dia de fome e doenças que poderiam ter sido evitadas, esse documentário foi feito pra você.
Como prometido, agora comento o segundo filme da trilogia ZEITGEIST.
Confira aqui minhas postagens sobre o primeiro filme e aqui sobre o Movimento Zeitgeist.
Se não quiser assistir pelo You Tube, você pode fazer o download em 3 formatos nesse site.
Vale lembrar que o produtor/diretor Peter Joseph liberou o filme para exibição e download em todo o mundo.
ZEITGEIST: ADDENDUM
“Não é uma demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.”Jiddu Krishnamurti (1895 – 1986)
O filme abre e fecha com palavras do filósofo e escritor Jiddu Krishnamurti, onde ele discorre sobre como nossa sociedade é construída e de como ela vai contra os sonhos de paz, harmonia e fraternidade entre as pessoas. De como ela nos aliena do resto da humanidade e de nós mesmos, mantendo-nos afastados de tudo aquilo que mais importa: o autoconhecimento.
Pois sem isso, nossa relação com o outro é prejudicada, pois como podemos (re)conhecer o outro sem conhecermos a nós mesmos primeiro?
Algumas pessoas querem mudar sua vida, as pessoas ao redor ou até mesmo o mundo. Mas no final das contas, as coisas quase sempre acabam ficando do mesmo jeito, pois as mudanças são quase sempre superficiais.
Mudanças impostas por leis ou sistemas políticos são quase sempre ditatoriais e quase nunca espelham o pensamento de um povo.
Uma lei antihomofobia, por exemplo, pode até ser boa no sentido de proteger quem realmente sofre com isso, mas por outro lado, não acaba com o preconceito ensinado dentro das famílias, da turma de amigos. A maioria continuará preconceituosa, só que agora elas ficarão com medo de falar para não serem punidas pela lei.
A fonte de todo o preconceito, a ignorância da população em relação a naturalidade do homossexualismo, continuará sem assistência, sem educação.
A verdadeira mudança tem que vir de dentro, pois só quando uma pessoa realmente se aprofunda dentro dela é que tem meios de mudar e causar uma revolução dentro de si. Isso sim, afetará sua vida, a dos outros e talvez até mesmo o mundo de forma significativa e produtiva.
Muito superior ao primeiro, ZEITGEIST: ADDENDUM é um tapa na cara de todos nós, que achamos que o está tudo bem só porque nada aparentemente ruim está acontecendo conosco.
Mas a verdade é que vivemos com medo de tudo: medo da violência, medo de perder alguém, medo de não ter dinheiro para pagar as contas, medo de não “dar certo” na vida, medo do que os outros acham da gente e até medo de nós mesmos.
São tantos medos que cada um de nós sentimos que isso ora nos paralisa, ora nos impulsiona. Mas essa acaba sendo uma dinâmica neurótica e como bem disse Roy Batty em BLADE RUNNER, “viver com medo é ser escravo”.
“Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre.”
Johann Wolfgang Goethe (1749 – 1832)
Na seqüência, o filme demonstra como a economia do mundo é construída de forma a parecer mais complicada do que é para nos desestimular a tentar entendê-la e assim não ver a armadilha em que estamos todos aprisionados: a armadilha do sistema monetário e da necessidade por dinheiro.

Nesse momento, o espectador, já revoltado, tem um vislumbre de como funciona a maquinaria cruel das casas da moeda e bancos de todos os países e vê depoimentos de ex-assassinos econômicos, agentes de países desenvolvidos enviados para alterar e modificar os rumos econômicos de países subdesenvolvidos para beneficiar seus países de origem, causando inflação e recessão como conseqüência. É claro, os agentes se aproveitam da corrupção endêmica dessas nações.
Mas o filme não se limita a desmascarar e criticar a corrupção, a poluição, a ganância e a violência do ser humano em relação a si mesmo e ao planeta. Na segunda parte do filme, ele aponta soluções práticas para realizar mudanças e apresenta uma nova concepção e visão do mundo e da humanidade.
Boicotes a produtos e empresas que destroem a natureza ou prejudicam as pessoas é uma das grandes armas que possuímos e que a maioria não se dá conta.Quantas vezes você já reclamou ou se indignou com algo e não fez nada?
Uma visão que para muito pode ser utópica e soar como ficção-científica, mas sempre é bom lembrar, que para nossos antepassados que viviam em tribos isoladas no deserto e florestas, nossa sociedade moderna, mesmo com todas nossas falhas e discrepâncias, lhes pareceria tão utópica quanto fantástica.
O movimento que nasceu a partir deste documentário pode demorar 100, 500 ou até 1.000 anos para causar mudanças significativas, mas se ninguém começar, esse é um futuro que nunca chegará...
O projeto Vênus, de Jacque Fresco, é uma realidade possível com os recursos atuais.Só falta a vontade política para mudar.
Se gostou do documentário e quer saber mais e encontrar pessoas com idéias similares, visite:
Movimento Zeitgeist Brasil
Canal do You Tube do Movimento Zeitgeist
terça-feira, 23 de novembro de 2010
POR DENTRO DO LSD - Documentário
Esse excelente documentário da National Geographic Explorer aborda o LSD e sua história de forma adulta, científica e sem preconceitos.
Um dos cientistas filosofa que durante nossa existência, existem acontecimentos que modificam a forma como uma pessoa passa a ver a vida.
Esses acontecimentos, segundo ele, seriam apaixonar-se, casar, ter filhos, uma separação dolorosa, sofrer pela morte de alguém próximo e provar LSD.
Concordo completamente.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
OS SUPER-HUMANOS – EM BUSCA DO FUTURO FANTÁSTICO – Documentário
Parte 2 – Parte 3 – Parte 4 – Parte 5 – Parte 6 – Parte 7 – Parte 8 – Parte 9
Esse fascinante documentário do DISCOVERY CHANNEL, feito usando uma estética de quadrinhos e um tom meio sensacionalista, que diminui um pouco de sua seriedade, mostra pessoas reais com habilidades incríveis. Algumas nasceram assim, outras treinaram sua mente para serem diferentes e no futuro não tão distante, de acordo com o documentário, implantes tecnológicos e modificações genéticas poderão estar disponíveis ao público comum.
Mais rápido? Mais forte? Mais resistente? Mais inteligente? Imortal?
Quem tiver dinheiro para pagar, verá!
E tem gente que acha que não dá para virar super-herói...
quarta-feira, 24 de março de 2010
LIBERDADE, ESSA PALAVRA - Documentário
Se você acha que a censura acontece só com reportagens do CQC, sinto muito informar, mas o buraco é muito mais embaixo.
Esse importante documentário exibe de forma muito clara e contundente como as garras dos políticos e da própria mídia se unem para calar a boca de jornalistas sérios.
Imperdível!
Especialmente para os mineiros...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
TERRÁQUEOS (Earthlings, EUA, 2005) – Documentário
Em 2006 achei este documentário meio que por acaso no You Tube e o assisti todo na hora. O documentário é narrado pelo ator Joaquin Phoenix, tem trilha sonora do Moby e pelo menos metade dele foi filmado com câmera escondidas.
Eu já sabia, como muita gente esclarecida sabe, que muitos animais, dos domésticos aos selvagens, são maltratados das mais diversas maneiras, sejas das mais simples como trancá-las em um zoológico às mais insanas como espancamento gratuito.
Mas eu não imaginava que a brutalidade e a loucura do ser humano fosse tão abrangente quanto sem sentido.
Eu fiquei com ódio (não raiva, ódio mesmo!), com pena dos animais e até de algumas das pessoas que são obrigadas a torturá-los e matá-los por dinheiro e com muita vergonha de fazer parte disso.
Eu chorei quase todo o tempo em que assisti o documentário.
E as imagens do que eu vi ainda me assombram, me entristecem e me fazem chorar.
Eu espero que você tenha forças pra ver até o final, pois pelo que vi, poucos conseguem assistir até o final.
Claro, a maioria de nós pode sempre dizer que sabemos que essas coisas acontecem, assim como eu pensava que sabia e que tinha uma noção razoável do que acontecia em matadouros, em circos, em laboratórios, em canis... mas depois de ver isso eu percebi que eu não sabia porra nenhuma!
O documentário, claro, busca angariar simpatizantes à causa vegana e de direitos dos animais, o que é justo, mas quase impossível, pois o bicho homem surgiu e floresceu graças ao consumo de carne. Sem carne nossos cérebros não teriam evoluído e nós ainda estaríamos vivendo como nossos primos das selvas. Isso não é bom nem ruim, foi apenas algo que aconteceu. Mas como agora somos seres racionais até certo ponto e dotados de empatia (capacidade de sentir/imaginar o que o outro sente), não precisamos fazer 90% do que é mostrado neste documentário e ainda assim o fazemos.
E para diminuir essa crueldade absurda, existem diversas pequenas atitudes que podem ajudar nossos companheiros e vizinhos animais: diminuir o consumo de produtos de origem animal, evitar comprar produtos de higiene de empresas que fazem testes com animais (a Body Shop é uma marca que NÃO faz testes com animais), tratar seu animal de estimação com respeito e como um animal (e não como gente), dar preferência por adotar animais de rua do que os de raça, não visitar zoológicos ou circos que utilizem animais, etc.
Mas caso você pretenda parar totalmente de consumir produtos de origem animal, consulte um nutricionista antes, visite sites confiáveis sobre comida vegetariana e vegana, mas ainda assim, lembre-se que seu corpo pode não estar pronto para se adaptar a viver sem carne. E pode até mesmo nunca estar. Infelizmente essa não é uma decisão que depende exclusivamente de uma mera racionalização. Cada corpo tem suas próprias necessidades nutricionais. Tenha isso em mente.
Quer saber mais, como ajudar, participar, esclarecer dúvidas, dar sugestões sobre os direitos dos animais?
Visite Direitos Animais!
Toda vida é sagrada!
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