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quinta-feira, 3 de agosto de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
SUPERGIRL (EUA, 2015 - ) - 1ª Temporada
Você vai acreditar que uma mulher pode voar.
A PersonagemNos quadrinhos, Supergirl fez parte da leva da família de kryptonianos que viviam surgindo na Era de Prata, incluindo até mesmo um Super-Cavalo. Criada em 1958, ela é certamente a melhor e mais duradoura personagem dessa fase um tanto sem noção. Embora ela tenha tido diversas variações e nomes diferentes ao longo das décadas, Kara Zor-El é o mais popular. Nos quadrinhos, sua melhor fase foi a escrita por Peter David e ilustrada por Gray Frank (foi publicada pela editora Abril).
Capa original da primeira aparição de Supergirl.
A Série
Atenção: contém spoilers.
Como Flash, Supergirl também se baseia no carisma e simpatia de sua protagonista, Melissa Benoist. Apesar de ter menos dramaticidade do que Flash, a intenção da série é justamente ser mais leve e ingênua do que as demais séries da DC produzidas pela Warner. Uma resposta dos produtores ao tom mais sombrio e tenso do Superman dos filmes da DC no cinema? Provavelmente.
O fato é que o público está gostando das aventuras de Garota de Aço e como a própria série faz questão de apontar, o empoderamento feminino também faz parte da narrativa. Um ótimo exemplo para o público jovem feminino. E para os rapazes também.
Ótimo poster promocional emulando capa de quadrinhos e a famosa corrida entre Flash e Superman.
Na primeira temporada, Supergirl revela sua existência para a humanidade (embora suas ações acabem basicamente restritas à National City por conta do orçamento), enfrenta vilões kryptonianos que estão há muitos anos no planeta (e que por alguma razão não conseguiram derrotar Superman nem conquistar o planeta pela força), se associa a uma agência secreta responsável por monitorar e prender criminosos alienígenas (um MIB metido a sério), conhece O Caçador de Marte (que mesmo quando não precisa, faz questão de permanecer humano) e finalmente tem um crossover divertido com Flash (Grant Gustin) no episódio Melhores do Mundo (Aeeeeee).
Além de muitas referências aos filmes, séries passadas e quadrinhos, o elenco conta com participações pontuais de Helen Slater (a Supergirl cinematográfica de 1984) e Dean Cain (o Kael-El de Lois & Clark - As Aventuras de Superman, série dos anos 90). A primeira temporada também conta com a atriz Laura Vandervoort (a Supergirl de Smallville) como Indigo, uma versão feminina de Brainiac com um visual completamente Mystique (versão cinematográfica). E entre os muitos atores, duas curiosidades bizarras: uma atriz chamada Harley Quinn Smith e um ator chamado Justice Leak (de Justice League?).
Boa parte do orçamento vai em efeitos especiais.
Embora alguns fiquem acima da média, sempre tem aquelas cenas em que você nota a falta de grana.
Apesar dos 3 milhões de orçamento por episódio serem um valor bem alto para uma série de TV, a série sempre deixa a desejar nas sequências de lutas, mesmo comparadas com o Superman II com Christopher Reeve. Golpes que deveriam mandar adversários dezenas de metros para trás ou afundá-los no asfalto, não são diferentes de nenhuma briga entre mortais comuns. Isso até acontece, mas com muita economia. Uma solução simples, rápida e barata para isso seria tremer a cena digitalmente para dar a impressão de onda de choque e adicionar um som impactante a cada golpe. Também colocar um flash branco (como faziam nos desenhos da Liga) no momento do impacto de um golpe não faria mal algum. Isso tem o custo zero de alguns frames em branco.
A primeira temporada ficou em 39º lugar entre as mais assistidas e manteve uma média de quase 10 milhões de espectadores. Mas a renovação para a segunda temporada só foi possível porque os produtores conseguiram reduzir seus custos originais ao se mudar para Vancouver, no Canadá, local onde muitas séries americanas são gravadas por conta de mão de obra mais barata. Isso fez com que Calista Flochart (Cat Grant) deixasse a série porque ela estipulou em contrato que só trabalharia nela se permanecesse em Los Angeles. Mas foi acordado que ela viajaria para o Canadá para participações especiais na segunda temporada.
Com participação do próprio Superman, Flash e outros heróis na segunda temporada, Supergirl tem potencial para voar mais alto se diminuir um pouco certos draminhas bobos dos personagens e se concentrar em diálogos mais divertidos (não necessariamente engraçados).
O trailer foi criado para chamar o público feminino e dá a impressão de uma comédia romântica com música pop de mau gosto, mas o seriado consegue ir um pouco mais além disso.
Quando eu acabar de assistir a segunda temporada, tem mais.
terça-feira, 16 de maio de 2017
THE ORVILLE - Trailer
Depois do excelente Heróis Fora de Órbita (Galaxy Quest, 1999), finalmente alguém (Seth MacFarlane) percebeu que já tinha passado da hora de fazer uma nova paródia de Star Trek. Mas desta vez, para a TV. Mais uma série pra lista.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
AQUAMAN - Série
O público feminino e gay masculino encheu os olhos d'água quando souberam que a série não iria ao ar.
Para quem não sabe, Aquaman teve um piloto feito para a TV em 2006 por conta do sucesso de Smallville. O personagem já havia aparecido na 5ª temporada da série do Superman interpretado pelo ator Alan Ritchson. O episódio foi muito bem recebido pelos fãs, o que fez com que os criadores de Smallville, Alfred Gough e Miles Millar, desenvolvessem uma série do personagem para a TV. Eles também tinham a ideia de trabalhar em uma série solo para Lois Lane, mas acharam que Aquaman tinha mais futuro. O projeto, no entanto, acabou fazendo água.
Justin Hartley não foi o ator original escolhido para a série, substituindo Wiil Toale. Sorte de Hartley, pois apesar da série não ter sido aprovada pela emissora CW, os criadores da série o chamaram para fazer o Arqueiro Verde em Smallville, personagem que entrou para o elenco principal da série a partir da 6ª temporada.
Apesar de algumas cenas necessitarem serem filmadas em tanques especiais, muitas delas foram gravadas no mar. Justin dependia dos mergulhares ao seu redor para respirar em tanques extras.
O piloto em si, que pode ser baixado no Pirate Bay e similares, segue a fórmula de seriados adolescentes, mas com um roteiro mais dinâmico do que os primeiros episódios de Smallville, com uma trama mais grandiloquente. Infelizmente, apesar da ação, o roteiro é fraco e não empolga, mas quando foi lançado no ITunes para download, ficou mais de uma semana em 1º lugar entre os mais baixados. Algumas críticas foram positivas, mas o site IGN declarou o filme "morto na água" e "brega como o seriado Shazam". Não achei tanto assim, mas está no mesmo nível dos piores episódios de Smallville.
Trailer
domingo, 9 de abril de 2017
FLASH - Série
CONTÉM SPOILERS.
Flash
Criado na chamada Era de Ouro dos Quadrinhos, em 1940, Flash era um super-velocista conhecido como Jay Garrick e após o cancelamento de sua revista, a DC Comics o ressuscitou em 1959, na Era de Prata, com uma nova identidade e uniforme. A reciclagem funcionou tão bem que esse é o Flash que perdura até hoje em praticamente todas as versões televisivas e cinematográficas. O Flash original acabou sendo reutilizado em uma Terra paralela e tem participação frequente nas revistas que contam aventuras da Terra-2.
O Flash dos quadrinhos sempre foi um adulto de 30 anos.
Por motivos de público-alvo e possível longevidade da série, os produtores preferem começar com os personagens numa faixa etária de 25 anos ou menos.
Arte de Alex Ross.
Barry Allen é um jovem cientista forense que após ser vítima de um acidente quântico com um acelerador de partículas, torna-se um meta-humano capaz de atingir velocidades incríveis.
A série
O que a DC Comics não conseguiu fazer ainda com seu universo cinematográfico, conseguiu realizar na TV. Após duas bem sucedidas temporadas de Arqueiro (Arrow), uma das melhores opções de heróis urbanos sem super-poderes na impossibilidade de uma série de Batman, Arqueiro utiliza vários dos inimigos, roteiros e até diálogos dos quadrinhos e filmes do Cavaleiro das Trevas. Apesar do excessivo tom dramático para uma série adolescente, o que a torna caricata, já na segunda temporada de Arqueiro, são introduzidos três personagens de Flash: Caitlin Snow (Danielle Panabaker ), uma jovem e linda bioengenheira genética; Cisco Ramon ( Carlos Valdes ), um jovem cientista pau pra toda obra que está ali representando todos os nerds e para servir de alívio cômico na maior parte dos episódios; e o próprio Flash (Grant Gustin), mas ainda apenas como Barry Allen, pois os episódios em que ele aparece são antes do acidente, que só ocorrerá no primeiro episódio de Flash.
Flash e Arqueiro (Stephen Amell).
Cross-overs e team ups entre as séries e os heróis são o que torna as séries da DC ainda mais divertidas.
Além dos heróis-títulos, diversos outros personagens superpoderosos como Eléktron, Nuclear, Gavião Negro e Mulher-Gavião vão sendo introduzidos no chamado Arrowverso (Universo televisivo de Arrow).
Ao contrário de Arqueiro, que por ser caricato demais em sua seriedade, falha em tornar o drama mais humano, Flash é uma série mais luminosa, leve e engraçada e justamente por não se levar a sério demais como Arqueiro, consegue ser mais convincente quando os desafios humanos e meta-humanos precisam ser enfrentados. E assim o personagem consegue engajar o espectador em sua aventura de lidar com seus dramas e tragédias pessoais de tal forma que arrisco dizer encontra paralelo em outro grande personagem dos quadrinhos: Peter Parker/Homem-Aranha.
Em parte isso se deve em grande parte ao carismático ator Grant Gustin, que dá ao seu Barry Allen/Flash uma grande dose de simpatia e vulnerabilidade com a qual o espectador pode se identificar, junto com a vontade de transcender seus limites e medos pelos que ama. A sequência em que viaja no tempo para tentar salvar sua mãe é verdadeiramente comovente.
A crítica e profissionais também tem se rendido a série, que já recebeu diversos prêmios pela performance de Grant Gustin e seus efeitos especiais bem acima da média para produções do gênero.
Mas além do arco central da série, que é Barry libertar seu pai da prisão, resolver o mistério da morte de sua mãe quando criança e enfrentar Harrison Wells/Flash Reverso, a série mantém a mesma estrutura dos quadrinhos e seriados de super-heróis: a cada revista/episódio, um super-vilão diferente. Aí reside o ponto fraco de Flash. Por ele ser um super-herói poderoso demais, mesmo limitado a velocidades supersônicas, a maioria dos vilões que ele enfrenta poderiam ser fácil e rapidamente derrotados. Especialmente vilões armados como Capitão Frio, um vilão com uma personalidade interessante, mas cuja ameaça direta vem apenas de uma arma congelante que Flash poderia tirar de sua mão em um piscar de olhos, mas nunca o faz por conta de artimanhas preguiçosas e infantis dos roteiristas.
Flash Reverso/Harrison Welles na interpretação de Tom Cavanagh é o grande trunfo da primeira temporada.
Mas enfim, apesar de algumas bobagens adolescentes típicas deste tipo de série e exagerar um pouquinho no drama às vezes, a direção geral é boa e os diretores se revezam tentando enquadramentos interessantes numa tentativa de deixar sua assinatura na série que se tornou a mais popular e divertida do universo DC na TV.
E para quem não sabe, o Arrowverse compreende as séries Arqueiro, Flash, Constantine, Supergirl e Lendas do Amanhã. E todos os heróis fazem aparições pontuais e importantes nos seriados uns dos outros, mostrando que quando quer, a DC consegue fazer um universo integrado e que funciona.
Trailer
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
LEGIÃO - Nova série da Marvel
Criado para os quadrinhos por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz, a nova série da Marvel se passa dentro do universo mutante da editora e segundo fontes, terá conexão com a franquia cinematográfica, mesmo essa ainda pertencendo a Fox.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
TOP 5 SÉRIES - COMÉDIAS BRITÂNICAS
THE OFFICE (2001 - 2003)
Um falso documentário sobre o dia-à-dia de um escritório de uma fábrica de embalagens. Criado pela dupla Ricky Gervais e Stephen Merchant, a série contempla todos os tipos que qualquer uma que já tenha trabalhado em escritórios conhece. A grande sacada de Gervais e Merchant foi criar uma série em que é quase impossível não reconhecer esse tipos todos ou a si mesmo. Esse sucesso levou a diversas refilmagens em vários países incluindo o mais famoso, o The Office (Vida de Escritório) americano, que teve 9 temporadas.
Mas como humor britânico é humor britânico, o original protagonizado por Gervais como o chefe egomaníaco continua imbatível.
GARTH MARENGHI'S DARKPLACE (2004)
Plantão Médico encontra Evil Dead é pouco para descrever essa série que emula o pior das séries dos anos 80. Atores canastrões, diálogos horríveis, efeitos capengas e violência gore total dão o tom dessa brilhante série sobrenatural sobre um escritor egocêntrico e seu personagem médico narcisista (ou seria o contrário?). Richard Ayoade, de The IT Crowd entrega uma performance tão amadora quanto hilária interpretando o editor Dean Learner que "interpreta" o diretor do hospital.
Um presente para quem gosta de paródias sobre paródias. Só durou uma temporada porque era boa demais para a TV.
E porque tinha muito sangue.
Sangue.
Sangue.
Sangue.
EXTRAS (2005 - 2007)
Cinéfilos vão amar as participações especiais engraçadíssimas de Samuel L. Jakson, Robert De Niro, Kate Winslet, Orlando Bloom, Daniel Radcliffe ente muitos outros nesta hilária série sobre Andy Millman, um ator ruim com uma boa ideia para uma sitcom, mas que tem que se sustentar fazendo papel de figurante em filmes com atores e atrizes famosos ao mesmo tempo em que vê um ator rival e canalha galgar as escadas do sucesso e do reconhecimento. Em suas patéticas tentativas de se tornar famoso e reconhecido, Millman; junto com Maggie, sua amiga burrinha e Darren Lamb, seu mais do que incompetente agente; vai pagar os micos mais absurdos e vestir as saias mais justas possíveis até o ponto de ser odiado por todos.
A série teve 13 episódios, recebeu inúmeros prêmios e foi aclamada pela crítica pela sua visão ácida e cruel do mundo do cinema e da TV. Depois disso e The Office, Ricky Gervais e Stephen Merchant provaram-se gênios da comédia. Imperdível!
THE IT CROWD (2006 - 2013)
Um gênio excêntrico da computação, um geek tímido louco por mulheres e uma chefe que não sabe nada sobre informática trabalham como o hilário suporte técnico no subsolo do prédio de sua empresa. Com personagens carismáticos e divertidos - com destaque para Richard Ayoade como o esquisito Moss e Richmond, o gótico que mora escondido no porão - a série explora o caminho do nonsense aberto por Monty Python com situações tão absurdas quanto surreais. A série seria uma espécie de The Big Bang Theory britânico, já que explora bastante o universo geek e nerd, mas com uma pegada mais adulta e inteligente.
Para o deleite dos fãs, a série teve um longa duração para os padrões britânicos e teve 25 episódios. A média parece ser apenas 12 mais um Especial de Natal.
NO HEROICS (2008)
A série acompanha as desventuras de 4 super-heróis que já viram dias melhores em suas carreiras: HOTNESS, que pode criar fogo mas tem problemas de baixa autoestima porque seu poder é um tanto inútil e destrutivo demais. ELECTROCLASH é uma super-heroína bad girl que fala com máquinas e usa isso para sacar dinheiro de caixas eletrônicos. TIMEBOMB é um homossexual depressivo cujo poder é saber o que acontecerá dentro de 1 minuto. Bem, até que serve pra desviar de coisas jogadas contra ele. E SHE-FORCE é a garota fortinha e romântica do grupo. Todos se reúnem em um pub exclusivo para super-heróis onde poderes não são permitidos mas quase ninguém respeita essa regra. Para coroar o elenco de heróis, existe EXCELSIOR, o Superman local que não passa de um cretino que comete bullying e assédio com seus colegas menos poderosos.
Indicada para Melhor Comédia Britânica Estreante em 2008, referências a quadrinhos e filmes são uma constante nessa britcom que é um presente para os fanboys.
Impossível não se identificar com os tipos bizarros que convivem em um escritório. Mas é claro que ninguém se identifica com os idiotas, o que é quase um paradoxo, pois se ninguém é idiota, de onde eles vem? ;-)
Um falso documentário sobre o dia-à-dia de um escritório de uma fábrica de embalagens. Criado pela dupla Ricky Gervais e Stephen Merchant, a série contempla todos os tipos que qualquer uma que já tenha trabalhado em escritórios conhece. A grande sacada de Gervais e Merchant foi criar uma série em que é quase impossível não reconhecer esse tipos todos ou a si mesmo. Esse sucesso levou a diversas refilmagens em vários países incluindo o mais famoso, o The Office (Vida de Escritório) americano, que teve 9 temporadas.
Mas como humor britânico é humor britânico, o original protagonizado por Gervais como o chefe egomaníaco continua imbatível.
GARTH MARENGHI'S DARKPLACE (2004)
Armas não fazem muito sentido em um hospital e nem tem muita função nesta série, mas sempre parecem legais em fotos promocionais quando os atores não sabem o que fazer com as mãos.
Plantão Médico encontra Evil Dead é pouco para descrever essa série que emula o pior das séries dos anos 80. Atores canastrões, diálogos horríveis, efeitos capengas e violência gore total dão o tom dessa brilhante série sobrenatural sobre um escritor egocêntrico e seu personagem médico narcisista (ou seria o contrário?). Richard Ayoade, de The IT Crowd entrega uma performance tão amadora quanto hilária interpretando o editor Dean Learner que "interpreta" o diretor do hospital.
Um presente para quem gosta de paródias sobre paródias. Só durou uma temporada porque era boa demais para a TV.
E porque tinha muito sangue.
Sangue.
Sangue.
Sangue.
EXTRAS (2005 - 2007)
Prepare-se para conhecer toda a cruel verdade sobre o mundo do cinema e seus protagonistas.
Cinéfilos vão amar as participações especiais engraçadíssimas de Samuel L. Jakson, Robert De Niro, Kate Winslet, Orlando Bloom, Daniel Radcliffe ente muitos outros nesta hilária série sobre Andy Millman, um ator ruim com uma boa ideia para uma sitcom, mas que tem que se sustentar fazendo papel de figurante em filmes com atores e atrizes famosos ao mesmo tempo em que vê um ator rival e canalha galgar as escadas do sucesso e do reconhecimento. Em suas patéticas tentativas de se tornar famoso e reconhecido, Millman; junto com Maggie, sua amiga burrinha e Darren Lamb, seu mais do que incompetente agente; vai pagar os micos mais absurdos e vestir as saias mais justas possíveis até o ponto de ser odiado por todos.
A série teve 13 episódios, recebeu inúmeros prêmios e foi aclamada pela crítica pela sua visão ácida e cruel do mundo do cinema e da TV. Depois disso e The Office, Ricky Gervais e Stephen Merchant provaram-se gênios da comédia. Imperdível!
THE IT CROWD (2006 - 2013)
Uma série só com gente bonita, descolada e popular. Gossip Girl queria ser IT Crowd.
Um gênio excêntrico da computação, um geek tímido louco por mulheres e uma chefe que não sabe nada sobre informática trabalham como o hilário suporte técnico no subsolo do prédio de sua empresa. Com personagens carismáticos e divertidos - com destaque para Richard Ayoade como o esquisito Moss e Richmond, o gótico que mora escondido no porão - a série explora o caminho do nonsense aberto por Monty Python com situações tão absurdas quanto surreais. A série seria uma espécie de The Big Bang Theory britânico, já que explora bastante o universo geek e nerd, mas com uma pegada mais adulta e inteligente.
Para o deleite dos fãs, a série teve um longa duração para os padrões britânicos e teve 25 episódios. A média parece ser apenas 12 mais um Especial de Natal.
NO HEROICS (2008)
A série que prova que qualquer mané pode ser um super-herói.
A série acompanha as desventuras de 4 super-heróis que já viram dias melhores em suas carreiras: HOTNESS, que pode criar fogo mas tem problemas de baixa autoestima porque seu poder é um tanto inútil e destrutivo demais. ELECTROCLASH é uma super-heroína bad girl que fala com máquinas e usa isso para sacar dinheiro de caixas eletrônicos. TIMEBOMB é um homossexual depressivo cujo poder é saber o que acontecerá dentro de 1 minuto. Bem, até que serve pra desviar de coisas jogadas contra ele. E SHE-FORCE é a garota fortinha e romântica do grupo. Todos se reúnem em um pub exclusivo para super-heróis onde poderes não são permitidos mas quase ninguém respeita essa regra. Para coroar o elenco de heróis, existe EXCELSIOR, o Superman local que não passa de um cretino que comete bullying e assédio com seus colegas menos poderosos.
Indicada para Melhor Comédia Britânica Estreante em 2008, referências a quadrinhos e filmes são uma constante nessa britcom que é um presente para os fanboys.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
COSPLAY - SAN DIEGO COMIC CON
A galera do cosplay está costurando e fabricando fantasias tão sofisticadas que dentro em breve vão aparecer uniformes com propulsores de voo reais.
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THE FLASH - Série
A série THE FLASH está avançando rápido no Universo DC e até as Terras paralelas já estão na pauta do dia.
Ainda não viu?
Confere aí os trailers da primeira e segunda temporada, que vem com tudo!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
ANOS INCRÍVEIS (The Wonder Years, 1988 – 1993, EUA) – Série
Kevin Arnold (Fred Savage) segurando os livros que indicam sua futura carreira como escritor, seu irmão Wayne (Jason Hervey), que adora perturbá-lo em casa e na escola, Karen (Olivia D'Abo), sua irmã politizada com fortes inclinações hippies, a mãe Norma (Alley Mills), que acompanha os tempos e passa de dona-de-casa a profissional liberal e o pai Jack (Dan Lauria), o pai conservador que tem dificuldades em lidar com uma América que não é mais aquela em que ele cresceu.
Sinopse
O jovem Kevin Arnold atravessa a adolescência em direção a vida adulta no subúrbio americano no final dos anos 60 e início dos 70.
A série
Apesar de ANOS INCRÍVEIS ser classificada como uma sitcom (comédia de situações), os criadores e roteiristas Neal Marens e Carol Black quebraram as regras da época e inovaram direcionado a série para a comédia dramática, variando bastante entre momentos de humor, drama e um certo lirismo de uma época onde crianças viviam em um mundo mais ingênuo, alienado e simples. Como o próprio narrador / protagonista diz “uma época em que crianças podiam sair sozinhas no início da noite sem medo de terem sua foto estampada em caixas de leite.” Nos EUA, fotos de crianças desaparecidas estampam caixas de leite.
Paul (Josh Saviano) e Kevin surpreendem-se com a puberdade feminina.
Durante algum tempo, muita gente acreditou que Josh Saviano havia se tornado o cantor Marilyn Manson.
E a história de Kevin Arnold também não deixa de ser a própria história dos Estados Unidos quando eventos históricos como a Guerra do Vietnã, o movimento hippie, as missões Apolo à Lua e o advento do Feminismo interferem e modificam a vida de Kevin, sua família e amigos.
Kevin e Winnie Cooper (Danica McKellar), formam um dos casais mais adoráveis das séries americanas.
Quando foi exibida, ANOS INCRÍVEIS alcançou níveis de audiência enormes durante a maioria de suas 6 temporadas e foi indicado a 54 prêmios e ganhou 22 deles. Um de seus episódios está na lista dos 100 melhores da história da TV americana e ela foi eleita uma das 20 melhores séries lançadas na década de 80.
Assista o primeiro episódio legendado na íntegra.
E neste canal do You Tube, você encontra os primeiros 60 episódios legendados.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
LOST (EUA, 2004 – 2010) – Série de TV
Sinopse
Grupo de passageiros sobrevive a queda de um Boeing e fica preso em uma ilha misteriosa.
A série
Criada por Jeffrey Lieber, Damon Lindelof e J.J. Abrams, LOST tornou-se um fenômeno televisivo comparável a TWIN PEAKS, tal a quantidade de bons personagens e elementos fantásticos criativos e enigmáticos inseridos na trama.
Trailer da série
1ª Temporada
Com um custo de 12 milhões de dólares, o primeiro episódio de LOST foi o mais caro já produzido para a TV até então. Nele, os personagens são introduzidos e suas características iniciais apresentadas de forma bastante eficiente, pois é em um desastre que pode-se perceber o caráter das pessoas e como elas interagem com os outros. E nete mesmo episódio os sobreviventes percebem que há algo de muito estranho na ilha. Mais adiante, a existência de um monstro de fumaça negra, ursos polares e nativos hostis chamados de “Os Outros” é estabelecida. Alguns mistérios são verbalizados, outros são mantidos em segredo, o que se tornaria um recurso um tanto irritante durante toda a série, já que a maioria dos segredos e mistérios ao longo da trama, acabam revelando-se desnecessários e uma forma malandra dos autores de prender a atenção do espectador em algo que, na verdade, não é importante. Mas o roteiro é extremamente bem construído, os atores conseguem criar personagens cativantes e o recurso do flashback é utilizado como uma forma de contar suas histórias antes da ilha e estabelecer seus traumas e motivações. Foi uma forma interessante e esperta de variar cenários e aprofundar os personagens, mas que creio ter sido usada em demasia em muitos momentos ao longo das 6 temporadas. E vale salientar a boa direção e a envolvente trilha de Michael Giacchino.
2ª Temporada
Na segunda temporada os mistérios se aprofundam com a descoberta de um bunker onde códigos númericos tem que ser inseridos em um antigo computador para evitar um suposto apocalipse. A Iniciativa Dharma, um misterioso grupo de cientistas que construiu os bunkers surge em um incompleto filme super-8. E Benjamin Linus (Michael Emerson) é introduzido como um dos vilões mais interessantes e ambíguos já criados para qualquer mídia. Sua figura feia, pequena e fragilizada foi uma grande sacada dos criadores. Nesse ponto a série estabelece a ficção-científica como parte inerente a quase tudo que acontece e acontecerá com os personagens de agora em diante. Mais sobreviventes são descobertos do outro lado da ilha e o mistério de “Os Outros” começa a ser desvendado. Dramas e flashbacks de todos os personagens se aprofundam. Alguns deles acabam se tornando tão empolgantes e emocionantes quanto a trama que se desenrola na illha.
3ª Temporada
Capturados pelos "Outros", Jack (Matthew Fox), Sawyer (Josh Holloway) e Kate (Evangeline Lilly), são mantidos prisioneiros para que Benjamin seja operado por Jack.
Enquanto isso, Desmond ( Henry Ian Cusick) irá protagonizar um dos episódios mais interessantes, onde é jogado alguns anos de volta no passado, em Londres. Lá ele encontra alguns dos personagens e com a ajuda de um deles, tenta tirar algum sentido dessa viagem no tempo. A partir desse momento, viagens no tempo serão recorrentes em toda a série. Ao final da 3º temporada, os flashbacks são substituídos por flashforwards, exibindo histórias futuras de alguns dos protagonistas já fora da ilha, enquanto alguns ficaram ainda lá. No presente, no entanto, um dos protagonistas principais, em um dos momentos mais emocionantes da série, sacrifica a própria vida para que Jack consiga fazer contato com um barco que supostamente está vindo resgatar a todos. E Locke (Terry O’Quinn), um dos personagens que mais cresceu na trama graças à sua personalidade obcecada e heróica, decide sabotar o resgate parar que todos tem que fiquem presos na ilha.
4ª Temporada
Os mistérios se avolumam, a ilha se torna um personagem por si mesma, flashforwards dos seis sobreviventes que conseguiram escapar da ilha prosseguem e fica claro que as pessoas no barco não está lá para resgatar o sobreviventes, mas sim para matarem Benjamin Linus e se apoderarem da ilha. Os roteiristas conseguem ser extremamente eficientes e criativos criando cada vez mais tramas paralelas e mistérios, mas solucionando apenas cerca de 1/3 deles. Isso passaria a ser muito criticado pelos fãs e espectadores e a complexidade da trama afastou grande parte da audiência na época, desacostumada a ficção-científica. Como uma amiga disse, ela se importava mais com o drama do que com a ciência de LOST e concentrava-se mais nos personagens. Já eu, me envolvia tanto com os dramas dos personagens quanto com as seqüências de aventura/ficção-científica. E até o final da 5ª temporada, LOST não decepcionaria nessa questão.
5ª Temporada
Em termos de ficção-científica, essa é a temporada mais empolgante de todas, com viagens no tempo revirando as vidas dos sobreviventes que ficaram na ilha. Ao mesmo tempo, os seis que conseguiram escapar, são convencidos por Benjamin Linus a voltar para resgatar os outros. O monstro de fumaça negra assume a forma humana de um dos principais protagonistas mortos e a trama se torna mais complexa, assim como a relação entre os personagens, e inúmeras dúvidas surgem para a última temporada.
Presos no passado, os sobreviventes tentam encontrar uma maneira de impedir o acidente que os colocou lá.
6ª Temporada
Com o sacrifício de uma das personagens principais, os protagonistas que estavam presos no passado conseguem retornar para o presente. Ao mesmo tempo os flashforwards acabam e flashsideways mostrando uma realidade paralela, como se o acidente que os levou a ilha jamais tivesse acontecido, iniciam-se. E eis que os criadores e roteiristas levam a série para o lado da fantasia e com referências bíblicas a Caim e Abel. Não sei se na tentativa de dar algum peso judaico-cristão a história e conceitos elaborados durante a série. Coisas como “tudo acontece por uma razão” levando o espectador e os personagens a crer que de alguma forma, algo sobrenatural (Deus) planejou tudo. Ao fim, os flahsideways, que a lógica indicava ser uma realidade paralela criada a partir do episódio final da 5ª temporada, foi ignorada e transformada no purgatório/limbo cristão, para forçar uma ligação com a história dos irmãos Jacob e o Homem de Preto. Do modo com foi construída toda a trama da seta temporada , não havia mais como escapar desse final cristão. Uma pena. Nesse ponto, os criadores fizeram cair em muito o nível intelectual da série criando soluções e explicações um tanto absurdas. O que valeu no final, ao menos, foram as relações de amor e ódio entre os personagens e a luta pelo reencontro entre amantes e amigos em cenas comoventes e absolutamente arrebatadoras.
Logo, o espectador teria essa mesma impressão...
Considerações finais
Apesar de certos absurdos e exageros nas referências, metáforas e analogias à mitologia judaico-cristã na qual os autores enredaram-se na última temporada e que os prendeu a solução do Purgatório, posso dizer que esta foi uma grande série de TV que soube trabalhar muito bem a linguagem cinematográfica ao explorar episódios similares contados sobre pontos de vista diferentes, flashbacks, flashforwards e flashsideways (como apelidaram os criadores). Além disso, o talento dos atores e a diversidade de seus personagens e seus passados misteriosos, trágicos e cômicos forneceram o impacto dramático necessário e vital a uma empolgante e sensacional trama envolta no Fantástico e na Ficção-Científica.
Ficamos sem muitas respostas? Ficamos. Mas quem disse que se precisa de todas? Afinal, a série não deixou de ser um retrato da vida de todos nós, que entramos na vida com muitas perguntas e saímos dela sem respostas.
Paródia
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