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sábado, 5 de agosto de 2017
A MÁSCARA EM QUE VOCÊ VIVE - Trailer
Este ótimo documentário sobre como a sociedade força meninos e homens a fingirem ser algo que não são e nem querem ser é essencial para entendermos muito do nosso nocivo comportamento masculino.
No NETTFLIX com o nome THE MASK WE LIVE IN.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
PODRES DE MIMADOS - Livro
Diferentemente de outras duas obras do autor, A vida na sarjeta e Nossa cultura... ou o que restou dela, que são coletâneas de artigos sobre temas diversos, Podres de mimados trata de um único tema: como o culto do sentimento “tem destruído nossa capacidade de pensar e até a consciência de que é necessário pensar”. Ou, em outras palavras, quais são as consequências sociais e políticas das ações de uma sociedade que se permite pautar predominantemente pelos sentimentos.
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
SER GORDO É BONITO? - Ensaio
Arte do artista colombiano Fernando Botero.
Muito se tem falado sobre a autoestima de pessoas com excesso de peso, sobre se acharem bonitas, se aceitarem como são e que as pessoas as aceitem assim.
Mas os argumentos de que pessoas gordas podem ser felizes, que não se importam com a opinião dos outros, que são contra a ditadura dos padrões de beleza contemporâneos podem ser muito bacanas em termos de politicamente correto, mas falham miseravelmente quando confrontados com a evolução humana ou a medicina moderna. Leia aqui sobre os sinais que indicam se você está sofrendo com isso.
Em termos evolutivos, não existiam pessoas com excesso de peso antes de nossa civilização se tornar sedentária. Ter que fugir de animais selvagens e enfrentar ou escapar de outras tribos hostis eram ações que exigiam um corpo em forma. Pessoas com excesso de peso ficavam para trás e eram presas fáceis. Já na era moderna, se sabe que apenas 10 kgs acima do peso basta para aumentar a probabilidade de algumas doenças. E para quem está com 20 kgs acima do peso, qualquer médico que se preocupe com seu paciente recomenda o início imediato de dietas e exercícios. E se a pessoa estiver com 30 kgs ou mais, ela provavelmente já desenvolveu uma ou mais doenças relativas ao peso. Leia aqui as diversas doenças e problemas que o excesso de peso pode ocasionar.
A imagem é um deboche, mas em qualquer situação de perigo real onde correr rápido faça a diferença entre viver e morrer, o excesso de peso pode lhe custar a vida.
Algumas pessoas sofrem de problemas hereditários que realmente pode deixá-las com excesso de peso, mas essa é uma porcentagem muito pequena da população. A maioria das pessoas gordas é simplesmente gorda porquê come demais. Algumas apenas porque gostam de comer e não sabem quando parar, outras, com problemas emocionais ou neuroses, buscam compensar suas carências e inseguranças com a comida. Assim como um alcoólatra faz com a bebida. Esses casos são mais complicados, mas ao se buscar ajuda psicológica, um processo de cura se inicia.
Então, diante da realidade, todos os argumentos de que ser gordo é bacana, legal ou aceitável, não encontram aceitação na medicina ou na própria história da humanidade. Se antigamente se faziam estátuas para pessoas gordas ou se achava pessoas acima do peso um belo padrão de beleza, era porque as pessoas passavam muita fome e ter gordura no corpo significava que a pessoa tinha o que comer e talvez fosse realmente mais saudável naquela época até um certo ponto, porque quem não tinha o que comer costumava também adoecer e ficar anêmico.
A maioria das pessoas tem dificuldade de se controlar diante da fartura de comida.
Comece a se impor limites nas refeições, especialmente em buffets, pizzarias e churrascarias.
Isso de forma alguma quer dizer que pessoas com excesso de peso possam ser discriminadas de qualquer forma, mas tampouco se deve achar que essa é uma condição normal e aceitável do corpo humano, porquê não é. Mamíferos que precisam acumular gordura no corpo são apenas aqueles que vivem em condições extremas de frio. E todo mundo que possui um cão ou gato gordo em casa, sabe o quão limitado o animal fica para fazer suas atividades normais e costuma levar advertências do veterinário sobre o estado do bichinho.
O excesso de adolescentes com excesso de peso tem se tornado um problema de saúde no Brasil e isso, além dos problemas óbvios, também prejudica em muito sua autoestima em um período em que a sexualidade aflora e muitos deles se veem rejeitados pelo excesso de peso que seus pais foram relapsos em ensinar, cuidar e tratar.
Seria muito bom que a sociedade humana visse as pessoas pela caráter delas e não pela aparência, mas a humanidade age através de instintos e todo macho e fêmea procura parceiros sexualmente atraentes.
Como a humanidade hoje tem uma grande diversidade de pessoas, também existem àqueles que realmente se sentem atraídos por pessoas com excesso de peso, mas são uma minoria. O fato é que pessoas gordas, por mais inteligentes ou bacanas que sejam, quase sempre são preteridas no emprego e em relacionamentos, sem falar nas inúmeras dificuldades corporais do dia-a-dia. Uma pessoa gorda que precisa ser levada para um hospital ou atendida em um, demanda muito mais trabalho e dificuldades do que uma pessoa com um peso dentro da média. Tudo é mais complicado.
Agora a pergunta: vale a pena ser assim pelo prazer da comida? Algumas pessoas dirão que sim e será verdade, outras mentirão para si mesmas dizendo que está tudo bem quando na verdade gostariam de ter corpos melhores e mais oportunidades de emprego, de relacionamentos e até mesmo de lazer. A questão é, se você não tem um problema genético ou incapacitante que te impede de perder peso, porquê permanecer desse jeito? Procure descobrir as causas emocionais ou psicológicas que te levaram a ficar assim; consulte um terapeuta, um médico. No caso das mulheres, ninguém precisa ter corpo de modelo. Até porque a maioria delas não tem corpos normais, passam fome e algumas até parecem doentes. O correto é buscar manter um corpo em que você se sinta livre, confortável e com saúde. E poucas pessoas atingem isso com excesso de peso.
domingo, 18 de setembro de 2016
POEMEUS
ORGULHO NACIONAL
O militar orgulhoso
Os soldados orgulhosos
Os pais orgulhosos
As esposas orgulhosas
A Morte orgulhosa
GIRA-GIRA
O Mundo gira
O Mundo gira
Ele gira e gira
E gira tanto
Que fico tonto
BARREIRAS
A Evolução
É rápida como o vento
Mas nós criamos barreiras
Contra o vento
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
PORQUÊ A IGREJA CATÓLICA NÃO É UMA FORÇA PARA O BEM - Palestra
Stephen Fry, ator, autor, diretor de cinema, comunicador, fala sobre porque a Igreja Católica não pode ser considerada uma força para o bem. Este não é um vídeo ateísta, porém. Stephen Fry fala do alto de seu humanismo com seriedade e aquela dose britânica de ironia que conjuga humor e inteligência. Fry dá sua palestra diante de bispos, padres e freiras.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
POEMEUS
VIDA URBANA
Estou só
A solidão é minha companheira
E almoço a morte
Todos os dias
O VICIOSO CÍRCULO DA LOUCURA
Louco
Eu fico louco
De tanto ouvir você dizer
Louco
Eu fico louco
AMBIÇÕES
Correndo, correndo
Correndo, correndo
Eu chego ao lugar
Mas ao chegar
Já não é mais o lugar
Correndo, correndo
quinta-feira, 24 de julho de 2014
DOMENICO DE MASI - Entrevista
Autor de livros como Desenvolvimento sem Trabalho, A emoção e a Regra e O Futuro do Trabalho, De Masi é um dos pensadores mais contemporâneos da era pós-industrial. É dele a máxima de que quanto mais o homem trabalha, mais tempo precioso ele perde.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
UNILEVER - Propaganda enganosa
Unilever ignora propositalmente o fato de que grandes corporações mandam cada vez mais nos governos do mundo e que o acesso a saúde, alimentação, segurança e educação e toda a tecnologia maravilhosa do futuro será cada vez mais limitado a pessoas que tenham poder aquisitivo para pagar por tudo isso. E quem não tiver, continuará como hoje, pobre e dependendo da assistência de governos que só tem interesse neles como massa de manobra.
Mas quando o narrador fala que centenas de milhões terão acesso a água potável, ele diz a verdade. Centenas de bilhões terão acesso a água potável, mas não se pode dizer o mesmo dos vários bilhões que foram deixados de fora dessa conta malandra.
Sobre os casais, certamente devem ter recusado os que tinham formação em história, sociologia ou qualquer outro curso que forme cidadãos críticos.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
BOCA DE RUA - Vozes de uma Gente Invisível - Documentário
"Boca de Rua - Vozes de uma Gente Invisível" é um documentário inedito que conta a história do único jornal do país produzido inteiramente por pessoas que moram na rua. Com textos, fotos e ilustrações que revelam um pouco da realidade escondida nas grandes cidades, o veículo (fonte de renda para os participantes do projeto) é reconhecido mundialmente pela ONG International Network Of Street Papers (INSP).
Até agora, mais de 150 pessoas passaram pelo Boca e cerca de 70 já deixaram de morar nas ruas. No jornal os integrantes aprendem a ler, a escrever e a lutar contra a invisibilidade.
Com dez minutos de duração, o filme faz parte do Programa Rumos do Itaú Cultural. A instituição propôs uma ação inovadora que premiou 10 diretores brasileiros para a realização de web-documentários.
domingo, 27 de abril de 2014
MÁRIO SÉRGIO CORTELLA - Filosofia
No programa "Mundo Melhor", Gabriel Chalita conversa com Mário Sérgio Cortella, um dos maiores pensadores do nosso país. Ele é professor, escritor, filósofo, foi aluno de Paulo Freire e fala, de uma maneira leve e divertida, sobre questões essenciais para todos nós.
domingo, 9 de março de 2014
O HUMOR POLITICAMENTE (IN)CORRETO - Ensaio
Qual, afinal, o objetivo desta piada? Dizer que as mulheres são interesseiras ou mostrar o simples absurdo de um gato rico? Ou seria os dois?
“O humor compreende também o mau humor. O mau humor é que não compreende nada.”
Millor Fernandes
Acho que o problema da patrulha ideológica sobre piadas é que em geral ela é feita por pessoas radicais e muitas vezes de inteligência limitada (não é caso de muitas pessoas, óbvio). Um bom exemplo foi a censura brasileira na ditadura, que cometia os desatinos mais imbecis. Não vou dar exemplos, é fácil encontra-los por aí em sites sobre censura nos anos 60 e 70. Bem, o politicamente correto é mais ou menos a mesma coisa, só que ao invés de ser um bando de idiotas censurando sem ter conhecimento de causa e baseado em regras e preconceitos próprios, temos agora a sociedade inteira fazendo isso e espero que alguém concorde comigo que pelo menos grande parte da sociedade brasileira é formada por idiotas (do povo aos altos escalões governamentais). Se a censura contra piadas misóginas, pró-estupro e racistas fosse feita por uma comissão de humoristas profissionais respeitados de ambos os sexos, eu realmente levaria a sério o que eles tem a dizer sobre cada piada. A questão é que como cada um de nós tem uma agenda, um estado de humor diferente a cada dia, uma história de vida e culturas diferenciadas, percebemos piadas de modos diferentes e nem sempre o que soa ofensivo pra um soa pra outro. O que não quer dizer que um seja misógino e outro não. Tenho duas amigas que odeiam piadas politicamente incorretas (pelo menos já discutimos horrores sobre isso na época da polêmica do Rafinha Bastos) e uma riu da piada do gatinho acima, a outra, odiou e achou machista. Eu acho que o foco da piada é o fato de ser um gatinho (felino) com dinheiro. E não que mulher seja interesseira. Pelo menos foi pra mim.
Já topei com piadas idiotas e imbecis pró-estupro, misóginas, etc nas redes sociais e devo ter postado meu desagrado nos comentários. Mas tinha gente rindo delas. Sempre tem quem ria. Mas eu acho que, como sempre, a preocupação excessiva com a última ponta da cadeia da produção não é o que irá efetivamente mudar algo. A piada, por si só, é apenas algo que é dito ou mostrado e as pessoas riem (ou não). Nada acontece por causa de uma piada. Onde a merda acontece é nas casas das famílias onde pais e mães criam filhos e filhas para serem adolescentes e adultos machistas, sexistas, misóginos desde pequenos. Piadas sobre esse tipo de coisa eles só vão escutar a partir dos 12, 13 anos entre a galera, que são pessoas com mais ou menos a mesma mentalidade. E é o comportamento deles, muito mais que as piadas, que vão reforçar suas atitudes perante o sexo oposto. Não é uma piada que faz isso. As pessoas não contam piadas o tempo inteiro umas para as outras, mas falar mal de um gênero, desrespeitar com provocações e até mesmo tocando uma mulher sem permissão, são atitudes 10 vezes piores que contar uma piadinha entre amigos. E o fato de proibir a piada de ser contada, não vai mudar em nada a atitude e pensamento deles. Sejam eles racistas ou misóginos. Só vai impedir que tanto boas quanto más piadas sejam criadas sobre o assunto. Nada mais.
Milhares de pessoas indignaram-se nas redes sociais com o 2º e 6º item, que sugere um estupro.
Um exemplo do ponto que chega essa burrice do politicamente correto: um conhecido meu, branco, estava no escritório central do PT e tinha uma mulher do Movimento Consciência Negra lá. Não lembro se ele estava falando com ela ou se ela apenas estava por perto, mas em dado momento ele comentou:“minha mesa é um buraco negro, não acho nada aqui”, referindo-se a bagunça da mesa. A mulher então o interpelou dizendo que esse termo era pejorativo e que ele não podia falar aquilo. Bom, aí está um exemplo claro de uma pessoa de conhecimento limitado, que não sabe do que o outro está falando e que acha que tem o poder de mudar denominações criadas pela sociedade astronômica internacional somente porque contém a palavra “negro” nela.
Acho que as pessoas tem que ser livres pra contar qualquer tipo de piada, por mais racista ou sexista que seja, por que se eles não contam na nossa frente, eles contam escondidos entre eles e na nossa frente usarão máscaras hipócritas de civilidade. Eu acho ótimo que esses imbecis deem a cara a tapa na internet ou nas mesas de bares para que se saiba quem são eles para que possamos denunciá-los (quando for necessário) ou excluí-los de nosso círculo de amizades ou redes sociais.
O humor, a piada ou o chiste feito com ironia, sarcasmo e inteligência é uma das poucas coisas que realmente nos diferencia dos demais animais. Tanto que mesmo para entendermos piadas mais sofisticadas, temos que ter uma certa maturidade mental para entendê-las. Querer censurar e limitar a criatividade humana nesse sentido é perigoso, já que na Europa e Oriente Médio, pessoas que fazem piadas com Maomé ou Alá são ameaçadas de morte. Se continuar assim, todos poderão alegar que uma piada ofende determinado grupo, ideologia, religião, modo de vida e podemos acabar limitados a piadas do tipo “o que o tomate disse pro outro quando atravessou a rua?” Até aparecerem veganos dizendo que estamos falando mal dos tomates.
Mas ao mesmo tempo, pode existir um desafio para a nova geração de humoristas (e para a velha também) para que consigam criar um humor onde o opressor seja a vítima da piada e onde soluções fáceis e aparentemente preconceituosas sejam evitadas. Essa discussão é válida e o futuro dirá se o humor se tornará mais criativo ou mais burro. Espero que o primeiro prevaleça.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
RELIGIÃO E ATEÍSMO - Vídeo
Uma compilação de preconceito, ignorância e ódio que é mais comum do que se pensa.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
EDUARDO COUTINHO - Cineasta
Um dos maiores cineastas nacionais e um dos melhores observadores dessa louca raça humana foi assassinado pelo filho esquizofrênico. Infelizmente sua aguçada percepção do ser humano não foi o suficiente para perceber que, aos 81 anos, talvez não fosse seguro conviver com alguém em tais condições mentais.
Mas antes de se debruçar sobre o folhetim patricida que se tornou seu trágico fim, reveja ou conheça o mundo que Coutinho escrutinava com sua câmera prolífica. Um mundo que se revela, desdobra-se e revela-nos.
Mas antes de se debruçar sobre o folhetim patricida que se tornou seu trágico fim, reveja ou conheça o mundo que Coutinho escrutinava com sua câmera prolífica. Um mundo que se revela, desdobra-se e revela-nos.
sábado, 28 de dezembro de 2013
HUMOR
Prova da existência do Espírito Santo!
Quem é mais idiota: o homem, a mulher ou nossa sociedade?
Lindos cartões para usar no Dia dos Namorados!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
ELIANE BRUM - Coluna
QUANDO A MÁSCARA VIRA ROSTO
Todo mundo inventa seus personagens, mas alguns acreditam demais no próprio e se estrepam.
Eliane Brum
Ter um ou mais personagens para encarar a pedreira do mundo é não só necessário, como uma questão de sobrevivência. Especialmente se você tiver uma sensibilidade extremada. Nascemos com uma pelezinha de bebê também na alma (e aqui não me refiro ao sentido religioso do termo) e precisamos protegê-la. Se há algo que os outros pressentem é o tamanho da nossa fragilidade. Por isso um chefe abusivo sempre sabe com quem pode gritar – e com quem é melhor não. Muita gente é como aqueles cães de caça farejando o flanco mais indefeso para atacar sua presa. Triste, triste. Mas mais triste é quando, em nome da necessidade de sobreviver, criamos um personagem que se mostra tão útil que acaba se confundindo com nossa derme mais profunda. Se criar personagens é preciso, despir-se deles constantemente é vital.
Como ando bastante por aí, tanto por razões profissionais quanto por gosto, observo muito as pessoas. E seus personagens. E, muitas vezes, tenho vontade de dizer, e em algumas delas, se há um grau de intimidade que me permita falar sem ofender, eu digo: “Pronto, você já fez o seu show. Agora, por favor, para jantar comigo enfia a máscara dentro da bolsa e relaxa”.
Ninguém se iluda de que é absolutamente verdadeiro o tempo todo, até porque somos muitas verdades ao mesmo tempo e seguidamente elas são contraditórias. Aquelas pessoas que parecem muito “autênticas” porque são extrovertidas, dizem coisas chocantes, se arriscam no estilo, estão muito bem cobertas por suas máscaras e morrem de medo de serem reveladas. A máscara do “autêntico”, “louco” ou “excêntrico” é uma das mais corriqueiras. Este tipo faz piada com o ponto fraco dos outros, dando gargalhadas e batendo nas costas da vítima e, quando alguém reclama, uma meia dúzia de amigos sai em sua defesa dizendo que “é o jeito dele”. Ahan.
Continue lendo aqui.
E depois de ler a coluna completa, volte aqui e leia meu comentário pessoal sobre o assunto.
Sobre essa coluna da excelente Eliane Brum, queria falar um pouco das minhas máscaras de humorista, criador de polêmicas mequetrefes e afins. Como ela mesmo disse, temos que criar persoangens temporários para sobreviver nesse mundo e uma das formas de chamar a atenção dos outros é vestirmos determinadas máscaras, mas principalmente saber quando tirá-las.
Em meu perfil do Facebook, estou sempre "arrasando" com determinadas postagens e volta e meia me pegando no pau virtual com algumas pessoas por lá. Quem vê de fora parece que a coisa é séria, mas a verdade é que muitas daquelas pessoas com quem discuto são pessoas amigas e que no bate papo em particular conversamos ameninades e bobagens que raramente tem a ver com o assunto polêmico pelo qual discutimos. Aquela seria uma espécie de máscara que usamos em frente ao resto dos facers, para que eles vejam que somos pessoas cheias de atitudes, ideias e opiniões e que estamos (quase) sempre certos. A verdade é que ninguém ali talvez esteja certo de nada, mas naquele momento estamos usando nossas máscaras de "sabe-tudo" e precisamos, de alguma forma, mostrar que "sabemos" do que estamos falando.
Da mesma forma, descobri que muitas leitoras tem medo de falar comigo no Facebook por acreditar que vou detonar e zoar com elas pelo siomples fato de tentarem falar comigo e é porque confundem minha máscara de humorista com o meu eu mais normal ;-) As que tiveram coragem ou simplesmente não se importaram, perceberam que sou uma pessoa normal como qualquer outra, pois como a Eliane diz, eu tento prestar atenção a quando devo ou não utilizar minhas máscaras para não deixá-las afetarem minha vida pessoal e profissional.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
POR UM BRASIL MENOS INTOLERANTE - Crônica
Amigos e leitores sabem muito bem que abomino uma polêmica ;-) , mas depois de ler matérias da mídia e muita gente no Facebook e Twitter demonizando o Rafinha Bastos do CQC, resolvi dar minha opinião de paquito sobre esse “escândalo” da sociedade brasileira...
Bom, em primeiro lugar, tem o lance da democracia e liberdade de expressão, mas não vou falar disso aqui, porque o André Forastieri disse tudo o que eu queria dizer no link abaixo:
ANDRÉ FORASTIERI
Então aqui vou me concentrar na figura/persona do Rafinha. Não conheço ele pessoalmente, não sei como ele é na vida real, mas sei que ele é humorista e 99% dos humoristas que eu conheço tem uma visão crítica das pessoas e da sociedade e o Rafinha sempre me pareceu ter isso com seu jeito de velho rabugento de reclamar das coisas.
Como a maioria de nós, conheci o Rafinha no CQC. E o que mais me chamou a atenção no programa, foi o fato dele ter toques do antigo OLHAR ELETRÔNICO, no que diz respeito a acuar políticos para debochar ou simplesmente perguntar aquilo que todo jornalista quer mas que nunca perguntam para manter uma fachada respeitável que na verdade só desrespeita o espectador em casa.
Além de invadir o Congresso, O CQC tinha o PROTESTE JÁ, onde o Rafinha visitava cidades para mostrar o desleixo de prefeituras e secretarias em realção às necessidades do povo. Geralmente Rafinha desmascarava a “burrocracia” e a incompetência dos políticos e funcionários públicos e em muitos casos, conseguia melhorias para a população local. Ou pelo menos alertava o povo do perigo de votar novamente em determinado político. Apesar de fazer isso em nome de um programa e recebendo um salário por isso, Rafinha foi um agente de mudanças positivas e reais na vida de muitas pessoas que não tinham voz ou importância suficiente para serem ouvidas pelas autoridades.
Da mesma forma, Rafinha é pago pra fazer piadas durante o resto do programa. E como humorista que é, ele muitas vezes improvisa sobre o texto que recebe da redação. Seu humor ácido, rabugento e grosseiro se tornou sua marca registrada, assim como o de Marco Luque, que faz o bobo alegre e Tass que fica no papel de mentor inteligente e bem humorado dos dois. Ou seja, cada um foi selecionado para sentar naquela mesa exatamente por seu tipo específico de humor.
Tem quem não goste disso ou daquilo e tudo bem, eu mesmo parei de ver CQC há mais de um ano porque não agüentei mais esperar meus quadros favoritos no meio de tanta perseguição à celebridades nulas e jogadores de futebol que não tem nada para dizer.
Agora, Rafinha fala uma piada grosseira qualquer e de repente crucificam ele, afastam do trabalho e o cara começa a receber milhões de xingamentos de todo o Brasil pelo Twitter, Facebook e outros sites. A grande maioria dos xingamentos não é real na verdade, pois a maioria é simplesmente histeria coletiva, um bando de “Maria-vai-com-as-outras” que quando vêem alguém ser chutado num linchamento, vão lá e chutam também, sem nem saber direito o que está acontecendo.
E eu me pergunto: que mal tão grande essa piadinha infame dele realmente fez? E ela automaticamente cancelou todas as coisas realmente legais que ele já fez?
Me parece que quem tem que sentir ofendido de verdade é só a Wanessa e o marido dela e sinceramente, eu duvido que qualquer um dos dois tenha perdido a fome, o sono, o apetite ou mesmo seu programa de TV preferido por causa disso. Isso está muito longe de ser perseguição da parte dele e até onde sei, o Rafinha não é racista, não é estuprador e nem pedófilo e tenho certeza que ele tem nojo desse tipo de gente como qualquer ser humano razoável tem. Quando Rafinha falou que “comia ela e o bebê” ele fez questão de deixar a piada nonsense o suficiente para todos perceberem a grande bobagem que ele estava dizendo, pois acho que nem o mais louco pedófilo pensaria em ter relações sexuais com um feto. Mas não adiantou. Apesar dele mesmo se autoridicularizar e xingar a si próprio constantemente para mostrar que é tudo uma piada, também não adiantou. Algumas pessoas acham que certas coisas não podem ser faladas nem como piada. Sinceramente, já li centenas de piadas contendo racismo, estupro, pedofilia, xenofobia, homofobia e todo tipo de atividade humana psicologicamente doentia e geralmente acho graça da maioria, pois são só piadas, qualquer pessoa racional percebe que não são manifestos ou elogios a favor dessas atitudes. E recebo esse tipo de piada a todo momento no meu e-mail, as vejo em sites, bem, você sabe do que eu estou falando, porque você também já deve ter lido e recebido muitas piadas do tipo.
E isso me lembra aquele bando de gente na Bíblia com pedra pra jogar na prostituta... Como se ninguém nunca tivesse feito uma piada com o intuito de fazer rir e de repente se deparou com uma pessoa ofendida. Já aconteceu e acontece o tempo todo comigo quando sou mal entendido nas minhas colunas de humor na revista CAPRICHO.
Em tempo, O papel do bobo da corte era sempre entreter e provocar a realeza e ele era o único que podia falar as coisas que ninguém mais podia. Pelo menos até a hora em que algum nobre acordasse de maus bofes, se ofendesse por uma besteira qualquer e mandasse cortar a cabeça do bobo, como agora estão fazendo com o Rafinha.
Esse assunto nunca viraria pauta de mídia se vívessemos numa sociedade verdadeiramente democrática e sã, no máximo seria discussão de boteco. Que tal a gente começar a dar a devida proporção aos fatos?
E agora chega, que como disse um amigo do Facebook “enquanto aqui no Brasil se discute se piada é piada” tem gente no mundo inteiro protestando e tomando porrada porque quer mudanças econômicas e sociais de verdade.
AQUI!
segunda-feira, 14 de março de 2011
ZDAY - DIA 19 /20 DE MARÇO
O ZDay (Zeitgeist Day/Dia Zeitgeist) é um evento internacional que acontece uma vez por ano. Neste período (que na verdade costuma durar mais do que um simples dia) os membros do Movimento Zeitgeist pelo mundo organizam diversos tipos de eventos de divulgação em sua região.
O QUE É O MOVIMENTO ZEITGEIST?
O Movimento Zeitgeist não é um movimento político. Ele não reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Nossos entenderes nos levam à conclusão de que essas distinções são falsas e ultrapassadas, e estão longe de ser fatores positivos para o verdadeiro potencial e crescimento humanos coletivos. Suas bases estão na divisão do poder e estratificação, e não na união e igualdade – nossos objetivos. Embora seja importante compreender que tudo na vida é uma progressão natural, devemos também reconhecer o fato de que a espécie humana tem a capacidade de retardar drasticamente e paralisar o progresso através de estruturas sociais obsoletas, dogmáticas e, por conseguinte, em desarranjo com a própria natureza. O mundo que vemos hoje, cheio de guerras, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, epidemias, abusos aos direitos humanos, desigualdade e crime, é o resultado desta paralisia.
Pode trocar o nome do Lula por quase qualquer político deste planeta que dá no mesmo.Um sistema onde quase todos seus membros são corruptos não é sustentável.
Este movimento tem a ver com a conscientização em defesa de um progresso evolucionário fluido, tanto pessoal como social, tecnológico e espiritual. Ele reconhece que a espécie humana está num caminho natural para a unificação, oriundo de um reconhecimento comunal de compreensões fundamentais e quase empíricas de como a natureza funciona e de como nós, enquanto humanos, nos encaixamos/somos parte deste desdobramento universal que chamamos de vida. Embora esse caminho exista, ele infelizmente está obstruído e é desconhecido pela grande maioria dos seres humanos, que continuam a perpetuar modos de conduta e associações ultrapassados e, portanto, degenerativos. É essa irrelevância intelectual que o Movimento Zeitgeist espera superar por meio da educação e de ações sociais.
O objetivo é revisar nossa sociedade mundial de acordo com o conhecimento atual em todos os níveis, não apenas conscientizando sobre as possibilidades sociais e tecnológicas que muitos foram condicionados a pensar serem impossíveis ou contra a “natureza humana”, mas também para fornecer meios de superar esses elementos que perpetuam estes sistemas obsoletos na sociedade.
Uma importante parceria, da qual se originam muitas das ideias deste movimento, vem de uma organização chamada “Projeto Venus”, dirigida pelo engenheiro social e projetista industrial Jacque Fresco. Ele trabalhou por quase toda a sua vida para criar as ferramentas necessárias para auxiliar na concepção do mundo que poderia eventualmente erradicar as guerras, a pobreza, o crime, a estratificação social e a corrupção. Suas ideias não são radicais ou complexas. Elas não exigem uma interpretação subjetiva durante a sua formação. Nesse modelo, a sociedade é criada como um espelho da natureza, com as variáveis predefinidas, inerentemente.
O movimento em si não é uma construção centralizada.
Não estamos aqui para conduzir, mas para organizar e educar.
Quer saber mais? Clique aqui.
Verifique aqui a programação em sua cidade, que pode ter uma data diferente.
PROGRAMAÇÃO – PORTO ALEGRE
DIA 19/03
Local: Usina do Gasômetro.
A abertura oficial do ZDay será às 15h, mas os membros estarão presentes no local a partir das 9h.
O evento é completamente gratuito e terá palestras, exibições de filmes e galeria de imagens do Projeto Venus, além da distribuição de DVDs e outros materiais.
Programação detalhada:
10h - Exibição de curtas
15h - Abertura oficial/Palestra O Movimento Zeitgeist
15h - Zeitgeist: Addendum (sala de cinema P. F. Gastal)
16h - Palestra sobre economia baseada em recursos
17h15 - Future By Design (sala de cinema P. F. Gastal)
18h - Palestra sobre educação
19h - Sessão de perguntas e respostas
19h - Zeitgeist: Moving Forward (sala de cinema P. F. Gastal)
22h - Festa no Passageiro59 (detalhes abaixo)
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Para comemorar a realização do ZDay, estaremos realizando uma festa no Passageiro59, com shows de bandas e muita socialização. A festa começa às 23h e é aberta ao público, tragam seus amigos!
Local: Passageiro59 (Rua Santa Teresinha, 59 - Bom Fim)
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DIA 20/03
Local: Usina do Gasômetro.
O evento terá palestras, exibição de filmes e galeria de imagens do Projeto Venus, além da distribuição de DVDs e outros materiais.
Programação detalhada:
10h - Exibição de curtas
15h - Palestra sobre o método científico
15h - Future By Design (sala de cinema P. F. Gastal)
16h - Palestra Evolução Natural x Evolução Consciente
16h45 - Zeitgeist: Moving Forward (sala de cinema P. F. Gastal)
17h - Palestra sobre economia baseada em recursos
19h - Palestra O Que Fazer
19h45 - Zeitgeist: Addendum (sala de cinema P. F. Gastal)
20h - Sessão de perguntas e respostas
Ajude a divulgar!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
SOBRE AS DROGAS - Ensaio
Dizer não porque, cara-pálida?Só porque não?!
Típico poster de campanha vagabunda estilo lavagem cerebral.
Não explica nada, só proíbe!
Costuma-se dizer que tudo que é proibido é mais gostoso.
Há milhares de anos as drogas (álcool e tabaco incluídos) são usadas e hoje em dia, sociedades indígenas primitivas ainda as utilizam para entrar em contato com espíritos da Natureza, ancestrais, deuses ou simplesmente abrir portas nas mentes dos homens.
A nossa sociedade dita civilizada, em algum momento entre os séculos XIX e XX, determinou que isso era coisa de bárbaros, gente pobre e inculta (leia-se pessoas não brancas). Mas não deixaram de notar que seria impossível manter as pessoas afastadas de todas as drogas e por isso permitiram que o álcool e o tabaco (drogas que as classes dominantes sempre apreciaram) fossem liberados para satisfazer e controlar o desejo da população por drogas.
Mas não foi uma medida completamente eficaz, já que nas sociedades tribais (de onde todos viemos) drogas geralmente eram utilizadas e controladas somente pelos mais velho e sábios, que a distribuíam para seu povo em rituais e festividades, ou seja, o povo também precisava ter acesso à drogas mais poderosas do que o álcool e a nicotina.
E o que era usado antigamente um costume social controlado, passou a ser proibido e traficado sem controle ou conhecimento algum, quase sempre recorrendo-se à corrupção ou a violência.
Em geral são os adolescentes e jovens adultos, com a cabeça cheia de meias-verdades e meias-mentiras sobre as drogas, é que acabam descobrindo que seus pais mentem quando dizem que a droga é uma coisa horrível e ruim. O raciocínio que os jovens acabam aplicando as drogas pode até ser o mesmo que ao sexo. Quando os pais dizem que eles não devem fazer sexo, tomar cuidado ou em alguns casos mais radicais, tentam proibir, e o jovem descobre que sexo é bom, a conclusão que ele tira disso é que os pais mentiram ou na melhor das hipóteses, omitiram. O mesmo acaba se dando com a droga, que na maioria dos casos, traz muito prazer ao usuário, o que leva o jovem, que não considera o perigo do vício e a propagação do tráfico e da violência, itens que podem vir junto com esse prazer, assim como uma gravidez indesejada ou DSTs podem vir de sexo descuidado. Mas a conclusão do jovem acaba sendo a mesma: mais uma vez seus pais mentiram ou omitiram fatos sobre a droga, ou seja, não se pode confiar nos adultos.
A conclusão na cabeça da maioria dos novos usuários de drogas acaba sendo a seguinte: a droga, assim, como o sexo, é boa. Se fosse ruim como falam, ninguém usaria.
Quase 90% de todas as notas que circulam nos grandes centros urbanos dos EUA contém traços de cocaína.O problema de qualquer droga, assim como no álcool ou tabaco, está na quantidade.
Pesquisas comprovam que em relação ao cigarro de maconha, mais de 90% dos usuários a utilizam apenas para fins recreativos em reuniões sociais. Para a cocaína, a média ficou em 65%.
Todos sabem que a cocaína tem um poder de vício maior do que a maconha. De qualquer forma, enquanto o usuário não fizer de qualquer droga um prazer solitário, as chances dele se tornar um viciado são pequenas. Um sinal básico de que o usuário começa a perder o controle sobre a droga é quando precisa utilizá-la sozinho, acabando com sua característica social. Como 99% dos fumantes...
Acredito piamente que a legalização das drogas acabaria em poucas semanas ou meses com toda a corrupção e a violência gerada pelo tráfico. A legalização geraria centenas de milhões em impostos (U$ 300 bilhões por ano é o que gera o tráfico no mundo todo) que poderiam ser aplicados na saúde (claro, uma parte seria desviada pela corrupção endêmica do país) que poderiam ser usados para curar viciados. Alguém pode achar que usar esse dinheiro justamente para tratar viciados é um absurdo, mas o governo taxa as bebidas e o cigarro e utiliza justamente parte desse dinheiro no tratamento de alcoólatras e tratamentos de câncer decorrentes do uso do cigarro. Ou seja, em termos de compromisso com a saúde, não mudaria nada.
Hospitais e farmácias venderiam as drogas limpas (sem misturas perigosas feitas pelos traficantes), que seriam menos prejudiciais e viriam com bulas informativas, advertindo seus usuários de todos os efeitos colaterais possíveis. As TVs abertas finalmente poderiam falar toda a verdade sobre as drogas, mostrando os dois lados da moeda, sem precisar fazer sensacionalismo e nem ser acusada de fazer apologia das mesmas.
Os usuários, principalmente os recreacionais, não precisariam mais se sentir como marginais e nem ser tratados como tal pela polícia e pela sociedade.
E os governos mundiais deixariam de manter a indústria fracassada da guerra contra as drogas, que custa só aos cofres públicos americanos, U$ 50 bilhões ao ano.
Se a guerra as drogas fosse uma iniciativa privada, a empresa responsável teria pedido falência no primeiro ano de funcionamento, visto que ela teria apresentando um balanço bastante negativo em relação ao investimento feito. Agora, imagine que isso vem acontecendo há décadas. É dinheiro que bastaria para acabar com a fome no mundo inteiro, mas por algum motivo osbscuro, os políticos acham que é melhor usar esse dinheiro todo em armamentos e em campanhas fajutas para tentar manter o coitadinho do povo afastado das drogas. Agora você me diz... algum dia isso deu certo?
É fato indiscutível que as pessoas consomem novos tipos de drogas a cada dia que passa e o modo como quase todos os governos do planeta estão tratando disso há um século não está funcionando.
Na verdade, nunca funcionou. O fiasco da “Lei Seca” nos Estados Unidos provou isso, mas todo mundo ainda faz vista grossa com relação ao fracasso da guerra contra as drogas, embora isso tenha sido admitido recentemente pela ONU em uma conferência internacional sobre o assunto.
Em um país corrupto, injusto e mal-governado como o Brasil, prender traficantes como Fernadinho Beira-Mar é tapar o Sol com uma peneira.A “Lei Seca” ocorreu entre 1920 e 1933, quando bebidas alcoólicas passaram a ser ilegais. Isso deu origem a milhares de bares clandestinos que não pagavam impostos, tráfico de bebidas e claro, muita corrupção e violência, que antes inexistia por causa da bebida. Al Capone, um dos gângsters mais famosos dos EUA, não teria existido se não fosse pela “Lei Seca”. Fora as milhares de mortes causadas pela violência, estima-se que 10.000 americanos morreram simplesmente por consumirem bebida estragada, já que não havia controle sanitário algum sobre as destilarias clandestinas.
Isso prova que o povo, independente se for proibida ou não, sente necessidade de drogas de qualquer tipo. E o governo e as classes dominantes, que são sempre as que decidem pela proibição disso ou daquilo, geralmente são as que mais desrespeitam a lei.
Então, torço para que um dia nossa sociedade deixe de ser hipócrita e mentirosa e tome uma direção diferente em relação ao modo como tratamos as drogas e os usuários.
Voltar aos tempos tribais é impossível para nós agora, mas certamente há alternativas viáveis que não precisem levar a cultos como o do Santo Daime.
Depois de décadas, finalmente uma campanha com alguma informação verdadeira, mas que ainda assim coloca a culpa no consumidor e não no sistema político que permite o tráfico atráves da proibição..Eu, particularmente, não consumo drogas, incluindo aí o álcool e o tabaco, pois sei que meu maior patrimônio é minha saúde e principalmente, meus neurônios. E desde crainça acredito no ideal grego de "Mente sã, corpo são". Para não dizer que estou mentindo, eu até bebo alguma coisa, mas o que eu bebo em um ano, é o equivalente que um homem da minha idade bebe em um happy hour com os amigos.
E apesar disso soar um tanto conspiratório, acredito que qualquer droga utilizada na sociedade ocidental sem um propósito educacional, científico, místico ou filosófico, serve apenas para entorpecer a mente da população e das pessoas para que elas deixem de pensar em seus problemas, nos outros e na sociedade em geral. Para mim, nada é mais patético (ou engraçado) do que ver gente alcoolizada ou drogada tentando filosofar sobre seus problemas e os do mundo. E não poderia deixar de mencionar que é entre os 15 e os 25 anos que alguns de nós temos energia e garra para tentar, mesmo que minimamente, mudar o mundo. E é justamente nessa faixa de idade que a maioria mais se afunda nas drogas. E na maioria das vezes, as drogas são justamente aquela fuga temporária dos problemas que continuam sem ser resolvidos e podem ser ainda mais agravados se o usuário acabar viciado. E assim nada se resolve, nada se faz e tudo fica do jeito como está há milhares de anos. Ou seja, do jeito que eles querem.
Quando não fazemos parte da solução, quase sempre acabamos como parte do problema.
Quer saber mais?
Tudo o que você sempre quis saber sobre a Maconha e mais ainda. Excelente matéria da Superinteressante.
ENQUANTO ISSO...
Descubra os horrores que os astros te reservam nessas férias. Coluna inédita no site da CAPRICHO.
E confira um divertido curta sobre o que aconteceria se os filmes do anos 80 e 90 tivessem celulares. Lá no meu blog no site da CAPRICHO.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A BÁRBARIE DA FALTA DE EDUCAÇÃO - Ensaio
Esse texto pode soar meio moralista e careta para alguns, mas já faz tempo que queria falar sobre o principal motivo, de porque eu, que no auge de minha devoção pela tela grande via cinco filmes por semana e que assisti centenas de filmes duas, quatro, seis vezes no cinema (se Spielberg está na lista da Forbes, isso se deve graças ao meu dinheirinho), hoje, só vou ao cinema uma vez por mês.
Mas gostaria de dar um exemplo extremo antes de continuar.
Abaixo, uma notícia que peguei do excelente site Omelete.
Homem atira em outro que conversava no cinema
Por Érico Borgo
Disparo aconteceu durante sessão de O Curioso Caso de Benjamin Button
28/12/2008
Em um cinema na Filadélfia no dia de Natal, durante uma exibição de O Curioso Caso de Benjamin Button, um homem levou um tiro no braço por conversar durante o filme.
James Joseph Cialella Jr, de 29 anos, foi ao famigerado Riverview Theatre, considerado um dos cinemas mais "barra pesada" dos Estados Unidos, onde tentava assistir ao filme quando uma família começou a conversar durante a projeção. Cialella pediu que parassem. Sem sucesso, jogou pipoca neles. Foi só quando ele puxou sua Kel-Tec calibre .38 e alvejou o pai no braço esquerdo que teve sossego.
Com o disparo, o cinema ficou vazio em segundos. O atirador, porém, voltou ao seu lugar e sentou-se, para terminar de ver o filme. Mas não ficou muito tempo... a polícia logo chegou e o prendeu.
Cialella, que não sabe como termina Benjamin Button, está sendo acusado de tentativa de homicídio, entre outros crimes. A vítima está hospitalizada mas passa bem.
O Curioso Caso de Benjamin Button estréia em 16 de janeiro no Brasil - e cuidado com a falação no cinema... nunca se sabe quem pode estar atrás de você.
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Bom, temos aí um caso de falta de respeito “normal” que levou a uma total falta de respeito pela vida humana. E não é a primeira nem a última vez que isso acontece. Mas geralmente é assim que acontece a maioria dos casos de violência gratuita na nossa sociedade: alguém faz uma piadinha, um deboche, desrespeita pessoas que não conhece porque se acha “mais eu”, não se importa em perturbar os outros e quando você vê, está assistindo na TV, sem acreditar, que gente matou e morreu por causa de um discussão no trânsito, na escola, na balada e até no cinema.
Quando eu vou no cinema, eu evito fazer barulho com meus docinhos e abro as embalagens antes do filme começar pra não fazer barulho; eu desligo o meu celular e não deixo nem no silencioso porque eu quero prestar atenção de verdade no filme sem ser importunado; se quero comentar algo com minha esposa ou amigo, chego mais perto e sussurro a minha observação, sem estender o papo; e eu até levo o meu lixo pra lixeira quando acaba a sessão. E em casa eu faço quase tudo isso, mas na sua casa cada um faz o que quiser.
E porque eu sigo todas essas regras? Porque eu tive o trabalho de sair de casa, comprar um doce pra comer e pagar pra ver (e escutar) um filme. Por isso, eu fico bem quietinho na minha cadeira, presumindo que as outras pessoas também tiveram o trabalho de sair de casa, comprar suas guloseimas e pagaram pra assistir o filme e que querem realmente vê-lo.
Infelizmente muitas pessoas que vão ao cinema não pensam assim. Bom, eu sempre soube que a maioria das pessoas só vai ao cinema pra se distrair e passar o tempo e não estou cobrando delas que saibam apreciar uma boa direção, interpretação ou direção de arte. Mas educação e respeito com os desconhecidos é uma das poucas características que diferencia uma civilização das antigas tribos bárbaras, onde só se respeitava o grito mais alto, o braço ou a espada mais forte.
Se as atitudes bárbaras que citei são familiares é porque muita gente acredita que boa-educação ou respeito aos outros não é para eles e quando vão ao cinema, conversam ou conferem bobagens no celular; falam com as pessoas ao redor como se estivessem vendo novela em casa; levam lanche fedorento do MacDonald’s pra comer no cinema e até curtem ficar chutando a cadeira da frente como se isso não incomodasse o vizinho da frente.
E se você acha que estou falando de adolescentes, se engana. É claro que os adolescentes costumam fazer mais barulho e bagunça no cinema do que os outros, mas já me incomodei com todas as faixas etárias possíveis no cinema e chega a ser vergonhoso pra alguém da minha idade ter que berrar num cinema com menos de 30 pessoas pra um velho de 60 anos parar de conversar na porcaria do celular. Claro que eu totalmente perdôo se vou num desenho animado e tem crianças pequenas berrando e fazendo comentários. Elas ainda estão aprendendo e eu sei onde estou me metendo. Ou num filme feito exclusivamente feito para adolescentes berrarem, gritarem ou chorarem histéricas. Mas o ruim é entrar num filme para adultos e não saber se lá dentro vai ter um bando de gente retardada ou não.
Sim, eu faço parte daquela minoria de gente “chata” (e eu já era chato quando adolescente) que diz “SSHHH!” e que pede pras pessoas ficarem quietas no cinema e volta e meia tem que chamar os despreparados funcionários do cinema pra ver se eles conseguem fazer as pessoas calarem a boca e respeitarem os outros.
Até meados dos anos 80 existia a figura do “Lanterninha”, que além de ajudar as pessoas a encontram seus lugares com a ajuda de uma lanterna, apontava ela no rosto de pessoas que estavam incomodado a sessão e em casos extremos, mandava elas embora do cinema. Hoje em dia, apesar dos cinemas de shoppings terem diversos funcionários, eles estão pouco ligando pro jardim de infância que se tornaram algumas sessões de cinema. Estou pensando em fazer um abaixo assinado pela volta das lanterninhas. Talvez armados com tasers... Ah, não seria o máximo ver um chato de cinema estrebuchando na cadeira depois de ter levado um choque?!
Esses tempos um amigo me contou que fez “SSSHH!” pra alguém no cinema e o cara que estava na frente com a namorada perguntou se era com ele e meu amigo respondeu que se ele estava falando alto, era com ele também e o cara respondeu que ia pegar ele na saída. Por sorte o cara só queria se exibir pra namorada, mas se estivesse falando sério, esse seria mais um episódio de desrespeito que acabaria em violência estúpida e gratuita.
Seria ingenuidade e burrice minha dizer que a falta de educação é um problema moderno, ela sempre existiu e sempre existirá, mas se ela aumenta a ponto de pessoas brigarem ou atirarem umas nas outras dentro do cinema, na balada e na escola, lugares onde as pessoas vão para se divertir e se educar, a culpa é de todos nós: velhos, adultos e adolescentes, que queremos que os outros nos respeitem mas não fazemos a menor questão de respeitar os outros.
E para não dar uma de defensor infálivel da moral e dos bons costumes, é claro que já fui mandado ficar quieto em algumas sessões na minha adolescência, mas eu sempre entendia que era eu que estava errado e ficava quieto.
Não seja mais um(a) mané na sociedade. Respeite os outros para ser respeitado.
Paz!
No final diz:
NÃO SEJA UMA INCOMODAÇÃO GALÁCTICA
Desligue seu celular.
Evite comer e beber.
Não converse durante a sessão.
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