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segunda-feira, 17 de julho de 2017

BLADE RUNNER 2049 - Trailer 3


Bom, o clima noir se foi, está ali mais servindo de referência ao antigo.
O trailer está formatado pra chamar atenção da galera que quer adrenalina, mas acho que não está agradando ao pessoal que está esperando conteúdo similar ao original.
Mas como é o Villeneuve e ele curte um cinemão mais pensante, podemos ter boas surpresas.





domingo, 19 de março de 2017

BERNIE WRIGHTSON (1948 - 2017) - Ilustrador



Bernie Wrightson se foi e deixou sua marca nos quadrinhos de horror, fantasia e ficção científica. Dono de um traço original como poucos e um mestre na arte da ilustração em preto e branco, Wrightson influenciou e continuará influenciando novas gerações de artistas que sempre lhe prestarão a devida homenagem.

Adeus e obrigado por dar vida aos nossos pesadelos mais aterrorizantes de uma forma que todos nós pudéssemos nos maravilhar com eles.











Clique para ampliar.


sexta-feira, 10 de março de 2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

iBOY - Trailer


Misto dos gêneros de ficção científca e super-herói, iBOY tem uma premissa estilo LUCY. Inclusive, seria coincidência que uma das personagens se chama Lucy?


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

BLADE RUNNER 2049 - Trailer


Impossível que a sequência chegue ao mesmo nível do original, mas nada impede que seja um grande filme por seus próprios méritos. O diretor Dennis Villeneuve já mostrou que é capaz.


sábado, 16 de julho de 2016

ENTRE ABISMOS - Conto



ENTRE ABISMOS

Jerri Dias


Entre as membranas a Consciência é. Não sabe o quê. Apenas é. Não existem palavras para descrever-se ou para descrever. Sem memória. Sem passado. Sem presente. Sem futuro. Sem tempo. Sem corpo.

Apenas um vago desconforto, mas ela não sabe de onde vem ou porquê.

O desconforto cresce, a Consciência, como que por instinto, decide explorar ao redor. Após um bilhão de anos ou um minuto ela avista um ponto diminuto. O ponto pode estar a trilhões de quilômetros ou a poucos metro de distância, mas tempo e espaço não são conceitos conhecidos pela Consciência. Ela alcança o ponto, um pequeno rasgo na membrana.

E olha dentro do abismo.

Ela não sabe o que vê, e mesmo se soubesse,  ela não tem uma linguagem para se exprimir. Mas após permanecer ali o suficiente, olhando com curiosidade para dentro do abismo, a Consciência desenvolve uma linguagem primitiva própria e começa a nomear o que observa. Fascinada, a Consciência se dedica a observar o abismo e tudo que acontece dentro dele.

Até que subitamente os eventos deixam de acontecer dentro do abismo. Dos mais ínfimos aos mais gigantescos, tudo cessa. A Consciência nada sente, apenas continua observando o abismo vazio. Até que novamente seu instinto lhe impele a mais explorações e ela, eventualmente, encontra mais um ponto que lhe permite observar um outro abismo. Ela nota que esse abismo é diferente do outro, mas não sabe como nem porquê. E nem se importa. A Consciência permanece ali até que o abismo se esgote em si mesmo.

A Consciência descobre muitos outros abismos. Todos diferentes uns dos outros, todos únicos. A Consciência, agora, já conhece todos os abismos. E todos os abismos cessaram seus eventos. Não são mais. Ela já sabe o suficiente, mas saber não é o suficiente. Entediada de apenas saber e nada sentir, a Consciência força a membrana. A membrana resiste.

Mas a Consciência descobrira um propósito para sua existência. Ela não mais seria uma mera observadora, agora seria protagonista. E ela rompe a membrana.

Um rasgo diminuto, mas suficiente.

Ela espreme-se pelo ponto até sair do outro lado, espalhando-se rapidamente no abismo vazio. A Consciência experimenta a luz pela primeira vez. Em seguida vem o calor. A Consciência está em êxtase. Ela sente a fragmentação de seu conhecimento em um número infinito de filamentos de seu ser. Esses filamentos se espalham e se aglutinam aleatoriamente, carregando os estilhaços da Consciência para toda parte. Os filamentos se aglomeram, dando origem a estranhas formas.  

A Consciência não sabe o que virá em seguida.  Apenas pressente, à medida em que é dilacerada por forças que não compreende, que esse será o abismo mais interessante de todos. 


Porto Alegre, 4 de julho de 2016. 

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

TOP 5 - LIVROS DE FICÇÃO CIENTÍFICA*



SHIKASTA, de Doris Lessing

Meu primeiro contato com Doris Lessing (Nobel de Literatura em 2007) foi com este livro que peguei aleatoriamente na prateleira de livros de  ficção científica em uma biblioteca. E a partir daí ela se tornou minha escritora favorita. Mais tarde descobri que também era a favorita de Caio Fernando Abreu e de muitos outros autores e intelectuais respeitados.

Já sobre o livro, Lessing o classifica como ficção espacial, pois ela trabalha os mesmos tópicos que em seus outros livros: política, filosofia, psicologia e feminismo. Ou seja, ciência não é o forte desse livro. Mas eu juro que você nem vai notar a falta disso no livro. Dotada de uma sensibilidade extraordinária para criar narrativas e personagens complexos e profundos, Lessing narra uma batalha épica entre três civilizações planetárias pela conquista de Shikasta, conhecida por nós como Terra. A conquista, entretanto, não se dá por uma invasão de naves espaciais, mas pelo recrutamento de humanos para suas respectivas causas e reencarnação de agentes alienígenas ao longo de milhares de anos para intervir na história.

A autora narra trechos bíblicos através da ótica extraterrestre, assim como grandes transformações geopolíticas aos longo dos últimos séculos e décadas até avançar para um mundo pós-apocalíptico onde os seres humanos finalmente despertam de sua confusão e letargia causada por uma dessas civilizações.

Shikasta é o primeiro livro da série de cinco de Canopus em Argos: Arquivos. Nenhum livro é uma continuação direta do outro ou possui os mesmos protagonistas, mas ocorrem  algumas referências a um personagem ou evento de outro livro da série.   


TIGER! TIGER!, de Alfred Bester



Nessa ficção divertida e emocionante, Alfred Bester, um dos grandes mestres do gênero,  imaginou um futuro onde as pessoas podem "jauntar" (teleportar-se) até 2.000 km apenas usando o pensamento, onde os ricos se refugiam em labirintos-bunkers protegidos por assassinos radioativos e onde um pária meio burrinho é o homem mais perigoso e valioso do sistema solar porque subitamente ele dá um salto evolucionário para a corrida espacial. Lançado mais tarde com o título Estrelas: O meu Destino, este livro escrito em 1956, previu parte de nossos avanços tecnológicos e pode finalmente virar uma superprodução hollywoodiana.





2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Arthur C. Clarke



Um misterioso objeto retangular preto, denominado monolito, é encontrado enterrado na Lua. O monolito envia um sinal para um outro monolito gigante na órbita de Júpiter e uma equipe é enviada em uma missão para descobrir as raízes extraterrestres do objeto.

O que o filme tem de hermético, o livro explica. Quase todas as suas dúvidas são sanadas com a leitura desse clássico da FC publicado logo após o lançamento do filme de Stanley Kubrick. Sim, o roteiro e o livro foram escritos ao mesmo tempo. Embora 2001 já seja passado em nossa realidade, esse épico continua surpreendendo e empolgando a todos seus leitores.

Anos depois, graças a influência de um conto escrito pelo brasileiro Jorge Luiz Calife, Clarke retomou a saga do monolito nos livros 2010, 2061 e 3001.


O DIÁRIO DE FRANKENSTEIN, de Hubert Venables




Praticamente um fanfiction sobre o original de Shelley, o livro de Venables, supostamente aqui um reverendo que encontrou os antigos diários de Viktor Frankenstein, é tão rico de detalhes que consegue aterrorizar seu leitor ainda mais do que a obra original.

Quase um resumo de Frankenstein, mas totalmente sob o ponto de vista do cientista que ousa "brincar de Deus", a narrativa em primeira pessoa e as ilustrações elaboradas e detalhadas para nos fazer crer de que tudo foi real, colaboram para que o leitor fique completamente imerso no terror que se torna a vida de Frankenstein após dar vida a sua criatura feita de restos de cadáveres.  

Um livro indispensável em qualquer estante de ficção científica ou terror.


SIMULACRON-3, de Daniel F. Galouye



Já imaginou se o mundo em que você vive não passasse de uma simulação virtual armazenada em um computador simplesmente para fins de pesquisa de opinião de produtos comerciais e entretenimento de pessoas reais?

Achou muito clichê e já viu isso em vários filmes? Pois em 1962, quando Simulacron-3 foi publicado, poucas pessoas no mundo tinham alguma noção do que significava realidade virtual e muito menos conseguiam prever seus usos e possibilidades.

Não bastasse Galouye escrever um livro 40 anos antes do termo realidade virtual se tornar uso comum para quem acessa a internet, a obra ainda guarda uma narrativa de suspense quando pessoas reais e seus simulacros virtuais começam a ser assassinados por conta de um segredo que não pode ser revelado.

Depois do sucesso de Matrix, o livro foi rapidamente adaptado para o cinema em um filme chamado 13º Andar. Infelizmente não empolga quem leu o livro.


Poster de 13º andar.


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*O objetivo desta lista não é declarar que estes são os melhores livros de FC, mas apenas salientar que eles tem méritos suficientes para estar em qualquer lista de grandes obras deste gênero.

sexta-feira, 13 de março de 2015

E.T. - O EXTRATERRESTRE - Galeria

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Steven Spielberg estava no auge do seu talento quando dirigiu esta obra-prima do cinema infanto-juvenil em 1982. O inspirado roteiro de Melissa Mathison do extraterrestre abandonado na Terra e adotado por um menino de 9 anos emocionou toda uma geração.












quinta-feira, 12 de março de 2015

A RESPOSTA - Conto



Em algum ponto do Oceano existia uma pequena ilha cercada de moais maiores e mais sofisticados do que os de Rapa Nui, a ilha onde vivo. Somente o pai de meu pai sabia a localização que o pai de seu pai lhe havia passado. É claro, esta ilha de moais gigantes cujos olhos brilhavam e piscavam em direção às estrelas não estava mais em nosso mundo, segundo o pai de meu pai. E foi nesta ilha que um de meus ancestrais, um poderoso feiticeiro, se exilou para esperar pela Resposta prometida pelos Deuses em uma visão.

E sua visão, como todas as visões naquela época, se mostrou verdadeira quando depois de tantas luas quanto é possível para um feiticeiro viver, os Deuses vieram. Meu ancestral, então um ancião, recebeu-os com as devidas reverência e honrarias. A longa idade não lhe importava mais já que ele, enfim, teria a Resposta.

Os Deuses falaram. E suas vozes eram como ondas batendo contra rochas. E após falarem durante muitas marés, ofereceram um presente ao meu ancestral. Era a Resposta. Meu ancestral, então, agradeceu com o ritual apropriado e eles se foram, retornando ao Mundo Superior.

O que aconteceu a seguir foi que meu ancestral, velho e cansado, tentou descer a encosta segurando a Resposta em uma das mãos. Uma pedra rolou sob seus pés, ele escorregou e para não cair e morrer, ele soltou a Resposta. O que meu povo viu, aqui, da ilha onde vivo, foi a ira dos Deuses por meu ancestral ter deixado a Resposta cair. A semente de fogo caiu na ilha onde meu ancestral estava e uma grande árvore de fogo cresceu dela. Tão rápido que empurrou ondas gigantes e ventos em direção à nossa ilha, dizimando muitos do meu povo e colocando abaixo grande parte de nossas florestas. Quando tudo cessou, os mais bravos guerreiros pegaram suas canoas e foram à ilha que não mais existia, levada para o Mundo Superior. Por tal afronta, todos os guerreiros que foram ao local onde antes havia a ilha, sofreram a praga dos Deuses.
   
Desde então, os feiticeiros passaram a nos ensinar que a Resposta deve ser procurada no mundo espiritual, e não nos presentes que os Deuses oferecem.


Agosto, 1990.

BORIS VALEJO - Galeria


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Boris Vallejo  é um artista peruano. Nascido em 1941, imigrou para os Estados Unidos em 1964, onde reside até hoje com a também artista, Julie Bell, sua esposa e modelo.

Vallejo trabalha quase exclusivamente com temáticas eróticas e fantásticas. Suas pinturas hiper-realistas agraciaram dúzias de publicações de ficção científica e diversos calendários de luxo muito bem vendidos. Os sujeitos de suas pinturas costumam ser deuses, feiticeiros, guerreiros, monstros e bárbaros musculosos masculinos e femininos em batalhas corporais. Algumas das figuras masculinas foram modeladas a partir do próprio Vallejo, assim como sua esposa serviu de modelo para as suas figuras femininas. Seus últimos trabalhos ainda contém muitos elementos fantásticos, mas vão em uma direção muito mais erótica do que puramente fantástica.

Fonte: Wikipedia