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sábado, 16 de setembro de 2017

COMO DISCUTIR A RELAÇÃO PARA TENTAR UM RECOMEÇO - Relacionamento







1.  Coisas pelas quais você gostaria de ser apreciado(a)...

Este não é um momento para ser vingativo ou autopiedoso.  Passar batido e ser tomado como certo  e garantido é inevitável em uma relação estável. É importante saber drenar o lago de amargura falando o que nós sentimos que contribuimos para a relação e no que somos bons. No começo do relacionamento, o que era bom sobre ambos era automaticamente óbvio. Mas com o tempo, ficamos mimados. 

2. Quando eu entro em pânico, eu...
Quando nos sentimos pressionados, somos todos capazes de agir de maneiras bem ardilosas. Nos momentos mais calmos,  nós devemos  estar prontos para aceitar nossas excentricidades com elegância. Nós estamos tentando montar nosso próprio manual de tradução, e colocar algumas das coisas menos bonitas do nosso comportamento é menos alarmante e um pouco mais perdoável.

3. Eu provavelmente seria mais normal se o que vou contar não tivesse acontecido na minha infância...

Conhecer o passado de nosso(a) companheiro(a) pode mudar nossas ideias sobre seu comportamento atual. Eles podem não estar apenas sendo complicados, eles podem estar lutando com um legado complexo de seu passado e ainda não sabem como lidar com isso.

4. Pelo que eu gostaria de ser perdoado...

Em nossos momentos mais honestos, nós sabemos que trouxemos determinados problemas para a vida da pessoas amada. Seria estranho se isso não acontecesse. Somos indivíduos complexos, estamos longe de sermos perfeitos. Vamos tentar ser melhores, se nos derem uma chance.

5. Eu gostaria que você percebesse que me magoa quando...

Nós carregamos mágoas que sentimos dificuldade de articular. O que importa é que cada pessoa possa ser escutada e possa mostrar onde os outros a magoaram. Esse exercício não deve reiniciar problemas ou traumas. Ele deve ser feito para tentar solucioná-los de uma vez por todas. E deve ser repetido regulamente, uma vez por semana.

6.  Você me ajudaria a mudar se você...

Nós queremos mudar, mas não conseguimos isso sozinhos. Precisamos da ajuda do outro e que ele se comporte de um jeito que nos aproxime. Ao dizer que existe algo que queremos mudar, não estamos fazendo uma promessa que conseguiremos isso facilmente. Estamos mostrando que não somos indiferentes às nossas próprias falhas.

7. O que eu mais sentiria falta de você seria...

Imagine que você nunca mais viu seu companheiro(a) e através da distância e do tempo pudesse pensar sobre o relacionamento. Do que você sentiria falta?


Texto retirado do vídeo abaixo, do canal the School of Life, um canal com centenas de vídeos sobre questões pessoais e relacionamentos através de uma ótica psicofilosófica que busca aprimorar a Inteligência Emocional nas pessoas. Muitos dos vídeos tem legendas em português.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

RELACIONAMENTO: Relações de Poder - Ensaio



Relações de Poder acontecem o tempo todo na sociedade (e no mundo animal também). Umas das mais óbvias é a do patrão e empregado. Mas existem as mais sutis como entre colegas de escritório, de sala de aula e a mais sutil e complicada de todas, a que acontece entre casais.

Casais deveriam, a princípio, ser companheiros, parceiros e sócios na vida. Onde decisões importantes deveriam ser tomadas em conjunto e onde decisões e desejos individuais fossem respeitados pelo outro.
Mas devido a falta de Inteligência Emocional da maioria das pessoas, não é bem assim que acontece.


O individualismo moderno tem dificultado até mesmo acordos simples entre casais.


Na época de nossos avós e em certa medida, na de nossos pais, quem costumava dominar a relação em sua maior parte era o lado masculino por conta da cultura machista bastante dominante. As mulheres tinham pouca voz em decisões importantes que não fizessem respeito aos filhos ou a manutenção da casa. Já nas últimas décadas a mulher tem assumido cada vez mais espaço no mercado de trabalho e até mesmo se tornado maioria em muitos cursos universitários. Esse lado positivo da luta feminista, infelizmente cresceu junta à uma cultura capitalista que incentiva cada vez mais o consumismo (de coisas e pessoas) e o individualismo.

Esse individualismo que cresce cada vez mais parece estar afetando bastante, de forma positiva e negativa, a formação e manutenção dos casais. No fim das contas, talvez seja o capitalismo que acabe destruindo a família (diferente do socialismo ou dos gays). Positiva, porque com a liberdade financeira que muitas mulheres adquiriram, elas não precisam mais se sujeitar a ficar com qualquer um. Negativa porque graças a facilidade de se descartar as pessoas, tanto homens como mulheres, desistem rapidamente de relacionamentos que não se encaminham do jeito que cada um quer. Cada um quer manter o seu poder de forma constante dentro da relação, sobrepor seu individualismo sobre o do outro e não admite que seu ego seja desafiado.



Tudo piora quando o dinheiro é usado como moeda de troca/abuso dentro da relação.


E na questão financeira talvez tenhamos a mais vil das formas de relação de poder entre um casal. Porque a torna (ou pode tornar) quase uma relação entre patrão e empregado. E ninguém gosta de viver em casa a mesma situação de subserviência que vive no trabalho, sendo cobrado ou mesmo com medo constante de perder o relacionamento. Não é à toa que muitas mulheres se separam de seus maridos após passarem em um concurso público onde sabem que terão renda garantida pra toda a vida.

Existem casais cuja relação de poder financeira consegue ser equilibrada. Seja porque ambos ganham mais ou menos o mesmo salário, seja porque existe amor/acordo/companheirismo suficiente entre ambos que permite que o outro fique tranquilo quanto ao fato de ganhar menos ou mesmo estar desempregado em alguns momentos da vida. A chave é que ambos saibam que um sempre buscará amparar o outro. Afinal, um dos motivos psicoemocionais para buscar uma relação é justamente se sentir protegido e poder confiar na pessoa amada.



É possível voar junto. 
Mas ambos tem que querer.


No entanto, esse tipo de caso parece ser mais exceção do que a regra, pois é comum que muitos de nós já tenhamos estado em uma ou mais relações onde pode ter usado o poder financeiro para barganhar ou mesmo exigir coisas do parceiro. Ou tão ruim quanto, tenha estado do outro lado da moeda, onde foi chantageado ou se submeteu por livre e espontânea vontade porque era necessário naquele momento. Esse é um comportamento doentio da nossa cultura, onde é muito comum o macho da nossa espécie cobrar favores sexuais porque pagou uma janta ou drinks na balada. E embora muita gente esteja se dando conta de que isso é realmente idiota, ainda é bastante comum que a maioria das  mulheres aceitem e se submetam à isso.  Infelizmente o inverso também é verdadeiro com mulheres que pagam, embora aconteça menos. A exigência das mulheres não vem necessariamente com favores sexuais, mas com um sentimento de posse.
Aparentemente, a ideia que passa na cabeça dessas pessoas é que se pagou algo para o outro, o outro é considerado comprado e agora é seu. A tal cortesia do "estou te convidando", na grande maioria das vezes, só vale mesmo se for entre amigos onde não haja interesse sexual.

Mas em alguns raros casos, a relação de poder financeira entre um casal pode ser tão sutil que mesmo parecendo boa, um dos cônjuges pode se ressentir tanto da situação de dependência do outro ao longo dos anos que pode um dia se cansar disso e não ver solução senão sair daquela relação, mesmo sem que nada realmente grave tenha detonado o gatilho para justificar a separação. Nesse caso, o conflito é interno de apenas um dos membros do casal, que por orgulho ou ego não consegue desatar esse nó dentro de si e só vê saída  deixando o outro.




Quando o relacionamento chega ao ponto de literalmente escravizar o outro.


Eu poderia falar de outros níveis de relação de poder dentro de um relacionamento, mas eu queria mesmo era falar da questão financeira mesmo, porque isso afetou muito a minha vida e vejo acontecendo muito com amigas e conhecidos. E de qualquer forma, tem outros textos muito bacanas sobre o assunto e que aprofunda mais os outros tipos de relações de poder dentro da relação. Leia no link abaixo o divertido e perspicaz ensaio de Anderson Yankee.

OS JOGOS DE PODER EM RELACIONAMENTOS CONJUGAIS: SOBRE AS PESSOAS QUE TÊM A NECESSIDADE DE SE SENTIREM SUPERIORES



terça-feira, 16 de maio de 2017

A COMPANHEIRA DO FUTURO - Tecnologia




Sabe aquela pessoa que é ligada na tomada 220V?

Matéria originalmente publicada no G1. 
Com comentários meus nas fotos e entre parênteses.

O engenheiro catalão Sergi Santos, que mora em Rubi, no norte de Barcelona, construiu uma boneca sexual com inteligência artificial. A boneca chamada Samantha consegue responder a diferentes estímulos verbais.
(Ele não disse que tipo de estímulos verbais. Seria algo tipo "tô carente", "eu te amo, você me ama?", "faz um boquete"?)

A boneca criada pelo engenheiro especializado em nanotecnologia pesa 40 quilos, tem olhos verdes e cabelo longo.
(Mas não tem bom gosto pra roupas.)


Ele acredita que sua criação poderá ajudará a muitas pessoas que sofrem com a falta de afeto.
(No meu tempo essa falta de afeto tinha outro nome.)

Santos espera atrair investimentos para o projeto e, dessa forma, converter este protótipo em um produto personalizado para cada cliente.
(Já comecei a juntar dinheiro.)


Sergi mostra ao repórter como ensinou Samantha a fazer um boquete. 
"Eu ensinei com o dedo primeiro, porquê tinha medo de levar choque no pau."



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PODRES DE MIMADOS - Livro



Diferentemente de outras duas obras do autor, A vida na sarjeta e Nossa cultura... ou o que restou dela, que são coletâneas de artigos sobre temas diversos, Podres de mimados trata de um único tema: como o culto do sentimento “tem destruído nossa capacidade de pensar e até a consciência de que é necessário pensar”. Ou, em outras palavras, quais são as consequências sociais e políticas das ações de uma sociedade que se permite pautar predominantemente pelos sentimentos.

sábado, 28 de novembro de 2015

FLÁVIO GIKOVATE - Entrevista


 
Não precisa casar. Sozinho é melhor.
 

O psiquiatra decreta a morte do amor romântico e diz que a vida de solteiro é um caminho viável para a felicidade.

"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo."



Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os
fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por
meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da
pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias
contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas
reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º
livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o
tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido
não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o
conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo
no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como
jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio,
em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a
reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São
Paulo.

"Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico.
Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de
Moraes, acham que que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí,
vivem tristes e deprimidos."





Veja - O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não
ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria.
Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de
5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram
em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos
possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum
tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham
filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos
de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão
drástica, que normalmente é a separação.

Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem
conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no
estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se
ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um
pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que
mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda
sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa
precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é
impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e
deprimidos.

Veja - Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido,
estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é
mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro.
Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e
um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá.
O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro.
Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado
dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos.
Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram
isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer
concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor,
deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O
casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre
digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo
segundo.





Veja - Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores
contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem
individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos
diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de
direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento
emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma
metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade.
Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem
melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos
outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e
positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.

"As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às
vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a
democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica."

Veja - Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?
Gikovate - A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem.
E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do
nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e
generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também
atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim,
nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos
repetindo o erro deles.

Veja - Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os
filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o
mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito
trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é
compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se
sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que
dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com
os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores
fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do
ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento
definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas
por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de
transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É
sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.






Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida
amorosa?
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de
aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias
contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial,
tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se
amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma
afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como
vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens
ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de
novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem
já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas
etapas que provocam sofrimento.

Veja - As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?
Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente
antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para
a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos
das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se
casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser
bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece
por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do
máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual
socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e
pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia
eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que
levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas
universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas
décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer
com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em
ter filhos e independentes economicamente.

Veja - Como será o amor do futuro?
Gikovate - Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão
condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No
Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano.
Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para
sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão
alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso
ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações.
Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a
individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha
mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer
problema nisso.

Veja - Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre
um abalo?
Gikovate - Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus
programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em
se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais
comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados.
Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O
interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No
primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em
cidades diferentes.




Veja - É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?
Gikovate - A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um
vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco
seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo
difícil de explicar, mas que acontece.

Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?
Gikovate - Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é
justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade
efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de
vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por
outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase
sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande
vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são
ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O
sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade.
Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles
não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o
melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão
a se abster desse tipo de prática.

"As razões que levavam as mulheres a ter necessidade de casar não se
sustentam mais. Nas universidades, o número de moças é superior ao de
rapazes. Em poucas décadas elas ganharão mais
que eles."

Veja - As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar
as decisões corretas?
Gikovate - No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70,
as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas
genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito
chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então,
acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham
acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar
mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso,
conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente
os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje
a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades.

Veja - O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na
televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um
marqueteiro?
Gikovate - Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação.
Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas
coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público
diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de
gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um
outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e
programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só
atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia
corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o
Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir.
Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque
naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí.
Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um
simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.

Veja - Apesar de todo esse tempo de clínica, o senhor atuou sozinho, longe
das universidades. Por quê?
Gikovate - O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas
prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não
têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é
extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos
fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito
pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que
mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o
Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos
rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro
de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma
pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia
existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões
diferentes das minhas, seria ótimo.



Entrevista concedida à revista VEJA.

sábado, 10 de janeiro de 2015

CAPRICHO 1112 - Humor



Alguns colírios esqueceram cartas de leitoras no lixo da minha mesa e resolvi responder aqui.

DÚVIDA DE GAROTA SEM NOÇÃO
ATITUDE

“E quando se está a fim e nem ele nem eu tomamos a iniciativa? Como faz?”

Espere por um milagre, afinal, se ninguém toma iniciativa é porque tem alguma coisa aí. Vai ver vocês dois são feios, tem mau hálito ou doença contagiosa. Isso geralmente desmotiva as pessoas a tomarem qualquer atitude.

NADA COM NADA

“O menino está sempre comigo, mas não me apresenta os colegas, amigos e nem a família dele.”

Está mais do que na cara que é porque ele não tem colegas, amigos ou família. Isso demonstra uma certa tendência antissocial e talvez até homicida, já que a família dele, misteriosamente, desapareceu do mapa. Talvez você seja a próxima vítima dele... Fuja!

NÃO DESGRUDA DO EX

“Mês sim, mês não, acabo ficando com meu ex. E a gente sempre acaba por causa das mesmas coisas.”

Você não disse quais são essas “mesmas coisas”. É porque ele é galinha? Um habitante de outro planeta? Está preso? Os pais dele não suportam sua perseguição obsessiva com o filho deles? Ou é porque ele não aguenta mais a sua indecisão?

AMOR VIRTUAL

“Na vida real não temos papo e não fazemos nada legal, mas no MSN, Twitter, Facebook, Orkut e Formspring nos divertimos horrores e somos super apaixonados.”

É normal não ter papo na vida real quando se passa o tempo inteiro na virtual. Quando falo para as pessoas reais o que ando fazendo no Buddypoke, a maioria boceja. Mas na real, o teu caso parece indicar que seu verdadeiro amor são as redes sociais e não o tal menino. Parem de se ver na vida real e espere surgir uma tecnologia onde vocês possam casar e ter filhos dentro da internet.

ELE NÃO MUDA

“Já briguei com meu namorado tantas vezes, mas não adianta, ele não muda de jeito nenhum!”

Você tem que ter paciência. Meninos odeiam mudanças e preferem deixar as coisas como estão. Mas quem sabe, falando com carinho, ele não muda e te deixa sentar no seu canto preferido do sofá?”

Jerri Dias não tem dúvidas e nem noção das coisas.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

PELOS DIREITOS DOS MENINOS - Ensaio



 
por Sílvia Amélia de Araujo


Que nenhum menino seja coagido pelo pai a ter a primeira relação sexual da vida dele com uma prostituta (isso ainda acontece muito nos interiores do Brasil!).

Que nenhum menino seja exposto à pornografia precocemente para estimular sua “macheza” quando o que ele quer ver é só desenho animado infantil (isso acontece em todo lugar!).

Que ele possa aprender a dançar livremente, sem que lhe digam que isso é coisa de menina.

Que ele possa chorar quando se sentir emocionado, e que não lhe digam que isso é coisa de menina.

Que não lhe ensinem a ser cavalheiro, mas educado e solidário, com meninas e com os outros meninos também.

Que ele aprenda a não se sentir inferior quando uma menina for melhor que ele em alguma habilidade específica – já que ele entende que homens e mulheres são igualmente capazes intelectualmente e não é vergonha nenhuma perder para uma menina em alguma coisa.

Que ele aprenda a cozinhar, lavar prato, limpar o chão para quando tiver sua casa poder dividir as tarefas com sua mulher – e também ensinar isso aos seus filhos e filhas.

Na adolescência, que não lhe estimulem a ser agressivo na paquera, a puxar as meninas pelo braço ou cabelos nas boates, ou a falar obscenidades no ouvido de uma garota só porque ela está de minissaia.

Que ele não tenha que transar com qualquer mulher que queira transar com ele, que se sinta livre para negar quando não estiver a fim – sem pressão dos amigos.

Que ele possa sonhar com casar e ser pai, sem ser criticado por isso. E, quando adulto, que possa decidir com sua mulher quem é que vai ficar mais tempo em casa – sem a prerrogativa de que ele é obrigado a prover o sustento e ela é que tem que cuidar da cria.

Que, ao longo do seu crescimento, se ele perceber que ama meninos e não meninas, que ele sinta confiança na mãe – e também no pai! – para falar com eles sobre isso e ser compreendido.

Que todo menino seja educado para ser um cara legal, um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um machão insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes. E as mulheres também serão mais felizes ao lado de homens assim. E o mundo inteiro será mais feliz.

O machismo não faz mal só às mulheres, mas aos homens também, à humanidade toda.

Meu ativismo político é a favor da alegria. Só isso.

sábado, 29 de junho de 2013

CAPRICHO 1078 - Humor

 
 
Depois de conferir as dicas do Namoro Perfeito (ed. 1075), que tal as...

DICAS DO NAMORO IMPERFEITO!

1. Quando você finalmente ouvir ele falar de namoro, prepare seu coraçãozinho apaixonado para ouvir ele dizer que não pode viver sem você, mas que também não pode viver sem fulana, sem sicrana...

2. Programas que vão colocar uma rotina legal na vida de vocês e gerar muito stress são: ir ao shopping juntos para cuidar outros gatinhos e gatinhas, alternar sábados à noite na casa de cada um assistindo Zorra Total com os respectivos sogros, espremer espinha um do rosto do outro.

3. Afaste-se das amigas, afinal elas eram apenas uma bóia salva-vidas enquanto você não arrumava namorado. E agora que arranjou, você tem certeza de que elas só estão esperando um vacilo seu para furar seu olho.

4. Tenha um ataque de ciúme se pegá-lo olhando para um manequim de vitrine! Ele tem que saber que só pode ter olhos para você a partir de agora.

5. Não se incomode em falar que está namorando para sua família, afinal você sabe que seus pais caretas tem preconceito contra piercings, tatuagens e antecedentes criminais. Espere para contar quando eles vierem buscar você na delegacia.

6. Peça para o seu irmão ficar de olho nele e lhe contar tudo o que ele faz longe de você.

7. Vai finalmente conhecer a turma dele? Abuse do visual piriguete!

8. Faça muitos segredos e mistérios sobre o que você faz ou que você encontra quando não está com ele. Homens adoram mulheres misteriosas...

9. Deletem seus perfis particulares de todos os sites de relacionamento e criem um em conjunto, para todos acharem que você se amam muito, mas que na verdade só prova a desconfiança um no outro.

10. E quando vocês menos esperarem, vão levar aquele pé-na-bunda um do outro! E muito merecido!

Jerri Dias só teve namoradas imperfeitas.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

CAPRICHO 1075 - Humor


Inspirado pela crônica da minha colega Liliane Prata (ed. 1072), resolvi listar os...

15 SINAIS DE QUE ELE VAI TE DAR UM PÉ-NA BUNDA!

1. No Dia dos Namorados ele não te ligou, não te mandou scrap, não encontrou contigo e pior, não deu presente!

2. Você leva um tombão na frente dele e ele fica rindo de você e não te ajuda a levantar!

3. Você convida ele para assistir um filme romântico sozinhos e ele chega com toda a galera e um monte de filmes de Terror!

4. Ele começa a te colocar para baixo. Se você diz que está feliz, ele aponta para um menino de rua; se você vai comer um chocolate ele aponta para o cachorro fazendo o n°2, e por aí vai!

5. Vocês vão para a balada e ele te deixa com tuas amigas para ir para outra balada!

6. Você pede cola para ele na prova de História e ele avisa a professora que você está pedindo cola!

7. Ele não gosta mais de beijar de língua!

8. Ele não se importa que você passe o fim-de-semana inteiro assistindo todas as sessões do Jonas Brothers 3-D!

9. Você vai passear no shopping com ele e ele dá uma de perdido para te encontrar novamente só na hora de ir embora!

10. Você liga para ele e sempre cai na caixa de mensagem!

11. Vocês vão no rodízio de pizza e as que ele mais come são as com cebola e alho e óleo!

12. Ele fica fazendo mil perguntas sobre a tua BFF!

13. Ele começa a achar que essa coisa de dividir o perfil do Orkut meio nada a ver!

14. Ele te dá um CD do Jota Quest ou de uma outra banda bem ruim!

15. Você comprou um presente de Dia dos Namorados e no outro dia, na escola, vê ele dando o presente que ele ganhou para uma outra menina!
 

Jerri Dias é bacana e dá direto um pé-na-bunda como sinal!

sábado, 20 de abril de 2013

CAPRICHO 1072 - Humor


A seção Conversa de Banheiro (ed. 1068), deu dicas de como ser a namorada perfeita, mas eu acho que ficaram faltando as...

10 REGRAS DE OURO PARA SER (PARA VALER) A NAMORADA PERFEITA!


1. Tenha sempre na sua bolsa o salgadinho e o refri preferido dele. Como já dizia minha avó, homem se prende pelo estômago.

2. Esteja sempre linda, maquiada e cheirosa se tiver um namorado emo. Os garotos emos estão sempre lindos, maquiados e cheirosos e você tem que ficar à altura.

3. Seu dia foi chato e o dele mais ainda, mas sorria e preste atenção quando ele contar como ele dormiu até o meio-dia e depois ficou jogando vídeo-game até às seis da tarde.

4. Deixe seu quarto sempre limpo, escondendo bem os mimos e bilhetinhos que você ganhou de seus ex-ficantes e namorados.

5. Quando seu namorado estiver cansado, leve-o para sua casa, faça-lhe uma massagem e alugue os filmes preferidos de horror e violência que ele adora e você odeia para vocês assistirem.

6. Se você tem irmão ou irmã mais nova, ela(e) certamente vai adorar pentelhar seu namorado, por isso, tranque-os dentro da máquina de lavar (mas sem ligar ela) e deixe-os de molho até o rapaz ir embora.

7. Se sua melhor amiga morreu e ele aparecer, sorria e finja que nada aconteceu para não incomodar ele. Afinal, ele já tem os problemas dele e não precisa se estressar com os seus.

8. Sempre que estiver como ele, faça todas as vontades e programas que ele quiser fazer. As coisas que você gosta de fazer, você pode fazer sozinha ou com suas amigas.

9. Se ele for sozinho para a balada, você tem que ser compreensiva e lembrar-se que meninos detestam meninas grudentas, por isso ele tem que sair sozinho toda semana para ter certeza de que não está preso à você.

10. Uma namorada perfeita sabe o seu lugar e fica no cantinho até ser chamada.


Jerri Dias está procurando a namorada perfeita.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CAPRICHO 1068 - Humor


Fiquei penalizado com a falta de assunto entre namorados na Conversa de Banheiro (ed.1065) e decidi dar uma força sugerindo...

PAPOS QUE DÃO O QUE FALAR


CABELOS

Fale sobre os seus cabelos. Reclame que eles estão secos, sem brilho, que parecem uma palha. Se ele não der opinião alguma, faça uma cena gritando e chorando que ele não se importa contigo. Isso pode garantir pelo menos 15 à 30 minutos de discussão.

FOFOCA

Falar mal dos outros sempre gera curiosidade para saber mais e evita que vocês pareçam tão desinteressantes um para o outro. É assim que os profissionais de revistas de fofocas fazem muitos amigos!

MELHOR AMIGA

Você tem uma melhor amiga super gata. Pergunte se ele ficaria com ela um ano depois de vocês terem se separado. Ele vai dizer não, mas se você insistir e dizer que não se importa, ele vai finalmente confessar que sim e aí você pode armar um barraco!

BBB

Falar sobre um bando de gente que não faz nada nem diz nada que preste pode render horas de falação sobre nada. Invista!

FUTEBOL

Pergunte a ele sobre futebol e ouça ele falar por horas à fio. Lembre-se de fazer isso ao ar livre e de usar óculos escuros daqueles bem pretos, para ele não perceber que você dormiu nos primeiros 5 minutos!

MODA

Você fala das roupas. Ele fala das modelos. Dá para falar um tempão sem nenhuma das partes prestar atenção no que o outro está falando. Vale até como prática para o casamento!

MÚSICA

Conversem sobre suas bandas favoritas. Vocês podem descobrir que odeiam as preferências musicais um do outro e se separarem antes que o estrago seja feito. Mais um ponto para o diálogo!

SEXO

Dá para conversar a noite inteira sobre sexo. Mas lembre de usar a camisinha!


Jerri Dias anda meio sem assunto.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

CAPRICHO 1048



                                          Dia dos Namorados passou e o cara-de-pau não te deu nenhum presente?!
                                                                        Então descubra aqui como dar um...

                                                                          PÉ NA BUNDA DO FOFUCHO!


PLANO 1: FAÇA PROGRAMAS DIFERENTES

Se ele adora futebol, skate, essas coisas, comece a convidá-lo para programas culturais tipo idas à museus, galerias de arte, concertos de música clássica. Ele vai achar tudo um tédio e nunca mais vai querer fazer programas contigo. Já se ele adorar programas culturais, leve ele para uma final de campeonato, daqueles que dá briga entre o time, entre os torcedores e no calor da batalha aproveite para discutir a relação e brigar com ele também.

PLANO 2: SINTOMAS ESTRANHOS

Quando estiver sozinha com ele, deixe ele falando sozinho e fique com olhar vidrado. Quando ele perceber que você está out, dê uma tremida, faça um barulho estranho com a boca e deixe escorrer muita baba. Vá aumentando o número de “ataques” e o tempo de duração deles gradativamente. Conte para ele que sua bisavó tinha a mesma doença e que seu bisavô acabou seus dias limpando a baba dela pela casa toda.

PLANO 3: BRINCANDO DE GRÁVIDA

Todo mês diga que sua menstruação está atrasada e discuta com ele o que vocês farão, qual o nome da criança, onde vão morar, como ele vai sustentar a criança, essas coisas. Esse até pode demorar um pouco para ele sair correndo, mas você se diverte muito mais colocando minhoca na cabeça dele.

PLANO 4: VIRANDO A MESA

Ele é Mano? Vire Emo! Ele é Emo? Transforme-se em Patricinha! Ele é Punk? Raspa tudo, vira Skinhead! Ele é Metaleiro? Caia nos livros e compre óculos de Nerd! Ele é Nerd? Vire Rastafari e leve-o para shows de reagge! Ele é Hippie? Vire Otaku e só fale em japonês! Ele é ativista político? Seja alienada! Ele gosta de Coca-Cola? Compra só Pepsi! Ele quer transar? Vire a menina enxaqueca!

                                                     Jerri Dias conhece esses planos por experiência própria.

                                                                                             Coluna amorosa sugerida pela leitora Bárbara Wendel, de Goiânia.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NÃO DOIS NÃO UM – Dica de Blog

O blog do Gustavo Gitti talvez seja o melhor blog nacional sobre relacionamentos de casais em um oceano de blogs sobre o assunto. Com coerência, paixão, lucidez e insights originais, Gustavo apresenta textos bem-humorados e essenciais para qualquer um que queira viver um relacionamento maduro, realista e sincero.


Nossos sentimentos e emoções vem e vão, crescem e desaparecem, como fases da Lua. Por que então tomá-los como base de nossas relações?

O amor como sentimento (ou sobre as crianças mimadas que somos).

“Na mesma época em que as crianças se tornaram representantes de nossa vida além da morte, começamos a organizar nossa sociedade pelos sentimentos. Não só nos casamos por amor, mas até nossos laços de sangue pouco valem sem os afetos. Passamos de um mundo em que havia laços com ou sem sentimentos (tanto fazia) a um mundo em que os sentimentos são condição dos laços.” –Contardo Calligaris

Nós queremos ser chacoalhados. Filmes, músicas, drogas, álcool, chocolates, viagens, sapatos, amores… Somos felizes quando somos movidos por algo. Toda paixão – como já sugere a raiz grega, páthos – é uma forma de passividade. Nós sofremos paixão, padecemos, nos assujeitamos.
Caímos arrebatados, atropelados. We fall in love: a paixão é algo que nos acontece.

Primeiro, a confissão “Estou apaixonado por ele!”, que significa “Ele faz coisas comigo, ele me deixa viva, linda e feliz”. Depois, “Eu te adoro”, nada diferente de pedir que o outro continue nos movendo, seguido pelo clássico “Eu te amo”, ou seja, “É por você que quero ser amada”. E enfim o pedido de casamento, cujo discurso gira em torno de “Eu nunca fui tão feliz como nos últimos anos, por isso quero passar o resto da minha vida com você” (assista aos dois primeiros pedidos: os caras não falam da vida delas, mas de sua própria felicidade). Em nosso autocentramento, o “Eu” de tais frases não é ator algum. É sujeito.


Continue lendo o resto do ensaio aqui.

PARTE 2

PARTE 3

NÃO DOIS NÃO UM - Home


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O AMOR SÓ É UMA MERDA PORQUÊ A GENTE FAZ DELE UMA MERDA – Ensaio

Existem outros caminhos...
Clique para ampliar.

Você não se cansa de ser maltratada(o) ou ser ignorada(o) pelo teu namorado(a)?
Você não cansa de se entregar, falar tudo sobre você e receber muito pouco em troca?
Você não cansa de ver gente ficando junta só por ficar e empurrar com a barriga por meses ou até mesmo anos?

Bem, eu poderia falar de milhões de coisas que me cansam ou cansam os outros em termos de relacionamento, mas a minha pergunta principal é:

Se você não gosta disso e de outras coisas, porque aceita?

É porque todos teus amigos e amigas são assim?
É porque te ensinaram assim?
É porque fazem assim nos filmes?

Isso pode ou não ser uma surpresa pra você, mas sabe porque a maioria das relações afetivas é cheia de desencontros, mal-entendidos e desconfiança?

Porque a gente faz exatamente o que os outros fazem!

E caso você ainda não tenha percebido, a maioria das pessoas não sabe o que está fazendo.
Reproduzir o comportamento da maioria é como colar daquele colega meio burro, só porque é mais fácil que estudar.
E porque nós temos preguiça de mudar, nós reproduzimos o comportamento de nossos pais, de nossos amigos e das pessoas ao redor.
E mesmo a gente vendo que a maioria deles só se dá mal, a gente faz igual, achando que com a gente vai dar certo.

Mais fácil acertar na loteria.

Então, se nós queremos ter uma pequena chance de ter um relacionamento verdadeiro nessa nossa curta vida, façamos uma revolução no modo como pensamos e agimos.
Não precisamos ser como os outros para sermos felizes.
Só temos que ser mais verdadeiros.

Então...

Se todo mundo fica, pare de ficar com todo mundo.
Se todo mundo fica enrolando, pare de enrolar.
Se todo mundo fica desconfiado, confie.
Se todo mundo mente para o(a) namorado(a), pare de mentir e seja sincero(a).
Se todo mundo trai, pare de trair.
Se todo mundo tem medo de se decepcionar, ligue o foda-se e se jogue.
Se todo mundo tem medo de falar sobre seus sentimentos, abra seu coração.
Se todo mundo tem medo de amar, ame.
Se todo mundo tem medo de ser feliz, seja feliz.

Mas se você é feliz fazendo o que todo mundo faz, continue assim.
Mas se não é, não fique esperando que os outros mudem.
Mude você.
Porque alguém tem que dar o exemplo!


ENQUANTO ISSO...


Uma curta paródia de CREPÚSCULO lá no site da CAPRICHO.

E post novo no blog da CAPRICHO.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O FIM



Foram 14 anos e seis meses,
maravilhosos,
chatos,
engraçados,
preguiçosos,
aventureiros,
feios,
lindos...

Saudades...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

CAPRICHO 947

Como é que a Batgirl iria explicar para o namorado que ela tem que sair todas as noites para espancar criminosos?

Sem namorado? Grande coisa. Pior com. Descubra porquê nos...

10 MOTIVOS PARA NÃO TER NAMORADO

1. Namorado não lê CAPRICHO e, portanto, não tem assunto para conversar contigo.

2. Alguns namorados são tão ciumentos que tem ciúmes até da atenção que você dispensa para seus ex-ficantes.


3. Namorado não saca nada de moda. Para ele, segunda pele é casca de ferida.


4. Se você rastrear seu namorado na internet, vai descobrir as maiores barbaridades sobre ele.


5. Se ele é liberal e te deixa ir na balada sozinha, é porquê ele já tem uma outra balada para ir.


6. Se ele vai junto na balada, não tira os olhos das outras meninas.


7. Se ele te dá um mimo e não é seu aniversário ou qualquer outra data comemorativa, é porquê ele aprontou alguma.


8. Namorado arrota, cospe, enfia o dedo no nariz e peida. Na sua frente!


9. Namorado fica policiando, querendo saber onde você foi, quando, como e porquê você não convidou ele.


10. No fim, ele acaba te traindo e tudo acaba, até você achar outro namorado e repetir o ciclo.


Jerri Dias nunca teve namorado, só namorada.

sábado, 17 de maio de 2008

CURSO DE GURIAS - Blog Convidado

Esse post inaugura uma nova seção: Blog Convidado. Volta e meia vou convidar um(a) blogueiro(a) para participar deste blog postando um texto que pode tanto ser antigo quanto inédito. Essa seção busca realizar um intercâmbio maior entre os blogueiros(as) e principalmente ajudar a divulgar nossos blogs. Nesse primeiro de muitos vocês poderão conferir o CURSO DE GURIAS, blog da minha esposa Alexandra Dias, que comenta, filosofa, dá dicas e tenta explicar porquê é tudo tão complicado no relacionamento entre homens e mulheres.
E não se assustem com o tamanho do texto, que a Alexandra sabe como escrever um texto bem gostoso de ler. Boa leitura.




DE QUANDO TUDO ESTÁ SECO...

Olá, olá... Perguntas cada vez mais cabeludas estão chegando... Pois bem , o curso de gurias está aqui pra isso. Glad to help! A pergunta abaixo vai ajudar muita gente, posso garantir que todo mundo já se sentiu assim... Então vamos lá! Pergunta:

Quando tudo parce seco como não se entregar pro primeiro copo com água que aparece?

Resposta: A seca está acabando com as plantações não só aqui, mas no norte, no leste e no oeste. O que resta para nós, aqui, no sul do mundo? Cavocar um poço gurias! Achar água boa não é fácil! Porém, é necessário dizer que existem dois tipos de seca quando falamos do universo sentimental. Existe a seca a que ocorre devido a fênomenos externos (a chuva simplesmente não cai) e a que ocorre devido a fenômenos íntimos (a pessoa não quer se molhar). Como resolver o primeiro fenômeno, o externo, e não se atirar no primeiro copo d'água: É preciso saber gerenciar o momento de secura, a não ser que algum de vocês saiba a dança da chuva... Como se faz isso?

1. Mude de ares, a cidade é um pouco maior do que os dois ou três lugares que você costuma freqüentar.

2. Pense em começar a olhar para pessoas mais novas do que você, aquele gurizinho pode te supreender. Mas cuidado para não pagar um mico de tia, né!

3. Comece a
fazer algo inusitado até para você, coisas do tipo, aula de japonês. Mas não pense em ir para aula para caçar alguém, tenha calma, pois é a partir da descobertas e da busca por um novo conhecimento que surgem novos contatos, e assim novas pessoas ineressantes podem entar na sua vida.

4. A dica mais radical: internet. A gente sabe que é um risco, mas já vi dar certo, é só se cuidar em todos os sentidos.

Agora, como resolver o segundo fenômeno, aquela de cunho íntimo, em que a pessoa se sente seca, ou melhor, a pessoa acha que que está passando pelo primeiro fenômeno, mas na verdade ela está no segundo, este fenômeno íntimo em que ninguém é capaz de agradá-la... Minha amiga, está seca é bem mais difícil de resolver... Primeiro analise e você se localiza neste tipo de seca, se você souber identificar isso em ti, já é meio caminho andado. Para identificar isso, preste atenção nessas sintomas:

1. Você pensa no passado constantemente: -Ahhh (suspiro), com o fulano que era bom, pena que não deu certo, será que ele está pensando em mim agora?

2. Você desiste fácil de conquistar alguém na balada.

3. Você não acha ninguém legal ou que ninguém legal tá afim de ti.

4. Fica pensando que
vai ficar sozinha pro resto da vida.

5. Arranja amores impossíveis: o namorado da sua melhor amiga, um cara que mora em outro estado, o Jake Gyllenhaal.

Se você tem algum desses sintomas cuidado! Tu está prestes a agarrar qualquer copinho d'água suja com sabor de uva e achar que tá bom e aí tu só vai se decepcionar. Não cai nessa amiga!
Pensa bem, de repente tu vai ter que avaliar o que anda errado na tua vidinha maluca antes de sair por aí achando tudo ruim e ficar com qualquer coisa. Ficar com qualquer coisa faz parte, mas não faz disso a tua última chance de ser feliz. Mas também, e mais importante, não fecha as portas para aquele carinha interessante que sempre deu bola pra ti, mas que tu sempre achou ruim só porque o cabelo dele parece uma rampa de skate. Deixa a chuva te molhar garota. Se arrisque um pouco mais e dê chance para as pessoas! O cara do cabelo esquisisto pode te surpreender. Vai por mim! No cabelo a gente dá um jeito...

Se cuidem!

bjs