TWIN PEAKS
A produção foi considerada revolucionária para época, pois fugia das fórmulas de outras séries que geralmente buscavam algum senso de moral . Twin Peaks possuía uma história complexa nunca vista em uma série antes, personagens estranhos e excêntricos, tramas cheias de mistérios, sendo difícil categorizá-la, pois possuía momentos alternados entre suspense, surrealismo, drama, policial, humor, terror psicológico. A série influenciou outras séries como Arquivo-X . A misteriosa morte de Laura Palmer, a música tema de Angelo Badalamenti, assim como a forma como cada habitante de Twin Peaks estava envolvido com a morte de Laura Palmer ajudou a segurar o trama e a tensão e ter uma 1ª temporada aclamada pelo público e crítica até os dias atuais. Diretor de diversos filmes aclamados pela crítica, David Lynch trouxe para a TV sua obsessão pelo mal que se esconde no coração dos homens e de seres que vivem na fronteira entre o sonho e o pesadelo.
Texto adaptado do Wikipedia.
ALÉM DA IMAGINAÇÃO
"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação."
Essa era a narrativa inicial de todos os episódios de Além da Imaginação, série criada por Rod Serling entre 1959 e 1964 em preto e branco, para o canal CBS nos EUA.
Nos anos 60, havia uma ansiedade no ar, durante toda a semana, até a chegada do sábado, à espera de um novo episódio de Além da Imaginação. O público ficava maravilhado com aquele mundo paralelo, cheio de fantasia e absurdos com lógica e que poderia até passar por verdade na mente de algumas pessoas mais influenciáveis.
Além da Imaginação foi o maior sucesso de Rod Serling na TV e que o faz ser lembrado até hoje pelos enredos envolventes e a forma peculiar de tratar com o sobrenatural. Sem aberrações, sem efeitos especiais, apenas uma história bem contada e bem dirigida, nisso Serling era um mestre. Em 1985, a série ganhou uma nova versão que teve 3 temporadas e durou até 1989.
Fonte: Mofolândia
HEROES
Um mundo real como o nosso, mas com pessoas com habilidades extraordinárias vivendo entre nós. Algumas estão conscientes de seus poderes, outras apenas suspeitam e um número maior ainda não despertou para sua realidade fantástica.
Claramente baseado em um sem número de quadrinhos, para citar apenas WATCHMEN e X-MEN, HEROES foi lançado com um timing perfeito. Super-heróis estavam bombando no cinema (e ainda estão), então porque não lançar uma série de TV sobre eles?
Apesar das duas primeiras temporadas conseguirem trabalhar bastante bem os personagens e o universo criado ao redor deles, a greve dos roteiristas na terceira temporada e diferenças criativas com a equipe causaram uma queda abrupta na qualidade narrativa da história, fazendo com que a série fosse cancelada ao final da quarta temporada.
ARQUIVO-X
Na série, os agentes do FBI Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) são investigadores de arquivos-x: casos não solucionados envolvendo fenômenos paranormais. Mulder acredita na existência de extraterrestres e em paranormalidade, enquanto Scully, uma médica cética, é designada para fazer análises científicas das descobertas de Mulder. Ainda no começo da série ambos agentes tornam-se alvo de uma trama conspiratória (denominados "mitologia" pelos produtores), e passam a confiar apenas um no outro.
A série ganhou popularidade no meio da década de 1990, conduzindo a um filme em 1998, chamado (The X-Files: Fight The Future). Este foi seguido por um filme após o término da série, The X-Files: I Want to Believe, em 2008. Nas duas últimas temporadas, Gillian Anderson tornou-se a protagonista enquanto David Duchovny aparecia intermitentemente, e novos personagens foram introduzidas: os agentes John Doggett (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish), enquanto o chefe de Mulder e Scully, o diretor assistente Walter Skinner (Mitch Pileggi), também tornou-se personagem central. Até o término da série, Arquivo-X era a série com maior tempo de duração na história da televisão americana, posto ocupado logo após por Stargate SG-1.
Fonte: Wikipedia
MISFITS
Um grupo de delinquentes juvenis são atingidos por um raio enquanto cumprem serviço comunitário e começam a desenvolver superpoderes.
Fosse uma série americana, romances bobinhos, piadinhas juvenis e atos heróicos de rendenção seriam a tônica do show. Mas como é uma série britânica, o que acontece são muitos assassinatos não-intencionais por parte dos protagonistas, sexo tão normal quanto pervertido, consumo exagerado de drogas e muita balada. Afinal, jovens com superpoderes tem que aproveitar a vida.
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domingo, 25 de janeiro de 2015
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
HEROES – Série de TV
Um mundo real como o nosso, mas com pessoas com habilidades extraordinárias vivendo entre nós. Algumas estão conscientes de seus poderes, outras apenas suspeitam e um número maior ainda não despertou para sua realidade fantástica.
Claramente baseado em um sem número de quadrinhos, para citar apenas WATCHMEN e X-MEN, HEROES foi lançado com um timing perfeito. Super-heróis estavam bombando no cinema (e ainda estão), então porque não lançar uma série de TV sobre eles?
HEROES - Trailer
Foi o que deve ter pensado Tim Kring, apesar de ele dizer que sua premissa era criar uma série onde pessoas pudessem tomar uma atitude contra o caos que parece estar no fim do túnel. Depois de ter descartado uma série com policiais ou médicos, ele percebeu que as únicas pessoas que poderiam realmente dar um jeito efetivo nas coisas, seria um grupo de super-heróis. Na vida real, são os políticos que poderiam fazer isso, mas a maioria deles está mais para vilão do que qualquer outra coisa.
A idéia para explicar pessoas com habilidade extraordinárias em escala global só poderia ser a genética. Pois só através dela a série poderia ter personagens do mundo todo e não apenas americanos super-poderosos, como é de praxe. Bola dentro de Kring, que assim garantiu uma abrangência muito maior para sua série, criando personagens indianos, japoneses e mexicanos para interagir com o elenco americano.
O gatilho que detona o surgimento dos poderes é o eclipse que acontece no início da série e que também é o logo da série. Os roteiristas, porém, sabiamente evitam fazer qualquer relação entre um eclipse e a genética humana, usando isso apenas como uma alegoria.
HEROES (2006 – 2010) teve 77 episódios distribuídos entre 4 temporadas.
A 1ª temporada, a melhor delas, mostrava pessoas comuns descobrindo e tendo que lidar com poderes além de sua compreensão e a sensação de descoberta e maravilhamento eram uma constante na temporada, sem falar em todo o mistério que envolvia vários dos personagens e as situações-limite em que cada episódio finalizava. Com uma produção impecável, direção competente, bons atores (com exceção de Sendhil Ramamurthy, péssimo), e efeitos especiais acima da média para a TV, HEROES era realizado como um filme para cinema e isso não passou desapercebido pelos espectadores, que garantiram uma primeira temporada com uma audiência média de 14 milhões nos EUA.
Nessa primeira temporada, os heróis tem que salvar New York de uma explosão atômica que será causada por um homem-nuclear e ainda cuidar de Sylar (Zachary Quinto), um super-vilão que rouba os poderes das pessoas abrindo-lhes a caixa craniana e comendo seus cérebros.
Isso, e os caminhos que querem seguir os heróis mais poderosos da série, Peter Petrelli (Milo Ventimiglia) – capaz de emular qualquer super-poder - e Hiro Nakamura (Masi Oka) – mestre do espaço-tempo - indicam que a 2ª temporada será marcada por colocar em prática o que o produtor Kring queria inicialmente: pessoas capazes de mudar o rumo do mundo e consertar as coisas.
Infelizmente, não foi bem o que aconteceu.
HEROES UNMASKED – Making of
Embora a segunda temporada tenha começado bem se inspirando em DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO, dos quadrinhos de X-MEN, mostrando alternadamente os personagens no presente e em um futuro alternativo onde parte da humanidade foi dizimada por um vírus e pessoas super-poderosas são uma constante, a série acabou prejudicada pela greve dos roteiristas que aconteceu em 2007 e por isso vários episódios tiveram de ser alterados ou condensados, o que prejudicou o andamento da série.
E discrepâncias nos personagens surgem, como quando Sylar rouba os poderes de Claire (Hayden Panettiere) dizendo que não precisa comer o cérebro dela, o que faz com que o espectador se pergunte porque Sylar se deu ao trabalho de assassinar e arrancar o cérebro de tantas pessoas antes se não precisava devorá-los e nem sequer matá-las para roubar-lhes os poderes?
Kring e os roteiristas também começam a perder o controle da série, eliminando personagens importantes de forma banal ou simplesmente passando a ignorá-los. Da mesma forma, personagens novos e interessantes são integrados a trama para logo em seguida serem descartados. Na maioria das vezes, sem maiores explicações. Isso aconteceria também nas duas temporadas seguintes.
De qualquer forma, a 2ª temporada ainda assim foi um sucesso e manteve um bom nível de interesse e qualidade, com quase 17 milhões de espectadores no primeiro episódio.
A 3ª temporada foi divida em dois volumes: VILÕES e FUGITIVOS.
Em VILÕES, somos apresentados ao Nível 5, uma prisão subterrânea onde serial killers e sociopatas super-poderosos são mantidos em celas onde não conseguem usar seus poderes. Como uma cela consegue bloquear o código genético de uma pessoa escapa a minha compreensão... É como se uma cela conseguisse impedir uma pessoa de usar seus sentidos. Bem, os vilões fogem e tem que ser capturados. Novamente, a série acaba por ficar presa a situações banais de filmes policias e sociedades secretas conspiratórias que não cumprem o que prometem na trama.
FUGITIVOS, o segundo volume da 3ª temporada, mais uma vez inspira-se m X-MEN fazendo com que uma força-tarefa secreta do governo passe a caçar e prender todo meta-humano, independente dele ser uma mera estudante ou um serial killer. Para uma série que queria ser realista, os roteiristas ignoram o impacto familar, social e político que prisões arbitrárias teriam nesse mundo, já que em nenhum momento é mostrado o que isso causa aos amigos e parentes das pessoas capturadas, que são dezenas. A boa intenção de criticar a política Bush pós-11/9 é interessante, mas só faz um risco na superfície.
Nessa temporada, o personagem mais promissor e interessado em seu potencial, Hiro, se transforma no alívio cômico da série, ou seja, um palhaço. A mudança de personalidade ainge outros personagens também, como o político Natha Petrelli, que de cético passa a ser um crente religioso de uma hora para outra sem relevãncia alguma para a trama.
A 4ª temporada, embora tenha um episódio ou dois que conseguem retomar a dignidade e o espírito da 1ª temporada, especialmente redimindo o personagem de Hiro, coloca os personagens em uma situação circense também inspirada nos quadrinhos de X-MEN, onde os mutantes serviam de atração num circo. Apesar de nesse circo as pessoas atuarem voluntariamente, o vilão não é realmente ameaçador e Sylar, como na 3ª temporada, fica sendo jogado para o lado do Bem e do Mal, acabando com a credibilidade de um ótimo personagem que bem poderia ter sido o vilão principal de todos.
Bem, isso foi um breve resumo crítico de tudo o que acontece nas temporadas, mas é bom lembrar que existem inúmeras tramas e sub-tramas em HEROES que envolvem todos os personagens. Algumas são interessantes, como Hiro viajando no tempo ao Japão Feudal e algumas péssimas, como o desfecho da personagem Niki Sanders (Ali Larter).
Com a série perdendo rapidamente seus espectadores a partir da 3ª temporada devido a baixa qualidade dos roteiros (também conhecido como “efeito enrolação”), crises internas fizeram com que mentes criativas da série fossem demitidas. O que só piorou o quadro, já que a 4ª temporada foi fraca e insípida.
E com uma média de 5 milhões de espectadores nesta temporada(1/3 da primeira), a NBC decidiu cancelar a série que foi chamada de “Novo LOST” na sua estréia e que havia recebido inúmeros prêmios e indicações no seu primeiro ano.
É, nem sempre os heróis vencem.
Ainda assim, recomendo a série para quem gosta do gênero Fantástico e super-heróis. Veja pelo menos as duas primeiras temporadas e se quiser, arrisque-se nas outras duas.
Boa sessão.
Uma boa sacada de marketing da série foi encomendar uma série em quadrinhos que narra eventos não mostrados na TV.Capa de Alex Ross e ilustrações internas de vários desenhistas.
Boa leitura.
ZEROES – Paródia da NBC
Verifique a programação da Rede Record e Universal Channel para assistir a série.
Ou alugue na sua locadora.
Ou ainda, compre as temporadas clicando nos banners do Submarino ao lado.
HEROES no Orkut.
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