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sábado, 18 de maio de 2013
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
ZEITGEIST: MOVING FORWARD (2011, EUA) - Documentário
A famosa introdução do filme.
Bem, confesso que fui e ainda vou às lágrimas quando vejo Jacque Fresco dizendo essas palavras no final. Elas basicamente resumem minha indignação e meu horror diante de uma sociedade que poderia ser tão mais responsável e cuidadosa com os seus membros, mas que escolhe justamente o caminho inverso e brutaliza, emburrece, violenta e destrói corpos, mentes e almas.
O filme teve sua estréia mundial em 60 países, 315 salas e 30 línguas. Tudo com um custo mínimo, graças a um dedicada rede de milhares de voluntários. Em muitos lugares a exibição foi gratuita e as que não puderam ser, foi porque foram usadas salas de cinema, que claro, precisam fazer dinheiro.
A trilogia ZEITGEIST está entre os documentários mais vistos no mundo, graças ao fato de seu download ser liberado pelos autores, que percebem que a necessidade de passar informações adiante é muito mais valiosa do que a necessidade individual de obter lucros.
Esse terceiro filme da trilogia, somente no vídeo original do You Tube, já tem quase 14 milhões de acessos. Bem, parece que a mensagem está sendo passada. Mas que mensagem é essa? Bem, antes de mais nada recomendo assistir o documentário anterior: ZEITGEIST: ADDENDUM. O primeiro documentário, ZEITGEIST eu só recomendo para os mais curiosos, visto que ele fala muito mais de teorias da conspiração do que discute sobre o estado das coisas.
Mas em relação ao filme de quase 3 horas de duração, depois de um breve prólogo sobre como somos levados a acreditar na ambição e no consumo para sermos felizes na vida e na introdução de Fresco, o filme se divide em capítulos, sendo o primeiro:
Natureza Humana
Neste segmento, especialistas em genética, comportamento e psicólogos tentam explicar como o ser humano nasce com faculdades, comportamentos, ou doenças pré-determinadas mas o ambiente externo é que vai determinar o que vai emergir de cada um. É aquilo que já foi comprovado em pesquisas, se você leva uma vida estressada, é uma pessoa raivosa, triste ou guarda mágoas demais, seus sistema imunológico vai ter suas defesas prejudicadas e doenças comuns como uma gripe e até mesmo um câncer tem mais chances de surgirem. Da mesma forma uma criança abusada durante a infância tem muito mais chances de crescer para virar um adulto violento. A conclusão é que não somos bons ou maus (usando maniqueísmo apenas como ilustração), mas frutos do nosso ambiente. Claro, alguns de nós podemos ter mais inclinações para sermos mais egoístas ou altruístas, mas o ambiente, a forma como somos criados e as experiências pelas quais passamos é que vão determinar como seremos no fim das contas.
Clique para ampliar.
Dois exemplos que não são citados no filme sobre como o ambiente apode alterar radicalmente a postura mental e a vida das pessoas mas que gostaria de apontar aqui, são o filme TIROS EM COLUMBINE, de Michael Moore e a cultura Mosuo, na China. No filme de Moore, ele fala da indústria de armas e violência dos EUA e em como a mídia alimenta a paranóia do povo transmitindo ininterruptamente notícias de crimes, assassinatos e guerra. Apesar de ser a maior economia do mundo, os EUA tem uma violência de Terceiro Mundo. Para exemplificar isso, no filme, Moore visita duas cidades na fronteira entre EUA e Canadá. Do lado americano, muitas grades, todos com portas trancadas e o habitual número de crimes e assassinatos. Atravessando o rio para chegar ao Canadá, Moore se depara a maioria dos lugares e casa sem grades, portas destrancadas e uma baixa estatística de crimes e assassinatos. Uma vida melhor e quase sem violência a meros dois quilômetros de distância. O que explica isso senão uma cultura permeada de medo, desconfiança e violência?Já a cultura Mosuo, um povo da China que vive numa localidade com 40.000 habitantes, é, até onde se sabe a única grande sociedade matriarcal existente. Nesse local, as mulheres mandam, os homens obedecem. E eles não são uma sociedade isolada. Elas são privilegiadas em relação ao estudo, ao trabalho e ao sexo. A revolução comunista tentou fazer com que essa sociedade se tornasse patriarcal e as mulheres subservientes, mas não deu certo e tanto homens quanto mulheres preferiram voltar ao sistema matriarcal, pois todos se sentem melhor com ele. Nesse sistema, não há crianças nem velhos abandonados e a família é o centro de tudo. Mas é uma família bem diferente das nossas. Para saber mais como é uma sociedade dominada por mulheres, clique aqui.
As mulheres Mosuo nunca precisaram queimar sutiãs.
Novamente, o modo como mulheres e homens são criados em uma sociedade completamente distinta da nossa mostra como o ambiente nos faz diferentes. Para aqueles que acham que a mera genética que torna os homens fisicamente mais fortes é o que determina sua liderança “natural”.
A questão, como sempre, trata de sabermos quem realmente somos e como podemos ir contra nosso, como diz um dos especialistas, comportamento aberrante ditado pela sociedade e seus preconceitos.
Voltando ao assunto abordado no segundo filme da trilogia, esse segmento discute as origens do mercado, de como os produtos criados pelo homem foram substituídos por dinheiro e de como o próprio dinheiro, a príncipio apenas um símbolo que representaria os seus bens reais, passou a ser um produto por si só e negociado entre nações e pessoas sem efetivamente produzir nada no processo.
Não é o assunto mais complexo do filme, sendo este a Natureza Humana, mas é o mais complicado de entender, pois a maioria de nós vê os detalhes da Economia, do Direito e da Política como mundos alienígenas anos-luz de nós. Entretanto, é essa Trindade, que nada tem de santa em nossos dias, que molda nossas vidas e nossos destinos.
Quase tudo o que fazemos é tem relação direta ou indiretamente pelo objetivo de obter dinheiro ou lucro financeiro.
Estudamos coisas que não são realmente necessárias nem verdadeiras para nós com o intuito de amealhar uma quantia suficiente para nos sentirmos seguros, para não acabarmos como aqueles pobres coitados que vemos na rua ou então por pura ganância, para termos cada vez mais bens, pelo prazer supérfluo de ter produtos que trazem pouco ou nenhum significado às nossas vidas.
Os economistas e ex-funcionários do governo americano que dão voz a este segmento também falam em como economias de países são prejudicadas em favor de outro e como se dá esse processo em determinados níveis.
Peter Joseph, o diretor e narrador intervém com questionamentos sobre a lógica de nosso sistema monetário e político e se pergunta se o objetivo de uma economia não deveria ser economizar recursos para que se tenha sempre... Mas o que se faz parece ser justamente o contrário. A economia faz tudo, menos economizar, já que procura produzir constantemente produtos que estragam logo (a famosa obsolescência programada) para que mais e mais sejam produzidos, esgotando cada vez mais rápido nossos recursos naturais e poluindo o meio ambiente.
De quem foi a ideia de que precisamos de mil modelos diferentes de celulares?
E porque (quase) todo mundo acha isso normal e não uma loucura?
Ao final desse capítulo, volume de informações para o leigo é tão grande que eu sugiro que o espectador faça um esforço extra e anote tudo o que for de seu interesse para verificação mais tarde. Muitos críticos desse filme apontam verdades e inverdades caminhando juntos neste segmento e a melhor coisa a fazer nesse caso é contrapor informações para tentar chegar a uma conclusão mais próxima da realidade.
Projeto Terra
Nesse ponto, o filme tenta vir com uma solução radical e inovadora para a maior parte dos problemas que afligem o planeta e os seres humanos.
Alegando que sistemas políticos, econômicos e religiosos não tem a solução para as mazelas humanas e na verdade, as estão aumentando, Peter Joseph lança a idéia de uma Economia Baseada em Recursos (EBR). Baseada em métodos científicos e não mais nas ilusões corrompidas e corruptas de sistemas falidos, a EBR basearia a oferta no limite do que cada local pode oferecer a seus habitantes e toda abundância de determinado produto/alimento seria enviado para locais que não disporiam dele e vice-versa. Segundo o documentário, há recursos suficientes na Terra para que todos os 7 bilhões de pessoas vivam dignamente, usufruindo de educação, saúde, moradia e lazer. Bem, isso é um fato inegável, visto que matérias com essa conta matemática abundam pelos meios de comunicação. A recente capa da VEJA é um exemplo. Alguns anos atrás li que o dinheiro gasto em ração pra animais domésticos nos EUA em um único ano seria suficiente para levar saneamento básico para metade da África. Saneamento básico representando dezenas de milhares de pessoas que, anualmente, não morrerão por falta de água ou doenças advindas da falta de esgotos.
A seguir, Joseph apresenta o Projeto Vênus, uma cidade futurista criada e planejada por Jacque Fresco e seus colaboradores. Criador também da EBR, Fresco discorre sobre como uma sociedade sadia e não-agressiva perante a natureza se comportaria. As ideias e a filosofia de Fresco são tão envolventes quanto comoventes, mas é ingenuidade achar que isso acontecerá em breve ou mesmo nas próximas gerações.
Esse é um trabalho de formiguinha e assim como os primeiros cristãos levaram 400 anos para fazer o Império Romano abraçar a causa cristã, tempo similar deve levar para que uma mudança realmente radical e profunda aconteça na humanidade.
Levante
Neste segmento final, Joseph e os especialistas convidados retomam algumas das idéias exploradas anteriormente e convidam o espectador a repensar sobre conceitos que tomamos por óbvios, mas que necessariamente não se aplicam a realidade, como por exemplo, achar que democracia e liberdade caminham juntos, quando a verdade não é essa. As atuais democracias, completamente reféns do mercado e de multinacionais, ditam leis que beneficiam bancos, financeiras, empreiteiras, grandes latifundiários e quando sobra um tempo, algo que beneficie o povo. Claro, temos muitos mais benefícios hoje do que tínhamos 100 anos atrás, mas até 100 anos atrás bancos e multinacionais não tinham o poder de comprar governos e botar por terra economias estrangeiras. Poder demais nas mãos de gente que só está interessada no lucro fácil e quase nunca preocupada com o bem estar humano ou ecológico. Lembremos o caso recente do derramamento de óleo da CHEVRON nas costas do Rio. Eles estavam tentando alcançar o leito de pré-sal clandestinamente! E a falta de ética deles não é uma exceção nesse mundo, ela é a regra.
A crise financeira dos EUA em 2008 prova que estamos chegando no limite e de acordo com especialistas, os governos e seus economistas vivem da ilusão de que é possível restaurar o crescimento e a “glória” do passado, quando nossos recursos energéticos atuais, água e outros recursos estão com seus dias contados.
E agora países da Europa começam a entrar em crise. As bolhas estão estourando e os governos e empresas continuam querendo mais produção e mais consumo quando a ordem deveria ser parar tudo e verificar outras vias.
O filme conclui com cenas utópicas e ingênuas de protestos pacíficos ao redor do mundo onde todos sacam seu dinheiro do bancos e o despejam em frente aos bancos centrais de seus respectivos países, fazendo os donos do poder perceberem que o sistema deles faliu e que uma nova ordem mundial está surgindo.
Mas todo mundo sabe o que acontece quando governos e multinacionais se sentem ameaçados: ditaduras e censura sobre o fluxo de informações (como o recente fechamento do MEGAUPLOAD).
Em seguida o filme mostra um possível futuro onde todos tem acesso a educação, saúde, moradia, lazer e alta tecnologia.
Sonho comunista, anarquista ou apenas humanista?
O futuro dirá.
Se o Estado tivesse interesse, as favelas seriam como a segunda opção desde sempre.
Todos sabem que isso só está acontecendo por causa da Copa.
Conclusão
Documentários engajados que acabaram por fundar um movimento que já conta com mais de 3 milhões de membros ao redor do mundo, a trilogia ZEITGEIST, por mais falhas ou inverdades que contenha, serve para fazer o espectador repensar os valores de sua vida, de sua sociedade e até mesmo a questão definitiva: afinal, para que estamos aqui?
E qualquer filme ou obra de arte que faça uma pessoa refletir sobre essas questões merece ser visto e revisto.
O diretor Peter Joseph também liberou o filme completo para download. Você pode baixá-lo aqui.
Movimento Zeitgeist Brasil
Canal do Movimento Zeitgeist no You Tube.
domingo, 24 de julho de 2011
ZEITGEIST: ADDENDUM (Idem, EUA, 2008) - Documentário

Se você acha que algo está muito errado em um mundo onde 1% da população detém 40% da riqueza e 34 mil crianças morrem todo dia de fome e doenças que poderiam ter sido evitadas, esse documentário foi feito pra você.
Como prometido, agora comento o segundo filme da trilogia ZEITGEIST.
Confira aqui minhas postagens sobre o primeiro filme e aqui sobre o Movimento Zeitgeist.
Se não quiser assistir pelo You Tube, você pode fazer o download em 3 formatos nesse site.
Vale lembrar que o produtor/diretor Peter Joseph liberou o filme para exibição e download em todo o mundo.
ZEITGEIST: ADDENDUM
“Não é uma demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.”Jiddu Krishnamurti (1895 – 1986)
O filme abre e fecha com palavras do filósofo e escritor Jiddu Krishnamurti, onde ele discorre sobre como nossa sociedade é construída e de como ela vai contra os sonhos de paz, harmonia e fraternidade entre as pessoas. De como ela nos aliena do resto da humanidade e de nós mesmos, mantendo-nos afastados de tudo aquilo que mais importa: o autoconhecimento.
Pois sem isso, nossa relação com o outro é prejudicada, pois como podemos (re)conhecer o outro sem conhecermos a nós mesmos primeiro?
Algumas pessoas querem mudar sua vida, as pessoas ao redor ou até mesmo o mundo. Mas no final das contas, as coisas quase sempre acabam ficando do mesmo jeito, pois as mudanças são quase sempre superficiais.
Mudanças impostas por leis ou sistemas políticos são quase sempre ditatoriais e quase nunca espelham o pensamento de um povo.
Uma lei antihomofobia, por exemplo, pode até ser boa no sentido de proteger quem realmente sofre com isso, mas por outro lado, não acaba com o preconceito ensinado dentro das famílias, da turma de amigos. A maioria continuará preconceituosa, só que agora elas ficarão com medo de falar para não serem punidas pela lei.
A fonte de todo o preconceito, a ignorância da população em relação a naturalidade do homossexualismo, continuará sem assistência, sem educação.
A verdadeira mudança tem que vir de dentro, pois só quando uma pessoa realmente se aprofunda dentro dela é que tem meios de mudar e causar uma revolução dentro de si. Isso sim, afetará sua vida, a dos outros e talvez até mesmo o mundo de forma significativa e produtiva.
Muito superior ao primeiro, ZEITGEIST: ADDENDUM é um tapa na cara de todos nós, que achamos que o está tudo bem só porque nada aparentemente ruim está acontecendo conosco.
Mas a verdade é que vivemos com medo de tudo: medo da violência, medo de perder alguém, medo de não ter dinheiro para pagar as contas, medo de não “dar certo” na vida, medo do que os outros acham da gente e até medo de nós mesmos.
São tantos medos que cada um de nós sentimos que isso ora nos paralisa, ora nos impulsiona. Mas essa acaba sendo uma dinâmica neurótica e como bem disse Roy Batty em BLADE RUNNER, “viver com medo é ser escravo”.
“Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre.”
Johann Wolfgang Goethe (1749 – 1832)
Na seqüência, o filme demonstra como a economia do mundo é construída de forma a parecer mais complicada do que é para nos desestimular a tentar entendê-la e assim não ver a armadilha em que estamos todos aprisionados: a armadilha do sistema monetário e da necessidade por dinheiro.

Nesse momento, o espectador, já revoltado, tem um vislumbre de como funciona a maquinaria cruel das casas da moeda e bancos de todos os países e vê depoimentos de ex-assassinos econômicos, agentes de países desenvolvidos enviados para alterar e modificar os rumos econômicos de países subdesenvolvidos para beneficiar seus países de origem, causando inflação e recessão como conseqüência. É claro, os agentes se aproveitam da corrupção endêmica dessas nações.
Mas o filme não se limita a desmascarar e criticar a corrupção, a poluição, a ganância e a violência do ser humano em relação a si mesmo e ao planeta. Na segunda parte do filme, ele aponta soluções práticas para realizar mudanças e apresenta uma nova concepção e visão do mundo e da humanidade.
Boicotes a produtos e empresas que destroem a natureza ou prejudicam as pessoas é uma das grandes armas que possuímos e que a maioria não se dá conta.Quantas vezes você já reclamou ou se indignou com algo e não fez nada?
Uma visão que para muito pode ser utópica e soar como ficção-científica, mas sempre é bom lembrar, que para nossos antepassados que viviam em tribos isoladas no deserto e florestas, nossa sociedade moderna, mesmo com todas nossas falhas e discrepâncias, lhes pareceria tão utópica quanto fantástica.
O movimento que nasceu a partir deste documentário pode demorar 100, 500 ou até 1.000 anos para causar mudanças significativas, mas se ninguém começar, esse é um futuro que nunca chegará...
O projeto Vênus, de Jacque Fresco, é uma realidade possível com os recursos atuais.Só falta a vontade política para mudar.
Se gostou do documentário e quer saber mais e encontrar pessoas com idéias similares, visite:
Movimento Zeitgeist Brasil
Canal do You Tube do Movimento Zeitgeist
segunda-feira, 14 de março de 2011
ZDAY - DIA 19 /20 DE MARÇO
O ZDay (Zeitgeist Day/Dia Zeitgeist) é um evento internacional que acontece uma vez por ano. Neste período (que na verdade costuma durar mais do que um simples dia) os membros do Movimento Zeitgeist pelo mundo organizam diversos tipos de eventos de divulgação em sua região.
O QUE É O MOVIMENTO ZEITGEIST?
O Movimento Zeitgeist não é um movimento político. Ele não reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Nossos entenderes nos levam à conclusão de que essas distinções são falsas e ultrapassadas, e estão longe de ser fatores positivos para o verdadeiro potencial e crescimento humanos coletivos. Suas bases estão na divisão do poder e estratificação, e não na união e igualdade – nossos objetivos. Embora seja importante compreender que tudo na vida é uma progressão natural, devemos também reconhecer o fato de que a espécie humana tem a capacidade de retardar drasticamente e paralisar o progresso através de estruturas sociais obsoletas, dogmáticas e, por conseguinte, em desarranjo com a própria natureza. O mundo que vemos hoje, cheio de guerras, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, epidemias, abusos aos direitos humanos, desigualdade e crime, é o resultado desta paralisia.
Pode trocar o nome do Lula por quase qualquer político deste planeta que dá no mesmo.Um sistema onde quase todos seus membros são corruptos não é sustentável.
Este movimento tem a ver com a conscientização em defesa de um progresso evolucionário fluido, tanto pessoal como social, tecnológico e espiritual. Ele reconhece que a espécie humana está num caminho natural para a unificação, oriundo de um reconhecimento comunal de compreensões fundamentais e quase empíricas de como a natureza funciona e de como nós, enquanto humanos, nos encaixamos/somos parte deste desdobramento universal que chamamos de vida. Embora esse caminho exista, ele infelizmente está obstruído e é desconhecido pela grande maioria dos seres humanos, que continuam a perpetuar modos de conduta e associações ultrapassados e, portanto, degenerativos. É essa irrelevância intelectual que o Movimento Zeitgeist espera superar por meio da educação e de ações sociais.
O objetivo é revisar nossa sociedade mundial de acordo com o conhecimento atual em todos os níveis, não apenas conscientizando sobre as possibilidades sociais e tecnológicas que muitos foram condicionados a pensar serem impossíveis ou contra a “natureza humana”, mas também para fornecer meios de superar esses elementos que perpetuam estes sistemas obsoletos na sociedade.
Uma importante parceria, da qual se originam muitas das ideias deste movimento, vem de uma organização chamada “Projeto Venus”, dirigida pelo engenheiro social e projetista industrial Jacque Fresco. Ele trabalhou por quase toda a sua vida para criar as ferramentas necessárias para auxiliar na concepção do mundo que poderia eventualmente erradicar as guerras, a pobreza, o crime, a estratificação social e a corrupção. Suas ideias não são radicais ou complexas. Elas não exigem uma interpretação subjetiva durante a sua formação. Nesse modelo, a sociedade é criada como um espelho da natureza, com as variáveis predefinidas, inerentemente.
O movimento em si não é uma construção centralizada.
Não estamos aqui para conduzir, mas para organizar e educar.
Quer saber mais? Clique aqui.
Verifique aqui a programação em sua cidade, que pode ter uma data diferente.
PROGRAMAÇÃO – PORTO ALEGRE
DIA 19/03
Local: Usina do Gasômetro.
A abertura oficial do ZDay será às 15h, mas os membros estarão presentes no local a partir das 9h.
O evento é completamente gratuito e terá palestras, exibições de filmes e galeria de imagens do Projeto Venus, além da distribuição de DVDs e outros materiais.
Programação detalhada:
10h - Exibição de curtas
15h - Abertura oficial/Palestra O Movimento Zeitgeist
15h - Zeitgeist: Addendum (sala de cinema P. F. Gastal)
16h - Palestra sobre economia baseada em recursos
17h15 - Future By Design (sala de cinema P. F. Gastal)
18h - Palestra sobre educação
19h - Sessão de perguntas e respostas
19h - Zeitgeist: Moving Forward (sala de cinema P. F. Gastal)
22h - Festa no Passageiro59 (detalhes abaixo)
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Para comemorar a realização do ZDay, estaremos realizando uma festa no Passageiro59, com shows de bandas e muita socialização. A festa começa às 23h e é aberta ao público, tragam seus amigos!
Local: Passageiro59 (Rua Santa Teresinha, 59 - Bom Fim)
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DIA 20/03
Local: Usina do Gasômetro.
O evento terá palestras, exibição de filmes e galeria de imagens do Projeto Venus, além da distribuição de DVDs e outros materiais.
Programação detalhada:
10h - Exibição de curtas
15h - Palestra sobre o método científico
15h - Future By Design (sala de cinema P. F. Gastal)
16h - Palestra Evolução Natural x Evolução Consciente
16h45 - Zeitgeist: Moving Forward (sala de cinema P. F. Gastal)
17h - Palestra sobre economia baseada em recursos
19h - Palestra O Que Fazer
19h45 - Zeitgeist: Addendum (sala de cinema P. F. Gastal)
20h - Sessão de perguntas e respostas
Ajude a divulgar!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
ZEITGEIST – O FILME (2007, EUA) Documentário

Dirigido por Peter Joseph, ZEITGEIST (pronuncia-se zait-gaisst) é um documentário extremamente polêmico dividido em três partes, que certamente irá agradar quem adora teorias conspiratórias, história, política e se preocupa onde afinal, o ser humano vai parar do jeito que as coisas vão...
Zeitgeist é uma palavra alemã que significa “o espírito do tempo”, o que em braves palavras, refere-se à intelectualidade, política e cultura do mundo em determinada época.
Sobre o filme...
Na primeira parte ele exibe diversas informações buscando desacreditar as religiões vigentes e principalmente o Cristianismo mostrando diversas similaridades e coincidências entre o Sol, antigos deuses e Cristo.
Apesar do raciocínio lógico seguido por Joseph nesta seqüência e algumas afirmações serem corretas, há várias que contém falhas gritantes e omissão de dados em favor de sua cruzada contra o Jesus bíblico. Por isso, sugiro ao espectador não levar a sério tudo o que ele fala e investigar por si mesmo através de livros ou mesmo em sites confiáveis.
A segunda parte fala sobre o atentado de 11 de Setembro e abraça a popular teoria conspiratória de que foi o próprio governo americano que arquitetou e executou a morte de mais de 3.000 pessoas no ataque ao World Trade Center para ter uma desculpa para invadir o Oriente Médio.
Novamente, o diretor/narrador força a barra em sua afirmações, embora algumas sejam extremamente pertinentes, como o fato de não haver restos identificáveis do avião que acertou o Pentágono e o governo ter confiscado todas as fitas e gravações desse ataque e nunca ter liberado imagem alguma do acidente, apenas uma em que se vê um borrão. Mas novamente, é bom contrapor informações na internet.
A terceira parte, é também conspiratória, mas mais realista quando fala em como os grande banqueiros mundiais com a ajuda de governos arquitetaram colapsos econômicos e eventos que levaram a duas guerras mundiais e muitas outra guerras locais.
E é essa terceira parte, que realmente deve ser levada em consideração, pois em seu segundo documentário, ZEITGEIST: ADDENDUM, Peter Joseph continua de onde ele parou neste filme e diz a que veio.
E o que ele fala no segundo filme, foi tão impactante para tantas pessoas no mundo inteiro, que fez surgir um movimento chamado ZEITGEIST, que segundo fui informado, já conta com mais de 3 milhões de membros cadastrados ao redor do mundo.
Mas disso eu falarei em uma próxima ocasião.
Por enquanto, assistam ao documentário legendado em:
ZEITGEIST on line.
Download ZEITGEIST.
Atenção: o produtor/diretor liberou o filme para ser exibido gratuitamente na internet, assim como seu download.
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