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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

EDUARDO COUTINHO - Cineasta

Um dos maiores cineastas nacionais e um dos melhores observadores dessa louca raça humana foi assassinado pelo filho esquizofrênico. Infelizmente sua aguçada percepção do ser humano não foi o suficiente para perceber que, aos 81 anos, talvez não fosse seguro conviver com alguém em tais condições mentais.

Mas antes de se debruçar sobre o folhetim patricida que se tornou seu trágico fim, reveja ou conheça o mundo que Coutinho escrutinava com sua câmera prolífica. Um mundo que se revela, desdobra-se e revela-nos.      








quarta-feira, 29 de agosto de 2012

DISTRIBUIÇÃO DO AUDIOVISUAL NO BRASIL




O diretor José Padilha comenta e compara a situação da distribuição no cinema nacional e internacional no debate "Os desafios da distribuição audiovisual no Brasil".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

AINDA ORANGOTANGOS (Brasil, 2008) – Crítica



Baseado em contos do escritor gaúcho Paulo Scott, esse é o primeiro longa-metragem de Gustavo Spolidoro, que junto com Gibran Dipp, assina o roteiro.



O filme é um esforçado plano seqüência que atravessa pedaços da vida de personagens tristes, patéticos, loucos, abandonados, drogados e sobretudo apaixonados. A se guiar pelo título, o filme busca mostrar o comportamento ainda simiesco da fauna urbana. Não é difícil se ver retratado no filme, ou no mínimo, reconhecer amigos e amigas em suas fases loucas e boêmias.



Karina Kazuê e Lindon Shimizu





Se você curte isso tudo, provavelmente vai gostar de AINDA ORANGOTANGOS, já, se você é meio careta como eu, talvez não goste tanto. Como já disse, o plano-seqüência é o grande trunfo do filme, e também seu calcanhar de Aquiles. Ao primar pela linguagem, o diretor sacrifica o roteiro, que poderia ter sido melhor dilapidado na redução de algumas cenas (como a do casal que toma um porre de perfume) e também não dá chance aos vários atores de renderem o que poderiam através do benefício da edição. Como o filme foi escolhido pelo take único que melhor se adequava a linguagem proposta por Spolidoro, o que se vê são atores que calharam de estar bem naquele determinado take contra outros que não estavam tão bem e outros que simplesmente estavam ruins. Isso fica muito evidente na interpretação do garoto Kayode da Silva, cuja interpretação só poderia ter sido salva na sala de edição. Com atores irregulares, o jogo de cena fica comprometido e muitos diálogos soam artificiais, comprometendo o filme no geral. E a evidente simpatia que o diretor parece ter por seus personagens e suas situações acaba por aliviar a crítica ou deboche que poderia ter sido retratar tão rica fauna.



Renata de Lélis e Nilsson Asp





E tem a pergunta que não quer calar: porque rodar esse filme específico em plano-seqüência? O roteiro não parecia exigir nada disso. A resposta parece simples pra quem conhece a trajetória de Spolidoro: o diretor é conhecido e reconhecido por dois curtas-metragens. A saber, VELINHAS e OUTROS, ambos rodados em plano-seqüência. Morta a charada, nota-se um grande interesse do diretor em estética e linguagem, o que o levou a usar isso também em sue primeiro longa-metragem. Em termos de maketing, deu certo. AINDA ORANGOTANGOS é o primeiro longa em plano-seqüência feito no Brasil e um dos poucos realizados no mundo. Isso apenas, independente do filme ser bom ou ruim, já garante lugar em muitos festivais nacionais e ao redor do mundo, sem falar no interesse da mídia, que em sua grande maioria, parece estar gostando bastante do filme. E para o cinema brasileiro, propaganda nunca é demais.



Kayode da Silva (menino) e Marcelo de Paula





Mas confesso que eu esperava mais maturidade do diretor em relação ao roteiro e aos personagens, que muito pouco evoluiram em relação aos curtas citados. Espero que Spolidoro busque um maior equilíbrio entre roteiro, linguagem e atores em seu próximo longa.



Mas para não dizer que não gostei de nada, a última seqüência é uma divertida e anárquica invasão de um baile evangélico por um rapaz apaixonado pela debutante. A seqüência tem poucos diálogos e o pouco que é dito me pareceu mais humano, verdadeiro e patético. Como numa boa peça de Nelson Rodrigues.











Trailer do filme



E pra quem curte rock nacional, o site disponibiliza todas as canções da trilha sonora no link:







E meu amigo e compositor Yanto Laitano, que compôs ótimas trilhas sonoras para meus curtas, também comparece com a canção “Meu Amor”, que é bem bacana e engraçadinha e que logo, logo vai ter um vídeo clip. Pra conhecer mais músicas e vídeos do Yanto, clique no link:







quinta-feira, 18 de setembro de 2008

CAPRICHO 939

Também fiquei preocupado com a pouca quantidade de filmes nacionais para adolescentes
(CAPRICHO 933) e resolvi dar umas sugestões de roteiros. Vamos esperar que...

BREVE, NOS MELHORES CINEMAS!

ESCOLA DE FUNK
Professor funkeiro vai ensinar o Funk em colégio particular no Rio e os pais horrorizam-se quando suas filhas começam a aparecer grávidas após as primeiras aulas.

O ENCANTADOR DE BALEIAS
Paulo não quer saber de compromisso até se apaixonar por uma gordinha. Ele passa a ser zoado pelos colegas e tem que enfrentar o preconceito para ficar com sua amada.

QUERO FICAR COM RODRIGO, MARCELO E ALBERTO
Taíssa está indecisa entre três amores. O problema é que os três são irmãos e ela tem que se desdobrar para ficar com os três sem que ninguém descubra e que ela fique com fama de galinha.

SEXTA-FEIRA MUITO DOIDONA
A mãe de Jessica acha o cigarrinho maldito na bolsa da filha e ingênua, traga umas. Ao chegar em casa, Jessica vê a mãe se comportando como criança e tem que trancar ela no quarto para não passar vergonha na frente dos amigos.

CIDADE DE DEUS É BRASILEIRO
Turma de adolescentes sobe o morro para comprar drogas, se dá mal e são perseguidos por traficantes de 10 anos de idade. No final, Antônio Fagundes aparece para fazer milagre.

UM SHOW DE INVERNO
Turma de amigos vai passar as férias de julho em Gramado. Várias bandas aparecem para marcar presença mas os shows são cancelados por causa do frio intenso. Pra complicar, o pessoal fica gordo de tanto comer fondue de chocolate branco.

Jerri Dias adora filme brasileiro com bastante tiro e explosão no final.