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sábado, 8 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
SOBRE AS DROGAS - Ensaio
Dizer não porque, cara-pálida?Só porque não?!
Típico poster de campanha vagabunda estilo lavagem cerebral.
Não explica nada, só proíbe!
Costuma-se dizer que tudo que é proibido é mais gostoso.
Há milhares de anos as drogas (álcool e tabaco incluídos) são usadas e hoje em dia, sociedades indígenas primitivas ainda as utilizam para entrar em contato com espíritos da Natureza, ancestrais, deuses ou simplesmente abrir portas nas mentes dos homens.
A nossa sociedade dita civilizada, em algum momento entre os séculos XIX e XX, determinou que isso era coisa de bárbaros, gente pobre e inculta (leia-se pessoas não brancas). Mas não deixaram de notar que seria impossível manter as pessoas afastadas de todas as drogas e por isso permitiram que o álcool e o tabaco (drogas que as classes dominantes sempre apreciaram) fossem liberados para satisfazer e controlar o desejo da população por drogas.
Mas não foi uma medida completamente eficaz, já que nas sociedades tribais (de onde todos viemos) drogas geralmente eram utilizadas e controladas somente pelos mais velho e sábios, que a distribuíam para seu povo em rituais e festividades, ou seja, o povo também precisava ter acesso à drogas mais poderosas do que o álcool e a nicotina.
E o que era usado antigamente um costume social controlado, passou a ser proibido e traficado sem controle ou conhecimento algum, quase sempre recorrendo-se à corrupção ou a violência.
Em geral são os adolescentes e jovens adultos, com a cabeça cheia de meias-verdades e meias-mentiras sobre as drogas, é que acabam descobrindo que seus pais mentem quando dizem que a droga é uma coisa horrível e ruim. O raciocínio que os jovens acabam aplicando as drogas pode até ser o mesmo que ao sexo. Quando os pais dizem que eles não devem fazer sexo, tomar cuidado ou em alguns casos mais radicais, tentam proibir, e o jovem descobre que sexo é bom, a conclusão que ele tira disso é que os pais mentiram ou na melhor das hipóteses, omitiram. O mesmo acaba se dando com a droga, que na maioria dos casos, traz muito prazer ao usuário, o que leva o jovem, que não considera o perigo do vício e a propagação do tráfico e da violência, itens que podem vir junto com esse prazer, assim como uma gravidez indesejada ou DSTs podem vir de sexo descuidado. Mas a conclusão do jovem acaba sendo a mesma: mais uma vez seus pais mentiram ou omitiram fatos sobre a droga, ou seja, não se pode confiar nos adultos.
A conclusão na cabeça da maioria dos novos usuários de drogas acaba sendo a seguinte: a droga, assim, como o sexo, é boa. Se fosse ruim como falam, ninguém usaria.
Quase 90% de todas as notas que circulam nos grandes centros urbanos dos EUA contém traços de cocaína.O problema de qualquer droga, assim como no álcool ou tabaco, está na quantidade.
Pesquisas comprovam que em relação ao cigarro de maconha, mais de 90% dos usuários a utilizam apenas para fins recreativos em reuniões sociais. Para a cocaína, a média ficou em 65%.
Todos sabem que a cocaína tem um poder de vício maior do que a maconha. De qualquer forma, enquanto o usuário não fizer de qualquer droga um prazer solitário, as chances dele se tornar um viciado são pequenas. Um sinal básico de que o usuário começa a perder o controle sobre a droga é quando precisa utilizá-la sozinho, acabando com sua característica social. Como 99% dos fumantes...
Acredito piamente que a legalização das drogas acabaria em poucas semanas ou meses com toda a corrupção e a violência gerada pelo tráfico. A legalização geraria centenas de milhões em impostos (U$ 300 bilhões por ano é o que gera o tráfico no mundo todo) que poderiam ser aplicados na saúde (claro, uma parte seria desviada pela corrupção endêmica do país) que poderiam ser usados para curar viciados. Alguém pode achar que usar esse dinheiro justamente para tratar viciados é um absurdo, mas o governo taxa as bebidas e o cigarro e utiliza justamente parte desse dinheiro no tratamento de alcoólatras e tratamentos de câncer decorrentes do uso do cigarro. Ou seja, em termos de compromisso com a saúde, não mudaria nada.
Hospitais e farmácias venderiam as drogas limpas (sem misturas perigosas feitas pelos traficantes), que seriam menos prejudiciais e viriam com bulas informativas, advertindo seus usuários de todos os efeitos colaterais possíveis. As TVs abertas finalmente poderiam falar toda a verdade sobre as drogas, mostrando os dois lados da moeda, sem precisar fazer sensacionalismo e nem ser acusada de fazer apologia das mesmas.
Os usuários, principalmente os recreacionais, não precisariam mais se sentir como marginais e nem ser tratados como tal pela polícia e pela sociedade.
E os governos mundiais deixariam de manter a indústria fracassada da guerra contra as drogas, que custa só aos cofres públicos americanos, U$ 50 bilhões ao ano.
Se a guerra as drogas fosse uma iniciativa privada, a empresa responsável teria pedido falência no primeiro ano de funcionamento, visto que ela teria apresentando um balanço bastante negativo em relação ao investimento feito. Agora, imagine que isso vem acontecendo há décadas. É dinheiro que bastaria para acabar com a fome no mundo inteiro, mas por algum motivo osbscuro, os políticos acham que é melhor usar esse dinheiro todo em armamentos e em campanhas fajutas para tentar manter o coitadinho do povo afastado das drogas. Agora você me diz... algum dia isso deu certo?
É fato indiscutível que as pessoas consomem novos tipos de drogas a cada dia que passa e o modo como quase todos os governos do planeta estão tratando disso há um século não está funcionando.
Na verdade, nunca funcionou. O fiasco da “Lei Seca” nos Estados Unidos provou isso, mas todo mundo ainda faz vista grossa com relação ao fracasso da guerra contra as drogas, embora isso tenha sido admitido recentemente pela ONU em uma conferência internacional sobre o assunto.
Em um país corrupto, injusto e mal-governado como o Brasil, prender traficantes como Fernadinho Beira-Mar é tapar o Sol com uma peneira.A “Lei Seca” ocorreu entre 1920 e 1933, quando bebidas alcoólicas passaram a ser ilegais. Isso deu origem a milhares de bares clandestinos que não pagavam impostos, tráfico de bebidas e claro, muita corrupção e violência, que antes inexistia por causa da bebida. Al Capone, um dos gângsters mais famosos dos EUA, não teria existido se não fosse pela “Lei Seca”. Fora as milhares de mortes causadas pela violência, estima-se que 10.000 americanos morreram simplesmente por consumirem bebida estragada, já que não havia controle sanitário algum sobre as destilarias clandestinas.
Isso prova que o povo, independente se for proibida ou não, sente necessidade de drogas de qualquer tipo. E o governo e as classes dominantes, que são sempre as que decidem pela proibição disso ou daquilo, geralmente são as que mais desrespeitam a lei.
Então, torço para que um dia nossa sociedade deixe de ser hipócrita e mentirosa e tome uma direção diferente em relação ao modo como tratamos as drogas e os usuários.
Voltar aos tempos tribais é impossível para nós agora, mas certamente há alternativas viáveis que não precisem levar a cultos como o do Santo Daime.
Depois de décadas, finalmente uma campanha com alguma informação verdadeira, mas que ainda assim coloca a culpa no consumidor e não no sistema político que permite o tráfico atráves da proibição..Eu, particularmente, não consumo drogas, incluindo aí o álcool e o tabaco, pois sei que meu maior patrimônio é minha saúde e principalmente, meus neurônios. E desde crainça acredito no ideal grego de "Mente sã, corpo são". Para não dizer que estou mentindo, eu até bebo alguma coisa, mas o que eu bebo em um ano, é o equivalente que um homem da minha idade bebe em um happy hour com os amigos.
E apesar disso soar um tanto conspiratório, acredito que qualquer droga utilizada na sociedade ocidental sem um propósito educacional, científico, místico ou filosófico, serve apenas para entorpecer a mente da população e das pessoas para que elas deixem de pensar em seus problemas, nos outros e na sociedade em geral. Para mim, nada é mais patético (ou engraçado) do que ver gente alcoolizada ou drogada tentando filosofar sobre seus problemas e os do mundo. E não poderia deixar de mencionar que é entre os 15 e os 25 anos que alguns de nós temos energia e garra para tentar, mesmo que minimamente, mudar o mundo. E é justamente nessa faixa de idade que a maioria mais se afunda nas drogas. E na maioria das vezes, as drogas são justamente aquela fuga temporária dos problemas que continuam sem ser resolvidos e podem ser ainda mais agravados se o usuário acabar viciado. E assim nada se resolve, nada se faz e tudo fica do jeito como está há milhares de anos. Ou seja, do jeito que eles querem.
Quando não fazemos parte da solução, quase sempre acabamos como parte do problema.
Quer saber mais?
Tudo o que você sempre quis saber sobre a Maconha e mais ainda. Excelente matéria da Superinteressante.
ENQUANTO ISSO...
Descubra os horrores que os astros te reservam nessas férias. Coluna inédita no site da CAPRICHO.
E confira um divertido curta sobre o que aconteceria se os filmes do anos 80 e 90 tivessem celulares. Lá no meu blog no site da CAPRICHO.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
POR DENTRO DO LSD - Documentário
Esse excelente documentário da National Geographic Explorer aborda o LSD e sua história de forma adulta, científica e sem preconceitos.
Um dos cientistas filosofa que durante nossa existência, existem acontecimentos que modificam a forma como uma pessoa passa a ver a vida.
Esses acontecimentos, segundo ele, seriam apaixonar-se, casar, ter filhos, uma separação dolorosa, sofrer pela morte de alguém próximo e provar LSD.
Concordo completamente.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
GEORGE CARLIN – Entrevista
George Carlin (1937 – 2008) foi comediante, crítico social, ator e dramaturgo americano.
Ele era conhecido e reconhecido pelo seu humor negro e opiniões sobre política, língua inglesa, psicologia, religião e vários assuntos considerados tabus pela maioria Do público americano.
Nestes dois curtos trechos de entrevistas, ele fala com sinceridade extrema e lucidez sobre sua relação com as drogas, rebeldia e contra-cultura.
sábado, 24 de janeiro de 2009
CAPRICHO 950
Apesar dos esforços da sociedade e da polícia, as drogas continuam rolando soltas por aí. Descubra aqui as velhas e novas drogas que estão...
(DES) FAZENDO A SUA CABEÇA!
Programas de Fofocas
A primeira vez você vai na curiosidade, mas logo a curiosidade vai aumentando, aumentando e quando você percebe, fica querendo saber até quem é o último namoradinho da Sasha na escolinha.
Jota Quest
Suas amigas te levam para um show e um cara surge no palco oferecendo melodias suaves e letras fáceis para todo mundo cantar junto. A droga desse traficante costuma afetar as cordas vocais dos usuários, que por sua vez, acabam irritando os tímpanos das pessoas que acham que nem todo mundo precisa cantar junto.
Meninos trogloditas nas baladas
Os seguranças fazem vista grossa, algumas meninas aceitam e logo essa droga se espalha e até quem não quer, tem que provar.
Namorado galinha
Ninguém quer provar, mas quase todas acabam provando, já que essa droga costuma vir disfarçada em embalagens bonitinhas.
Virar top model
A pessoa que embarca nessa viagem costuma perder muito peso e a noção de beleza, que passa a ser apenas uma: 1,80 m e 50 Kg.
Moda
Droga extremamente disseminada. Caso seja uma viciada, use somente acessórios descartáveis.
Garoto feio apaixonado por você
Todo mundo sabe que é uma droga, mas as autoridades não podem fazer nada. Quando ele se oferecer, diga não à droga!
Colunistas metidos a engraçadinhos
Ler colunas de humor redigidas por escritores frustrados acaba por deixar as leitoras sem discernimento para saber se um texto é bom ou ruim. A viciada nesse tipo de coluna costuma rir desvairadamente que nem louca.
Jerri Dias é viciado em avacalhar o Jota Quest.
E você está escutando a trilha sonora de O SENHOR DOS ANÉIS, de Howard Shore, um de meus compositores prediletos. Lá embaixo você pode assistir um clip com belíssimas fotos do filme.
E tem post novo no blog da Capricho.
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