Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de setembro de 2017

COMO DISCUTIR A RELAÇÃO PARA TENTAR UM RECOMEÇO - Relacionamento







1.  Coisas pelas quais você gostaria de ser apreciado(a)...

Este não é um momento para ser vingativo ou autopiedoso.  Passar batido e ser tomado como certo  e garantido é inevitável em uma relação estável. É importante saber drenar o lago de amargura falando o que nós sentimos que contribuimos para a relação e no que somos bons. No começo do relacionamento, o que era bom sobre ambos era automaticamente óbvio. Mas com o tempo, ficamos mimados. 

2. Quando eu entro em pânico, eu...
Quando nos sentimos pressionados, somos todos capazes de agir de maneiras bem ardilosas. Nos momentos mais calmos,  nós devemos  estar prontos para aceitar nossas excentricidades com elegância. Nós estamos tentando montar nosso próprio manual de tradução, e colocar algumas das coisas menos bonitas do nosso comportamento é menos alarmante e um pouco mais perdoável.

3. Eu provavelmente seria mais normal se o que vou contar não tivesse acontecido na minha infância...

Conhecer o passado de nosso(a) companheiro(a) pode mudar nossas ideias sobre seu comportamento atual. Eles podem não estar apenas sendo complicados, eles podem estar lutando com um legado complexo de seu passado e ainda não sabem como lidar com isso.

4. Pelo que eu gostaria de ser perdoado...

Em nossos momentos mais honestos, nós sabemos que trouxemos determinados problemas para a vida da pessoas amada. Seria estranho se isso não acontecesse. Somos indivíduos complexos, estamos longe de sermos perfeitos. Vamos tentar ser melhores, se nos derem uma chance.

5. Eu gostaria que você percebesse que me magoa quando...

Nós carregamos mágoas que sentimos dificuldade de articular. O que importa é que cada pessoa possa ser escutada e possa mostrar onde os outros a magoaram. Esse exercício não deve reiniciar problemas ou traumas. Ele deve ser feito para tentar solucioná-los de uma vez por todas. E deve ser repetido regulamente, uma vez por semana.

6.  Você me ajudaria a mudar se você...

Nós queremos mudar, mas não conseguimos isso sozinhos. Precisamos da ajuda do outro e que ele se comporte de um jeito que nos aproxime. Ao dizer que existe algo que queremos mudar, não estamos fazendo uma promessa que conseguiremos isso facilmente. Estamos mostrando que não somos indiferentes às nossas próprias falhas.

7. O que eu mais sentiria falta de você seria...

Imagine que você nunca mais viu seu companheiro(a) e através da distância e do tempo pudesse pensar sobre o relacionamento. Do que você sentiria falta?


Texto retirado do vídeo abaixo, do canal the School of Life, um canal com centenas de vídeos sobre questões pessoais e relacionamentos através de uma ótica psicofilosófica que busca aprimorar a Inteligência Emocional nas pessoas. Muitos dos vídeos tem legendas em português.


sábado, 5 de agosto de 2017

A MÁSCARA EM QUE VOCÊ VIVE - Trailer


Este ótimo documentário sobre como a sociedade força meninos e homens a fingirem ser algo que não são e nem querem ser é essencial para entendermos muito do nosso nocivo comportamento masculino.
No NETTFLIX com o nome THE MASK WE LIVE IN.




sexta-feira, 1 de agosto de 2014

HOMOSSEXUALIDADE - Comportamento




Uma das maiores conquistas da educação religiosa através dos tempos foi a capacidade de fazer um ser humano renegar e odiar o seu próximo porque ele tem inclinações sexuais diferentes da norma estabelecida por um grupo de homens ignorantes e com medo de sua própria sexualidade.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

DOMENICO DE MASI - Entrevista




Autor de livros como Desenvolvimento sem Trabalho, A emoção e a Regra e O Futuro do Trabalho, De Masi é um dos pensadores mais contemporâneos da era pós-industrial. É dele a máxima de que quanto mais o homem trabalha, mais tempo precioso ele perde.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

UNILEVER - Propaganda enganosa



Unilever ignora propositalmente o fato de que grandes corporações mandam cada vez mais nos governos do mundo e que o acesso a saúde, alimentação, segurança e educação e toda a tecnologia maravilhosa do futuro será cada vez mais limitado a pessoas que tenham poder aquisitivo para pagar por tudo isso. E quem não tiver, continuará como hoje, pobre e dependendo da assistência de governos que só tem interesse neles como massa de manobra.

Mas quando o narrador fala que centenas de milhões terão acesso a água potável, ele diz a verdade. Centenas de bilhões terão acesso a água potável, mas não se pode dizer o mesmo dos vários bilhões que foram deixados de fora dessa conta malandra.

Sobre os casais, certamente devem ter recusado os que tinham formação em história, sociologia ou qualquer outro curso que forme cidadãos críticos. 

 

segunda-feira, 10 de março de 2014

CAPRICHO 1089 - Humor

Capa: Suzane Von Richtofen. 
"Resolvi os problemas com meu pais depois que pedi para meu namorado e o amigo dele os espancassem até a morte com barras de ferro! E depois fui para a Disney com a Vovó Mafalda Tour!"

 
Já pensou se a redação da CAPRICHO surtasse e publicasse...

 DICAS QUE UMA REVISTA TEEN NÃO PUBLICARIA?


FÉRIAS

Antártida: o melhor do lugar do mundo pra se isolar do resto da humanidade. Nada pra fazer, nada pra ver, ninguém pra conversar, a internet e seu celular não pegam lá...

MODA

O hit desse ano é usar os tênis 42 do seu irmão ou namorado. As adolescentes da Latvia, na Europa Oriental estão arrasando com esse look novo!

ENTRETENIMENTO

O novo filme do iraniano Abbas Kiarostami tem 3 horas e se passa todo no pátio de um pequeno casebre onde um pobre menino árabe decide se come ou não a maçã que deveria dar para sua irmã menor. Filosofe na cena em que o menino fica 30 minutos olhando fixamente para a maçã.

COMPORTAMENTO

A boa agora é namorar dois garotos ao mesmo tempo e fazê-los brigar até a morte pelo seu amor!

BELEZA

Testamos vários produtos de beleza dos anunciantes e confirmamos que são todos uma droga!

A INCRÍVEL HISTÓRIA...

...da garota serial killer que matou 20 e está livre, leve e solta, virou celebridade no BBB e é amada por todos!

SEXO

Como conquistar seu padrasto e furar o olho da sua mãe!

ALGUÉM ME EXPLICA

A felicidade não existe. Ela é um conceito inventado pela sociedade moderna para as pessoas perderem metade da vida atrás de algo que não existe ao invés de fazerem alguma coisa de relevante da vida delas!

HORÓSCOPO

Todos os planetas estão se alinhando na casa de Júpiter e conspirando contra a Terra. Tenho pena de você...

DESNEURANDO

Liliane Prata escreve uma coluna contando todos os podres do Jerri.

Jerri Dias nunca publicaria os podres da Liliane Prata se lhe pedissem. Só pagando.


Esta coluna foi uma ideia da leitora Camila B., de Umuarama (PR).


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

EDUARDO COUTINHO - Cineasta

Um dos maiores cineastas nacionais e um dos melhores observadores dessa louca raça humana foi assassinado pelo filho esquizofrênico. Infelizmente sua aguçada percepção do ser humano não foi o suficiente para perceber que, aos 81 anos, talvez não fosse seguro conviver com alguém em tais condições mentais.

Mas antes de se debruçar sobre o folhetim patricida que se tornou seu trágico fim, reveja ou conheça o mundo que Coutinho escrutinava com sua câmera prolífica. Um mundo que se revela, desdobra-se e revela-nos.      








terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ELIANE BRUM - Coluna


QUANDO A MÁSCARA VIRA ROSTO

Todo mundo inventa seus personagens, mas alguns acreditam demais no próprio e se estrepam.


Eliane Brum


Ter um ou mais personagens para encarar a pedreira do mundo é não só necessário, como uma questão de sobrevivência. Especialmente se você tiver uma sensibilidade extremada. Nascemos com uma pelezinha de bebê também na alma (e aqui não me refiro ao sentido religioso do termo) e precisamos protegê-la. Se há algo que os outros pressentem é o tamanho da nossa fragilidade. Por isso um chefe abusivo sempre sabe com quem pode gritar – e com quem é melhor não. Muita gente é como aqueles cães de caça farejando o flanco mais indefeso para atacar sua presa. Triste, triste. Mas mais triste é quando, em nome da necessidade de sobreviver, criamos um personagem que se mostra tão útil que acaba se confundindo com nossa derme mais profunda. Se criar personagens é preciso, despir-se deles constantemente é vital.

Como ando bastante por aí, tanto por razões profissionais quanto por gosto, observo muito as pessoas. E seus personagens. E, muitas vezes, tenho vontade de dizer, e em algumas delas, se há um grau de intimidade que me permita falar sem ofender, eu digo: “Pronto, você já fez o seu show. Agora, por favor, para jantar comigo enfia a máscara dentro da bolsa e relaxa”.

Ninguém se iluda de que é absolutamente verdadeiro o tempo todo, até porque somos muitas verdades ao mesmo tempo e seguidamente elas são contraditórias. Aquelas pessoas que parecem muito “autênticas” porque são extrovertidas, dizem coisas chocantes, se arriscam no estilo, estão muito bem cobertas por suas máscaras e morrem de medo de serem reveladas. A máscara do “autêntico”, “louco” ou “excêntrico” é uma das mais corriqueiras. Este tipo faz piada com o ponto fraco dos outros, dando gargalhadas e batendo nas costas da vítima e, quando alguém reclama, uma meia dúzia de amigos sai em sua defesa dizendo que “é o jeito dele”. Ahan.

Continue lendo aqui.

E depois de ler a coluna completa, volte aqui e leia meu comentário pessoal sobre o assunto.

Sobre essa coluna da excelente Eliane Brum, queria falar um pouco das minhas máscaras de humorista, criador de polêmicas mequetrefes e afins. Como ela mesmo disse, temos que criar persoangens temporários para sobreviver nesse mundo e uma das formas de chamar a atenção dos outros é vestirmos determinadas máscaras, mas principalmente saber quando tirá-las.

Em meu perfil do Facebook, estou sempre "arrasando" com determinadas postagens e volta e meia me pegando no pau virtual com algumas pessoas por lá. Quem vê de fora parece que a coisa é séria, mas a verdade é que muitas daquelas pessoas com quem discuto são pessoas amigas e que no bate papo em particular conversamos ameninades e bobagens que raramente tem a ver com o assunto polêmico pelo qual discutimos. Aquela seria uma espécie de máscara que usamos em frente ao resto dos facers, para que eles vejam que somos pessoas cheias de atitudes, ideias e opiniões e que estamos (quase) sempre certos. A verdade é que ninguém ali talvez esteja certo de nada, mas naquele momento estamos usando nossas máscaras de "sabe-tudo" e precisamos, de alguma forma, mostrar que "sabemos" do que estamos falando.

Da mesma forma, descobri que muitas leitoras tem medo de falar comigo no Facebook por acreditar que vou detonar e zoar com elas pelo siomples fato de tentarem falar comigo e é porque confundem minha máscara de humorista com o meu eu mais normal ;-)  As que tiveram coragem ou simplesmente não se importaram, perceberam que sou uma pessoa normal como qualquer outra, pois como a Eliane diz, eu tento prestar atenção a quando devo ou não utilizar minhas máscaras para não deixá-las afetarem minha vida pessoal e profissional.  


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SINAIS (Signs, 2009) - Curta



Esse poético e romântico curta de Patrick Hughes faz um comentário social sobre o relacionamento entre as pessoas no mundo virtual e real através de um recurso visual simples e esperto que reflete a solidão e a dificuldade de comunicação real que atinge cada vez mais gente nos grandes centros urbanos.

Para todos que já foram, estão ou se sentirão #FOREVERALONE um dia... ;-)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CAPRICHO 1013



RINGUE MALUCO
Afinal, qual é o pior?
MENINO GALINHA X BAD BOY
QUEM É
Aquele garoto bonito, charmoso e simpático que sabe xavecar uma menina, fazer ela se sentir super-especial e em seguida troca ela pela menina ao lado.
Aquele garoto bonito, fortão, que bate nos menores no intervalo das aulas, que fuma e faz todas aquelas coisas proibidas que atraem garotas.
COMO AGE
Ele chega em você e começa a conversar e parece super-interessado em todas as bobagens que você fala e sempre diz as coisas certas. Fica contigo durante uma meia hora e diz que vai ao banheiro. Quando você acha que ele deve estar passando mal no banheiro, você vê ele de amasso com sua amiga.
Ele não faz nada. Você sente uma forte atração pelo menino e praticamente se joga nele. Se você é bonita, ele acaba ficando um tempo contigo para exibir para os amigos, mas te descarta por qualquer programa com eles, tipo pichar o muro do vizinho.
QUEM GOSTA
Meninas ingênuas que ainda não sabem quem ele é e meninas que só querem curtir e não estão nem aí.
Meninas que acham que desafiar a sociedade e os pais é fumar maconha e andar de moto.
PERFIL PSICOLÓGICO
O menino galinha tem uma baixa autoestima tremenda e precisa desesperadamente se sentir amado pelo maior número de pessoas possíveis, na ilusão de que isso vá preencher o vazio de sua alma. Se é que meninos galinha tem uma...
O Bad Boy possui uma baixa-autoestima gigantesca e precisa provar o tempo inteiro que ele é mais forte e destemido que seus outros amigos bad boys. Isso sem citar o fato de que eles preferem andar sozinhos do que com garotas. O Bad Boy é o homossexual que não deu certo.
Vencedor: O Bad Boy! Por ser mais forte, dá uma surra no menino galinha que se engraçou com sua namorada.
Jerri Dias X Jota Quest.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SOBRE AS DROGAS - Ensaio

Dizer não porque, cara-pálida?
Só porque não?!
Típico poster de campanha vagabunda estilo lavagem cerebral.
Não explica nada, só proíbe!

Costuma-se dizer que tudo que é proibido é mais gostoso.
Há milhares de anos as drogas (álcool e tabaco incluídos) são usadas e hoje em dia, sociedades indígenas primitivas ainda as utilizam para entrar em contato com espíritos da Natureza, ancestrais, deuses ou simplesmente abrir portas nas mentes dos homens.

A nossa sociedade dita civilizada, em algum momento entre os séculos XIX e XX, determinou que isso era coisa de bárbaros, gente pobre e inculta (leia-se pessoas não brancas). Mas não deixaram de notar que seria impossível manter as pessoas afastadas de todas as drogas e por isso permitiram que o álcool e o tabaco (drogas que as classes dominantes sempre apreciaram) fossem liberados para satisfazer e controlar o desejo da população por drogas.

Mas não foi uma medida completamente eficaz, já que nas sociedades tribais (de onde todos viemos) drogas geralmente eram utilizadas e controladas somente pelos mais velho e sábios, que a distribuíam para seu povo em rituais e festividades, ou seja, o povo também precisava ter acesso à drogas mais poderosas do que o álcool e a nicotina.


Sociedade hipócrita que quer proibir drogas e fuma e bebe na frente de crianças e adolescentes.


E o que era usado antigamente um costume social controlado, passou a ser proibido e traficado sem controle ou conhecimento algum, quase sempre recorrendo-se à corrupção ou a violência.

Em geral são os adolescentes e jovens adultos, com a cabeça cheia de meias-verdades e meias-mentiras sobre as drogas, é que acabam descobrindo que seus pais mentem quando dizem que a droga é uma coisa horrível e ruim. O raciocínio que os jovens acabam aplicando as drogas pode até ser o mesmo que ao sexo. Quando os pais dizem que eles não devem fazer sexo, tomar cuidado ou em alguns casos mais radicais, tentam proibir, e o jovem descobre que sexo é bom, a conclusão que ele tira disso é que os pais mentiram ou na melhor das hipóteses, omitiram. O mesmo acaba se dando com a droga, que na maioria dos casos, traz muito prazer ao usuário, o que leva o jovem, que não considera o perigo do vício e a propagação do tráfico e da violência, itens que podem vir junto com esse prazer, assim como uma gravidez indesejada ou DSTs podem vir de sexo descuidado. Mas a conclusão do jovem acaba sendo a mesma: mais uma vez seus pais mentiram ou omitiram fatos sobre a droga, ou seja, não se pode confiar nos adultos.

A conclusão na cabeça da maioria dos novos usuários de drogas acaba sendo a seguinte: a droga, assim, como o sexo, é boa. Se fosse ruim como falam, ninguém usaria.


Quase 90% de todas as notas que circulam nos grandes centros urbanos dos EUA contém traços de cocaína.


O problema de qualquer droga, assim como no álcool ou tabaco, está na quantidade.

Pesquisas comprovam que em relação ao cigarro de maconha, mais de 90% dos usuários a utilizam apenas para fins recreativos em reuniões sociais. Para a cocaína, a média ficou em 65%.
Todos sabem que a cocaína tem um poder de vício maior do que a maconha. De qualquer forma, enquanto o usuário não fizer de qualquer droga um prazer solitário, as chances dele se tornar um viciado são pequenas. Um sinal básico de que o usuário começa a perder o controle sobre a droga é quando precisa utilizá-la sozinho, acabando com sua característica social. Como 99% dos fumantes...

Acredito piamente que a legalização das drogas acabaria em poucas semanas ou meses com toda a corrupção e a violência gerada pelo tráfico. A legalização geraria centenas de milhões em impostos (U$ 300 bilhões por ano é o que gera o tráfico no mundo todo) que poderiam ser aplicados na saúde (claro, uma parte seria desviada pela corrupção endêmica do país) que poderiam ser usados para curar viciados. Alguém pode achar que usar esse dinheiro justamente para tratar viciados é um absurdo, mas o governo taxa as bebidas e o cigarro e utiliza justamente parte desse dinheiro no tratamento de alcoólatras e tratamentos de câncer decorrentes do uso do cigarro. Ou seja, em termos de compromisso com a saúde, não mudaria nada.


Este gráfico honesto mostra o poder de vício e letalidade de cada droga.


Hospitais e farmácias venderiam as drogas limpas (sem misturas perigosas feitas pelos traficantes), que seriam menos prejudiciais e viriam com bulas informativas, advertindo seus usuários de todos os efeitos colaterais possíveis. As TVs abertas finalmente poderiam falar toda a verdade sobre as drogas, mostrando os dois lados da moeda, sem precisar fazer sensacionalismo e nem ser acusada de fazer apologia das mesmas.

Os usuários, principalmente os recreacionais, não precisariam mais se sentir como marginais e nem ser tratados como tal pela polícia e pela sociedade.

E os governos mundiais deixariam de manter a indústria fracassada da guerra contra as drogas, que custa só aos cofres públicos americanos, U$ 50 bilhões ao ano.

Se a guerra as drogas fosse uma iniciativa privada, a empresa responsável teria pedido falência no primeiro ano de funcionamento, visto que ela teria apresentando um balanço bastante negativo em relação ao investimento feito. Agora, imagine que isso vem acontecendo há décadas. É dinheiro que bastaria para acabar com a fome no mundo inteiro, mas por algum motivo osbscuro, os políticos acham que é melhor usar esse dinheiro todo em armamentos e em campanhas fajutas para tentar manter o coitadinho do povo afastado das drogas. Agora você me diz... algum dia isso deu certo?

É fato indiscutível que as pessoas consomem novos tipos de drogas a cada dia que passa e o modo como quase todos os governos do planeta estão tratando disso há um século não está funcionando.
Na verdade, nunca funcionou. O fiasco da “Lei Seca” nos Estados Unidos provou isso, mas todo mundo ainda faz vista grossa com relação ao fracasso da guerra contra as drogas, embora isso tenha sido admitido recentemente pela ONU em uma conferência internacional sobre o assunto.


Em um país corrupto, injusto e mal-governado como o Brasil, prender traficantes como Fernadinho Beira-Mar é tapar o Sol com uma peneira.

A “Lei Seca” ocorreu entre 1920 e 1933, quando bebidas alcoólicas passaram a ser ilegais. Isso deu origem a milhares de bares clandestinos que não pagavam impostos, tráfico de bebidas e claro, muita corrupção e violência, que antes inexistia por causa da bebida. Al Capone, um dos gângsters mais famosos dos EUA, não teria existido se não fosse pela “Lei Seca”. Fora as milhares de mortes causadas pela violência, estima-se que 10.000 americanos morreram simplesmente por consumirem bebida estragada, já que não havia controle sanitário algum sobre as destilarias clandestinas.

Isso prova que o povo, independente se for proibida ou não, sente necessidade de drogas de qualquer tipo. E o governo e as classes dominantes, que são sempre as que decidem pela proibição disso ou daquilo, geralmente são as que mais desrespeitam a lei.

Então, torço para que um dia nossa sociedade deixe de ser hipócrita e mentirosa e tome uma direção diferente em relação ao modo como tratamos as drogas e os usuários.
Voltar aos tempos tribais é impossível para nós agora, mas certamente há alternativas viáveis que não precisem levar a cultos como o do Santo Daime.


Depois de décadas, finalmente uma campanha com alguma informação verdadeira, mas que ainda assim coloca a culpa no consumidor e não no sistema político que permite o tráfico atráves da proibição..


Eu, particularmente, não consumo drogas, incluindo aí o álcool e o tabaco, pois sei que meu maior patrimônio é minha saúde e principalmente, meus neurônios. E desde crainça acredito no ideal grego de "Mente sã, corpo são". Para não dizer que estou mentindo, eu até bebo alguma coisa, mas o que eu bebo em um ano, é o equivalente que um homem da minha idade bebe em um happy hour com os amigos.

E apesar disso soar um tanto conspiratório, acredito que qualquer droga utilizada na sociedade ocidental sem um propósito educacional, científico, místico ou filosófico, serve apenas para entorpecer a mente da população e das pessoas para que elas deixem de pensar em seus problemas, nos outros e na sociedade em geral. Para mim, nada é mais patético (ou engraçado) do que ver gente alcoolizada ou drogada tentando filosofar sobre seus problemas e os do mundo. E não poderia deixar de mencionar que é entre os 15 e os 25 anos que alguns de nós temos energia e garra para tentar, mesmo que minimamente, mudar o mundo. E é justamente nessa faixa de idade que a maioria mais se afunda nas drogas. E na maioria das vezes, as drogas são justamente aquela fuga temporária dos problemas que continuam sem ser resolvidos e podem ser ainda mais agravados se o usuário acabar viciado. E assim nada se resolve, nada se faz e tudo fica do jeito como está há milhares de anos. Ou seja, do jeito que eles querem.

Quando não fazemos parte da solução, quase sempre acabamos como parte do problema.


Quer saber mais?

Tudo o que você sempre quis saber sobre a Maconha e mais ainda. Excelente matéria da Superinteressante.


ENQUANTO ISSO...

Descubra os horrores que os astros te reservam nessas férias. Coluna inédita no site da CAPRICHO.

E confira um divertido curta sobre o que aconteceria se os filmes do anos 80 e 90 tivessem celulares. Lá no meu blog no site da CAPRICHO.

domingo, 31 de outubro de 2010

SEM FILHOS – 40 RAZÕES PARA VOCÊ NÃO TER - Crítica

Se você tiver muita sorte, seu filho só vai te explorar por 25 anos.

A autora

Corinne Maier é psicanalista e economista e seus livros são inspirados por Jacques Lacan, Roland Barthes e Michel Foucault. Foi apelidada de “heroína da contracultura” pelo New York Times depois do sucesso mundial da sua obra, BOM DIA, PREGUIÇA.

Odiada pelo sindicato de mães...

O livro

Bem, antes de mais nada, é bom saber, que apesar da piada acima, o assunto é muito sério, mas Maier consegue tratá-lo com um bom humor sarcástico e claro, não deixa também de ser um certo desabafo por ela mesma ser mãe de dois rebentos, que segundo ela, “Eles não se importaram e nem sequer leram. Eles leem coisas mais apropriadas para a idade deles.”

Numa atitude corajosa, Maier desafia o conceito cristão e milenar de que ser mãe é a melhor coisa do mundo, é “padecer no paraíso”. Longe disso, em capítulos curtos, diretos e debochados, ela demonstra com lucidez as 40 razões pelas quais as pessoas deveriam pensar não uma, duas, mas várias vezes antes de ter essa “espécie de anão cheio de vícios e com uma crueldade inata” em suas casas. Frase cunhada pelo escritor Michel Houellebecq e que dá título ao capítulo 12. Como se vê, esse livro está longe de ser simpático às criancinhas mimosas.

Ah, eles não são uns amores quando destroem a casa?...

Eu não tenho filhos, gosto de crianças e já ouvi muitas vezes que daria um bom pai, mas não tenho como saber, pois nunca tive que conviver com um criança 24/7 por anos à fio. Sempre peguei a parte mais fácil de simplesmente brincar, dar presentes e muito raramente, uma conversa mais séria.

Mas não preciso ser pai para saber que a maioria dos adultos não sabe educar ou criar bem uma criança. Quer uma prova? O mundo e as pessoas do jeito que são. Você sinceramente acha que o mundo seria essa falta de educação, desrespeito, corrupção e violência (em qualquer nível) se as pessoas tivessem sido bem educadas e respeitadas para se tornarem adultos bacanas?

Como a maioria das pessoas adultas que conheço são confusas, estressadas, ignorantes, inseguras e perdidas em maior ou menor grau, vou ter que deduzir que isso tem alguma coisa a ver com o ambiente familiar e isso me diz que os pais deles não eram muito melhores do que isso e que os filhos destas pessoas adultas que conheço vão mais ou menos perpetuar isso. Engraçado que todo pai e mãe no mundo acha que seu filho é o mais lindo, o mais inteligente, o mais, mais em tudo.
Então dá pra se perguntar: de onde vem tanta gente feia, fracassada e ignorante? Bom, eles não se criaram sozinhos, não é?! E como semente ruim gera semente ruim, o ciclo se perpetua até que ocorra uma mutação genética, ou no caso humano, alguém da família perceba esse círculo vicioso e destruidor e resolva mudá-lo de alguma forma. Mas não tenha muitas esperanças de que o seu filho ou sua família é a que vai dar certo: lembre-se que bilhões já tentaram e quase ninguém foi bem sucedido. Conheço famílias muito bacanas que conseguem manter um relacionamento razoavelmente saudável e alegre na maior parte do tempo, mas que quando se conhece melhor, tem sempre algo mal resolvido.

Odediência garantida! Trauma também.

O leitor vai perceber logo no início do livro, que ele é voltado para uma realidade de Primeiro Mundo, mais especificamente, a francesa, onde o governo premia em dinheiro casais com mais de 1 filho na tentativa de aumentar a população numa tentativa patriótica e estúpida de manter sua língua e a cultura viva, como se ela corresse um risco real de morrer a curto prazo.

De acordo com a autora, com o aquecimento global e a desaceleração econômica que pode ocorrer com isso ou pelo fato dos governos finalmente resolverem diminuir a exploração dos recursos naturais, a grande maioria de nossos filhos e netos estarão fadados ao desemprego crônico e a um mundo muitas vezes mais poluído e perigoso do que o de hoje. Ou seja, cada criança posta no mundo é mais uma pisada no acelerador rumo ao desastre ecológico. Basta pensar por alguns segundos na quantidade de lixo, e energia e água que cada um de nós produz e gasta diariamente.

É, eles não vão herdar um mundo melhor do que o nosso, não.

Continuando, a autora coloca em pauta assuntos como:

1) A ingenuidade a ignorância de meninas e mulheres que querem ter filhos por puro impulso biológico, salvar um relacionamento ou pelo mais egoísta dos motivos: não querer ficar sozinha. A única coisa real aqui é o instinto de ter filhos, mas sempre é bom lembrar que esse impulso é algo para o qual você vai ter que dar o resto da sua vida e sem retorno algum garantido. Filho é apenas filho e mais nada.

2) A conformidade da criança e do adolescente na sociedade e em sempre querer ser uma “outra pessoa” ou “crescer” para daí então ser “popular” ou “aceita”. Neurótica, a criança “cresce” para ser um adulto neurótico que dificilmente será realmente popular ou aceito fora de seu círculo familiar e de amigos.

Olha que cut-cut que era o Adolf Hitler!
Com pais de merda, criança cresce para ser adulto mais merda ainda.

3) O filho acaba com seus sonhos de juventude. Muitos pais desistem de um sonho para se sacrificar pelos filhos que nada pediram e que no futuro vão ter que ouvir acusações dos pais hipócritas que não tiveram coragem de seguir seus sonhos. A sociedade criou essa mentira deslavada de que os filhos são a continuação dos pais, o que faz com que os pais achem que os filhos devem realizar seus sonhos frustrados, que no meu caso particular, era ser jogador famoso de futebol e dar a volta ao mundo. Então, se você tem um sonho, corra atrás com filho ou sem, mas nunca jogue nele a responsabilidade pela sua falta de coragem ou talento.

4) Crianças de Primeiro Mundo são parasitas do mundo e consomem e poluem 10 vezes mais que uma criança de classe média baixa de um país como o Brasil. O problema nem é o excesso populacional no mundo, mas o excesso populacional nos países ricos.

Bem, isso é 10% do que o livro trata, existem outros assuntos mais polêmicos, engraçados e patéticos do que esse que mencionei aqui para dar um gostinho. O parto é uma tortura; não se tem vontade de fazer sexo tendo em volta o alvoroço de pirralhos brigando; crianças custam caro; as famílias são um horror; ser mãe ou ter sucesso: é preciso escolher; quando o filho aparece, o pai desaparece; são alguns deles.

Bem, apesar de tratar de uma realidade francesa, ela é basicamente igual a boa parte da realidade das classe A, B e C do Brasil e para quem pertence a essas classes, SEM FILHOS deveria ser leitura obrigatória. Já para a maior parte das mães e pais das classes D e E, eles ainda vão continuar criando seus filhos no estilo de seus pais: com muita porrada e colocando para trabalhar assim que conseguem andar. E seus filhos farão o mesmo com seus netos, como sempre foi.

Esse livro, longe de ser um livro para solteiros ou casais sem filhos, deveria ser lido pela família toda, em especial por adolescentes, que a partir dele, finalmente teriam uma visão realista e honesta do que suas vindas causaram e causam aos seus pais. E também do que os seus pais estão fazendo com eles. Tendo uma relação boa, razoável ou péssima com eles, o livro até poderia ajudar eles de alguma forma a cortar esse círculo vicioso de pais e filhos rancorosos uns com os outros, não importando a idade da pessoa, pois conheço pessoalmente tanto pré-adolescentes quanto adultos de mais de 60 anos que ainda tem problemas afetivos com os pais e vice-versa.

E pra não dizer que sou parcial, deixo abaixo um link da revista PAIS & FILHOS onde uma jornalista dá 40 razões para ter filhos. Achei quase todas sentimentalóides, burras e irracionais e me deu uma vontade louca de comentar uma por uma só para desmontar os argumentos dela. Mas claro, a mulher sempre pode apelar para o “amor de mãe”. O que na verdade, não passa de puro instinto protetor que em nossa espécie acabou se prolongando por tempo demais graças a pressão da sociedade cristã.

40 razões para ter filhos


Capa do livro.
A criança é uma raposa disfarçada?

Trecho

Capítulo 12 – “A criança é uma epécie de anão cheio de vícios e com uma crueldade inata” – Michel Houellebecq

Jean-Jacques Rousseau moldou a visão que temos da criança. Esse autor, que, no entanto, se livrou dos próprios filhos, entregando-os para adoção, celebrou com sensibilidade a aliança entre a criança e o selvagem. Tanto um quanto o outro viviam em comunhão imediata com as coisas, na apreensão da verdade, numa pureza que a civilização não teria afetado. (...)

(...) Muito meninos e meninas entrevistados na televisão confessam ter desejo de ficar grandes e fortes para se vingar de professores e professoras, bater nos colegas e até mesmo matar figuras de autoridade, pais e dirigentes da escola. (...)

(...) Lembre-se de sua infância. Colegas que debochava de você, roubavam sua merenda e bolinhas de gude, falavam mal de suas roupas, deixavam claro que você não tinha “estilo”. Uma criança só pensa em roubar o brinquedo de outra, humilhá-la em público, bater. (...) Leram o SENHOR DAS MOSCAS? O edificante livro conta a história de crianças que chegam a uma ilha deserta e acabam matando umas às outras. Isso acontece no mundo real, com freqüência cada vez maior, e às vezes perto de sua casa. Em fins de dezembro de 2006, um aluno de 12 anos foi morto na cidade de Meaux, a pontapés, por dois colegas de 11 anos. Alguns meses antes, uma espanhola de 13 anos foi espancada por três meninas da mesma sala de aula, a ponto de ter a perna direita fraturada em vários lugares. Senhor, perdoai essa infância.

A criança é um lobo para a criança. (...)

Quer comprar?

Novo - Clique nos banners do Submarino ao lado.

Usado


Boa leitura.

sábado, 17 de outubro de 2009

CAPRICHO 977

Eu fico irritado quando descubro que usaram photoshop nelas!
Clique para ampliar.

Ei, fizeram uma enquete com os meninos (ed. 974) e nem me perguntaram nada! Então, aqui vai...

O QUE MAIS ME IRRITA NAS MENINAS!

1. Ter cabelo comprido! Sempre que eu abraço, coça o meu nariz e se eu beijo o pescoço, acabo sempre comendo cabelo.

2. Ficar fofocando no celular. Elas vão para longe e eu não consigo escutar nada!


3. Calçar plataforma! Porquê eu sou baixinho e qualquer plataforma me faz olhar a garota de baixo.


4. Usar seio adesivo de silicone! Assim que inventarem peitorais e tanquinho de silicone eu vou comprar para dar o troco.


5. Ir de bando para o banheiro e me deixarem sozinho por meia hora na balada.


6. Mala pesada! Elas sempre levam mais coisas em viagens, mas quem acaba carregando sou eu!


7. Porquê elas nunca chegam em mim e eu, que sou tímido, tenho que chegar!


8. Quando ficam de TPM eu sempre acabo apanhando.


9. Ficar horas no shopping e nunca comprar nada para mim!


10. Comprar CAPRICHO e nunca ler a minha coluna!


Jerri Dias anda muito irritado.


80.000 VISITAS!

Valeu, gente! Contagem regressiva para as 100.000 visitas começando...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A BÁRBARIE DA FALTA DE EDUCAÇÃO - Ensaio

Estou quase desistindo de ir no cinema...


Esse texto pode soar meio moralista e careta para alguns, mas já faz tempo que queria falar sobre o principal motivo, de porque eu, que no auge de minha devoção pela tela grande via cinco filmes por semana e que assisti centenas de filmes duas, quatro, seis vezes no cinema (se Spielberg está na lista da Forbes, isso se deve graças ao meu dinheirinho), hoje, só vou ao cinema uma vez por mês.

Mas gostaria de dar um exemplo extremo antes de continuar.
Abaixo, uma notícia que peguei do excelente site Omelete.

Homem atira em outro que conversava no cinema

Por Érico Borgo


Disparo aconteceu durante sessão de O Curioso Caso de Benjamin Button


28/12/2008


Em um cinema na Filadélfia no dia de Natal, durante uma exibição de O Curioso Caso de Benjamin Button, um homem levou um tiro no braço por conversar durante o filme.

James Joseph Cialella Jr, de 29 anos, foi ao famigerado Riverview Theatre, considerado um dos cinemas mais "barra pesada" dos Estados Unidos, onde tentava assistir ao filme quando uma família começou a conversar durante a projeção. Cialella pediu que parassem. Sem sucesso, jogou pipoca neles. Foi só quando ele puxou sua Kel-Tec calibre .38 e alvejou o pai no braço esquerdo que teve sossego.

Com o disparo, o cinema ficou vazio em segundos. O atirador, porém, voltou ao seu lugar e sentou-se, para terminar de ver o filme. Mas não ficou muito tempo... a polícia logo chegou e o prendeu.


Cialella, que não sabe como termina Benjamin Button, está sendo acusado de tentativa de homicídio, entre outros crimes. A vítima está hospitalizada mas passa bem.


O Curioso Caso de Benjamin Button estréia em 16 de janeiro no Brasil - e cuidado com a falação no cinema... nunca se sabe quem pode estar atrás de você.


.................................

Bom, temos aí um caso de falta de respeito “normal” que levou a uma total falta de respeito pela vida humana. E não é a primeira nem a última vez que isso acontece. Mas geralmente é assim que acontece a maioria dos casos de violência gratuita na nossa sociedade: alguém faz uma piadinha, um deboche, desrespeita pessoas que não conhece porque se acha “mais eu”, não se importa em perturbar os outros e quando você vê, está assistindo na TV, sem acreditar, que gente matou e morreu por causa de um discussão no trânsito, na escola, na balada e até no cinema.


Quando eu vou no cinema, eu evito fazer barulho com meus docinhos e abro as embalagens antes do filme começar pra não fazer barulho; eu desligo o meu celular e não deixo nem no silencioso porque eu quero prestar atenção de verdade no filme sem ser importunado; se quero comentar algo com minha esposa ou amigo, chego mais perto e sussurro a minha observação, sem estender o papo; e eu até levo o meu lixo pra lixeira quando acaba a sessão. E em casa eu faço quase tudo isso, mas na sua casa cada um faz o que quiser.


E porque eu sigo todas essas regras? Porque eu tive o trabalho de sair de casa, comprar um doce pra comer e pagar pra ver (e escutar) um filme. Por isso, eu fico bem quietinho na minha cadeira, presumindo que as outras pessoas também tiveram o trabalho de sair de casa, comprar suas guloseimas e pagaram pra assistir o filme e que querem realmente vê-lo.


Infelizmente muitas pessoas que vão ao cinema não pensam assim. Bom, eu sempre soube que a maioria das pessoas só vai ao cinema pra se distrair e passar o tempo e não estou cobrando delas que saibam apreciar uma boa direção, interpretação ou direção de arte. Mas educação e respeito com os desconhecidos é uma das poucas características que diferencia uma civilização das antigas tribos bárbaras, onde só se respeitava o grito mais alto, o braço ou a espada mais forte.


Se as atitudes bárbaras que citei são familiares é porque muita gente acredita que boa-educação ou respeito aos outros não é para eles e quando vão ao cinema, conversam ou conferem bobagens no celular; falam com as pessoas ao redor como se estivessem vendo novela em casa; levam lanche fedorento do MacDonald’s pra comer no cinema e até curtem ficar chutando a cadeira da frente como se isso não incomodasse o vizinho da frente.




E se você acha que estou falando de adolescentes, se engana. É claro que os adolescentes costumam fazer mais barulho e bagunça no cinema do que os outros, mas já me incomodei com todas as faixas etárias possíveis no cinema e chega a ser vergonhoso pra alguém da minha idade ter que berrar num cinema com menos de 30 pessoas pra um velho de 60 anos parar de conversar na porcaria do celular. Claro que eu totalmente perdôo se vou num desenho animado e tem crianças pequenas berrando e fazendo comentários. Elas ainda estão aprendendo e eu sei onde estou me metendo. Ou num filme feito exclusivamente feito para adolescentes berrarem, gritarem ou chorarem histéricas. Mas o ruim é entrar num filme para adultos e não saber se lá dentro vai ter um bando de gente retardada ou não.


Sim, eu faço parte daquela minoria de gente “chata” (e eu já era chato quando adolescente) que diz “SSHHH!” e que pede pras pessoas ficarem quietas no cinema e volta e meia tem que chamar os despreparados funcionários do cinema pra ver se eles conseguem fazer as pessoas calarem a boca e respeitarem os outros.


Até meados dos anos 80 existia a figura do “Lanterninha”, que além de ajudar as pessoas a encontram seus lugares com a ajuda de uma lanterna, apontava ela no rosto de pessoas que estavam incomodado a sessão e em casos extremos, mandava elas embora do cinema. Hoje em dia, apesar dos cinemas de shoppings terem diversos funcionários, eles estão pouco ligando pro jardim de infância que se tornaram algumas sessões de cinema. Estou pensando em fazer um abaixo assinado pela volta das lanterninhas. Talvez armados com tasers... Ah, não seria o máximo ver um chato de cinema estrebuchando na cadeira depois de ter levado um choque?!


Esses tempos um amigo me contou que fez “SSSHH!” pra alguém no cinema e o cara que estava na frente com a namorada perguntou se era com ele e meu amigo respondeu que se ele estava falando alto, era com ele também e o cara respondeu que ia pegar ele na saída. Por sorte o cara só queria se exibir pra namorada, mas se estivesse falando sério, esse seria mais um episódio de desrespeito que acabaria em violência estúpida e gratuita.


Seria ingenuidade e burrice minha dizer que a falta de educação é um problema moderno, ela sempre existiu e sempre existirá, mas se ela aumenta a ponto de pessoas brigarem ou atirarem umas nas outras dentro do cinema, na balada e na escola, lugares onde as pessoas vão para se divertir e se educar, a culpa é de todos nós: velhos, adultos e adolescentes, que queremos que os outros nos respeitem mas não fazemos a menor questão de respeitar os outros.


E para não dar uma de defensor infálivel da moral e dos bons costumes, é claro que já fui mandado ficar quieto em algumas sessões na minha adolescência, mas eu sempre entendia que era eu que estava errado e ficava quieto.


Não seja mais um(a) mané na sociedade. Respeite os outros para ser respeitado.


Paz!




No final diz:
NÃO SEJA UMA INCOMODAÇÃO GALÁCTICA
Desligue seu celular.
Evite comer e beber.
Não converse durante a sessão.