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domingo, 18 de setembro de 2016

POEMEUS



ORGULHO NACIONAL

O militar orgulhoso
Os soldados orgulhosos
Os pais orgulhosos
As esposas orgulhosas
A Morte orgulhosa


GIRA-GIRA

O Mundo gira
O Mundo gira
Ele gira e gira
E gira tanto
Que fico tonto


BARREIRAS

A Evolução
É rápida como o vento
Mas nós criamos barreiras
Contra o vento

domingo, 3 de julho de 2016

O CRISTIANISMO É BOM PARA O MUNDO? - Comentário




Dinesh D'Souza é um indiano que se tornou escritor nos EUA. Conservador e apologista cristão, Souza defende o Colonialismo inglês na Índia. Neste debate com Michael Shermer sobre religião e ateísmo, ele dá várias declarações que achei que não foram suficiente respondidas por Shermer e decidir dar minha opinião de leigo. Assistam o vídeo e depois leiam minha resposta ao que ele diz:

1) A premissa política e territorial está correta: a desculpa pode ser o deus, a religião, a ideologia, a porcaria que seja, mas é tudo usado como desculpa para invadir, saquear e tirar a liberdade de alguém ou de um povo. O verdadeiro motivo é sempre a ganância ou a vingança.

2) As pessoas que fazem a guerra, massacram seu povo ou atacam o seu vizinho, seja motivada por um discurso religioso ou ideológico, não acreditam nos aspectos positivos ou amorosos de sua religião ou ideologia e buscam em ambas apenas motivos para julgar, condenar, roubar e matar. Nesse caso, a hipocrisia é a realidade em que vivem essas pessoas.


O "Deslocamento" dos ombros e braços era uma das torturas lights da inquisição contra "bruxas" e hereges.


3) A Igreja manteve muitos dados sobre julgamentos de bruxas no passado e por isso se pode ter boas estimativas. Ao mesmo tempo, linchamentos eram bastante comuns na época e como se sabe, nem sempre o povo tem paciência para aguardar o veredito da lei ou a chegada de um inquisidor. Por isso mesmo não se pode ter uma ideia real do número de mortes que a histeria causada durante 350 anos pela crença em bruxas pode ter causado, especialmente em vilarejos do interior. Para acusar uma pessoa de bruxa, bastava o testemunho de qualquer um contra qualquer pessoa. Ninguém estava livre de acusações e quanto mais antissocial a pessoa você, mais suspeitas poderiam recair sobre ela.

 4) Apesar de Souza tentar livrar a cara do Cristianismo, vale lembrar que ele é uma ideologia, mas por ser uma ideologia que se diz divina, seus seguidores buscam colocá-la além da crítica e julgamentos e nesse caso, se alguém dizia que está matando em nome de deus, isso se justificava por si só e evitava a revolta da maioria (dependendo da época e cultura). Durante todos os séculos de imposição da ideologia cristã ao mundo, judeus, mulheres, negros, índios, homossexuais, indianos e árabes eram considerados cidadãos de segunda classe, pessoas sem alma e assassinos de Cristo. Por esse motivo, todas essas pessoas sofreram preconceito, aprisionamento, escravidão, massacres e guerra contra elas nos últimos. Não esqueçamos que os espanhóis, o maior império católico, dizimou milhões de índios na América Central e Sul usando a religião como justificativa (para não dizer que era só pela terra e ouro).

5) É claro que ateus podem e são tão canalhas quanto qualquer Malafaia da vida, mas eu não tenho conhecimento suficiente pra dizer que tantos milhões de pessoas foram mortas em regimes comunistas porque os governantes queriam impor o ateísmo. Elas eram perseguidas, presas e mortas por não compactuarem com o regime ou por serem consideradas perigosas, pois a paranoia é um sintoma de regimes autoritários, religiosos ou não, e inimigos precisam ser criados para manter o status quo. Vamos lembrar que a perseguição e extermínio de Hitler aos judeus foi o ápice de uma propaganda nefasta contra judeus organizada e perpetrada pela Igreja Católica durante quase 2.000 anos. Não fosse o ódio e preconceito milenar contra judeus, os argumentos dos nazistas contra eles talvez não tivessem sido tão bem aceitos.

6) Souza disse que hoje não acontecem mais massacres de bruxas e que é bobagem acreditar que isso poderia acontecer, mas cada época e cultura tem o seu objeto religioso de ódio e hoje, para muitos religiosos, esse objeto são os homossexuais e em junho de 2016 tivemos um massacre de mais de 50 pessoas em uma danceteria gay por um homofóbico criado em uma cultura religiosa que odeia homossexuais. Não é cristã, mas a motivação superficial é religiosa, portanto desculpável para muitos islâmicos. E vale lembrar que muitos cristãos nos EUA aplaudiram o massacre da boate. Então, sim, o assassinato de "bruxas" continua sendo incentivado e apoiado em sociedades cristãs.


Pastor cristão celebra culto celebrando a morte de homossexuais no massacre de Orlando.


7) Bin Laden, se estivesse vivo, imaginaria sim, um mundo dominado pelo Islã e bilhões de infiéis submetidos ou mortos por terem valores ocidentais e seculares. Hoje, o ISIS imagina isso por ele.

8) Os valores da sociedade ocidental vem da cultura grega, do judaísmo, do cristianismo e nas últimas décadas, graças ao acesso a outras culturas, vem da toda parte. Não acho que seja uma questão de gratidão a qualquer uma delas, pois isso é simplesmente um fato da realidade e não vivenciamos outro. Todos os valores podem ser distorcidos de forma política ou religiosa para criar uma sociedade injusta e desigual e a realidade nos mostra que eles estão e continuam sendo distorcidos pela maioria de acordo com seus próprios interesses individuais. Faz parte da natureza humana. Alguns lutam contra esse lado brutal, mas a maioria de nós não consegue.

Debate completo, sem legendas.

terça-feira, 1 de março de 2016

OS ASTECAS E OS SACRÍFICIOS HUMANOS - História



Sacrifícios humanos eram tão normais na cultura Asteca quanto comer hóstia ao final de uma missa. Aliás, o mito da crucificação de Jesus também é um sacrifício humano. Além dos Astecas, os Maias e outras sociedades do Novo Mundo também sacrificavam pessoas aos deuses. Uma das crenças principais do mundo Asteca era de que o deu do Sol, Huitzilopochtli, necessitava ser alimentado de sangue humano constantemente (o sangue era visto com força vital).  Eles acreditavam que era isso que fazia o Sol se mover do leste para oeste nos céus. Ente os sacrificados estavam tanto prisioneiros capturados nas constantes guerras entre outras tribos como voluntários, que acreditavam que sua escolha suicida lhes trazia honra e nobreza.


Cena do filme Apocalypto (2006).

Apesar dos Astecas acreditaram que o sacrifício humano era importantíssimo para sua sobrevivência, ainda não está claro o quão sangrentos eles eram. Relatos enviados por conquistadores espanhóis e outros observadores europeus sugerem que o sacrifícios humanos ocorriam em larga escala no mundo Asteca. Segundo fontes espanholas, quase 20.000 pessoas foram mortas em uma cerimônia para honrar o Templo Mayor em Tenochtitlán em 1487. Como os espanhóis não estavam por lá na época, alguns historiadores comentaram que os relatos podem ter sido exagerados para fazer os Astecas parecerem ainda piores e justificar a conquista espanhola. Na opinião dos historiadores, embora o sacrifício humano fizesse parte da tradição religiosa Asteca, ela não era tão comum quanto os conquistadores quiseram que as pessoas acreditassem.

E vale lembrar que por mais bárbaro e atroz que isso pareça para nossas mentes ocidentais, os Astecas não consideravam isso um sacrifício humano, pois nem tinham esse conceito. Tanto que muitos eram voluntários. Também podemos nos perguntar qual a diferença dos Astecas capturando e matando prisioneiros em uma cerimônia religiosa ou capturando-os em uma guerra moderna e os fuzilando ou decapitando depois? E os campos de concentração nazistas organizados por nazistas cristãos contra judeus? E as bombas jogadas sobre escolas, hospitais e civis inocentes no Oriente Médio? No futuro alguém não poderia dizer que foram sacrifícios humanos em nome do deus Dinheiro? E mesmo naquela época, dezenas de milhares foram torturados e mortos em nome da religião católica na Europa e Oriente Médio. E centenas, especialmente mulheres inocentes, foram queimadas na fogueira.  Não era "sacrifício humano", mas a mesma crença em deuses no céu justificavam e permitiam assassinatos rituais. O resultado sempre foi o mesmo: vidas humanas sacrificadas para a perpetuação de um clero e de um sistema político.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ATEÍSMO - Debate



Crente: Porque as pessoas não acreditam em DEUS?

Pessoa racional: Porque as pessoas não acreditam em unicórnios?

C: Bem, porque pra começar eles não são reais.

PR: E você diz isso baseado em quê, meu caro?

C: Ninguém jamais viu um!

PR: Então você está dizendo que você tem que VER alguma coisa para acreditar nela?

C: Eu não estou dizendo isso! E se você quer continuar no assunto, como é que nunca encontraram ossos de unicórnio?

PR: Hm. Ok. Agora você está dizendo que precisa ter EVIDÊNCIA FÍSICA para você acreditar em algo? E que tal fé?

C: Não existe esse negócio de fé em se tratando de unicórnios! Eles vem de livros infantis, pelo amor de Deus!

PR: Então você está sugerindo que não devemos acreditar em coisas que existem apenas em livros de fábulas?

C: SIM! E além disso, se unicórnios tivessem REALMENTE existido, alguns biólogos já teriam publicado algo sobre eles.

PR: Tá, me deixa recapitular isso mais uma vez.
Você está dizendo que para alguém acreditar que algo realmente existe nós devemos ter:

1)  Evidência factual;
2)  Evidência física;
3)  Evidência científica;
4)  Todas essas evidências devem vir de uma outra fonte que não seja um livro.

Eu acho que agora você já entende porque algumas pessoas não acreditam em deus.



segunda-feira, 2 de junho de 2014

RELIGIÃO E VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES - Documentário



Bom documentário institucional feito por uma organização feminina católica com o intuito de romper com as amarras patriarcais machistas da Igreja.





sábado, 12 de abril de 2014

O POBRE DE DEUS - Literatura



Capa da edição do Círculo do Livro.


Fazem 20 anos que li este livro e como estou sem tempo para escrever um resenha decente sobre ele, reproduzo a ótima crítica de Antonio Gonçalves Filho para a revista Época.

*****

O santo por um ateu

Kazantzákis, do polêmico A Última Tentação de Cristo, revira a vida de São Francisco de Assis.

A vida de São Francisco de Assis (1182-1226) já foi contada das mais variadas maneiras por cineastas como Roberto Rosselini, que fez dele um mártir, e Franco Zeffirelli, que o transformou num hippie. Entre o realismo do primeiro e a fantasia do segundo existe um abismo que só a literatura foi capaz de transpor. Particularizando, apenas um escritor polêmico como o grego Nikos Kazantzákis (1883-1957), autor de A Última Tentação de Cristo, poderia ter escrito O Pobre de Deus, biografia romanceada do santo italiano que nasceu rico, livrou-se das roupas de seda, dançou nu na praça principal de Assis, falou com pássaros e peregrinou até seus pés sangrarem e seus olhos ficarem cegos. Kazantzákis, excomungado pela Igreja Ortodoxa Grega, atormentado pelas idéias de Nietzsche e Bergson, marxista estudioso do budismo, era mesmo o nome para a difícil tarefa de explicar personalidade tão complexa.

Apesar de contada por um mendigo que segue Francisco e se torna monge, essa história tem como narrador o próprio Kazantzákis, transformado no etílico irmão Leo. O livro começa à beira do leito de morte do santo. O companheiro de jornada recorda as privações pelas quais passaram juntos, as dúvidas sobre a iluminação do amigo, o carisma e o confronto com a autoridade paterna ao renunciar à riqueza como um presente satânico e abraçar a vida simples. Modelo do homem que supera suas limitações para agradar a um Criador que parece fora deste mundo, Francisco é visto pelo escritor ora como o engraçado bufão de Deus, ora como um trágico cordeiro, marcado para mudar o mundo não por seu comportamento exemplar, mas, antes, por seus excessos. Kazantzákis elege-o como um profeta da não-violência muito antes de Gandhi.




Ao contrário dos dois, o italiano e o indiano, o grego foi um profeta sem esperança. Em seu túmulo mandou inscrever um epitáfio revelador: 'Nada espero. Nada temo. Sou livre'. Surpreende, portanto, a ausência desse sentimento niilista em O Pobre de Deus. O tema invariável de Kazantzákis, mais conhecido pela versão filmada de seu livro Vida e Façanhas de Aléxis Zorba (no cinema, Zorba, o Grego), sempre foi o da luta do homem com seu Criador, seja para não cumprir sua vontade (em A Última Tentação de Cristo), seja para mostrar que um mundo dependente de paixões e crucificações está irremediavelmente condenado. O epitáfio do grego é propositalmente ambíguo, mas recorre à essência do pensamento budista, a do homem que se esvazia para atingir a iluminação. Kazantzákis, que pôs Lênin, Cristo, Buda e Nietzsche no mesmo panteão, morreu ateu. Antes, disse que não era Deus quem iria nos salvar, mas sim nós a Ele, 'lutando, criando e transfigurando a matéria em espírito'. Nessa cruzada a serviço da transcendência, O Pobre de Deus, escrito em 1953, pode ser comovente para alguns e tremendamente perigoso para quem tem medo de literatura forte, produzida à beira do abismo.

Antonio Gonçalves Filho

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quarta-feira, 12 de março de 2014

UM CÂNTICO PARA LEIBOWITZ - Literatura

Capa da edição americana


     Seiscentos anos após uma guerra nuclear que acabou com boa parte da humanidade e gerou ódio e perseguição contra a Ciência e cientistas, uma ordem de monges tenta reunir o que sobrou do conhecimento científico, esperando que algum dia alguém compreenda o que são tais teorias e fórmulas.

     Em uma clara referência aos monges católicos que buscavam manter o conhecimento científico e filosófico dos gregos pós-queima da biblioteca de Alexandria, a obra de Walter M. Miller Jr,. escrita em 1960, confronta Religião X Estado e Conhecimento X Ignorância naquela que é considerada uma das grandes obras de Ficção Científica do século XX.

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Estante virtual

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

CAPRICHO 1081 - Humor

Clique para ampliar.
Problemas? Nossas convidadas debilóides dão jeito em tudo, até em ponta dupla.

LOUCATERAPIA DE GRUPO


“Meus pais preferem a minha irmã, que é mais magra do que eu e é de outra religião. Help!”

F., 15 anos

E daí?

“Quem se importa? Eu não, com certeza. Já tenho meu próprios problemas, como tentar fazer o gatinho da minha sala olhar pra mim, colar na prova de Matemática sem a professora me pegar pela quinta vez seguida e entrar pra Galera CAPRICHO. Deixa de ser drama queen e acorda pra vida, gata!”

Ellen Olívia, 16 anos, quase entrou pra Galera CAPRICHO

Escute sua consciência

Assim como eu escuto vozes na minha cabeça quando não tomo meus remédios, você deveria tentar escutar sua consciência. Tente colocar-se no lugar da sua irmã linda, de outra religião e que seus pais preferem mais do que você. Se colocou? Não deu a maior inveja?!

Annie Gala é psicóloga quanto toma seus remédios direitinho.

Acabando com a concorrência

O peso dela não importa. Eu duvido que ela seja mais magra e bonita do que eu. Eu sou uma diva! Todo mundo me adora, me ama e me venera! Avisa ela para ela não tentar entrar em concurso de top model nenhum que eu vou dar a maior rasteira nela na passarela. Já fiz com outras, faço com ela também!

Bruna Franca é top model em fim de carreira com 17 anos.

A voz do povo é a voz de Deus

Que religião? Espero que seja uma religião boa e decente como a do meu pastor, para quem eu dei meu carro e ele garantiu que eu teria asas de anjo assim que eu morresse. Tem também àquela outra casa que freqüento onde eles me prometeram um namorado novo em 3 dias depois que entreguei meu cartão do banco e minha senha num envelope endereçado ao santo.  

Mariana Ramiro é religiosa e para garantir seu lugar no paraíso, adota todas as religiões.


Jerri Dias queria dar a opinião dele mas não sobrou espaço na página.  

sábado, 28 de dezembro de 2013

HUMOR


Prova da existência do Espírito Santo!
 





Quem é mais idiota: o homem, a mulher ou nossa sociedade?





Lindos cartões para usar no Dia dos Namorados!




terça-feira, 10 de setembro de 2013

A ÁRVORE DA VIDA - Trailer



“Árvore da Vida” (The Tree of Life, 2011) não é uma unanimidade. Em Cannes foi criticado por metade da plateia e aplaudido pela outra metade. Levou a Palme D’Or em Cannes (2011) e não levou nada no Oscar (2012), a despeito das indicações. Foi assistido quatro, cinco, seis vezes pelos fãs, e abandonado na metade ou antes por quase a metade do publico (ao menos na sala de cinema aonde eu estava). Pelo que ouvi, quase sempre no mesmo ponto (a parte do “dinossauro”).

Pessoalmente, considero este filme como uma das grandes obras-primas da história do cinema, e como uma das maiores peças de arte religiosa desde que a sétima arte foi inventada. E muita gente diria amém, seja pela sua qualidade técnica e artística, seja por sua profundidade espiritual.

Que tipo de filme poderia levar cristãos e não cristãos a “cuspir” sobre ele e ao mesmo tempo em que um ateu professo como o apresentador da Globo Zeca Camargo chega a reconhecer publicamente que seu ateísmo foi abalado pela película?"

Trecho da ótima crítica de Guilherme de Carvalho.

Leia o resto clicando aqui.


sábado, 20 de julho de 2013

CONVERSAS COM UM RELIGIOSO - Debate

Jeová: Pai amoroso ou um psicopata esquizofrênico?


Quem me conhece sabe que sou ateu e adoro uma discussão sobre religião, mas raramente encontro crentes dispostos a conversar de forma respeitosa e coerente. Mas topei com um esses tempos e decidi transcrever nossa conversa aqui, pois acho que ela contempla muito do que penso sobre o assunto.

Os comentários do Fernando estão em negrito.

Jerri, percebe que pra ser ateu é necessário crer que o universo é eterno?? Mesmo que não seja o universo como o conhecemos, mas se de 1 partícula que seja surgiu todo o resto, sem movimento não seria possível.. Sendo assim, tem que haver uma força motriz pra que a coisa aconteça e não pode ter surgido "do nada".. Ateus precisam crer que isso é possível de alguma forma e agnósticos tão somente negam a Deus deixando o mistério no ar..

Fernando, a principio nosso universo não é eterno, já que ele surgiu há 14,6 bilhões de anos. Para ser eterno ele teria que ter estado sempre aqui. Agora, se ele vai durar pra sempre a partir disso, não se sabe ainda. As últimas teorias concordam que toda a energia desprendida pelas estrelas (mesmo criando novas, mas cada vez menos) irá se esgotar e tudo o que restará serão pedaços de rochas frias (planetas) flutuando num espaço completamente escuro onde estrelas e planetas distanciam-se cada vez mais uns dos outros (coisa que acontece nesse exato momento). Pode ser que ele fique assim para sempre... ou não. Sim, é provável que algo tenha acontecido para detonar a teoria do BIG BANG (a mais aceita atualmente), mas assim como o esperma fertiliza o óvulo (momento de criação biológico), a força ou energia por trás do surgimento do universo não implica necessariamente numa inteligência e sim, como a lógica indica, em algo relacionado com Física pura. Alguns físicos quânticos acham que o Universo é separado por diversas membranas e que vivemos em uma delas e que o surgimento do nosso pode ter surgido do choque de uma das membranas (já com um universo ativo) com a nossa membrana (ainda “vazia” na época). É uma teoria bem radical que ainda vai demorar muitos anos para ser provada, se é que vai ser, mas para mim tem mais lógica do que uma inteligência invisível criando coisas do nada, o que contraria as leis da Física. Concordo que algo tem que vir de algo, mas veja bem, o que foi criado nos primeiros minutos do nascimento do universo foram partículas elementares e mesmo eu aceitando que alguma “consciência” deu o pontapé inicial nessas partículas, a partir do momento em que elas foram criadas, elas passaram a obedecer as leis da física e criaram as forças fundamentais da natureza: o eletromagnetismo,  a gravidade, e as forças nucleares forte e fraca. E a partir desse instante essa “consciência” perderia completamente o motivo de sua existência, mas talvez houvesse algum resquício de sua energia, como um DNA, contido nas partículas ou a própria MATÉRIA ESCURA que representa 63% da massa do universo sejam os “restos mortais” de tal “consciência”. Agora, achar que tal “consciência”, mesmo que tenha existido (ou ainda exista de alguma forma), tem qualquer poder de decisão ou escolha sobre qualquer coisa que aconteça no universo inteiro, que é regido pelas forças que citei acima, é um pensamento um tanto imaturo e sem sentido no meu ponto de vista.

Pois veja bem, o universo tem 14,6 bilhões de anos, bilhões de galáxias, trilhões de sóis e quatrilhões de planetas (jogando pra baixo). Nesse tempo todos devem ter surgido e desaparecido milhões de civilizações tão ou mais avançadas que a nossa. E aí o pequeno primata que deu origem a espécie humana surge há meros 4 milhões de anos e só se transforma na nossa espécie atual há meros 200 mil anos e há apenas 2.500 anos vem com o conceito de um deus a nossa imagem e semelhança, com tantos defeitos (Velho testamento) quanto qualidades (Novo testamento), carente de amor, exigindo obediência, cheio de amor pra dar e que adora julgar as pessoas. Bom, tem dois termos que definem as pessoas que criaram esse conceito: arrogância e ignorância. Não vou nem entrar no mérito de que esse deus nem sequer é válido para 1/3 do planeta, que tem outros deuses.


Se o ser humano realmente fosse o escolhido ou preferido dessa “consciência”, porque demoramos tanto tempo para surgir no universo, já que milhões de outras espécies inteligentes provavelmente vieram antes de nós? A resposta é que não somos, porque essa “consciência”, exista ou não, provavelmente pensaria ou agiria no universo em termos de suas forças fundamentais, o que estaria anos-luz de qualquer idéia que foi dita ou falada sobre ela, logo, “ela” não se “importa” com nada do que façamos ou aconteça, contanto que tudo obedeça as leis da física, da mecânica quântica e as forças fundamentais. E por esse ângulo, “ela” seria “onisciente” e estaria em todo lugar. Mas ei, bactérias e vírus também estão em todo lugar na Terra e são os verdadeiros donos desse mundo, falando em nos botar em nosso devido lugar na ordem das coisas. Foram os primeiros a chegar e serão os últimos a irem embora. E neutrinos também estão em todo lugar do universo e passando através de nós aos milhões nesse exato instante.

Concluindo, o mais lógico seria rezar para a Gravidade, para o Eletromagnetismo e para as Forças Nucleares Forte e Fraca, que são o que mantém o universo coeso e funcionando como um relógio. Mas o fato é que rezando ou não, o trabalho delas continuará o mesmo dos últimos 14,6 bilhões de anos.

Mas podemos depois expandir esse papo para uma determinada teoria que diz que pensamentos podem alterar nossa realidade ou pelo menos, alterar partículas em um nível quântico.   
  

65 milhões de anos atrás quase toda a vida na Terra foi extinta.
Não foi a primeira vez e não será a última.
Os próximos seremos nós.


Se não existe propósito para a vida então eu fico extremamente maravilhado com a crença de que o "nada" virou "tudo" sem motivo algum.. Que todos os seres passaram pro um processo de evolução que no fim das contas aconteceu por puro acaso.. Isso me faz pensar que somos extremamente "sortudos" ou azarados de estarmos aqui usando nosso intelecto pra debater sobre filosofia, ciência e religião, e que isso é fruto do mero acaso, já que poderíamos agora mesmo ser amebas vagando pelo espaço ou nem mesmo existirmos devido à não expansão aleatória do nada..

Sim, seria muito legal que tudo tivesse um propósito grandioso, maravilhoso e épico, mas tudo indica que a vida é grandiosa, maravilhosa e épica sem propósito algum mesmo. Até o momento, não encontramos evidência alguma de uma “inteligência” cósmica e incompetência das incompetências, ainda nem sequer conseguimos provar que a nossa consciência sobrevive após a morte. Há muita discussão, debate e muitos eventos inexplicáveis, mas prova de fato, nada. Até agora.

Mas tudo realmente parece ser levado pelo acaso e não por uma inteligência qualquer. Logo, a lógica dita que o acaso é que impera. Embora o surgimento da vida possa ter sido um acaso, a evolução em si não é, já que existe aí um propósito ao nível celular de promover melhorias no organismo para se adaptar ao ambiente.

Mas quando digo acaso, uso a expressão de uso popular, quando a verdade é que o acaso não existe, já que tudo é fruto de uma ação e reação. Um terremoto hoje é ocasionado pelo choque de placas tectônicas que estavam em curso de colisão há centenas de anos. O meteoro que extinguiu os dinossauros poderia já estar em rota de colisão com a Terra há milhões de anos. E uma traição feita 10 anos atrás pode detonar o fim de um casamento nesse instante. Um prédio cai em determinada hora no Rio não porque deus quis, mas porque sua estrutura foi modificada e o que restou chegou ao ponto limite de desgaste naquele instante. Então, como qualquer um pode ver sem quebrar muito a cabeça, tudo está interligado, nada é tão misterioso assim e tudo é fruto de uma ação e reação e isso é algo que deveríamos lembrar todos os dias.

E é claro que somos extremamente sortudos, pois estamos vivos e ainda por cima somos a espécie dominante nesse planeta, depois dos vírus, bactérias e insetos ;-)  Mas enfim, temos uma vida aparentemente melhor do que a de nossos colegas do reino animal, que apenas se preocupam com a sobrevivência. Nós ainda estamos nessa luta também, mas podemos nos dar ao luxo de pensar, sentir e fazer muitas outras coisas além do básico de comer, procriar e defecar. E isso se deve ao maravilhoso “acaso” do surgimento das moléculas de aminoácidos e por aí vai. Por favor, não tente dizer que estou deixando uma brecha aqui para um “criador”. O que eu tinha a dizer sobre isso foi dito nos primeiros parágrafos.

E novamente, não só poderíamos ser qualquer tipo de criatura, como já fomos. Nosso planeta já teve trilhões de espécies diferentes (99% delas extintas), cada uma única em forma, tamanho e inteligência. Assim como deve ter acontecido em muitos planetas pelo universo afora, se chega um ponto, em que depois de trilhões, quatrilhões de tentativas, algum organismo (ou mais) vá adquirir consciência sobre si mesmo e desenvolver inteligência tal como a conhecemos.  



A moral humana varia conforme a cultura, a época e as condições políticas.
A maioria das religiões deu seu aval para a escravidão de milhões de pessoas ao longo da história.
 

E se tudo é por acaso então é impossível haver moral.. Nesse caso não adianta a religião ou a filosofia criarem conceitos padronizados de comportamento e ética já que nem todos se enquadram e nem concordam.. Se não há unanimidade então não há certo e errado nesse caso, já que não há o que desabone qualquer opinião de qualquer ser que vive sem propósito nesse universo aleatório..

Bom, existe uma diferença nas leis de ação e reação, que é uma lei universal e a moral humana, que é um conceito que só vale para nossa raça porque só nós a entendemos ou aceitamos. Bem, como animais que somos, seguimos nossos instintos o tempo todo e como animais sociais (parte de nosso instinto), o que quer dizer que colaboramos instintivamente uns com os outros através de mecanismos complexos e sutis de identificação com determinadas pessoas e grupos, seguimos regras pré-estabelecidas. Grupos de primatas mais desenvolvidos tem sua própria organização social, com hierarquias e regras do que se pode e o que não se pode fazer. A nossa sociedade simplesmente evoluiu para algo mais complexo e o fato de termos mais inteligência, nos levou a desenvolver sentimentos e pensamentos mais profundos com o objetivo de tentarmos nos entender e em como podemos sobreviver. A lógica dita que quanto mais expandirmos nosso grupo, mais fortes seremos e foi isso que fez as pessoas se juntarem em tribos, seja para se defenderem de outras, seja para destruírem outras. Mas para fazer isso tudo, o homem precisa ter justificativas convincentes para fazer as pessoas unirem-se ou obedecerem. Sem isso, a sociedade humana não teria chegado onde estamos hoje e ainda seríamos um bando de ignorantes batendo com clavas uns nos outros. Para chegarmos a esse ponto, a Filosofia e a Religião aconteceram. Poderíamos ter ficado sem religião que estaríamos melhor, mas enfim, a religião surgiu de pessoas  que tentaram explicar fenômenos naturais incompreensíveis para a mentalidade da época usando o caminho mais fácil, fenômenos que só começamos a desvendar nos últimos três, dois mil anos. O problema é que a religião se tornou, já em seus primórdios, um subproduto da política usado para manter a tribo ou a sociedade sob controle. A Filosofia também pode ser usada para dominação política temporariamente, mas como ela desenvolve o uso do espírito crítico, raciocínio e lógica, ela obviamente não serve para fins políticos duradouros como a religião. 

Bem, existem alguns conceitos filosóficos universais como a valorização da vida e da liberdade. Se apenas esse dois conceitos fossem  buscados pela humanidade, a África não seria esse poço de Fome e a escravidão física e mental dos povos jamais teria acontecido. Acho que nesse ponto todo ser humano, excetos os insanos, concorda. Já unanimidade filosófica é impossível no atual momento, já que estamos ainda no útero de um mundo globalizado, com centenas de culturas milenares diferentes, cada qual moldada de acordo com sua filosofia e religião. Para atingirmos isso, todos teriam que ter acesso ao conhecimento e ao mesmo nível de educação. E ainda assim, sempre teríamos aqueles que decidiriam que o lógico é “levar vantagem em tudo”. Mas conhecimento não cria caráter, como bem sabemos, mas dá condições para criar um, com as condições adequadas de parte dos responsáveis.

Mas concluindo, a Filosofia nos dá as bases morais lógicas para (sobre)vivermos em sociedade. A religião também parece dar isso à primeira vista, mas a questão é que ela diz que a moral vem de um ser imaginário e que seus representantes na Terra falam por ele e o problema é que tem seres imaginários demais falando pela boca de mais representantes ainda e a moral deles, muda conforme a época e a necessidade de cada grupo religioso no poder. 





Acreditar em deus não é fator determinante para um comportamento equivalente ao que se espera de quem crê em Deus.. Biblicamente falando há os seres que acreditam em Deus e são condenados e lá o conceito de "crer" vai muito além de acreditar, está mas no sentido de "temer" ou até "se render".. Acreditar em deus não salva ninguém, segundo essa mesma bíblia..

Concordo com a primeira afirmação. E que acreditar não bastaria, teria que se aceitar, mas novamente estamos falando de uma regra que muda de acordo com a conveniência de alguns grupos e como a Bíblia foi escrita por um grupo de pessoas, que apesar de escrever bem, eram ignorantes e preconceituosos à respeito do mundo, e não posso levar em consideração suas explicações sobre como as coisas são. A Bíblia é um livro que contém fatos históricos recheados de lendas, folclore e superstição do povo que a escreveu. E assim como eu não acredito nas lendas e deuses indígenas que nossos povos locais criaram há 12 mil anos atrás, eu não vejo mais por que acreditar nas lendas criadas por uma tribo que vivia no deserto há 2.500 anos. Assim, acreditar, aceitar, abraçar ou render-se pode ser suficiente para determinada pessoa ou grupo. E vale lembrar o critério de que alguns grupos religiosos dizem que eu, como ateu, poderia levar uma vida digna de Gandhi, mas iria para o Inferno por não acreditar/aceitar e um serial killer pedófilo esquartejador iria para o Céu se aceitasse deus em seu coração na hora de sua morte ;-)  Isso demonstra duas coisas sobre a personalidade dessa invenção judaico-cristã: 1) ele se deixa enganar por qualquer um; 2) ele é uma pessoa extremamente insegura e com sua mentalidade infantil, não tem capacidade de julgar uma pessoa pelos seus atos, mas sim em termos do que ele lucra com isso. Seu lucro, obviamente sendo amor e obediência incondicional à sua carência divina.  Freud explica ;-)


Galáxia M31, uma entre as 170 bilhões dentro do universo observável.


E sim, somos como vapor nessa existência, muito pequenos diante de toda a Criação, mas honestamente eu acho absurdo simplesmente olhar no espelho, analisar a complexidade do funcionamento do meu próprio corpo e achar que isso é sem propósito e fruto de uma aleatoriedade cósmica sem propósito.. Ou olhar para as estrelas, pra lua, pras imagens de planetas e achar que tudo aquilo é sem propósito..

Sobre o corpo humano, claro que ele é uma máquina maravilhosa e a mais complexa estrutura orgânica que conhecemos graças ao nosso cérebro capaz de alterar o próprio mundo em que vivemos. Mas vale lembrar, como já disse antes, que isso veio a partir de moléculas de aminoácidos, que formaram DNA, que por sua vez formou uma célula, que se dividiu, se uniu à outras e ao longo de 3 bilhões de anos, em uma sucessiva linhagem evolutiva de erros e acertos, foram desenvolvendo ser cada vez mais complexos ates chegarmos a nós. E provavelmente não somos o fim ainda, a tendência ainda é evoluirmos para algo melhor e mais adaptado ao ambiente (ou ambientes) . Mas Fernando, 3 bilhões de anos pra chegar até aqui, 1/5 da idade do universo. E ainda surgimos depois de 5 extinções em massa em nosso planeta, estamos aqui tanto por sorte quanto porque a vida teima em sobreviver, apesar das forças tremendas ao nosso redor. E bem, não sei ao certo que “propósito” você pretende enxergar nos planetas e estrelas. Que eles se alinhem num desenho particular? Eles estão alinhados de acordo com as forças da natureza e por isso o “propósito” das estrelas é dar origem a planetas e alguns planetas tem condições favoráveis à vida, outros não. Tudo ao “acaso” das forças gravitacionais e eletromagnéticas. E o “propósito” da vida é sobreviver a todo custo. Continuar existindo. Keep walking ;-)

Mas fica meio óbvio que isso tudo é o medo puro e simples da morte. Como, aparentemente, somo a única espécie que se dá conta de que vamos morrer em algum momento de nosso futuro, também somos a única que tentou dar uma explicação pra isso através da criação de seres invisíveis que não podemos ver, mas que de alguma forma, vão cuidar de nós após nossa morte e que seguindo essa lógica, não morreremos nunca. Bem, não tenho nada contra acreditar nisso, eu mesmo espero que minha consciência sobreviva de algum modo, mas como ninguém ainda conseguiu provar nada disso, fico só na esperança mesmo. Mais ou menos a mesma que tenho de que um dia vou acertar na Mega Sena ;-)  E pra isso não preciso de religião, que é só um eufemismo para controle de massas, e nem acreditar em um ser folclórico que sob a luz de uma crítica literária, não é bem fundamentado e carece de uma estrutura lógica para se sustentar como personagem crível.  

E sendo pragmático, a maioria de nós morre sem saber o sentido e o propósito de nossas próprias vidas. É assustador e horrível, mas é o que acontece com a maioria de nós e com qualquer outro animal, especialmente os que abatemos para comer. Claro, cada um pode dizer e pensar o que quiser para se justificar no fim da vida e se contentar com a explicação. Caso chegue a viver o suficiente e mesmo ter tempo pra pensar nisso na hora da morte. Mas todos (com um mínimo grau de filosofia na vida) acabamos morrendo com a mesma dúvida: “É só isso?” Talvez gente que tenha tido uma vida boa demais morra satisfeita ou talvez gente que tenha tido uma vida horrível demais também morra satisfeita por sua dor acabar. Cada um vê a morte de um jeito diferente, mas todos passamos pelo mesmo processo.
 




Mas ao mesmo tempo eu concordo que essas coisas por si só, apesar de tão incrivelmente complexas não fazem sentido por si só e a bíblia confirma isso.. Não sei se você é dos que odeia a bíblia ou que lê com alguma freqüência, mas lendo o livro de Eclesiastes a idéia que temos é que tudo realmente é vão, sem propósito, indo na contramão do que eu disse até agora.. Porém no próprio livro ele explica o que dá sentido às coisas e que justifica o porque de serem como são (Eclesiastes 12:13-14).

Bom, o que Eclesiastes diz sobre o que dá sentido às coisas, para mim é justamente a coisa mais sem sentido de todas: uma criatura ficcional. Eu preciso de uma explicação melhor do que essa. Mas sinceramente, não creio que exista qualquer explicação. Acho o universo lindo do jeito que é e só lamento não poder permanecer aqui para conhecer todas suas maravilhas e acompanhar sua evolução rumo ao infinito (ou destruição).


Muitos grupos e líderes religiosos buscam, através de uma suposta autoridade divina, fazer prevalecer seus preconceitos pessoais e objetivos políticos.


E indo mais além a gente pode ver que a Criação não foi feita pra nós (Romanos 11:36) e que atende aos desígnios DELe (provérbios 16:4), que não são tangíveis (Romanos 11:33-34).

E sobre Romanos e Provérbios, novamente se atribui autoridade a um ser imaginário, que por sua vez dá uma falsa autoridade a um grupo político. E dizer que não há explicações compreensíveis no nível humano faz com que o clero possa escapar de qualquer cobrança de desastres, tragédias, crianças mortas, já que “deus escreve certo por linhas tortas”. Assim as pessoas são levadas a aceitar que a vida é assim, que deus quis e que determinadas coisas não podem ser mudadas. Vale lembrar que até pouco tempo, a cultura judaico-cristã admitia plenamente o uso de escravos e pelo menos na Católica, era dito que escravos não tinham alma. Esse tipo de mentalidade foi modificado dentro da Igreja? Não. Foi modificada por filósofos, políticos, humanistas e cientistas, assim como quase toda cagada que as religiões fizeram. E claro, com a população mudando se tornando cada vez mais esclarecida, a Igreja tem que correr atrás do prejuízo e pedir desculpas de quando em quando.

E novamente, eu não separo a religião de deus porque ela criou o conceito e ela o sustenta.



2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO.
A humanidade um dia retornará ao seu berço interestelar.
Das estrelas viemos, às estrelas voltaremos.


Então, ou se crê num universo que é um tremendo desperdício (já que não tem propósito) ou nos resta crer que por trás de um aparente caos está o Criador no controle, e que tudo segue o rumo perfeito dos Seu projeto inicial.. ;)

Bem, eu não vejo desperdício em estar vivo e consciente disso, em ter amigos, amantes, em tomar banho de chuva, comer uma comida quentinha, olhar as estrelas, admirar a natureza e tudo o mais que está no universo. Desperdício é viver uma vida ruim para si e para os outros. No universo nada se desperdiça, tudo se transforma, nós somo feitos do material que sobrou do nosso Sol. Somos filhos das estrelas. E isso é uma verdade absoluta. Quer coisa mais bonita do que essa?! E achar que o universo tem que ter um propósito além do de meramente existir meio que menospreza ele. A sociedade humana concordo, tem muito o que evoluir, pois percebemos suas falhas e contradições. Mas que falhas e contradições há na dança das galáxias, no nascimento e morte das estrelas e planetas? Tudo é um ciclo, tudo está interligado.   


Grato pelo papo.
Uma boa semana pra ti.




segunda-feira, 16 de julho de 2012

PAULOPES - Dica de blog

Paulo Lopes é jornalista, mora em São Paulo e seu blog tem sempre notícias e reflexões pertinentes sobre religião e tudo o que se relaciona à ela.

PAULOPES

 Collor é acusado de praticar magia negra. 
Mas magia cristã, ele pode?

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgd2x_r1CuJtwqkoAreCWtaJhhXyBM27MqU18IUBbynPpKpBY1hW4HN3kX_2NRHYFj4mTz22NBnxchgC8Ip_hoauZiGaEUI4haKzI33chzyKoJPJVRsS4pRIVgVQciNE6WsUCWYKk0nbgw/s1600/rosane.jpg
Rosane misturou seu ressentimento de ex-mulher com o seu ranço evangélico.


O ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, como se sabe, faz parte do lixo da história, mas qual é o problema de ele ter realizado em sua casa, em Brasília, sessões de magia negra, conforme denuncia a sua ex-mulher Rosane (foto)?

Houve sacrifico humano nessas sessões? Não. Então por que a implicância? Não ocorreu  nenhuma transgressão à lei, e a Constituição garante o direito à crendice. Cada cidadão pode ser devoto da divindade que quiser e realizar culto, principalmente dentro de sua casa. Existe liberdade de culto. De qualquer culto.

Magia negra se equipara às crenças religiosas, como o cristianismo. Se na casa de Collor tivesse havido a celebração de missa ou de culto, Rosane, que se tornou evangélica, não veria nada de mais.

Continue a ler clicando aqui.

E aqui você acompanha o blog Paulopes.

Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

terça-feira, 10 de julho de 2012

DEUS, UM DELÍRIO - Debate




Richard Dawkins, cientista e autor do livro DEUS, UM DELÍRIO, participa de um debate sobre religião e ateísmo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

MINHA VIDA DE CRISTÃO E DESCONVERSÃO – Depoimento



Um anônimo, uma pessoa comum, conta em um relato sincero e coerente, sobre sua educação e criação na fé cristã e como, ao longo dos anos, através de dúvidas, questionamentos e mera observação da realidade, conseguiu perceber que a religião é apenas mais uma das muitas prisões sociais e mentais que a sociedade cria para controlar seus membros e que não precisamos dela para sermos seres humanos dignos.





Links para os demais videos:

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7


domingo, 15 de janeiro de 2012

SÉCULO XXI – Blog Convidado

Nas minhas andanças pela blogosfera topei com o blog do André Pessoa, professor de História, Filosofia, Teologia e Sociologia. Graças a essa formação e profissão, André consegue tecer reflexões lúcidas e inteligentes sobre os mais variados assuntos e temas que lhe interessam, demonstrando uma grande preocupação pelos caminhos da nossa humanidade sempre à beira do abismo.


 
 ANTICRISTIANISMO

No texto que se segue usarei o termo “cristianismo” no sentido de ensino de Cristo, e não de prática da igreja. Afinal de contas, a igreja dita cristã não pratica o cristianismo enquanto ensino do nazareno.

A tese que desenvolverei neste artigo não é minha (embora corresponda também ao meu pensamento), mas do filosofo alemão Friedrich Nietzsche. Segundo este, em cada difusão do cristianismo entre as massas, aquele se afastava cada vez mais dos pressupostos fundamentais sob os quais nasceu.

Ou seja, quanto mais longe de sua origem e mais acessível ao povo, o cristianismo tornou-se mais bárbaro e vulgar. O preço de ganhar o mundo pago pelo cristianismo foi perder a essência, servir a propósitos mesquinhos e se transformar em um conjunto de superstições grosseiras.

O cristianismo morreu na cruz com o próprio Jesus Cristo. Por isso diz Nietzsche: “[...] a palavra cristianismo é um equívoco, no fundo existiu apenas um único cristão, e esse morreu na cruz”. O segundo está por nascer!

Quando o galileu suspirou ensangüentado no madeiro, perdoou o “bom ladrão” (se é eu existe tal coisa fora da lenda de Robin Hood) e entregou o espírito ao pai entre muitos clamores, com ele também morreu um ensino nunca bem entendido e deturpado pelos seus pretensos seguidores.

Todo o cristianismo posterior a morte de Cristo foi uma tosca e confusa tentativa de resgatar algo que jamais foi resgatado: o verdadeiro sentido das palavras de Jesus. Para ser mais sincero, os apóstolos, os pais da igreja e a igreja institucional posterior se esforçaram para moldar o cristianismo aos seus interesses nem sempre muito nobres.

A deturpação dos ensinos do Cristo resultou em doutrinas e dogmas absurdos que compõem a base sobre a qual se apóia toda a pregação fantasiosa da igreja católica e protestante. A maldade e a perversão atingiram níveis nunca vistos antes na exegese que alguns “santos” fizeram da Bíblia!

O preconceito judaizante de Pedro, o estabelecimento de uma hierarquia eclesiástica feito por Paulo e o gnosticismo fantasmagórico de João que faz Jesus quase flutuar ao invés de pisar no chão, nunca foram ensinados pelo próprio Jesus. Quanto à igreja posterior, é melhor nem comentar detalhadamente os horrores praticados por esses “servos de Deus”!

Talvez tenha sido por perceber essa realidade que o mesmo Nietzsche, em sua obra “O anticristo”, define a igreja como “esta forma de inimizade mortal frente a toda justiça, a toda sublimidade da alma, a toda educação do espírito, a toda humanidade livre e boa”. Na visão do filósofo em questão, a igreja é inimiga declarada da vida!

Uma coisa é certa: embora existam certas variáveis no ensino posterior da maior parte das religiões, a impressão que temos é que foi o cristianismo a mais deturpada e modificada das visões religiosas. O afastamento do cristianismo da simplicidade e da amoralidade do Cristo o tornou um monstro no melhor estilo Frankstein; cheio de anomalias e remendos que o tornam horroroso!

Caso ainda estivesse vivo, Jesus Cristo não freqüentaria e nem suportaria ambientes ditos sacros como o vaticano ou as igrejas ditas evangélicas. Aliás, ainda que conseguisse suportá-los seria convidado educada e hipocritamente a se retirar pelos padres e pastores, uma vez que a sua presença inibiria os reais propósitos das instituições religiosas.

Jesus Cristo e os seus ensinos não têm qualquer relação com a religião atual. Como bem disse outra vez Nietzsche: “Olho a minha volta e já não resta uma palavra só do que antigamente se chamava verdade, já não agüentamos que um sacerdote ponha sequer na boca a palavra verdade”.

A pompa e o egocentrismo dos clérigos, a sede por poder e dinheiro, a pedofilia nas paróquias, a discriminação e o preconceito dentro das igrejas, o envolvimento perverso de certos “pastores” com a política e outros graves sinais me dizem que o cristianismo morreu. Aliás, ele precisa ser sepultado; já está fedendo!

Se pretendêssemos ser mais extremados e enfáticos em nosso posicionamento, deveríamos afirmar, sem medo de errar, que a única forma de ser cristão é exatamente fazendo o contrário daquilo que a igreja ensina nos seus dogmas centrais. A verdadeira igreja seria, então, uma antigreja e o verdadeiro cristianismo um anticristianismo.

Acho que Nietzsche errou quando disse que Deus estava morto, mas teria acertado caso afirmasse que o cristianismo morreu. De fato, o cristianismo morreu a mais de dois mil anos atrás lá no calvário quando o nazareno, entre gritos de dor e cravos pontiagudos traspassando as suas mãos, suspirou levando consigo aquilo que a igreja nunca conseguiu entender!

André Pessoa

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SÉCULO XXI