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sábado, 10 de janeiro de 2015

O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI...(?) - Crônica



Sinceramente? Vários motivos: aumentar meus horizontes; ser forçado a escrever mais; diploma; ter uma profissão definida; conhecer outras pessoas com as quais possa conversar sobre literatura e cultura em geral; fazer amigos; deixar minha mãe feliz por ter um filho universitário; a possibilidade de pedir por uma bolsa no exterior e ter direito a prisão especial para o caso de um dia precisar...
   
Alguns dos objetivos  já foram conquistados, outros estão sendo. Já fiz boas amizades com as quais consigo conversas interessantes e minha mãe está contente. Quanto ao resto, estou na dependência do futuro. Minha atual angústia, ou talvez fosse melhor dizer ansiedade, é no quesito “aumentar meus horizontes”. Uma professora amiga minha graduada nessa mesma universidade, certa vez me disse: “Se um dia tu quiser deixar de gostar de ler, entra pra Letras.” Uma afirmação que agora faz algum sentido para mim. Os textos teóricos que certas cadeiras nos fornecem, dissecam tanto e tão friamente certas obras que eu chego a pensar se aqueles teóricos realmente gostaram das obras que leram ou se eles simplesmente tem tesão por destrinchar textos, dando importância secundária ao prazer de ler; a obra em si. Um recente acontecimento me deixou bastante chateado, quando no momento em que eu estava lendo alguns contos de Dickens, me peguei analisando o conto sem sequer tê-lo acabado. Isto acabou me tirando do ritmo da história, deixando-me distante e conseqüentemente, sem o prazer da leitura.
   
Bem, mas o motivo de eu estar falando isso tudo é que sou aspirante a escritor, sinto falta de uma cadeira de produção literária e de ler livros. A cadeira de produção textual do primeiro semestre talvez tenha sido boa para quem não está acostumado a escrever, mas para alguns de nós ela só serviu para nos obrigar a escrever textos com temas um tanto bobocas, mas que buscamos driblar com nossa criatividade. Devo confessar que alguns foram um desafio interessante, outros pura chatice. Mas de qualquer forma, faltou-nos um “feedback” maior por parte da professora, que carecia de sensibilidade e mesmo, de certa cultura literária. Não que eu possua muitos conhecimentos nesta área, mas embora não tendo lido centenas de autores, pelo menos já li algo sobre os próprios e suas obras.  Quanto ao fato de “ler livros”, quero dizer ler livros por prazer, ou pelo menos ter a oportunidade de ter prazer lendo os livros indicados pelos professores. Infelizmente, o problema quantidade de livros/tempo de leitura inviabiliza esta oportunidade e só o que parece restar é a análise fria e obrigatória das obras.

Confesso que fiquei desapontado e embasbacado quando ouvi professores recomendando a leitura de obras em grupos (cada um lê um capítulo!) ou então indicando quais capítulos deveriam ser lidos (como se os outros de nada importassem!). Isso, simplesmente para cumprir com o programa estabelecido e fazer a análise ou teste sobre a obra o mais rápido possível. Acostumado a ler livros de uma orelha à outra, tentei no princípio, continuar com esse hábito. Algumas vezes logrei êxito, mas estou perdendo cada vez mais batalhas e já deixei para trás pelo menos cinco livros tendo lido não mais que 10% deles. Detesto largar livros incompletos! Somente quando acho-os ruins, e só fiz isso duas vezes até hoje.
   
O fato de também ter diversos outros interesses extra-universidade e também trabalhar dividem o tempo e o empenho que poderia dedicar a mesma se eu fosse como boa parte dos alunos. Meu interesse por cinema e meu recente pequeno sucesso com um filme, estão me fazendo voltar boa parte de meus esforços em projetos para novos filmes. Felizmente, isso não deixa de estar conectado com a escrita, já que escrevo roteiros tanto para os filmes quanto para histórias em quadrinhos (outro projeto).
   
Desse modo, o que eu estou fazendo aqui é tanto algo que eu posso responder  simples e objetivamente - como fiz no primeiro parágrafo -, quanto algo subjetivo e um tanto vago que tomou vários outros parágrafos. Para minha sorte e provavelmente sua também, a questão só era pertinente à faculdade de Letras.  


Porto Alegre, setembro de 1999.
 
 

segunda-feira, 7 de março de 2011

MEU SONHO – Crônica



Como disse Martin Luther King: “Eu tenho um sonho...”

O meu sonho, diferente do dele e bem mais egoísta, sempre foi o de voar.
Eu sei que não é exatamente o mais original dos sonhos, mas enfim, eu podia estar roubando, matando...
Bem, em meu sonhos, até onde lembro, já voei centenas de vezes.
Me lembro que isso começou na infância, entre os meus 7 e 10 anos, e eu tinha exatamente o mesmo sonho:

Estou parado na calçada em frente a minha casa e eu começo a correr em direção a uma outra calçada na mesma rua, mas com um degrau de diferença. Quando eu chego nesse degrau, eu não piso nele, eu simplesmente me jogo para a frente e começo a cair, como se tudo fosse real, até que a poucos centímetros de bater no chão, meu corpo pára em pleno ar e lentamente, eu começo a decolar como um avião, só que quase em câmera lenta. A minha rua onírica era idêntica a real, os prédios, as árvores, só não havia pessoas nem carros. Tudo absolutamente vazio. E lentamente eu subo até atingir determinado prédio e determinada copa de árvore. Sempre os mesmos pontos, sempre o mesmo sonho, durante anos.

Na minha infância, obviamente eu queria ser Superman e queria voar, mas não lembro de ter sonhado em ser Superman nem nada, apenas esse sonho onde eu lentamente me distanciava cerca de 100 metros da minha casa e nunca subia mais que 6 ou 7 metros de altura.

Um vôo bem frustrante, mas enfim, talvez isso significasse o meu medo de me distanciar da segurança da minha casa e dos meus pais. Talvez eu não ainda não estivesse preparado para vôos mais altos ;-)

À medida que os anos foram passando, as inseguranças infantis e adolescentes foram diminuindo e notei que meu domínio sobre meus vôos aumentava. Claro, isso varia muito, ainda tenho sonhos em que vôo em câmera lenta e próximo ao chão, mas na maioria deles eu tenho controle da direção, velocidade e altitude. Agora, tenho sonhos em que vôo a centenas de km/h (pelo menos é a impressão que tenho) e já cheguei no limite da atmosfera terrestre. Consegui ver o céu estrelado no meio do dia.

Agora é tentar atingir velocidade de escape para fugir da gravidade da Terra... ;-)
Eu aviso quando conseguir.

Mas enquanto eu sonho, tem gente que já voa. Assista o vídeo.





Por fim, uma dica para você lembrar melhor de seus sonhos: ao acordar, não pense em nada do que você tem que fazer, apenas concentre-se no que estava sonhando (quase sempre você está) e procure relembrar tudo. Isso ajuda a memorizar o sonho e a trazer de volta partes dele que você nunca mais lembraria se começasse a pensar em outras coisas, como levantar e escovar os dentes, por exemplo. Vale a pena ficar na cama um minuto a mais para isso.


Bons sonhos!


ENQUANTO ISSO...

275.000 VISITAS!

E vamos que vamos...

domingo, 25 de maio de 2008

DICIONÁRIO DOS SONHOS - Humor




DICIONÁRIO DOS SONHOS


Calcinha:
Sonhar que ficou só de calcinha na balada revela seu dom premonitório de que um mico se aproxima.

Chuva:
Sonhar que está chovendo homem quer dizer que alguém por perto está escutando It’s Raining Men e você está, tipo, inconscientemente escutando a música. Sério, isso já aconteceu comigo.

Cuca de banana
Sonhar que está comendo uma cuca de banana revela que você está com síndrome de FUS – Falta Urgente de Sexo.

Ex-namorado
Sonhar com o ex significa que algum de seus neurônios ainda estão apaixonados por ele.

Gordura
Sonhar que virou uma baleia quer dizer que não rola comer um MacTudo antes de dormir.

Limão
Sonhar que você virou um limão revela um desejo inconsciente de comer laranja verde.

Jota Quest
Primeiro que não é sonho, é pesadelo e simboliza todas as coisas ruins da vida que você tem que dar um jeito.

Morte
Sonhar com morte quer dizer renascimento, uma nova vida. Pelo menos essa é a mentira que sempre aplicam. Na verdade você vai morrer mesmo.

Praia
A praia simboliza ter ódio da escola, das provas e sua vontade de se livrar disso o quanto antes. Já praia com chuva é o maior programa de índio!

Rodrigo Santoro
Ficar com o Rodrigo Santoro... Só em sonho mesmo!

Sexo
Ao contrário do que pensam as mentes sujas, sonhar com sexo revela um desejo singelo de comer cuca com banana.

Jerri Dias tem sonhos recorrentes com cuca de banana


Coluna publicada na Capricho 925.