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domingo, 22 de julho de 2018

VACINAÇÃO - Campanha



Demorou algumas décadas após o primeiro grupo de malucos conspiratórios nos EUA começarem a falar que vacinas causavam certas doenças, eram meios de controlar a população ou até mesmo matá-la para que essa mentira se espalhasse pelo mundo e começasse a causar doenças e mortes. Apesar do discurso não fazer sentido, muitas pessoas não são racionais e muitas abraçaram essa causa demente que se popularizou com a internet.

Em 1904, no Brasil, houve a Revolta da Vacina, onde imprensa e população se rebelaram contra a vacinação, algo totalmente novo, que teve que ser imposto pelo governo para salvar milhares de vidas que morriam desnecessariamente a cada ano.

Agora, graças às fake news e boatos constantes sobre vacinas, doenças que estavam praticamente erradicadas, estão voltando. E não são apenas os filhos de pais ignorantes que arriscam pegar as doenças, mas também crianças ainda não vacinadas, que ao ter contato com crianças contaminadas, podem adoecer. 

Por isso, se você souber de pais que advoguem essa loucura, denuncie-os anonimamente na escola onde o filho deles estuda para que a escola cobre a carteira de vacinação deles. Muitas das vacinas são obrigatórias é é um ato criminoso que os pais não cuidem da saúde da criança que não tem idade para poder escolher se quer ficar doente, paralítica ou morrer. 

E denuncie também ao Conselho Tutelar de sua cidade. Joga no Google pra descobrir o telefone / e-mail.

Lembre-se, você pode salvar a vida de uma criança.



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sábado, 10 de janeiro de 2015

VOCÊ SABE DE ONDE VEM SEUS ALIMENTOS? - Documentário


"Todos os sábados, junto aos primeiros feixes de luz do vagaroso Sol, chegam à Avenida José Bonifácio dezenas de gentes de mãos sujas. São de uma cor e de um cheiro de terra que vêm de diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Elas puxam cordas, esticam lonas, montam estacas de ferro ou madeira e empilham caixas coloridas. Aqui, uma vez por semana, encontram-se com outras mãos, sem calos e fedendo a sabonete, trazendo o alimento mais limpo no qual já puderam tocar.
Há 22 anos, a Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) de Porto Alegre preenche o canteiro central na pequena rua em frente ao Parque Farroupilha. Na famosa Rua do Brique, Rua do Colégio Militar, Rua da Redenção, as manhãs de sábado recebem desconhecidas beldroegas, ora-pró-nóbis, kinos, juçaras, araçás e tantas outras. Além de milhares de outros alimentos distribuídos em 41 bancas permanentes e oriundos de uma produção livre de agrotóxicos e insumos químicos.
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Porto Alegre, em 16 de outubro de 1989, foi a primeira cidade brasileira a realizar uma feira ecológica após o boom da Revolução Verde nos anos 1970. A iniciativa foi da Cooperativa Coolmeia, marcando o Dia Mundial da Alimentação. José Lutzenberger, Sebastião Pinheiro, Jacques Saldanha, Nélson Diehl, Glaci Campos Alves e outros nomes estão entre os fundadores da Feira. Hoje, 149 famílias divulgam sua prática agroecológica e, mais do que isso, o trabalho coletivo da Associação dos Agricultores Ecologistas Solidários do RS, temas tão caros ao pensamento acerca da biodiversidade.
A variedade dos alimentos oferecidos para os frequentadores da Feira supreende: quantas vezes pensamos nas outras possibilidades de arroz para além do branco e do integral? O agricultor da Associação Biodinâmica do Sul, Juarez Felipi Pereira, 55 anos, assusta. O "Seu Juarez dos arrozes" traz a Porto Alegre arroz cateto, aromático, agulhão, preto, vermelho e moti. Hoje guardião de sementes, Seu Juarez começou praticando a agricultura convencional, até perceber que estava contribuindo para o empobrecimento da biodiversidade, além de perder pontos na própria saúde.
-- Quando o agricultor escolhe o que plantar, ele escolhe o que acha que há de melhor, afirma.
Seu Juarez defende as "suaves misturas" que a natureza provoca, inclusive entre os 19 tipos de arroz que hoje cultiva, sem nunca ter se preocupado em purificá-los. Para ele, a sociedade, violentada pelo imperativo econômico da Revolução Verde, desconhece a variedade existente de alimentos. Conceito que a ativista ambiental indiana e doutora em física Vandana Shiva ampliaria, criando o entendimento do que chama de "monoculturas da mente".
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Certamente essa tendência de monocultura leva a um posicionamento centrador, que bloqueia o avanço de um conhecimento maior sobre tipos de alimentos ainda desconhecidos. Esse comportamento que a visão positiva traz a qualquer conhecimento do mundo exclui possibilidades outras, ou seja, para "fora do caminho" pragmático da eficiência, que não sirvam para aplicação na lógica mecânica do sistema financeiro.
Seu Juarez adiciona: quando leva seu arroz para a Feira, o pagamento ainda é outro. O amor e a gratidão do "cidadão urbano" (termo que preferiu em vez de "consumidor") para com aquele que produziu o alimento de forma harmoniosa volta através das mãos do agricultor.
- Esse amor que eu recebo na rua eu planto junto, eu levo para a terra."

Extraído do texto "A importância das mãos " de Anelise de Carli

A feira acontece aos sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio, Bairro Bonfim, Porto Alegre.