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segunda-feira, 9 de abril de 2018

THE BOYS - Série

 Um dos quadrinhos mais debochados e ultra violentos sobre super-heróis vai chegar às telas em 2019.


Já faz muito tempo que estão tentando adaptar a série em quadrinhos THE BOYS para a tela grande.  Adam Mckay (A Grande Aposta) ficou envolvido no projeto durante muito tempo, mas por diversos motivos acabou desistindo.

Mas eis que entre os muitos fãs dessa pequena obra-prima do aclamado roteirista Garth Ennis e do ilustrador Darrick Robertson, estava o ator e produtor Seth Rogen (É o Fim), ator responsável por muitas das comédias mais divertidas do últimos anos. Como a obra de Ennis e Robertson é uma sátira mordaz ao universo dos super-heróis, existe uma boa chance de Rogen acertar se o orçamento e a produção forem criativos o suficiente para realizar uma boa adaptação.

Junto com os produtores Evan Goldberg (Besouro Verde) e Eric Krioke (Supernatural), o trio conseguiu convencer a AMAZON (concorrente da Netflix) a investir na produção. Depois da frustrada adaptação de POWERS, espera-se que a produtora invista mais na qualidade da produção, diretores a atores. Uma pena que Simon Pegg não fará o papel de Hughie, já que ele serviu de modelo para o personagem. O fator principal pode ter sido a atual idade do ator, que poderia ser um impedimento para a credibilidade do personagem. E questões de orçamento, claro.

A contratação do versátil Karl Urban (Juiz Dredd, Thor:Ragnarok, Star Trek) para o papel de Billy Butcher, o chefe dos The Boys, é um bom sinal. 

Para quem não conhece THE BOYS, ela é uma série fechada de 72 edições que foi publicada no EUA entre 2006 e 2012. A DEVIR lançou 6 volumes, mas ainda não finalizou a série por aqui. A obra é meio que um manifesto de desprezo e ódios pelos super-heróis e a chamada de apresentação lançada pela AMAZON é a seguinte:

Em um mundo onde super-heróis vivem no lado negro da fama, THE BOYS foca em um grupo de vigilantes conhecidos informalmente como "The Boys", pessoas da classe operária selecionadas para acabar com super-heróis corruptos com nada além de força bruta e sem medo de praticarem golpes baixos.

A gravação dos 8 episódios da primeira temporada já estão em andamento e a estreia está programada para 2019. A dúvida é se irão manter toda a carga de violência e perversões sexuais contidas nos quadrinhos. Minha aposta é que vão omitir quase tudo para não chocar o espectador médio. Afinal, THE BOYS está para histórias convencionais de supers como GAME OF THRONES está para A CRUZADA de Ridley Scott.   

   A violência extrema sobreviverá à censura da Amazon? 
Quem sobreviver, verá.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TOP 5 SÉRIES - COMÉDIAS BRITÂNICAS

THE OFFICE (2001 - 2003)

Impossível não se identificar com os tipos bizarros que convivem em um escritório. Mas é claro que ninguém se identifica com os idiotas, o que é quase um paradoxo, pois se ninguém é idiota, de onde eles vem? ;-)


Um falso documentário sobre o dia-à-dia de um escritório de uma fábrica de embalagens. Criado pela dupla Ricky Gervais e Stephen Merchant, a série contempla todos os tipos que qualquer uma que já tenha trabalhado em escritórios conhece. A grande sacada de Gervais e Merchant foi criar uma série em que é quase impossível não reconhecer esse tipos todos ou a si mesmo. Esse sucesso levou a diversas refilmagens em vários países incluindo o mais famoso, o The Office (Vida de Escritório) americano, que teve 9 temporadas.

Mas como humor britânico é humor britânico, o original protagonizado por Gervais como o chefe egomaníaco continua imbatível.


GARTH MARENGHI'S DARKPLACE (2004)

 Armas não fazem muito sentido em um hospital e nem tem muita função nesta série, mas sempre parecem legais em fotos promocionais quando os atores não sabem o que fazer com as mãos.


Plantão Médico encontra Evil Dead é pouco para descrever essa série que emula o pior das séries dos anos 80. Atores canastrões, diálogos horríveis, efeitos capengas e violência gore total dão o tom dessa brilhante série sobrenatural sobre um escritor egocêntrico e seu personagem médico narcisista (ou seria o contrário?). Richard Ayoade, de The IT Crowd entrega uma performance tão amadora quanto hilária interpretando o editor Dean Learner que "interpreta" o diretor do hospital.

Um presente para quem gosta de paródias sobre paródias. Só durou uma temporada porque era boa demais para a TV.

E porque tinha muito sangue.
Sangue.
Sangue.
Sangue.





EXTRAS (2005 - 2007)

 Prepare-se para conhecer toda a cruel verdade sobre o mundo do cinema e seus protagonistas.


Cinéfilos vão amar as participações especiais engraçadíssimas de Samuel L. Jakson, Robert De Niro, Kate Winslet, Orlando Bloom, Daniel Radcliffe ente muitos outros nesta hilária série sobre Andy Millman, um ator ruim com uma boa ideia para uma sitcom, mas que tem que se sustentar fazendo papel de figurante em filmes com atores e atrizes famosos ao mesmo tempo em que vê um ator rival e canalha galgar as escadas do sucesso e do reconhecimento. Em suas patéticas tentativas de se tornar famoso e reconhecido, Millman; junto com Maggie, sua amiga burrinha e Darren Lamb, seu mais do que incompetente agente; vai pagar os micos mais absurdos e vestir as saias mais justas possíveis até o ponto de ser odiado por todos.

A série teve 13 episódios, recebeu inúmeros prêmios e foi aclamada pela crítica pela sua visão ácida e cruel do mundo do cinema e da TV. Depois disso e The Office, Ricky Gervais e Stephen Merchant provaram-se gênios da comédia. Imperdível!





THE IT CROWD (2006 - 2013)

Uma série só com gente bonita, descolada e popular. Gossip Girl queria ser IT Crowd.


Um gênio excêntrico da computação, um geek tímido louco por mulheres e uma chefe que não sabe nada sobre informática trabalham como o hilário suporte técnico no subsolo do prédio de sua empresa. Com personagens carismáticos e divertidos - com destaque para Richard Ayoade como o esquisito Moss e Richmond, o gótico que mora escondido no porão - a série explora o caminho do nonsense aberto por Monty Python com situações tão absurdas quanto surreais. A série seria uma espécie de The Big Bang Theory britânico, já que explora bastante o universo geek e nerd, mas com uma pegada mais adulta e inteligente.

Para o deleite dos fãs, a série teve um longa duração para os padrões britânicos e teve 25 episódios. A média parece ser apenas 12 mais um Especial de Natal.





NO HEROICS (2008)

A série que prova que qualquer mané pode ser um super-herói.


A série acompanha as desventuras de 4 super-heróis que já viram dias melhores em suas carreiras: HOTNESS, que pode criar fogo mas tem problemas de baixa autoestima porque seu poder é um tanto inútil e destrutivo demais. ELECTROCLASH é uma super-heroína bad girl que fala com máquinas e usa isso para sacar dinheiro de caixas eletrônicos. TIMEBOMB é um homossexual depressivo cujo poder é saber o que acontecerá dentro de 1 minuto. Bem, até que serve pra desviar de coisas jogadas contra ele. E SHE-FORCE é a garota fortinha e romântica do grupo. Todos se reúnem em um pub exclusivo para super-heróis onde poderes não são permitidos mas quase ninguém respeita essa regra. Para coroar o elenco de heróis, existe EXCELSIOR, o Superman local que não passa de um cretino que comete bullying e assédio com seus colegas menos poderosos.

Indicada para Melhor Comédia Britânica Estreante em 2008, referências a quadrinhos e filmes são uma constante nessa britcom que é um presente para os fanboys.


domingo, 25 de janeiro de 2015

TOP 5 - AS MELHORES SÉRIES FANTÁSTICAS

TWIN PEAKS


A produção foi considerada revolucionária para época, pois fugia das fórmulas de outras séries que geralmente buscavam algum senso de moral . Twin Peaks possuía uma história complexa nunca vista em uma série antes, personagens estranhos e excêntricos, tramas cheias de mistérios, sendo difícil categorizá-la, pois possuía momentos alternados entre suspense, surrealismo, drama, policial, humor, terror psicológico. A série influenciou outras séries como Arquivo-X . A misteriosa morte de Laura Palmer, a música tema de Angelo Badalamenti, assim como a forma como cada habitante de Twin Peaks estava envolvido com a morte de Laura Palmer ajudou a segurar o trama e a tensão e ter uma 1ª temporada aclamada pelo público e crítica até os dias atuais. Diretor de diversos filmes aclamados pela crítica, David Lynch trouxe para a TV sua obsessão pelo mal que se esconde no coração dos homens e de seres que vivem na fronteira entre o sonho e o pesadelo.

Texto adaptado do Wikipedia.


ALÉM DA IMAGINAÇÃO


"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação."

Essa era a narrativa inicial de todos os episódios de Além da Imaginação, série criada por Rod Serling entre 1959 e 1964 em preto e branco, para o canal CBS nos EUA.

Nos anos 60, havia uma ansiedade no ar, durante toda a semana, até a chegada do sábado, à espera de um novo episódio de Além da Imaginação. O público ficava maravilhado com aquele mundo paralelo, cheio de fantasia e absurdos com lógica e que poderia até passar por verdade na mente de algumas pessoas mais influenciáveis.

Além da Imaginação foi o maior sucesso de Rod Serling na TV e que o faz ser lembrado até hoje pelos enredos envolventes e a forma peculiar de tratar com o sobrenatural. Sem aberrações, sem efeitos especiais, apenas uma história bem contada e bem dirigida, nisso Serling era um mestre. Em 1985, a série ganhou uma nova versão que teve 3 temporadas e durou até 1989.

Fonte: Mofolândia


HEROES


Um mundo real como o nosso, mas com pessoas com habilidades extraordinárias vivendo entre nós. Algumas estão conscientes de seus poderes, outras apenas suspeitam e um número maior ainda não despertou para sua realidade fantástica.

Claramente baseado em um sem número de quadrinhos, para citar apenas WATCHMEN e X-MEN, HEROES foi lançado com um timing perfeito. Super-heróis estavam bombando no cinema (e ainda estão), então porque não lançar uma série de TV sobre eles?
Apesar das duas primeiras temporadas conseguirem trabalhar bastante bem os personagens e o universo criado ao redor deles, a greve dos roteiristas na terceira temporada e diferenças criativas com a equipe causaram uma queda abrupta na qualidade narrativa da história, fazendo com que a série fosse cancelada ao final da quarta temporada.


ARQUIVO-X


Na série, os agentes do FBI Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) são investigadores de arquivos-x: casos não solucionados envolvendo fenômenos paranormais. Mulder acredita na existência de extraterrestres e em paranormalidade, enquanto Scully, uma médica cética, é designada para fazer análises científicas das descobertas de Mulder. Ainda no começo da série ambos agentes tornam-se alvo de uma trama conspiratória (denominados "mitologia" pelos produtores), e passam a confiar apenas um no outro.

A série ganhou popularidade no meio da década de 1990, conduzindo a um filme em 1998, chamado (The X-Files: Fight The Future). Este foi seguido por um filme após o término da série, The X-Files: I Want to Believe, em 2008. Nas duas últimas temporadas, Gillian Anderson tornou-se a protagonista enquanto David Duchovny aparecia intermitentemente, e novos personagens foram introduzidas: os agentes John Doggett (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish), enquanto o chefe de Mulder e Scully, o diretor assistente Walter Skinner (Mitch Pileggi), também tornou-se personagem central. Até o término da série, Arquivo-X era a série com maior tempo de duração na história da televisão americana, posto ocupado logo após por Stargate SG-1.

Fonte: Wikipedia


MISFITS


Um grupo de delinquentes juvenis são atingidos por um raio enquanto cumprem serviço comunitário e começam a desenvolver superpoderes.

Fosse uma série americana, romances bobinhos, piadinhas juvenis e atos heróicos de rendenção seriam a tônica do show. Mas como é uma série britânica, o que acontece são muitos assassinatos não-intencionais por parte dos protagonistas, sexo tão normal quanto pervertido, consumo exagerado de drogas e muita balada. Afinal, jovens com superpoderes tem que aproveitar a vida. 

domingo, 4 de maio de 2014

THE OFFICE – BBC (Inglaterra, 2001 – 2003) – Série de TV

 Série causa riso e angústia ao retratar mundo do trabalho.

 
Por SYLVIA COLOMBO
EDITORA DA ILUSTRADA (Folha de São Paulo)

Nem agente do FBI, nem herói de um grupo de sobreviventes de um desastre de avião, nem médico genial e ultracharmoso. O protagonista da série inglesa "The Office", lançada agora em DVD, carece de charme e tem uma vida bem menos emocionante. Trata-se do medíocre chefe de um escritório cujo cotidiano é maçante e repetitivo.

Seus comandados passam os dias entediados diante de telas de computador ou ao telefone com clientes trocando informações em linguagem técnica sobre o mercado de papel. Cada um a seu modo, vivem enganando-se ao tentar provar para si mesmos que não estão desperdiçando suas vidas. O ambiente traz os elementos clássicos dos escritórios: máquinas de fax e xerox, grampeadores, salas de reunião com venezianas. Zero glamour.

Parece difícil imaginar que dessa matéria-prima se possa fazer uma boa comédia. Mas é o que conseguiu a dupla de produtores Stephen Merchant e Ricky Gervais -este último também protagonista da série.


Comédia traz chefe inconveniente, racista, sexista, infantil e metido a engraçado.

"The Office" começou em 2001, teve duas temporadas no Reino Unido, e ganhou três Baftas (o Oscar inglês) e um Globo de Ouro. Depois, a ideia foi exportada para os EUA. David Brent (Gervais) envergonha seus comandados tentando emplacar piadas sem graça e posar de motivador de equipes. É inconveniente, racista, sexista e infantil. Tem sonhos de grandeza delirantes. Nunca toma decisões práticas.

E, enquanto sua seção está indo pro buraco por conta de uma fusão, ele gasta o tempo buscando provas de que é amado. Também há o carreirista psicopata, o bom-moço para quem nada dá certo, a recepcionista chata e a nova funcionária que quer ser a gostosa do pedaço.

A série tem o formato de "mockumentary" -falso documentário satírico. Os diálogos e a ação -ou a falta dela- tratam essencialmente do mesmo vazio dividido entre interesseiros, folgados e os simplesmente carentes, como Brent.

"The Office" é uma comédia engraçadíssima, mas seu principal atrativo é o de também provocar uma pontada de angústia. Afinal, não há quem não encontre, em pelo menos um ingrediente da vida ali, um pouco de seu próprio dia a dia.



Neste vídeo, o chefe, personagem de Ricky Gervais, fica com inveja de seus funcionários que dançam na festinha do escritório e quer mostrar que dança melhor do que eles.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DARNA – Série de TV



Darna é a maior super-heroína das Filipinas.
Criada para os quadrinhos em 1950 por Mars Ravelo e Nestor Redondo, ela é uma mistura de Mulher-Maravilha com Capitão Marvel. A personagem é tão popular que teve, além de longas metragens de produção modesta, teve algumas séries de TV um tanto trash, todas voltadas para o público infanto-juvenil. Em 2009/2010, uma nova série foi lançada, com outra atriz no papel de Darna. É essa que vocês conferem uma cena aqui: um episódio onde Darna enfrenta uma feiticeira que se transforma em uma cópia malvada dela.
Está em filipino, claro, mas o que interessa é a ação ;-)





quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MALCOLM IN THE MIDDLE – Série de TV

A loucura é genética? Descubra em MALCOLM!

Gostaria de ver uma série dos SIMPSONS live-action (com atores de verdade)? Caso você não saiba, ela existiu e aqui no Brasil se chamava apenas MALCOLM.
Exibida nos EUA entre 2000 e 2006 pelo canal FOX, a série foi exibida pelo mesmo canal brasileiro praticamente no mesmo período.

MALCOLM era uma série cômica, que diferente das usuais sitcoms, não era filmada em frente a um auditório e pelo mesmo motivo, não havia risadas acompanhando cada piada. Filmada como uma série dramática, a série era livre para brincar com a câmera como quisesse e a característica da série que mais se destaca é a quebra da 4ª Parede. Ou seja, Malcom fala com o espectador, dando sua opinião sobre os fatos ou na maior parte do tempo, simplesmente reclamando de tudo.

Vídeoclip da abertura da série




Filho do meio de uma família completamente louca e disfuncional, Malcolm (Frankie Muniz) é um menino super-dotado extremamente narcisista, ególatra e com problemas de baixa auto-estima. Confuso como todo adolescente, ele ora quer ser normal, ora quer ser melhor do que os outros.

Mas o resto da família, que numa hora dessas, deveria ajudar, só piora as coisas:

O pai, Hal (Bryan Cranston), é um tanto efeminado e submisso à sua esposa, pela qual é completamente tarado.
A mãe, Lois (Jane Kaczmarek), é uma bomba relógio autoritária sempre explodindo de raiva por causa dos 4 filhos, que morrem de medo dela.
Francis (Christopher Masterson), o filho mais velho é enviado para uma escola militar para aprender disciplina, mas tudo o que ele faz é implantar o caos na escola sempre que tem chance.
Reese ( Justin Berfield) , dois anos mais velho que Malcom, é o valentão da escola que bate em todos e só livra a cara do irmão. Mas em casa, quando não estão executando um plano absurdo, os dois quebram o pau sem parar. O que Malcolm tem de inteligência, Reese tem de burrice.
Dewey (Erik Per Sullivan), é o menor de todos e o saco de pancadas dos outros três e tido como o mais burro da família. Por necessidade, ele acaba se tornando o mais ardiloso e malandro de todos para se dar bem nesta família de loucos.
Jamie (James e Lukas Rodriguez) é um bebê interpretado por gêmeos que entra na 5ª temporada para complicar o que já não podia ser mais complicado.


Comportados para a foto, um segundo depois estavam se matando.

Além deles, claro, existem diversos personagens coadjuvantes extremamente engraçados e patéticos e alguns atores famosos até dão o ar da sua graça ao longo da série.

Nos EUA, a série estreou com 23 milhões de espectadores e encerrou sua carreira com 7,4 milhões. A queda da audiência teve a ver com mudança de horários e talvez o público tenha tido uma certa dificuldade em acompanhar uma série nonsense como Malcolm, onde existem episódios no qual Hal conversa com vários pequenos Hals em seu quarto, no qual Reese vira líder de uma matilha de vira-latas ou aquele em que Malcom é torturado por sua avó malvada.

Para quem gosta de comédia de verdade, MALCOLM é uma das 10 melhores séries do gênero que você vai ter oportunidade de ver na vida. Imperdível!

Cena




A série, infelizmente não passa mais na TV, não está a venda e nem tem nas locadoras, mas na comunidade do Orkut dá-se um jeito.

Malcolm in the Middle

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HEROES – Série de TV

Uma série que tinha tudo para dar certo.
Clique na imagens para ampliar.

Um mundo real como o nosso, mas com pessoas com habilidades extraordinárias vivendo entre nós. Algumas estão conscientes de seus poderes, outras apenas suspeitam e um número maior ainda não despertou para sua realidade fantástica.

Claramente baseado em um sem número de quadrinhos, para citar apenas WATCHMEN e X-MEN, HEROES foi lançado com um timing perfeito. Super-heróis estavam bombando no cinema (e ainda estão), então porque não lançar uma série de TV sobre eles?


HEROES - Trailer

Foi o que deve ter pensado Tim Kring, apesar de ele dizer que sua premissa era criar uma série onde pessoas pudessem tomar uma atitude contra o caos que parece estar no fim do túnel. Depois de ter descartado uma série com policiais ou médicos, ele percebeu que as únicas pessoas que poderiam realmente dar um jeito efetivo nas coisas, seria um grupo de super-heróis. Na vida real, são os políticos que poderiam fazer isso, mas a maioria deles está mais para vilão do que qualquer outra coisa.


A idéia para explicar pessoas com habilidade extraordinárias em escala global só poderia ser a genética. Pois só através dela a série poderia ter personagens do mundo todo e não apenas americanos super-poderosos, como é de praxe. Bola dentro de Kring, que assim garantiu uma abrangência muito maior para sua série, criando personagens indianos, japoneses e mexicanos para interagir com o elenco americano.


Heróis?...

O gatilho que detona o surgimento dos poderes é o eclipse que acontece no início da série e que também é o logo da série. Os roteiristas, porém, sabiamente evitam fazer qualquer relação entre um eclipse e a genética humana, usando isso apenas como uma alegoria.

HEROES (2006 – 2010) teve 77 episódios distribuídos entre 4 temporadas.

A 1ª temporada, a melhor delas, mostrava pessoas comuns descobrindo e tendo que lidar com poderes além de sua compreensão e a sensação de descoberta e maravilhamento eram uma constante na temporada, sem falar em todo o mistério que envolvia vários dos personagens e as situações-limite em que cada episódio finalizava. Com uma produção impecável, direção competente, bons atores (com exceção de Sendhil Ramamurthy, péssimo), e efeitos especiais acima da média para a TV, HEROES era realizado como um filme para cinema e isso não passou desapercebido pelos espectadores, que garantiram uma primeira temporada com uma audiência média de 14 milhões nos EUA.


Sylar adquire poderes nucleares.

Nessa primeira temporada, os heróis tem que salvar New York de uma explosão atômica que será causada por um homem-nuclear e ainda cuidar de Sylar (Zachary Quinto), um super-vilão que rouba os poderes das pessoas abrindo-lhes a caixa craniana e comendo seus cérebros.

Isso, e os caminhos que querem seguir os heróis mais poderosos da série, Peter Petrelli (Milo Ventimiglia) – capaz de emular qualquer super-poder - e Hiro Nakamura (Masi Oka) – mestre do espaço-tempo - indicam que a 2ª temporada será marcada por colocar em prática o que o produtor Kring queria inicialmente: pessoas capazes de mudar o rumo do mundo e consertar as coisas.

Infelizmente, não foi bem o que aconteceu.


HEROES UNMASKED – Making of


Embora a segunda temporada tenha começado bem se inspirando em DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO, dos quadrinhos de X-MEN, mostrando alternadamente os personagens no presente e em um futuro alternativo onde parte da humanidade foi dizimada por um vírus e pessoas super-poderosas são uma constante, a série acabou prejudicada pela greve dos roteiristas que aconteceu em 2007 e por isso vários episódios tiveram de ser alterados ou condensados, o que prejudicou o andamento da série.

E discrepâncias nos personagens surgem, como quando Sylar rouba os poderes de Claire (Hayden Panettiere) dizendo que não precisa comer o cérebro dela, o que faz com que o espectador se pergunte porque Sylar se deu ao trabalho de assassinar e arrancar o cérebro de tantas pessoas antes se não precisava devorá-los e nem sequer matá-las para roubar-lhes os poderes?


No futuro, a líder de torcida invulnerável e insegura será uma agente impiedosa indestrutível.

Kring e os roteiristas também começam a perder o controle da série, eliminando personagens importantes de forma banal ou simplesmente passando a ignorá-los. Da mesma forma, personagens novos e interessantes são integrados a trama para logo em seguida serem descartados. Na maioria das vezes, sem maiores explicações. Isso aconteceria também nas duas temporadas seguintes.

De qualquer forma, a 2ª temporada ainda assim foi um sucesso e manteve um bom nível de interesse e qualidade, com quase 17 milhões de espectadores no primeiro episódio.

A 3ª temporada foi divida em dois volumes: VILÕES e FUGITIVOS.

Em VILÕES, somos apresentados ao Nível 5, uma prisão subterrânea onde serial killers e sociopatas super-poderosos são mantidos em celas onde não conseguem usar seus poderes. Como uma cela consegue bloquear o código genético de uma pessoa escapa a minha compreensão... É como se uma cela conseguisse impedir uma pessoa de usar seus sentidos. Bem, os vilões fogem e tem que ser capturados. Novamente, a série acaba por ficar presa a situações banais de filmes policias e sociedades secretas conspiratórias que não cumprem o que prometem na trama.


Arthur Petrelli comanda os vilões em sua tentativa de criar super-homens à seu comando.

FUGITIVOS, o segundo volume da 3ª temporada, mais uma vez inspira-se m X-MEN fazendo com que uma força-tarefa secreta do governo passe a caçar e prender todo meta-humano, independente dele ser uma mera estudante ou um serial killer. Para uma série que queria ser realista, os roteiristas ignoram o impacto familar, social e político que prisões arbitrárias teriam nesse mundo, já que em nenhum momento é mostrado o que isso causa aos amigos e parentes das pessoas capturadas, que são dezenas. A boa intenção de criticar a política Bush pós-11/9 é interessante, mas só faz um risco na superfície.

Nessa temporada, o personagem mais promissor e interessado em seu potencial, Hiro, se transforma no alívio cômico da série, ou seja, um palhaço. A mudança de personalidade ainge outros personagens também, como o político Natha Petrelli, que de cético passa a ser um crente religioso de uma hora para outra sem relevãncia alguma para a trama.

A 4ª temporada, embora tenha um episódio ou dois que conseguem retomar a dignidade e o espírito da 1ª temporada, especialmente redimindo o personagem de Hiro, coloca os personagens em uma situação circense também inspirada nos quadrinhos de X-MEN, onde os mutantes serviam de atração num circo. Apesar de nesse circo as pessoas atuarem voluntariamente, o vilão não é realmente ameaçador e Sylar, como na 3ª temporada, fica sendo jogado para o lado do Bem e do Mal, acabando com a credibilidade de um ótimo personagem que bem poderia ter sido o vilão principal de todos.


Hiro recupera sua dignidade perdida pelos roteiristas em seu confronto com Sylar no passado.

Bem, isso foi um breve resumo crítico de tudo o que acontece nas temporadas, mas é bom lembrar que existem inúmeras tramas e sub-tramas em HEROES que envolvem todos os personagens. Algumas são interessantes, como Hiro viajando no tempo ao Japão Feudal e algumas péssimas, como o desfecho da personagem Niki Sanders (Ali Larter).

Com a série perdendo rapidamente seus espectadores a partir da 3ª temporada devido a baixa qualidade dos roteiros (também conhecido como “efeito enrolação”), crises internas fizeram com que mentes criativas da série fossem demitidas. O que só piorou o quadro, já que a 4ª temporada foi fraca e insípida.

E com uma média de 5 milhões de espectadores nesta temporada(1/3 da primeira), a NBC decidiu cancelar a série que foi chamada de “Novo LOST” na sua estréia e que havia recebido inúmeros prêmios e indicações no seu primeiro ano.
É, nem sempre os heróis vencem.


Começou com um estrondo, acabou com um sussurro.

Ainda assim, recomendo a série para quem gosta do gênero Fantástico e super-heróis. Veja pelo menos as duas primeiras temporadas e se quiser, arrisque-se nas outras duas.

Boa sessão.

Uma boa sacada de marketing da série foi encomendar uma série em quadrinhos que narra eventos não mostrados na TV.
Capa de Alex Ross e ilustrações internas de vários desenhistas.

Boa leitura.

ZEROES – Paródia da NBC




Verifique a programação da Rede Record e Universal Channel para assistir a série.

Ou alugue na sua locadora.

Ou ainda, compre as temporadas clicando nos banners do Submarino ao lado.

HEROES no Orkut.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ROMA – Série de TV

Clique nas imagens para ampliá-las.

Depois dos filmes SPARTACUS (1960) de Stanley Kubrick e GLADIADOR (2000) de Ridley Scott, eis que surge uma série excepcional mostrando toda a glória e o esplendor da Roma dos Césares. E também toda sua sordidez e podridão.




Abertura da série. Excelente composição de Jeff Beal.

Como os dois filmes supracitados, ROMA também é livremente baseado em fatos históricos. Ou seja, vários personagens são reais ou baseados em pessoas que existiram, mas quase tudo foi alterado para dar uma maior dramaticidade à série e as suas personagens. Então, não leve ROMA a sério historicamente falando. Talvez a única coisa que se possa levar a sério são os hábitos e costumes romanos mostrados ao longo da série, que chegam a ser quase tão fascinantes quanto a narrativa em si.


A História é feita de sangue...

Durante as duas temporadas (22 episódios – 52 min cada), acompanhamos a vida de imperadores, rainhas, nobres, legionários, assassinos e escravos. Dezesseis atores e atrizes interpretam os papéis principais desse épico televisivo da excelente HBO, que foi um dos melhores e mais caros já produzidos. Cada episódio custava por volta de 10 milhões de dólares. O equivalente ao filme LULA, O FILHO DO BRASIL, o filme mais caro já feito por aqui. Infelizmente, a excelência da produção foi o calcanhar de Aquiles da série, e o alto custo foi principal motivo pelo qual ela foi cancelada, segundo executivos da HBO.


Cenários imensos foram construídos nos estúdios da Cinecittá, na própria Roma.

A série ganhou admiradores e fãs no mundo inteiro, por reviver, além da realeza e suas intrigas, os habitantes comuns de Roma, que vão desde jovens prostitutos até legionários veteranos de guerra e seu drama diário na luta pela sobrevivência em uma sociedade que lutava para ser civilizada, mas que frequentemente perdia essa luta. Qualquer semelhança com a nossa realidade, não é mera coincidência.


Polly Walker interpreta Atia de Julii.
Se você precisa de um vilão na série, é ela.

O maior diferencial da série, fora evidenciar cidadãos comuns, é que ao contrário de quase tudo o que foi feito sobre Roma em termos de cinema e TV até hoje, é que as mulheres; na visão do roteirista Bruno Heller e dos criadores da série (John Milius, diretor de CONAN, O BÁRBARO, entre eles); é que foram as principais articuladoras ou responsáveis (mesmo que por outros motivos) pelos principais fatos históricos (ou não), que ocorrem no seriado. Incluindo aí, o próprio assassinato de César e a ascensão do imperador Augusto. A paixão, crueldade, frieza e inteligência das personagens femininas são o coração de ROMA.


A bela atriz indiana Indira Varma é Niobe, esposa de Lucius Vorenus.
Uma mulher comum, mas que guarda um terrível segredo de seu marido.

Um dos outros grandes trunfos da série e do roteirista Bruno Heller foi trazer à série os dois únicos legionários citados em um livro escrito pelo próprio Júlio César: A Guerra da Gália (ou Comentários da Guerra Gaulesa). Geralmente, em antigos documentos históricos como esse, apenas personalidades extremamente conhecidas são citadas (nobres, reis, rainhas), mas Júlio César dedica algumas linhas para contar a história de dois centuriões chamados Titus Pullo e Lucius Vorenus, que de rivais, passam a ser amigos. E só.


Ciarán Hinds é Júlio César, político até a medula e James Purefoy é Marco Antônio, um homem comum que vê na política, mais do que qualquer outra coisa, os meios para satisfazer sua luxúria.

Já na série, Titus Pullo (Ray Stevenson, recentemente visto O Livro de Eli) e Lucius Vorenus (Kevin McKidd, recentemente visto em Percy Jackson) são o elo de ligação entre todos os outros personagens e durante toda a série, eles estarão envolvidos em todos os grandes fatos históricos do período: Da Guerra da Gália à derrota de Cleópatra no Egito.


Lucius Vorenus (Kevin McKidd).
O mais nobre e honrado dos personagens de ROMA.
E um dos mais interessantes.

Titus Pullo e Lucius Vorenus são concebidos, como muitas duplas de personagens, como água e vinho: sendo Pullo um hedonista (que vive para os prazeres imediatos da vida) e Vorenus um estóico (que acredita na honra e no dever). Cada qual, ao longo da série, pagará um preço por ser do jeito que é, enquanto tentam aprender, mesmo que sem admitir, um com o outro. Se as mulheres são o coração da série, Pullo e Vorenus são a alma. Heróis e homens strictu senso, a jornada de Pullo e Vorenus é umas das mais emocionantes, trágicas e comoventes que já tive o prazer de assistir.


Titus Pullo (Ray Stevenson)
Violento, bêbado, mulherengo.
Não tem como não gostar dele.

Eu poderia escrever parágrafos e mais parágrafos sobre vários outros personagens igualmente densos e surpreendentes, além das excelentes cenas de ação extremamente violentas, as cenas eróticas, a direção de arte genial e os figurinos, mas vou deixar a série falar sobre si mesma.


Max Pirkis é Gaius Otávio, futuro imperador Augusto.
Criado friamente pela mãe Atia de Julii para ser um líder.
Vai dar certo, mas...

E ao fim dos créditos do último episódio, emocionado com tudo o que havia acabado de assistir, me dei conta que a série, principalmente com toda sua intriga, corrupção, falsidade e personagens sedentos de poder, fortuna e dispostos a arruinar e destruir vidas sem piedade, com alguma atualização, poderia se chamar... BRASÍLIA.

Em tempo: a série foi cancelada, mas o roteirista da série, Bruno Heller, tem um roteiro de longa-metragem pronto desde março desse ano e a pré-produção já está sendo realizada pela produtora Morning Light Productions. Ave, Bruno!


Trailer da série.

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Ainda não dá pra formar uma legião romana, mas a gente chega lá ;-)

sexta-feira, 19 de março de 2010

À SETE PALMOS – Série


Se você gostou do filme BELEZA AMERICANA (American Beauty, EUA, 1999), vencedor do Oscar de Melhor filme, que detonava e debochava da classe média e do american-way-of-life em geral, vai adorar À SETE PALMOS (Six Feet Under, EUA, 2001 – 2005).

Criada por Alan Ball, roteirista de BELEZA AMERICANA, Á SETE PALMOS acompanha 5 anos da família Fisher.

O elenco principal da série.

Proprietários de uma casa funerária, os Fisher habitam o segundo andar de sua casa, enquanto no térreo, funerais são realizados todos os dias e no porão, corpos são reparados, abertos, costurados, embalsamados e maquiados.

E na casa, não poderia viver gente mais normal:

A familia mais (a)normal de todas.

O pai, Nathaniel Fisher (Richard Jenkins), que vivia uma vida aparentemente insípida e que morre nos primeiros minutos da abertura e passa a série toda como um “fantasma”, conversando com a mulher e os filhos.

A mãe, Ruth (Francês Conroy), toda certinha, mas completamente neurótica e que mantinha um amante na ocasião da morte do marido.

O filho mais velho, Nate (Peter Krasuse), o mais rebelde e empático da família, que foi embora por não agüentar o clima opressivo e deprimente da casa e voltou somente por causa da morte do pai.

O filho do meio, David (Michael C. Hall, o famoso Dexter), gay não assumido que tem um namorado policial e é assíduo frequentador da igreja local.

A relação homossexual de David com seu namorado é uma das mais honestas e realistas já mostradas.

A adolescente Claire (Lauren Ambrose), que herdou a rebeldia sem causa de Nate, mas é totalmente perdida em seus casos amorosos e sexuais equivocados e tenta se encontrar numa família fechada em seu próprios dramas.

A bela Claire, frustrada com sua vida, se joga em uma série de relacionamentos frustrados regados a alcóol e drogas.

Bom, aparentemente todos os ingrediente para uma boa série dramática estão aí. Quase uma novela, mas com personagens ricos de conteúdo e com roteiros melhores ainda. E a série já seria boa se fosse simplesmente isso, mas Ball quis fazer da série, além de um retrato de uma família americana atípica, mas igual a todas as outras, um tratado sobre a morte, a vida, o amor e o sexo. E os roteiristas levam a série aos maiores limites filosóficos, existencialistas, desesperadores e tristes que qualquer série já vista na história da TV. A crítica americana aclamou a série como uma das melhores já feitas. Se considerar que todo ano umas 50 novas séries surgem, é um feito para lá de considerável.

Mas não pense que a série é só dor e sofrimento. Embora esses sentimentos estejam em todos os episódios, o humor negro e o deboche são as armas tanto dos roteiristas quanto dos personagens para aliviar a barra, tanto do nosso lado, quanto da vida deles. Geniais são os prólogos de cada episódio, que demonstram a verdade do dito popular “para morrer, basta estar vivo”. Mortes horríveis, patéticas, tristes, engraçadas, brutais e bobas dão o tom de cada episódio, pois os mortos de cada episódio são levados pra a casa funerária dos Fisher, onde eles tem que lidar com os familiares dos falecidos e frequentemente, com os próprios “fantasmas” dos mortos.


Os personagens vão do Céu ao Inferno durante a série.
Não necessariamente nessa ordem.

Durante os 5 anos em que foi exibida, a série teve 63 episódios com 50 minutos de duração e recebeu 53 indicações a todo tipo de prêmio da televisão americana, dos quais ganhou 11, incluindo 3 Globos de Ouro por Melhor Série Dramática (2002), Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Rachel Griffiths (2002) e Melhor Atriz em Série Dramática – Francês Conroy (2004).

E os atores, incluindo os coadjuvantes, dão um show à parte. Todos tem seus preferidos, mas essa série torna muito complicado decidir qual ator ou atriz é melhor, tão boa foi a seleção de elenco e o posterior desenvolvimento dos personagens pelos roteiristas, atores e diretores.


Federico (Freddy Rodriguez), o embalsamador oficial da casa, adora o que faz e é a pessoa mais sã da série e o personagem mais simpático.

Assisti toda a série no ano passado e posso garantir que ela me afetou, afetou meu casamento e meu modo de ver a vida.

O final da série são os 5 minutos mais belos e tristes que já vi na TV e não conheço uma alma que não tenha ficado chorando por muito tempo depois que ela acabou.

Se você tem mais de 18 anos e se importa com questões como a morte, sobre o que estamos fazendo aqui, para onde vamos, de onde viemos e se a vida vale à pena, essa série é para você.

Assista enquanto pode, pois a vida pode ser mais curta do que você imagina.


A linda e lírica abertura da série. Trilha de Thomas Newman.

A série completa você encontra nas boas locadoras ou clicando nos banners do Submarino aqui do blog.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

HAPPY TREE FRIENDS - animação




Esta série de animação foi criada por Rhode Motijo e difundida originalmente na internet em 2000.

Com o sucesso, migrou para a TV onde conquistou milhares de fãs no mundo todo.
Teve mais de 100 episódios hilários mostrando os bichinhos mais fofos do mundo vivendo as tragédias mais violentas e sangrentas que uma mente doentia pode conceber.

Um marco na história da paródia!


Imperdível para quem gosta de humor negro!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

TV PIRATA – Série Brasileira


TV PIRATA, inteligente demais para durar.

Provavelmente o melhor programa humorístico da TV brasileira até o momento. Apesar da edição e do timing da direção serem um pouco lentos para os padrões de hoje, o excepcional talento dos atores, o texto inteligente, a sátira mordaz e o deboche completamente anárquico fizeram de TV PIRATA um dos programas mais cultuados pelos fãs de humor nonsense.

Nitidamente inspirado nos programas MONTY PYTHON’S FLYING CIRCUS e SATURDAY NIGHT LIVE, TV PIRATA exibia quadros curtos onde tinham liberdade para debochar de praticamente tudo: desde o infame ex-presidente Collor até super-heróis.

Produzida pela Globo entre 1988-90 e 1992, a série foi criada pelo diretor Guel Arraes e pelo roteirista Cláudio Paiva, mas o grande ás na manga eram os roteiristas contratados: Luis Fernando Veríssimo, Laerte, Glauco e todo o pessoal do Casseta & Planeta, que sempre escreveram muito melhor do que atuam.

Com roteiros escritos pelo melhores humoristas do país, Guel teve a bela sacada de contratar atores tão bons e talentosos para o programa e aí tivemos a graça de assistir Débora Bloch, Cristina Pereira, Guilherme Karan, Diogo Vilela, Luiz Fernando Guimarães, Regina Casé, Cláudia Raia, Pedro Paulo Rangel, Louise Cardoso, Ney Latorraca, Marco Nanini, Denise Fraga, Maria Zilda Bethlem, Antônio Calloni, Marisa Orth e Otávio Augusto fazendo os mais variados, bizarros e hilários personagens que já passaram pela TV brasileira.

E se você nunca assistiu, no You Tube tem diversos quadros e episódios completos. E na locadora você encontra alguns DVDs com o melhor do TV PIRATA.

domingo, 11 de outubro de 2009

FERNANDA FURQUIM - Entrevista


Especialista em séries de TV, Fernanda transformou seu lazer preferido em trabalho.


Conheci a Fernanda Furquim quando tinha 15 anos. Naquela época ela fundou, junto comigo e muitas outras pessoas, o grupo GÊNESIS, dedicado ao gênero Fantástico em todas as suas ramificações. Isso incluía séries de TV, como JORNADA NAS ESTRELAS, da qual Fernanda era fã de carteirinha. Durante dois anos editamos um fanzine chamado MILLENNIUM, no qual Fernanda não participou muito, pelo que me lembro. Mas alguns anos depois, quando o grupo e o fanzine já haviam acabado, Fernanda apareceu com o fanzine TV LAND, que mais tarde se transformaria na revista TV SÉRIES e durante anos seria distribuída por todo o país em bancas e comics stores especializadas, além de ter muitos assinantes. Detalhe: a Fernanda fazia quase tudo sozinha! Infelizmente a revista acabou, mas ela continua no site TV SÉRIES , onde você encontra tudo sobre séries e desenhos animados do mundo todo de todas as épocas, curiosidades e novidades de tudo o que é e foi produzido nos últimos 60 anos de TV!

Claro que a Fernanda acabou se formando em Jornalismo e já publicou dois livros muito bacanas sobre séries de TV:



SITCOM: DEFINIÇÃO E HISTÓRIA é um estudo sobre esse famoso gênero cômico que abrange séries como FRIENDS, SIMPSONS, A GRANDE FAMÍLIA e centenas de outras.

Nas livrarias e aqui.



Já AS MARAVILHOSAS MULHERES DAS SÉRIES AMERICANAS traça um perfil evolutivo da personagem feminina além de curiosidades sobre produções estreladas por mulheres.

Nas livrarias e aqui.

Claro que com todo esse conhecimento, a Fernanda é frequentemente requisitada para escrever matérias e artigos para diversas revistas e até programas de TV. A Fernanda é uma ótima amiga e eu fico muito feliz de ver ela dedicando suas horas de trabalho fazendo coisas pelas quais ela é apaixonada desde a adolescência.

Ufa, me empolguei, falei horrores e não deixei a Fernanda falar. Vamos à entrevista.
Quando foi que você notou que seu interesse por seriados de TV ultrapassava o do espectador comum?

Quando comecei a ler a respeito das produções, entrevistas com roteiristas, diretores, produtores; a ler sobre o mercado televisivo, etc, para tentar entender melhor o universo das séries de TV.

ALÉM DA IMAGINAÇÃO (1958-1964), driblava a censura da época ao falar sobre questões sociais, políticas, religiosas e raciais usando narrativas fantásticas. A série foi tão marcante, que suas idéias já foram reaproveitadas em duas séries homônimas de 1985 e 2002. Até Steven Spielberg homenageou a série com um filme, batizado aqui de NO LIMITE DA REALIDADE (1983).


Hoje existem comunidades no orkut pra cada série de TV existente ou que existiu. Mas com quem você podia dividir essa paixão na adolescência, já que quando você tinha 15 anos, algo parecido com a internet só existia mesmo nos filmes e séries de Ficção-Científica?

Na verdade até mudar para Porto Alegre não dividia com ninguém. Não conhecia ninguém que gostasse de séries. Na época dependíamos de cartas de leitores publicadas em revistas e jornais especializados em cinema e televisão. Lá os fãs disso e daquilo, pediam que outros fãs escrevessem para se conhecerem. Foi assim que, nos anos 80, fui formando uma turminha com quem mantenho contato até hoje.

E como era para conseguir informações sobre suas séries e atores preferidos?

Tinha que importar tudo, não tinha material suficiente no Brasil. Mas naquela época era proibido. Não podíamos enviar dinheiro para fora do país sem enfrentar uma terrível burocracia. Tínhamos que importar via livrarias que cobravam o tal do dólar livro. Tínhamos correspondentes no exterior que às vezes mandavam alguma coisa. Para assinar uma revista era preciso enviar o dólar embrulhado em papel carbono dentro de um envelope, porque não tinha cartão de crédito internacional. Quando viajava trazia algumas coisas também. Era uma luta diária...

JORNADA NAS ESTRELAS (1966-1969) revolucionou a ficção-científica mostrando um futuro onde a humanidade vive a utopia de um mundo sem guerras e se dedica a explorar novos mundos. Exibiu o primeiro beijo interracial da TV, teve mais 5 séries abrangendo o universo criado por Gene Rodenberry e 11 filmes no cinema.


Você acha que sua participação no grupo GÊNESIS e no fanzine MILLENNIUM quando você era adolescente, podem ter te influenciado a fazer teu próprio fanzine?

Com certeza deu maior confiança de que este tipo de publicação era possível. Conviver com pessoas que faziam o fanzine Millennium me ensinou como as coisas funcionam nos bastidores. Mas só fui ter coragem de publicar um fanzine depois de ter passado pela experiência de colaborar com textos para E No Próximo Episódio - ENPE, porque até lá eu não acreditava que era capaz de escrever matérias.

Como foi produzir a TV LAND?

Começou mais como experiência, para saber se eu conseguia. Na época o ENPE estava acabando e eu recebia muitas cartas de pessoas perguntando informações sobre suas séries e atores favoritos. Então pensei em responder a todos ao mesmo tempo e ainda manter o prazer de falar sobre o assunto. Foi aí que surgiu o TV Land em 1995.


AS PANTERAS (1976-1981) foi uma série que ficou mundialmente conhecida mostrando lindas mulheres combatendo o crime. Até uma capa da revista TIME a série mereceu. A loira Farrah Fawcett foi um dos maiores ícones da beleza dos anos 70. E claro, tem dois filmes baseados no seriado.

E a revista TV SÉRIES?

A TV Séries surgiu em 1997 porque o TV Land cresceu tanto que se transformou em revista. Na época o Fernando Henrique Cardoso era o Presidente e ele equiparou o dólar ao real. Então foi possível investir na publicação em gráfica, porque antes era xerox. A capa ficou colorida, o interior ficou P&B. A revista ganhou um maior número de páginas e consegui uma pequena distribuidora para colocá-la em bancas especializadas de todo o Brasil. Os assinantes aumentaram e a venda avulsa também, além, é claro, do trabalho. Na época ninguém queria trabalhar na faixa, como é hoje, ou por pouco dinheiro, então fiquei sozinha, com a Marta Machado me ajudando (hoje ela me ajuda no Blog). Na hora de registrar o nome, tive que mudar de TV Land para TV Séries, porque nesse meio tempo surgiu o canal TV Land americano que registrou o nome a nível internacional para todos os veículos de comunicação. TV Séries era o título que eu tinha pensado primeiro e depois mudei para TV Land; então foi só mudar de volta.

Você tem dois livros sobre séries de TV publicados. Algum projeto para um próximo livro?

Estou tentando publicar um terceiro, mas como não é um texto de entretenimento, é um texto de levantamento histórico, está meio difícil encontrar uma editora. Apesar da fama das séries, elas ainda são vistas apenas como entretenimento, não são vistas como estudo ou como forma de análise de uma cultura. O texto que tento publicar é sobre a evolução histórica da televisão (com base nas séries) americana em relação ao cinema.
 
A GATA E O RATO (1985-1989) foi disparado a melhor série cômica policial dos anos 80. Seus diálogos espertos e a divertida tensão sexual entre Bruce Willis e Cybill Shepperd continuam servindo de referência para qualquer série do gênero até hoje.


Por experiência própria, sei que aqui no Brasil, muitos profissionais que desenvolvem trabalhos relacionados à área cultural acabam se desdobrando em várias atividades, seja por necessidade financeira como por pura paixão mesmo. Então, fora seus trabalhos free lancer como jornalista especializada em séries de TV, você também realiza outras atividades profissionais?

Durante cinco anos estive no meio teatral, atuando e ajudando a produzir peças. Também trabalhei em administração por um curto período de tempo, além de organizações de eventos. Tenho três diplomas universitários e um de curso técnico.

Sei que você é colecionadora de séries, entre outras coisas Poderia nos dar alguma idéia de quantas séries de TV você tem na sua coleção?

Perdi a conta. Guardo material de séries desde 1978 e gravo desde 1986, sendo que procuro guardar material e video por amostragem, ao menos um episódio de cada série produzida e exibida. Daquelas que gosto mais, gravo tudo.

FRIENDS (1994-2004) começou como apenas mais uma sitcom qualquer e terminou sendo um dos maiores sucessos da TV americana, com cada um dos 6 protagonistas recebendo um milhão de dólares por episódio na última temporada. Imperdível!


Pra finalizar, quais são suas 10 séries favoritas de todos os tempos?

Nossa, é o mesmo que perguntar à mãe qual seu filho favorito!!!!

E não deixe de conhecer o ultra informativo site TV SÉRIES!