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terça-feira, 4 de março de 2014

LEITURAS DE BD - Dica de blog

Green Lantern / Superman: Legend of the Green Flame



Como fã do universo dos Lanternas de vez em quando vou conseguindo descobrir, e comprar, alguns livros mais antigos.
Este pareceu-me interessante... aliás, tinha todos os ingredientes! Superman, Deadman, Phantom Stranger, Selina Kyle, Blackhawk Squadron...

E mais, a história por trás do livro também tinha o seu quê de interessante! Afinal foi uma história de Gaiman para a DC que não foi publicada na altura, mas sim muitos anos depois. E para ser publicada tiveram de andar à procura de uma cópia...
:D

Ok, a história desta história.
Estávamos em 1988 e Mark Waid era o editor-chefe da DC Comics. Este solicitou a Gaiman uma história para a antologia Action Comics Weekly, e o objectivo seria criar um argumento onde entrassem vários heróis, ou personagens da mitologia desta editora!
Gaiman aceitou e Waid adorou a história.

Continue lendo em Leituras de BD

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

CAFÉ MIOSSI - Blog Convidado

TODAS AS BOBAGENS QUE VOCÊ QUE É DE ESQUERDA NÃO AGUENTA MAIS LER/OUVIR

Por Mariana Milhossi


"Diz que é comunista, mas compartilha as ideias via Iphone”.
“Anarquistas, são à favor da total perca da moral da sociedade, o ser humano sem leis vai ficar animalesco”



Quem nunca escutou ou leu esse tipo de bobagem? Acho interessante que todos que abordam sobre o assunto em geral nunca pararam para ler um livro sobre essas ideias, pegam fragmentos, o genérico do genérico, e acreditam ser a verdade. Primeiro porque o fragmento do livro nunca é de fato o livro. A ideia de um livro por inteiro ou até de um artigo de um autor, seja qual for, só pode ser digerida à partir da leitura completa da obra e geralmente com muito cuidado com suas impressões, por vezes até assim nossos preconceitos ludibriam a ideia da obra.

Não sou contra usar fragmentos não, nem é uma posição do contra, é uma posição de crítica a essa falsa ideia que podemos aderir ou ser contra uma ideia a partir de uma simples apresentação da mesma, estão confundindo interesse e posição.


“Anarquismo é o caos! É a desordem.”

“Nossa, quando eu entrei estava uma anarquia, uma bagunça.”
 



Eu vejo que os anarquistas são os mais marginalizados pelas ideias. Primeiro porque o anarquismo em si e suas vertentes em geral (falo em geral por serem muitas) bate de frente com a ideia de socialismo de Marx, e eu não tiro a coerência do pensamento deles não. Eles acreditam que se o socialismo for implantado só vai ser uma nova forma de elitizar a sociedade, ou seja, vai ser a criação de uma nova elite, mesmo que com todas suas diferenças, com, por exemplo, uma política mais social. Para os anarquistas, o problema do socialismo nem é exatamente a criação da nova elite e sim a questão que o comunismo em si nunca será conquistado.

Por isso o anarquismo é a favor do respeito da decisão individual do ser independente de leis vão reprimir por isso, não quer dizer que no anarquismo haverá exploração do outro, muito pelo contrário, o anarquismo é completamente contra esse tipo de persuasão.

O comunismo é diferente do socialismo, o comunismo vem com a ideia de você eliminar as classes, e para o anarquismo só vai ser possível eliminar as classes se eliminarmos todos os tipos de poderes que existem para criar uma ordem social. Essa ordem social que causa todos esses problemas, e qualquer sinônimo de padronização do comportamento deve ser eliminada. Para os anarquistas viver em sociedade não é ser simplesmente enquadrado em um conjunto de regras cheias de déficits, mas sim a ausência dessas regras, sendo que em geral quem é contra a ideia fala da questão do caos, porém, talvez o caos seja fruto desse modelo com excesso de condutas, normas, formas de viver, etc., se você olhar bem adentro da origem de muitos problemas sociais é mesmo fruto de condutas sociais de comportamento, que podem até ser inicialmente boas, mas quase sempre dá em efeitos colaterais perversos.

Para os anarquistas só existe comunismo sem poder algum, ou golpe de Estado para tal evento acontecer, diferente disso será outra forma de ditadura apenas.

Estou procurando não dar um direcionamento na leitura sobre os assuntos, mas para se ter uma ideia, citei apenas o anarco-individualismo. O anarco-sindicalismo já faz um meio campo nessa questão, isso que adentro do próprio movimento existem vertentes que acreditam no uso da violência para a destruição do poder do Estado e seus aparelhos ideológicos, e outras que são mais pacifistas.

O anarquismo não se resume a babacas que pagam de anarquistas e apoiam ideias tão idiotas quanto sua visão de sociedade, você acreditando nisso apenas está agindo como eles.

Vulgarizar o anarquismo sempre foi uma tentativa da direita e da própria esquerda, visto que os anarquistas ousaram a discordar de um, dos milhões de contrapontos de Marx. Também é errado dizer que eles são contra Marx, anarquistas que dizem isso são uns idiotas mal informados, visto que a própria inspiração para as milhares de vertentes do anarquismo vieram justamente de uma releitura de Marx.

Os anarco-capitalistas e anarco-socialistas talvez não saibam que a própria vertente anarquista discorda dos dois sistemas por serem ditaduras, o primeiro princípio do anarquismo é a desfragmentação do poder..(…) como ser a favor de uma ditadura do capital (ditadura Capitalista), que bate totalmente de frente com a ideia de liberdade individual do ser no anarquismo e como ser a favor de uma ditadura do proletariado com força total do Estado (socialismo) ? São ideias divergentes, e toda vez que leio que o sujeito é ‘anarco-capitalista ou socialista’ me deparo com os princípios básicos dessas duas vertentes entrando em conflito logo na primeira ideia de cada um.

Penso serem pessoas que buscam a ‘liberdade’ em outro sistema opressor da liberdade alheia e contraditório, destinado ao colapso tanto quanto o próprio capitalismo.


“Ah você é da esquerda? Então porque não divide seu dinheiro?”




Porque nenhuma, nenhuma mesmo, vertente da esquerda apoia a ideia da esmola. Em todas as vertentes da esquerda se discute muito a ideia de uma sociedade inteligente e capaz de lidar com a individualidade de cada ser, seja pensando isso através de uma grande ordem ou da quebra da mesma. E quando digo individualidade do ser, eu digo a pessoa ser ativa socialmente, não invisível como os mendigos que podem receber milhares de doações o ano inteiro, mas, são invisíveis na sociedade como se fossem despidos de desejos, vontades, e até da própria ambição de ser.

A esquerda trabalha principalmente com a ideia de que se todos fossem socialmente ativos, trabalhar para construir, estudar para estruturar, fornecer para acontecer, a sociedade seria infinitamente melhor. E essa depressão de trabalhar para sobreviver, estudar para passa na cota ‘para estudantes de particular’, também conhecidas como vestibular; das universidades públicas (e ainda tem gente contra as cotas para afrodescendentes, e que acredita que vestibular mede capacitação intelectual, aposto que Einstein não passaria numa pública, visto que toda a genialidade dele veio após a escola, e não o que a escola moderna lhe ofereceu), e viver em função de gastar, consumir, e se perder.

É coerente dizer que a esquerda é um distribuir do dinheiro? Não, é um distribuir poder público, não concentrar em poucas mãos.

“Então você é de esquerda? E essa tecnologia toda que você usa?”


Tecnologia, mérito humano, não do capitalismo.

Embora todos somos inseridos em um mercado onde o que demanda tempo é revertido em dinheiro, a tecnologia que foi desenvolvida em mais de 10 anos de pesquisas não é um mérito do capital, você obtêm ela com o capital, mas o mérito é humano, é da humanidade.

O fato de eu ser de esquerda não me exclui desse mundo, nem quer dizer que eu prefiro ter um retrocesso científico acreditando que vá melhorar a sociedade em alguma coisa.


“Se você é de esquerda porque trabalha para acumular bens?”


Porque eu sou a favor da esquerda e não da minha morte. Sei como funcionam as coisas para eu sobreviver na sociedade, mas isso não muda o fato de eu discordar, não estou agindo por concordar.

Romper ainda sim tem um limite, posso romper com o que há de mais perigoso, que são as ideias, mas não com a minha própria vida.


“Sou feminista e de direita.”




Tudo bem, você tem todo direito de escolher a vertente que foi responsável por tornar o seu corpo um objeto qualquer e que se dependesse da mesma, a sua voz nunca seria ouvida pela multidão, até os padres são políticos na direita e a mulher continua a ser “a mulher do fulano” e por isso é respeitada pela direita, pelo fulano, não por ela.

Você pode acreditar que a lei da oferta e demanda seja melhor mesmo, e reafirmar que todas as profissões em que mulheres são maioria devem ser marginalizadas pela sociedade, afinal mulher não se esforça, não se cansa, não se estressa, se engravidou é porque é vadia, se tem família, tem que ter marido pra sustentar, por isso não merece férias, nem necessita de um bom salário.

Tu podes concordar com a mesma direita que desumaniza as outras mulheres, que fala que empregada doméstica jamais deve ter um salário fixo mínimo e férias, ela não é ser humano como você, e você estudou para poder oprimir os outros não é mesmo? Geralmente esse é o argumento, eu estudei e agora esse diploma é a minha licença para oprimir minorias.

Fique a vontade para optar pelo lado da história que te vê como loira burra, independente da cor do seu cabelo, etnia, etc.



Estaremos de olho.


Gostou?

Visite o blog CAFÉ MIOSSI.




segunda-feira, 16 de julho de 2012

PAULOPES - Dica de blog

Paulo Lopes é jornalista, mora em São Paulo e seu blog tem sempre notícias e reflexões pertinentes sobre religião e tudo o que se relaciona à ela.

PAULOPES

 Collor é acusado de praticar magia negra. 
Mas magia cristã, ele pode?

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgd2x_r1CuJtwqkoAreCWtaJhhXyBM27MqU18IUBbynPpKpBY1hW4HN3kX_2NRHYFj4mTz22NBnxchgC8Ip_hoauZiGaEUI4haKzI33chzyKoJPJVRsS4pRIVgVQciNE6WsUCWYKk0nbgw/s1600/rosane.jpg
Rosane misturou seu ressentimento de ex-mulher com o seu ranço evangélico.


O ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, como se sabe, faz parte do lixo da história, mas qual é o problema de ele ter realizado em sua casa, em Brasília, sessões de magia negra, conforme denuncia a sua ex-mulher Rosane (foto)?

Houve sacrifico humano nessas sessões? Não. Então por que a implicância? Não ocorreu  nenhuma transgressão à lei, e a Constituição garante o direito à crendice. Cada cidadão pode ser devoto da divindade que quiser e realizar culto, principalmente dentro de sua casa. Existe liberdade de culto. De qualquer culto.

Magia negra se equipara às crenças religiosas, como o cristianismo. Se na casa de Collor tivesse havido a celebração de missa ou de culto, Rosane, que se tornou evangélica, não veria nada de mais.

Continue a ler clicando aqui.

E aqui você acompanha o blog Paulopes.

Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

OFICINA DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO PRA BLOG



Se você adora falar sobre o que se passa na sua cabeça, criticar tudo, fazer piada, escrever contos, crônicas e ficar catando coisas legais na internet para mostrar para as pessoas mas acha que poderia e merece ter um público bem maior do que apenas os seus amigos, essa oficina é para você!
Libere sua criatividade com dicas de como escrever melhor, buscar conteúdo legal em sites, fazer um blog bacana e organizado, divulgá-lo na rede e ainda se divertir fazendo tudo isso!

A OFICINA

MINISTRANTE: Jerri Dias

PERÍODO: Oficina permanente.

AULAS ON-LINE: 10 aulas com 60 min. cada

PERIODICIDADE: de 1 à 3 aulas por semana, de acordo com a disponibilidade do aluno e professor, dias e horário a combinar.

ALUNOS: até 3 alunos podem participar usando um mesmo computador.

FAIXA ETÁRIA: de 12 à 24 anos.

VALOR: 90,00 por aluno. Pagamento em depósito ou transferência bancária.

NECESSIDADES: Uma conta no HOTMAIL/MSN para as aulas.

INSCRIÇÃO: Pelo e-mail oficinablog@hotmail.com
Por ordem de chegada de e-mail.
A inscrição definitiva se dará após a confirmação do depósito.

Para informações mais detalhadas sobre a oficina, clique aqui e baixe o arquivo em PDF.

Dúvidas e mais informações pelo e-mail: oficinablog@hotmail.com

sábado, 24 de dezembro de 2011

OFICINA ON-LINE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO PARA BLOG – Curso

Depois desta oficina, você não vai mais conseguir parar de blogar.


Se você adora falar sobre o que se passa na sua cabeça, criticar tudo, fazer piada, escrever contos, crônicas e ficar catando coisas legais na internet para mostrar para as pessoas mas acha que poderia e merece ter um público bem maior do que apenas os seus amigos, essa oficina é para você!
Libere sua criatividade com dicas de como escrever melhor, buscar conteúdo legal em sites, fazer um blog bacana e organizado, divulgá-lo na rede e ainda se divertir fazendo tudo isso!

A OFICINA

MINISTRANTE: Jerri Dias

PERÍODO: Oficina permanente.

AULAS ON-LINE: 10 aulas com 60 min. cada

PERIODICIDADE: de 1 à 3 aulas por semana, de acordo com a disponibilidade do aluno e professor, dias e horário a combinar.

ALUNOS: até 3 alunos podem participar usando um mesmo computador.

FAIXA ETÁRIA: de 12 à 24 anos.

VALOR: 80,00 por aluno. Pagamento em depósito ou transferência bancária.

NECESSIDADES: Uma conta no HOTMAIL/MSN para as aulas.

INSCRIÇÃO: Pelo e-mail oficinablog@hotmail.com
Por ordem de chegada de e-mail.
A inscrição definitiva se dará após a confirmação do depósito.

Para informações mais detalhadas sobre a oficina, clique aqui e baixe o arquivo em PDF.

Dúvidas e mais informações pelo e-mail: oficinablog@hotmail.com


ENQUANTO ISSO...

Um Feliz Natal pra todo mundo!









quarta-feira, 23 de novembro de 2011

OFICINA ON-LINE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO PARA BLOG – Divulgação


Se você adora falar sobre o que se passa na sua cabeça, criticar tudo, fazer piada, escrever contos, crônicas e ficar catando coisas legais na internet para mostrar para as pessoas mas acha que poderia e merece ter um público bem maior do que apenas os seus amigos, essa oficina é para você!
Libere sua criatividade com dicas de como escrever melhor, buscar conteúdo legal em sites, fazer um blog bacana e organizado, divulgá-lo na rede e ainda se divertir fazendo tudo isso! 

A OFICINA

MINISTRANTE: Jerri Dias

PERÍODO: Oficina permanente. A partir de 05 de dezembro.

AULAS ON-LINE: 10 aulas com 60 min. cada

PERIODICIDADE: de 1 à 3 aulas por semana, de acordo com a disponibilidade do aluno e professor, dias e horário a combinar.

ALUNOS: até 3 alunos podem participar usando um mesmo computador.

FAIXA ETÁRIA: de 12 à 24 anos.

VALOR: 80,00 por aluno. Pagamento em depósito ou transferência bancária.

NECESSIDADES: Uma conta no HOTMAIL/MSN para as aulas.

INSCRIÇÃO: Pelo e-mail oficinablog@hotmail.com 
Por ordem de chegada de e-mail. 
A inscrição definitiva se dará após a confirmação do depósito.

Para informações mais detalhadas sobre a oficina, clique aqui e baixe o arquivo em PDF.

Dúvidas e mais informações pelo e-mail: oficinablog@hotmail.com



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

WINK! - Blog Convidado

Conheci o WINK!, blog da Mia Sodré depois de participar de um pequeno debate com ela e outras pessoas no Facebook e confesso que fiquei surpreso com o desenvoltura e o senso crítico dela em relação às coisas ao seu redor. Na sua descrição do blog ela diz que tem 17 anos, é gaúcha, evangélica, web designer, insegura, dramática e aspirante à escritora, entre diversas outras coisas.



Bom, para vocês terem uma palhinha do WINK!, selecionei o texto abaixo:









FEAR NO MORE





Se há algo que é certo nessa vida é a morte. É algo inevitável, prometido a nós desde o dia em que nascemos. Mas antes dessa promessa se cumprir, nós todos esperamos que algo de interessante aconteça a nós. Todos esperamos passar por algo que torne nossas vidas significativas. Mas o fato mais triste é que nem todas as vidas têm esse significado, alguns apenas vivem sem viver. Alguns apenas passam a vida esperando que algo aconteça a elas antes de irem embora definitivamente.



Nunca gostei da ideia de dizer adeus às coisas. Apenas o breve pensar em partir me deixava sempre muito confusa, muito impotente, muito bagunçada. Sempre quis ser imortal, fazer grandes coisas, ser lembrada pela eternidade. Sonhei com grandes esculturas, homenagens, lágrimas e um sentimento de perda por minha partida. Sempre fantasiei demais, é verdade. Mas quem nunca fantasiou na vida?



Vocês devem estar assustados, afinal nunca fui de escrever cartas ou demonstrar sentimentos em vida, mas há algo de extraordinário na morte: ela consegue fazer coisas que nunca pensamos enquanto tínhamos todo o vigor da juventude. Nela há reflexões, saudade, nostalgia. Há um certo tipo de mágica fatal que a envolve. Devo confessar que sempre pensei que me sentiria angustiada nessa hora, mas agora me sinto tão aliviada, como nunca estive antes. Sim, alívio, é tudo o que sinto. É indescritivelmente incrível o que acontece com você nessas horas: seu cérebro parece estar fora do corpo, você já parece estar em uma outra dimensão, apesar de este ser o mesmo ambiente em que passou parte da vida.



Durante minha vida, sempre fui uma pessoa muito observadora, sempre me preocupei com detalhes. Tentei tanto ser lembrada depois da morte que acabei me frustrando em vida, procurando almejar a perfeição. Agora vejo que tudo isso não passa apenas de uma breve ilusão, e que viver com medo de algo não é viver. Quero que todos vocês saibam que não tenho arrependimentos, de forma alguma. Sempre fiz tudo o que quis fazer, sempre fui o centro das atenções e isso foi muito satisfatório por um tempo, apesar de todos os problemas que me trouxe também.



Se há algo que eu lhes peço é o seguinte: não falem de mim após minha morte como uma pessoa praticamente "santa", como muitos fazem com seus entes queridos. Não disfarcem meus defeitos; pelo contrário: exponha-os, juntamente com as qualidades, pois foi com toda essa mistura entre bem e mal que consegui chegar onde cheguei.

De repente, eu consigo ver claramente o mundo que estou deixando para trás. Apesar de meus sentidos já estarem bem enfraquecidos; sabores, toques, cheiros e sons já começam a se tornar uma memória distante. Claro que a maioria das coisas que são visíveis para os que já partiram são visíveis para os vivos também; se ao menos eles parassem para ver.



Agora as lembranças, apesar de distantes, estão se tornando cada vez mais claras. Sim, eu me lembro do mundo, de cada detalhe. E o que eu mais me lembro era de quão assustada eu era. Que bobagem! Viver com medo nunca é viver de verdade. Gostaria que as pessoas que deixo para trás soubessem disso, mas será que faria alguma diferença? Provavelmente não. Sempre vai ter quem encara seus medos e quem foge deles. Eu encarei os meus, e estou aqui agora. Será que esta é a alternativa correta? Não sei. Mas de qualquer forma quero que saibam que sentirei saudade de todos vocês, que fizeram parte da minha vida, e espero que de alguma forma eu possa ter feito diferença nas suas.

Até algum dia.



(Mia Sodré lembra a todos de que a morte é inevitável)



Esta é uma carta fictícia escrita especialmente para o Projeto Bloínques, 48° edição de cartas.



Quer ler mais?



WINK!





ENQUANTO ISSO...



Tuítes para causar no twitter! Lá na seção Diversão do site da CAPRICHO!



E como sempre, tem postagem nova no Blog do Jerri!



E a enquete sobre a OFICINA DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO PRA BLOG acabou e o resultado foi o seguinte:



23% topam pagar os olhos da cara pela oficina!



54% topam pagar contanto que sobre dinheiro para o McDonald's!



22% não pagam nada e se pudessem me roubariam!



Então, a OFICINA deve sair!



Aguarde informações em breve!



domingo, 13 de março de 2011

DAQUILO QUE NÃO FALAM – Blog Convidado

Esse é um blog escrito por três amigas: a Gabi Ferreira, Isis Purificação e Jéssica Trabuco. Pelo nome do blog, dá para ver que elas tentam ser o mais sinceras possíveis sobre o que pensam.

E se concordar comigo depois de ler o texto abaixo, visite o blog:

DAQUILO QUE NÃO FALAM




Amizades: você dá o devido valor as que tem?

Por Gabi Ferreira

Pense num amigo. O que vocês já fizeram juntos? Sobre o que já conversaram? Riram? Choraram? Brigaram? Falaram mal de outras pessoas? Ele sabe tudo sobre você? E você, sabe tudo sobre ele? Será mesmo?

É incrível a facilidade que nós seres humanos temos de nos relacionar com outras pessoas. Tá, minto, algumas nem tanto, mas não é por isso que elas deixam de criar uma relação com outras pessoas. Talvez essas pessoas com dificuldade tenham mais, digamos sorte nas suas relações porque elas "selecionam" com quem elas querem e podem ter um contato, mas isso não as blinda de caírem no poço da desilusão ...

Será que ao conhecermos uma pessoa, iniciarmos uma amizade com a mesma, subirmos ao nível de extrema confiança, posteriormente despencar de lá e se estabacar no chão é rotina para todas as pessoas ou só as mais trouxas, digo, privilegiadas do mundo?

Como saber em quem confiar? Como saber que aquela pessoa que você pensa que te faz bem não vai daqui a 2 minutos destruir a amizade como quem mata uma barata? Como fazermos para blindar os nossos sentimentos para evitar uma tremenda decepção?




Muitos pensam, e eu me incluo neste grupo de pessoas, que quando se inicia uma amizade é porque queremos alguém para confiar, para dividir as historias, os risos, os motivos de choro, as alegrias, é querer o bem do outro, aconselhar, proteger, cuidar enfim ... e em extremamente ultimo caso: machucar. Mas se é isso que muitos pensam, porque não é isso que acontece? Porque sempre há aquele "amigo" desgraçado que vai destruir sua autoestima, que vai fazer você pensar e repensar no que é amizade, em quem confiar e porque confiar?

À esses amigos traíras, infelizes, incoerentes, e porque não, filhos da mãe, eu desejo que vocês sofram o triplo do que fazem os outros sofrerem/chorarem. Que vocês paguem na mesma moeda e sintam-se extremamente arrependidos por tudo o que fizeram, e quando se arrependerem e forem pedir desculpas recebam uma bela de uma porta no meio da fuça para aprenderem a nunca mais brincar com o sentimento do outro!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PROBLEMAS [DIÁRIO] - Blog Convidado

Estava visitando os blogs que deixam comentários por aqui quando topei com o blog da Beatriz Sakude e com seu humor irreverente e debochado, que ela diz que está começando a praticar. Me pareceu que ela já pratica isso há muito anos... ;-) Decidi convidá-la para postar aqui e ela me enviou esse post com suas considerações sobre algo sem a qual, pessoas inteligentes não vivem: a ironia.


PROBLEMAS [DIÁRIO]


A Graça da Ironia

Ironia faz parte do meu humor. Faço ironia demais, às vezes até faço ironia da ironia, se possível. Acho que vou ter uma overdose de ironia (se possível)...
Uma ex-professora de português explicou que era algo que eu fazia muito, mas não sabia o nome: Ironia.
Ironicamente, essa professora não gosta de ironia.

Irônico é as pessoas fazerem tantas perguntas tão bobas e óbvias... lógico que minha resposta seria contrária da verdadeira (irônica). Algumas são tão idiotas, que não tem como não ser irônico. Dá uma pena, uma dor, logo penso que a pessoa não tem conhecimento.

Exemplo:

Esses dias eu tava devolvendo um filme na locadora. Cheguei no balcão e o funcionário perguntou:
-Vai devolver?
-Não. Esse filme é de outra locadora e vim vendê-la pra essa. Tá a fim? 40 contos porque é ilegal.
Ele deu uma risada escandalosa.
Eu continuei:
-Vamos propor uma troca? Eu te dou essa e eu pego outra. Fechado?
-Fechado - disse ele, brincando também - só que aí você vai ter que pagar pela que você vai pegar.
-Pera aí! Isso já é roubo! Só pago metade, porque sou estudante!

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Minha empregada tava contando pra mim ontem:

-Seis horas da manhã, na entrada do CTA - uma espécie de condomínio com seguranças-soldados. Técnicamente falando, CTA é uma base aérea. Os guardas coletam dados de quem vai entrar para liberarem a entrada - um soldado perguntou:
- Visitante?
Eu repondi:
- Quem vai visitar a uma hora dessas? Pobre visitando rico? Isso não existe, meu filho. Pobre vem pra trabalhar!

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Tempos atrás, quando caiu aquele avião (vôo 447 - Air France), houve uma bela discussão na nossa sala.
-Deve ter sido os ventos do Oceano Atlântico, pode ter tido uma turbulência forte (opinião de nerd)...
-Eu ainda acho que a possibilidade dos E.T's terem abduzido o avião está em grande vantagem (opinião de Steven Spielberg).
Nesse dia, uma colega nossa disse que o Príncipe do Brasil estava no avião.
Pêra aí! Príncipe? Só se for do Castelo da Pamonha! - Quem viaja pela rodovia Castelo Branco(SP), sabe do que eu estou falando - Desde quando a família real permaneceu aqui no Brasil? Que eu tenha estudado, eles voltaram para Portugal.

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Gabe, uma vez, estava me contando que a amiga dela explicou corretamente o significado de Socialismo:
-Você sabe o que é socialismo, Amanda?
-Sim. É quando as pessoas se vestem de roupas sociais.
Juro que, na hora, bateu uma baita pena na cabeça. Era como alguém bater a cabeça na parede e eu sentir que doeu.

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Obs: Isso tudo é baseado em fatos reais.

Imagina uma conversa (um telefonema) entre duas pessoas totalmente irônicas? Seria mais ou menos assim:

-Oi, George! Tá vivo?
-Não. Tô morto! Estou falando do além. Como você conseguiu o número do céu?
-O número ta registrado no meu cel. Tenho meus contatos com o Diabo também. Sabe o que ele falou pra mim um dia?
-Que você é igual a ele. Seus chifres estão quase alcançando o céu. Deus deve estar pergutando: "O que seria esse aterfato invadindo a minha nuvem?"
-Torturador de c*?
-Não. Armadilha para pés angelicais.
(Silêncio)
-Vamos falar sobre outro assunto. O que você quis dizer com "chifres"?
-O que você acha?
-Acho que estou virando um veado. Poupe-me de piadas de duplo-sentido.
-Eu acho que você deveria procurar um psicólogo. Isso não é normal, meu amigo.
-Por que não seria um médico? Efeitos colaterais podem ser graves.
(Silêncio)
-P*rra! Sua mulher tá te traindo, cara! Se ligou agora?
-Não. Liguei quando você atendeu há alguns minutos atrás. Como assim, minha mulher ta me traindo?
-Não. É o contrário. Você ta surdo, é?
-Não. Ouvi perfeitamente. Com quem, cara?
-Comigo, idiota!
-Sério?
-Não, né? Com o Ricardão.
-O Ricardão da padaria?
-Não. Da Igreja. Existe outro Ricardão?
-Vai que existe? Nesse mundo estranho, pode haver qualquer possibilidade. Bem que ela está saindo muito de casa... Diz que vai na farmácia, ou até mesmo na padaria.
-Então..
-Como ficou sabendo?
-Peguei os dois no flagra aqui na esquina.
-Sério? P*ta m*rda!
-Não! Isso tudo é mentira, mano! (risos) Te peguei!! Hahaha!
-P*ta que pariu, cara! Você me matou de susto!! Já tava acreditando em tudo isso.
-Tava zoando, cara! Voce caiu direitinho.
-Acho que ainda tô caindo. O buraco é fuuuundo..
(Silêncio)
-Rapaz, sabia que eu abri um novo negócio?
-Sério? De quê?
-Loja de Computadores.
-Nossa! Que maneiro! E qual o nome da loja? "Cyberteclar"?
-Ainda não arranjei um nome.
-Como vai ser a propaganda? "Deu pau no seu PC? Então, pare de visitar sites pornôs e venha comprar um novo PC aqui."
-Boa! Mas estava pensando em algo como: "Está rolando um novo vírus forte, chamado: Gripe Suína. Não é só os humamos que podem pegar essa doença, seus computadores também. Venha para a Loja tal e compre um PC com anti-vírus da Gripe. Aqui, nenhum porco dá tilt!" Que tal?
-Desse jeito, é mais fácil assaltar computadores das pessoas e ameaçar as vítimas a comprar computadores na sua loja.
-Da onde você acha que eu consegui os computadores para vender?
ATENÇÃO: Não dá para confiar em pessoas irônicas.

Desculpe, amigos. Realmente não dá, mas não se preocupem: Existe limite!
Eu não suporto pleonasmo! - outras palavras que tem o mesmo significado que a outra.
Ex:
• Subir pra cima - Sim, acho que a Física não descobriu “subir pra baixo”.
• Repetir de novo - Essa eu ouço muito durante as aulas.
• Reler/reescrever de novo - (Mesma coisa)
• Fato real - Nunca vi fato fictícia!
• Encarar de frente - Conselho muito agradável. Encarar de costas deve ser meio confuso, pois sua bunda não serve para isso.
• Voltar pra trás - Existe voltar para frente?
• Fim do Final - Pelamordedeus! Fim e ponto final(.)!
Esse é para aqueles que gostam de ser detalhistas e explícitos e não sabem contar uma história.

São essas pessoas pleonásticas que me fazem perder a cabeça e ser totalmente irônica. É pra acabar comigo!

Li uma vez - não sei aonde, não me pergunte - aquelas pérolas do Galvão: "Se entrar é gol". Gênio! - Essas pérolas acabam comigo também.

Ando observando muito as minhas amigas (essa é pra Gabe e Paula) ironicas, interessante é que elas não riem da própria ironia, as quais nos fazem rir. Isso mostra que a pessoa é foda, então. O nível de humor da pessoa está no topo, enquanto os que caem na risada não conseguem chegar a esse nível (óbvio).

Adoro ironia! Uma das vantagens de adorar comediantes de Stand-Up. Como Rafinha Bastos, Leandro Hassum, Marcius Melhem, Fernando Caruso, Claudio Torres Gonzaga... Okay. Adoro outros mais, mas esses são irônicos do começo ao fim.

Mesmo sendo sarcástica demais, ironia é a mais pura, inteligente e real linguagem que o ser humano pode fazer. Além de divertir os outros, claro. Uma das belas vantagens da ironia. Afinal, Rir é o melhor remédio.
Ironia nada mais é que uma mentira verdadeira.

beijosmeliga ;*

P.S: O mundo seria habitado por idiotas, que não enxergariam os erros de sua própria linguagem, se não houvesse ironia.
P.S²: Pior que existem e admito (ponto final).

Gostou do blog da Beatriz? Eu também! Então visite!

PROBLEMAS [DIÁRIO]


ENQUANTO ISSO...

Coluna sobre como conseguir muitos seguidores no Twitter lá no site da CAPRICHO.

E como sempre, postagens com bobagens e micagens no blog da CAPRICHO.

terça-feira, 30 de março de 2010

A VIDA ESPANCA DOCEMENTE - Blog Convidado

Confesso que foi bem complicado escolher um texto do blog da minha amiga Fernanda Petit.

Seus textos são tão intensos, líricos, românticos, melancólicos, confessionais e tristes que é impossível não se apaixonar por eles.

A Petit é atriz e já trabalhou em várias peças e curtas produzidos em Porto Alegre e todo mundo da área (re)conhece ela, mas seu talento literário é algo que ainda vai dar muito o que falar.

Quer uma referência pros textos da Petit? Clarice Lispector! Pronto, falei!

E se quiser conhecer o lado cômico da Petit, assista a minissérie PÉ NA PORTA aqui no blog, onde ela interpreta a patricinha Aline.

E claro, não deixe de visitar o blog dela.





À deriva: no mar



Eu gostaria de poder estar no mar

mesmo não sabendo nadar

e boiar...

Deixar que as ondas do mar acalmem meus ouvidos

ou entupam eles com a água do mar.

Até que a água do mar chegue dentro do cérebro

e limpe com o sal

tudo que machuca e preocupa



possivelmente água do mar

você

arderá as pequenas feridas

que se alojam no meu coração



Mar

eu não sei

se é bem no coração,

mas desde pequena me ensinaram que era ali que se instalava o amor e as paixões



Eu queria estar no mar

mesmo detestando o mar,

mas sei que ele me acalmaria

eu ouviria de longe as crianças brincando na areia e catando tatuíras e gritando de medo delas.

Ouviria o corneteiro vendendo picóles

Meu corpo boiaria e teria um homem

tocando piano pra mim na praia.

E a música do piano chegaria aos meus ouvidos

misturada pelo barulho da água do mar



Eu não sei nadar

e talvez sempre afunde

e talvez por isso me sinto afundada agora.

Eu pus uma bóia nos últimos tempos nas costas

para poder flutuar meu corpo na água do mar

Só que a bóia furou

bateu nas rochas do mar

enquanto eu estava ali: curtindo o sol leve

que batia na água e em mim

Eu distraída de olhos fechados

escutando o moço que de longe tocava o piano

não vi a bóia estourar

No momento que a bóia estourou

eu fui para o fundo

com um susto súbito.

Só voltei ao começo do mar

voltei a ver a luz do sol novamente,

pois uma sereia me pegou pelas costas

e me fez retornar



Agora estou eu: À deriva

boiando neste mar

o pianista tocando

e uma espécie de água saindo dos meus olhos

É salgada como água do mar

só que água do mar é beleza demais

e o que sai dos meus olhos é doloroso demais.

E a praia de repente ficou vazia

e as crianças levaram seus baldes com as tatuíras

para as verem morrerem mais tarde

Os vendedores de picóles foram para suas casas

contar quantos picolés de limão ainda existem

e dão de presentes para seus dois filhos, picolés de uva, os seus preferidos

Pois picolé de uva

suja a roupa ao lamber

e mancha

e ao manchar

a mãe vai lavar os pequenos trapos de roupas

e eles se sentirão amados

por que sua mãe se importa em limpar suas pequenas manchas de infância





Será que alguém pode me tirar da água do mar?

Será que alguém pode entender que não é carência?

Que não tem filosofia que explique

Será que alguém pode entender que eu não escolhi instalar um sentimento dentro de mim



já passou tempo demais

e meus braços se acostumaram a ficar abertos ao lado

parecem estáticos

Meu corpo está estático

eu não afundo

eu só bóio

e o sol está indo embora

e o pianista não sabe mais que música tocar



Eu sei que meu pai

está lá

numa cadeira de praia listrada azul

Com seus óculos de sol

e os cabelos grisalhos bem penteados,

pelo pente brega que ele guarda no bolso

Eu queria pai

que você me avistasse no mar

me colocasse no colo

e me perguntasse:

- Que foi,pequena?

Eu diria:

- Nada pai, nada.

e você diria como sempre:

- Isso passa, pequena!

Gostaria de poder te dizer

que eu não fui machucada de novo por outro garoto

que eu não me questiono se sou eu o defeito de tudo

que eu sinto saudades apertadas durante o dia

que eu sinto saudade da paisagem que eu nunca vi daquele quarto dele escuro

do gato mesclado

que eu não sinto falta do xampu Frutics que cheiravam seus cabelos

nem do ar envergonhado que ele tinha ao encher de beijos sua face

nem da camiseta branca que combinava tão bem com aquele corpo

nem das coisas engraçadas, que ele fazia meu estômago ter cócegas

nem do vermelho de suas bochechas, elas ficavam assim e eu nunca perguntei o por que



é pai

eu sinto um vazio

como uma concha que perdeu o molusco



E se eu te disser papai

que há um garoto

na beira do mar

com os pés fincados na areia molhada.

Sendo iluminado ,apenas pela luz da lua

e eu não sei pai, quem ele é

sei que ele é um presente da lua

e ele está lá me olhando

e ele quer muito pai

vir me buscar

só que ele tem os pés fincados demais na areia molhada.

E as mão fechadas demais de medo

e ele olha

e contorce os lábios

e ele carrega uma correntinha de mãe no pescoço

e ele não que crescer papai

pelo menos não ao meu lado.

Ele quer ficar só observando

e esperando que eu fique bem



Só desejando junto à lua

que eu fique bem



E dentro dele pai

mora uma festa de mentira (eu acho)

e ele se enche de risos de garotas sereias

elas beijam seus lábios, pai

e seu sexo fica duro

mas ele não amolece o coração

Eu sinto que uma água salgada ,como as que saem dos meus olhos

saem dos olhos dele também.

Quando ele decidi

repousar a cabeça na espuma das ondas

quando ninguém o vê, pai

ele deixa cair dos olhos, a mesma água salgada que saem dos meus

e ele se esconde na noite, pai

se esconde no meio das garrafas

no meio das pequenas pílulas que trazem alegria

e ele se esconde de mim

e ele se afasta

e só me observa

ao longe

desejando que tudo fique bem



Então papai

quando ele não tiver mais medo

ele vai entrar devagar no mar

sem me assustar.

Repousará o corpo no mar, igualmente o meu

e boiará junto comigo

e nossas mãos se tocarão

e a música do piano tocara mais alto.

Se ele tiver medo ainda, pai

ele pode gritar meu nome

e apenas diga:

- Venha, pequena.

Eu sairei daqui do mar que bóio

e serei coberta pela toalha, da qual ele enxugará meu corpo molhado.

Enxugará meu rosto, que se mistura com água do mar e dos olhos

e ele beijará meu colo pai

e o meio das minhas pernas

e minha testa

e abrira suas mãos tão fechadas

pegará a minha mão murcha já da água

e a aquecerá

E deste aquecer

chegará até meu coração, pai

o meu coração irá se aquecer

e a praia e o mar, pai

ficara só com a lembrança

de uma garota de vermelho

que boiou por muito tempo lá

nas águas do mar







sexta-feira, 14 de agosto de 2009

BLOG CONVIDADO – ARQUITETO DAS SOMBRAS

Conheço Carlos Ferreira há 20 anos.
Um bom amigo, daqueles que se pode ficar sem falar um ano ou dois e retomar a conversa como se nosso último encontro tivesse sido ontem.
Talvez o Carlos tenha a mesma percepção fugaz do Tempo que eu, sei lá.
Mas o fato é que é sempre bom conversar com o Carlos, pois com ele é sempre divertido falar sobre coisas nerds, filosofices e até sobre o sobrenatural.
O sobrenatural, aliás, é algo sempre muito recorrente no Carlos. Coisas estranhas acontecem o tempo todo com ele. Ou ao redor dele. Algumas exageradas, outra nem tanto. De qualquer forma, acho que se toda a nossa turma fosse composta de magos, o Carlos seria o mais poderoso de todos.
Arquiteto das Sombras é apenas um dos blogs do Carlos (os outros você encontra no perfil do blog dele), mas é onde ele melhor expressa suas idéias sobre arte, cultura e sobre a vida em geral.
Um blog onde ele fala de Quadrinhos, de Cinema, onde se mostra mais do que deveria, onde fala bem e mal do trabalho dos amigos, enfim, onde ele fala o que pensa. Pois o Carlos sempre foi assim. E espero que continue.

Abaixo, uma crônica dele que gostei muito. E o link pro blog.

Ilustração de Rodrigo Rosa.
Clique para ampliar.

A GUERRA

Alguém me perguntou onde está a guerra. Que guerra é essa? Eu posso fazer outra pergunta no lugar...Onde está a paz? Onde está a fraternidade, irmão? Onde está a igualdade?
Desde criança eu fui educado a acreditar no ser humano, na sociedade e seus meios, nos amigos e nos sonhos.
"Perante a Deus somos todos iguais."
Há felicidade espalhada em todas as janelas, cartazes, filmes. Em todas as imagens.
Lixo! Até aqui só vi jogos, mentiras e covardia. Salvo poucos exemplos de coragem, honestidade e inocência.

Essa semana parei para assistir um programa na Discovery Channel sobre a indústria dos games, a evolução dessa indústria e seu casamento com os militares norte-americanos. Sim, sei que não é novidade, mas os milicos norte-americanos estão cada vez mais recrutando bons jogadores de games. Já há uma indústria militar de games, e esses games são cada vez mais realistas e o perigo disso está em um dia o ser humano fuzilar outro humano na emoção mais DOOM da vida. A tecnologia dos games avança para um perfeccionismo de CGs não ao acaso. É para parecer verdade porque um dia o jogador vai jogar com a realidade, mas esse jogador saberá o que é realidade?
Também assisti outro programa, meses atrás, sobre a utilização da biotecnologia nas guerras. O conceito do super-soldado já é uma fato, mas não realidade. Estamos cada vez mais distante do conceito da realidade, talvez nunca soubéssemos bem o que é realidade.

"Realidade é o que você força fazer."

Lembro de um momento do CORTO MALTESE onde uma feiticeira diz para o Corto que a mão dele não tem a linha da vida. Corto pega a faca e corta a palma da mão criando a sua própria linha da vida. Queria eu ter feito a mesma coisa, mas estou preso a essa rede enroscada da realidade. Onde tudo é oculto.
Alguém perguntou onde está a guerra... Mas preciso educar os meus filhos, criar uma redoma protetora em um país que divulga pedófilos a cada 30 minutos no Globo News, pais atiram crianças pelas janelas, a polícia confronta outro destacamento de polícia com armas de guerra. Avião explode com 176 pessoas...

Onde está a guerra?
Vai tudo pelos ares por que o ser humano é merda!
Hoje eu faço parte de uma geração que podia ter feito a diferença, mas não fez. Postergou todos os projetos, acumulou tudo em projetos inacabados, desperdiçou tempo com a vagabundice, desperdiçou o meu tempo. Sempre acreditei que podíamos ter feito a diferença, acreditei na Liga. Ainda acredito na parceria. Em um grupo consciente fazendo a mudança.

Vivo a época dos cínicos, e sou mais um desses. Mas hipócrita não, amigo. Mantenho as mesmas idéias e ideais há mais de 17 anos. Há 38 anos. Nunca me vendi para nenhum laboratório de desenho. Pagando ou não minhas contas eu ainda estou aqui expressando as minhas idéias e emprestando essas, esboçando essas idéias para ti, produzindo-as em eterno conflito contra essa guerra que poucos querem ver.

Ser humano é lixo e eu não varro para baixo do tapete. No fundo sou romântico e luto por uma mudança ou no mínimo um pouco lucidez. Aos que possam (ou sabem ) pensar e dizer: lucidez de quem? Tá falando de quem? Da tua falta de lucidez?

Sim, bebum, sim...
Afinal, que guerra é essa?


ARQUITETO DAS SOMBRAS

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CANSEI DE SER NORMAL – Blog Convidado

Amélie Heringer é uma adolescente de 16 anos que mora na Inglaterra, tem uma personalidade que não a deixa ser levada pelos outros e por modinhas de ocasião e ainda por cima escreve sobre qualquer assunto num estilo muito próprio e divertido. Eu me identifiquei com muita coisa que ela escreve, e não foi só com as situações da minha adolescência....
Mas não estranhe se topar com ela em Ibiporã, no Paraná e ela atender pelo nome de Bárbara.

O texto abaixo foi extraído do blog dela.

Ewan McGregor é escocês legítimo.


Brasileira Não-Praticante

Não digo que sinto vergonha do meu país.
Talvez sinta um pouco.
Tá, eu sinto.
Mas, ao longo da minha (não tão longa) vida, eu descobri algo que me fez ver claramente as coisas.
Eu simplesmente não nasci no lugar certo.

A começar pelo clima.

Tenho dermatite alérgica, quer coisa coisa pior do que o calor?!
Além do calor climático, o calor humano.
Cara, eu não sou “acolhedora” como a minha pátria.
Pra ser sincera, eu não sou nada acolhedora.
Detesto visitas.Tem que gostar muito da pessoa pra gostar dela dentro da minha casa.

Outro fator muito importante: a falta de justiça e a corrupção.

Sem falsa modéstia:
Eu sou honesta e tento ser o mais justa possível.
Isso me lembra que semana passada, faltando 2 minutos pra começar a bateria de provas, um cara ( cof, cof, atchim, RAFAEL) me ameaçou se eu não passasse cola pra ele.
Eu ri na cara dele.
E expliquei que não passo cola, porque simplesmente acho anti-ético.
Acho que ele não entendeu o meu recado e no meio da prova começou a sussurrar, me pedindo cola.
E eu, sussurrando, mandei ele se fuder.
Voltando ao ponto inicial, as pessoas sabem o que é errado e o que é certo e preferem fazer o errado por comodidade.
E pior do que isso, os nossos governantes são assim.
Grande exemplo que eles nos dão.
E eu realmente tenho vergonha de morar aqui.
Mas acredito no meu país e sei que ele pode melhorar.
Nem um pouco patriótico da minha parte dizer isso mas, se eu pudesse escolher, gostaria de ter nascido na Escócia, já viram as sainhas que eles usam?!
Será que as mulheres também usam?!
Bom, eu particularmente acho lindas!
Tá, isso foi bem fútil da minha parte, estava brincando (sim eu sei ser engraçada).
Na verdade eu escolheria a Inglaterra, porque é meu país favorito no mundo todo.
Nem eu sei porque.
Um amor antigo pelo país da rainha. Hahahahaha! (viu, eu sei ser engraçada)

E por fim...

Eu não saio em blocos de carnaval, não uso biquíni, não bebo caipirinha, nunca fui ao Cristo Redentor, detesto samba, não sou bonita, não jogo futebol, e definitivamente nunca dançaria créu.


Quer ler mais?


CANSEI DE SER NORMAL

Identifique-se!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

AS INSANAS MELODIAS DA LINA – Blog convidado

O perfil da Lina diz assim: “Eu não sou nada. Mesmo. Mas por mais pequena e insignificante que eu seja, tenho muitas coisas a dizer.”
E como tem!
Essa garota de 17 anos produz textos existencialistas que seriam normais em uma escritora com o dobro da idade dela.
Se ela continuar afiando sua pena desse jeito, quando ela for uma escritora, jornalista ou cronista conhecida e reconhecida, nós poderemos dizer de boca cheia que a conhecíamos desde quando ela era um “nada”.

Abaixo, texto e vídeo extraídos do blog.

Morte e Vida - Gustav Klimt, 1916

LA VIE EN ROSE

A vida é curta demais. O que vem depois dela? Chamam de morte, mas ninguém sabe. Só o que se sabe da vida e que ela é frágil demais, delicada, bela demais. E que nenhum pôr-do-sol é igual a outro. Não digo que ela é curta demais para nós, que somos jovens. É curta para os velhos, também. Para eles o tempo parece passar mais rápido. Digo isso porque sei. Porque ouvi.


Uma vez me disseram que morrer jovem é permanecer belo. Eu discordo, como costumo discordar de quase tudo. A velhice tem sua beleza, seu charme. Às vezes me sinto estúpida. Passo noites em claro imaginando os tipos de morte que eu poderia ter. Os objetos que eu deixaria, para quem e por quê. A dor agonizante de um último suspirar. Ou o meu velório e as pessoas que estariam lá. As que chorariam e as que não. As que pegariam em minhas mãos, as que consolariam minha família, as que não iriam porque não gostariam de ter minha última lembrança naquele estado. (Não tentem isso em casa. É desesperador.) Eu sei. Estupidez demais para uma pessoa que deveria viver e agarrar para si cada momento que lhe aparecer pela frente e transformá-los em belos, memoráveis, intensos. Para que durante as noites em claro eu pense que, se de súbito eu morrer, tive um dia bom. Dei um beijo na face de cada um dos meus pais, um afago em meu cachorro, um 'durma bem' para meu irmão, uma risada com meu sobrinho e um 'eu te amo' para meu namorado. Se eu me lembrasse de fazer estes simples atos todos os dias, talvez morresse feliz.

O que mais me incomoda na morte não é o desconhecido, a dor ou a forma, mas sim a pendência. O ato não esclarecido. O perdão não concedido. A frase entalada na garganta que nunca mais vai sair. A morte não manda telegrama, aviso prévio ou dez dias para que você resolva seus problemas. Nada é certo nessa vida. Mas eu sei que me sinto muito mais em paz comigo mesma quando não tenho pendências com alguém que amo.


Um conselho? Deixe seu legado. Sua ação boa para com a humanidade. Não precisa ser algo grandioso ou famoso. Mas deve ser notável e belo. Uma carta, uma música, uma filosofia de vida, um cheiro, uma sensação, um poema. Um pedido de desculpa move o mundo. Somos tantos, tão iguais e tão diferentes. Mas temos a mesma humanidade desde que o mundo é mundo. Quando fizer alguma coisa - qualquer coisa - realmente faça. Desfrute do momento. Abuse dos sabores, cores e sensações de cada ato que fizer, por menor que seja. Espontaneidade é liberdade. Não que eu faça tudo isso. Eu não faço. E dói muito em mim reconhecer isso. Mas vou me esforçar para fazer o melhor, sempre.

Não escreva que a vida é breve na parede de seu quarto ou no espelho como forma de lembrar-se disso todos os dias. Se for para escrever, escreva que a vida é bela. E que não deve, em hipótese alguma, ter seus segundos desperdiçados. Somos o que somos: e não há meios para mudar. E, já que estamos aqui, saibamos aproveitar da melhor maneira possível. E hoje? Já olhou o céu e reparou como é belo o movimentar lento das nuvens? Deu bom dia para alguém? Um sorriso a um estranho na rua? Sentiu o ar passar pelos seus pulmões? Pediu desculpas? Agradeceu? Sentiu, mesmo, o sabor da comida, o frescor da água? Cheirou uma flor? Viu o pôr-do-sol? Contou uma história? Porque a vida é curta demais. E o tempo não nos concede pausas.




Quer ler mais?


AS INSANAS MELODIAS DA LINA

Surpreenda-se!


E LÁ NO SITE DA CAPRICHO...

Descubra se você é tarada!

E frases absurdas do
ENEM 2009 com comentários quase tão absurdos quanto.


30.000 VISITAS


Três semanas atrás o blog atingiu a marca de 30.000 visitas. Isso foi 7 semanas depois de ter atingido 20.000 visitas! Eu fico super contente que as pessoas estão curtindo tanto esse blog! Obrigado a todos e eu juro que quando chegar nas 100.000 visitas eu paro de incomodar com tanta celebração...


200 SEGUIDORES

Bom, além das milhares de visitas, o blog também atingiu a marca de 200 leitoras e leitores fiéis que fazem questão de saber tudo o que rola por aqui. Um obrigado especial a todos!


WOLFGANG AMADEUS MOZART


Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) foi, talvez, o maior gênio musical que já existiu.
Compositor aos 5 anos de idade, foi autor de mais de 600 obras musicais dos mais diversos gêneros. Eu não acredito mais em Deus, mas escutar a música de Mozart me deixa com dúvidas... E se quiser conhecer mais, assista ao brilhante filme AMADEUS de Milos Forman. E claro, escute a música.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

BEM CAPRICHADO - Blog Convidado

O BEM CAPRICHADO é o blog da Natália Dias, que não é minha parente até onde eu sei e que é uma adolescente como (quase) qualquer outra, pois uma das paixões dela é escrever contos e crônicas auto-biográficas, coisa que ela faz com talento, sensibilidade e bom-humor. Claro que assim como qualquer blogueira ou escritora, tem dias que a inspiração não vêm para ela, mas quando vêm, você lê belos textos... como esse que posto abaixo.
Depois de se emocionar, clique aqui para visitar o blog dela.

Children on the Beach - Mary Cassat, 1884

UMA HISTÓRIA DE AMIZADE...

Eu tinha 5 anos e na minha escolinha perfeita, eu vivia minha vidinha perfeita. Até que ela entrou na escola. No começo achei ela bem metida, mas fui simpatizando... Até que ficamos amigas, muitos amigas, amigas inseparáveis. E mesmo ela sendo um ano mais nova do que eu, nós éramos as melhores amigas do mundo.
Quando soube que eu fazia ballet, ela quis fazer também. E de tanto ela insistir, a mãe dela a colocou no ballet comigo, e como se não bastasse, na natação também. E então, nós fazíamos tudo juntas e quase nunca brigávamos. Entrou uma outra menina na escola e então nos tornamos três inseparáveis, cada dia uma ia na casa da outra, os irmãos também se davam bem, éramos o trio perfeito.
Então, quando eu fiz 7 anos, precisamos mudar de escola. Minha mãe já havia decidido a minha escola, e mesmo que a mãe dela não quisesse, acabou tendo que colocá-la junto comigo, de tanto que ela insistiu. Voltamos a ser só duas, nunca mais vimos a outra. Nossas mães se conheciam, a família dela me adorava e a minha a adorava.
Mas nessa outra escola, nossa amizade se afastou um pouco. Ainda íamos uma na casa da outra, brincávamos depois da aula, mas ela tinha suas amigas e eu as minhas. Então, quando completei 9 anos, precisei mudar de escola de novo e fui para a escola que ela foi para não me separar dela.
Só que nessa outra escola, eu me juntei com o grupo das populares e esnobava ela. Fiquei chateada quando ela arrumou outra menina para chamar de 'melhor amiga', via ela cada vez menos, só de vez em quando...
E aí eu recebi a notícia: Ela ia se mudar. Na hora eu fiquei triste, muito triste, tudo bem que havíamos nos separado um pouco, mas ela estava perto de mim e eu dela. Na semana da véspera da viagem, eu ia na casa dela ou ela vinha na minha todos os dias, trocamos cartinhas de despedidas, nos chamamos de melhores amigas e juramos que "independente de qualquer coisa, uma ia ser SEMPRE a MELHOR amiga da outra".
Pronto, ela se mudou. Eu a visitei nas férias, nós nos divertimos. E eu conheci a amiga dela. Fiquei com um pouco de ciúmes, mas acreditava que nada ia superar nossa amizade. No aniversário dela eu fui pra lá e no meu, ela veio. Trocávamos e-mail, conversávamos por MSN, mas cada vez tínhamos menos assuntos. Daí, já tinham sido 8 anos de amizade.
Eu dei pra ela de aniversário, um colar de melhores amigas, mas ela já tinha outro, de outras meninas, e eu fiquei triste.
Mas, então, ainda estava tudo bem.
Chegaram as outras férias e eu não pude ir até ela nem ela veio pra cá. E minha mãe disse "é, aos poucos a amizade vai acabando, fazer o quê, né.", e eu fiquei muito triste, eu não queria que acabasse, nós éramos melhores amigas...
Mas daí eu percebi, a realidade dela agora era outra. Ela ia ao shopping todos os dias, tinha uma melhor amiga (que NÃO era eu), estudava num colégio super legal. E quando eu contei a ela que tinha menstruado, ela me contou que já tinha menstruado também. É, eu fora tão amiga dela, sem segredo nenhum e ela nem me contou. Depois ela me disse que perdeu o BV, antes de mim.
Era fato: Ela vivia em outra cidade, tinha outra melhor amiga, outros gostos, ela era outra, e a nossa amizade já era passado. Agora nós não nos mandamos depoimentos e não conversamos no MSN quando estamos on-line.
E eu morro de saudades dela, mas visitá-la não adiantaria nada, porque a MINHA AMIGA não existe mais, agora ela é outra pessoa e nem sequer se lembra de mim. Talvez o ano que vem ela me mande um depoimento dizendo "hoje fazemos 9 anos de amizade", mas, pra mim, essa amizade durou só 8 anos e ACABOU, infelizmente...

Pronto, desabafei.
Beijos.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

NOVO BLOG E COLUNAS

Acabando com a concorrência...

Não, esse blog não está acabando, ele continuará até o momento em que eu dominar o mundo, quando então, terei que desviar minha atenção para outras coisas. Mas enquanto esse momento tão aguardado não chega, a CAPRICHO me convidou para escrever mais 2 colunas mensais exclusivas para o site e também um blog onde vou postar 3 vezes na semana, também para o site. O blog vai ser meio parecido com este, mas sem muito texto sério e críticas como posto aqui, mas vai ter muitos vídeos engraçados, piadas, micos, etc.
Pelo que me informaram, o blog e as colunas começam esta semana no site, mas você já pode clicar nos links e favoritá-los que ainda esta semana já deve ter coisa por lá.

Os links:

CAPRICHO - DIVERSÃO

CAPRICHO - BLOGS

Beijo pros mano e abraço pras mina! (momento gay)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

ANTIGUIDADES, A HISTÓRIA EMBAIXO DA HISTÓRIA - Blog Convidado

Dando continuidade a esta seção, o blog da vez é o ANTIGUIDADES... da minha colega blogueira Martha Thorman. O blog dela trata de personalidades históricas, tanto as famosas quanto as obscuras, e sempre com um texto informativo e revelador sobre seus objetos de pesquisa. Para quem acha a História uma coisa meio chata, aqui é o lugar certo para acabar com seus preconceitos e descobrir que as coisas não eram bem assim. E para que já gosta de História, clique no link abaixo e divirta-se enchendo-se de conhecimento.



JACK,O ESTRIPADOR

ASSASSINATO ÀS MARGENS DO TÂMISA

Rápido como um felino, deleitando-se à vista de sangue, um assassino brutal escolhia suas vítimas entre as prostitutas de um bairro de judeus em Londres. Este criminoso, que agiu em 1888, nunca foi descoberto, embora a polícia declarasse o caso encerrado. Porque o fez?

Com um pedaço de rim humano enviado à polícia pelo correio, vinha uma carta:

" Mando metade do rim que tirei de uma mulher (...) o resto eu comi (...)

"Do inferno."

Carta de Jack. Está no museu de Londres.

Estava-se no outono de 1888, e toda Londres soube imediatamente que o macabro documento vinha de Jack, o Estripador, que acabara de esfaquear até a morte a sua quarta vítima conhecida, Catherine Eddwes, de 43 anos.

As quatro mulheres tinham sido, todas, prostitutas patéticas, envelhecidas e gastas, obrigadas a exercer o seu degradante comércio no bairro conhecido por Whitechapel. Autêntica fossa de uma população pobre, o bairro era cortado por ruas e vielas estreitas que formavam um labirinto sujo de tabernas, bordéis e antros de ópio.

A primeira vítima foi Mary Ann "Polly" Nichols, de 42 anos, cuja garganta foi cortada na noite de 31 de agosto.

Enquanto ela morria deitada num pequeno beco sujo, o assassino rasgava-lhe o abdômen com uma faca de 25 cm de lâmina. Oito dias depois, "Dark Annie" Chapman, de 47 anos, já enfraquecida pela tuberculose, foi morta exatamente da mesma maneira e com o mesmo tipo de arma.

As pessoas lembraram-se então do assassinato de uma outra prostituta de Whitechapel ocorrido anteriormente.

Como esta morrera apunhalada, a polícia considerou não haver ligação entre os casos, mas o público tinha opinião diferente e protestou, receoso, obrigando a polícia a enviar reforços para o bairro.

Detetives particulares e voluntários civis alistaram-se na comissão de Vigilância de Whitechapel, instituída por firmas comerciais londrinas preocupadas com o assunto.

Esta é a lista divulgada, na época, dos possíveis suspeitos. Entre eles o duque de Clarence, neto da rainha Vitória.

O medo trouxe à tona os aspectos negativos da vida na época Vitoriana. Os membros desta sociedade bem estabelecida não se preocupavam com as condições cruéis em que viviam as camadas pobres.

Numa época em que os assuntos sexuais não eram sequer comentados e muito menos discutidos, as chamadas pessoas decentes fingiam não ver as numerosas prostitutas das ruas da cidade.

No entanto, as atenções continuaram viradas para o assassino, que escrevera a primeira carta em que se gabava dos seus crimes com tinta vermelha e a assinara com o nome que a si próprio atribuía: Jack, o Estripador.

Os patologistas concluíram que o assassino era canhoto e tinha conhecimentos de anatomia, pois sabia extrair com precisão orgãos humanos.

E, pouco a pouco, verificou-se que todos os crimes tinham ocorrido entre as 11 horas da noite e as 4 da manhã. Mas isso não era, de forma alguma, prova suficiente. os investigadores começaram a perseguir pessoas inocentes só porque eram criminosos comuns, agressores sexuais conhecidos ou cirurgiões e açougueiro com perturbações mentais.

Os crimes do assassino tornaram-se ainda mais audaciosos e mais tenebrosos. Aparentemente surpreendido logo depois de ter cortado a garganta de Elizabeth "Long Liz", de 45 anos, o estripador desapareceu rapidamente nas brumas pouco depois da meia noite de 30 de setembro, deixando a vítima morta, mas não mutilada. Encontraram-na segurando em uma das mãos um cacho de uvas e na outra alguns doces. A pessoa que surgira nesta hora ouvira passos, mas não viu o assassino.

Privado de seu prazer habitual, o estripador atacou de novo passados 45 minutos. O seu alvo foi Catherine Eddwes, que ele matou e estripou, tirando-lhe o pedaço do rim e intestinos que enviou pelo correio.

Inacreditavelmente, um guarda que patrulhava o local a apenas alguns metros nada ouviu: e o assassino, presumivelmente sujo de sangue, conseguiu mais uma vez fugir, naquela movimentada noite de sábado, num bairro super povoado e cheio de reforços.

UM SUSPEITO DE SANGUE REAL...

Durante as seis semanas seguintes, o estripador não deu sinal de vida. Entretanto, a polícia prosseguia em uma pista bem interessante.

Na noite em que Stride e Eddowes tinham sido mortas, um agente detivera um cavalheiro que falava com uma prostituta. Ao ser interrogado, este suspeito bem- falante - deslocado em tão miserável bairro - afirmou ser médico e convenceu o agente a deixá-lo partir.

Subitamente, espalharam-se boatos incontroláveis : seria o criminoso uma pessoa da alta sociedade que, levado por qualquer loucura impulsiva, tivesse ficado obcecado pela vida desregrada daquele bairro ?

Durante quase um século, o suspeito favorito dos adeptos desta teoria foi o duque de Clarence, neto da rainha Vitória.

Os jornais da época, contudo, nunca publicaram tais especulações, pois o duque era o filho mais velho do herdeiro do trono, o príncipe de Gales e futuro Eduardo VII.

Mas sabia-se que o duque sofria de algum tipo de instabilidade mental, e os defensores daquela teoria apontam que ele foi internado num hospital de doente mentais depois do último crime e que nunca mais de lá saiu. O duque morreu em 1892.

SUÍCIDIO CONVENIENTE

O mais horrível destes assassinatos teve lugar na madrugada de 10 de novembro.

As 3:45 deste dia, os vizinhos ouviram gritos provenientes do quarto de Jane "Black Mary" Kelly, que tinha apenas 24 anos.

Quando a criada do senhorio entrou no quarto, já de dia, tornou-se evidente que o estripador aproveitara a privacidade oferecida pelo alojamento da vítima: minuciosamente, tinha tirado as vísceras do cadáver, removido o coração e os rins e arrumado pelo quarto as outras parte do corpo.

Este crime brutal e bizarro foi o último atribuído a Jack, o Estripador.

Algumas semanas depois a polícia encerrava o caso, sem qualquer explicação ao povo.

Os membros da Comissão foram informados que o assassino antes de confessar se jogou no Tâmisa.

Comentários de que teriam sempre no local, pistas, inclusive desenhos da maçonaria, na época somente aberta aos membros da mesma, e que sempre eram apagados misteriosamente por alguém da própria polícia.

Aos meus leitores, sugiro o filme DO INFERNO, com Johnny Depp e Heather Graham como atores principais.

Diretor: Albert Hughes

Este filme retrata muito bem a época vitoriana, e a fotografia é perfeita.

Quanto a história do homem afogado, fora realmente retirado do Tâmisa o corpo de um suicida depois do assassinato de "Black Mary" Kelly.

No dia seguinte, 3 de dezembro de Montague John Druitt, um advogado com vida difícil e obcecado pela doença mental da mãe, matou-se por afogamento.

A sua nota de suicídio, nunca exposta ao público, podia bem encerrar o caso.

Filho de uma família aristocrática de médicos, Druitt tinha boas relações com a nobreza inglesa.