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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O DOUTRINADOR - Trailer


Baseado na graphic novel homônima de Luciano Cunha, O Doutrinador promete ser um filme de ação interessante para padrões nacionais. Embora as coreografias de luta não pareçam ter a força da série de TV Arqueiro, só a catarse de ver de um justiceiro matando corruptos e empresários Brasil afora já vale a ida ao cinema.

Um deputado federal, indignado com a obra (a carapuça serviu), tentou proibir a obra de ser publicada, mas o processo foi arquivado. Infelizmente Cunha não revela quem foi. Uma pena, pois seria bom que tomo amante de quadrinhos soubesse em quem não votar.



terça-feira, 10 de julho de 2018

DIONISO - GRAPHIC NOVEL



Dioniso por R$ 33,00 com frete grátis!

Ou encomende o PDF por apenas R$ 7,00 (link para download pelo e-mail).

Suspense sobrenatural erótico, Dioniso é a primeira publicação nacional totalmente produzida em arte digital 3D.

Eddy Venino, do site SOBRE CAFÉ E CIGARRO

"Dioniso é uma HQ extremamente interessante não apenas pela temática abordada, mas pelo seu pioneirismo: sua arte é bastante diferente da que estamos acostumados, abrindo mão dos desenhos feitos à mão e utilizando modelos e cenários tridimensionais e tratamento artístico completamente digital para compor as ilustrações. Essa decisão artística contribuiu para compor cenas muito bonitas e bem coloridas, tornando esta a primeira publicação em quadrinhos feita completamente em 3D no Brasil."

Capa dura, tamanho 21 x 28 cm, fino acabamento e 114 páginas em papel couchet.

 Encomendas pelo e-mail:  jerridias@hotmail.com


sexta-feira, 22 de junho de 2018

INVENCÍVEL - Comics

 Ryan Ottley cria painéis dinâmicos como poucos.
Clique nas imagens para ampliar.


O personagem


Mark Grayson é filho de Nolan Grayson, secretamente Omni-Man, o maior super-herói da Terra. Ao desenvolver os poderes de seu pai no final da adolescência, Mark (Invencível), tentará seguir os passos do lendário Omni-Man.

Os autores


Robert Kirkman

A série The Walking Dead tornou Kirkman um dos roteiristas de quadrinhos mais ricos da atualidade.


Mais conhecido por ser o criador da série The Walking Dead, que ele mesmo adaptou para a TV, Kirkman escreveu diversas outras séries independentes assim como da Marvel, sendo essas Ultimate X-Men, Homem-Formiga e Zumbis Marvel. Além de ser um dos cinco sócios da Image Comics, Kirkman tem dividido seu tempo com produções e roteiros de séries e longas para o cinema.

Cory Walker

Cory Walker em seu melhor momento.


Co-criador de Invencível, seu traço estilo linha clara chamou a atenção de outras editoras e da Marvel. Para esta última ilustrou capas e histórias do Homem-Formiga, Justiceiro, Homem-Aranha e outros. Depois de ilustrar os primeiros números de Invencível, Walker retornou nos últimos números com um traço mais evoluído e interessante.

Ryan Ottley

Ei, eu também tenho uma parede com tijolos expostos e uma estátua do Darth Vader do meu lado.
Mas as semelhanças acabam por aí.


Reconhecido como o ilustrador que sedimentou Invencível aos olhos dos leitores, Ottley tinha sido despedido de uma loja de ferramentas quando decidiu que precisava divulgar intensamente seu trabalho. E deu certo. Kirkman viu seus trabalhos no site Penciljack.com e o chamou para ilustrar Invencível. Ottley entrou para substituir Walker, que não conseguia cumprir os prazos da editora à tempo. Ottley ilustrou quase todos, quando então revezou com Walker os últimos números, para fechar esteticamente a série. Com apenas 2 ilustradores durante 144 edições, esse foi um feito raro em um mercado editorial onde ilustradores de séries longas costumam ser trocados a cada ano. Depois do final da série, Ottley passou a ilustrar o Homem-Aranha para a Marvel.


Os quadrinhos 



Atenção: contém alguns poucos spoilers, mas diante da enormidade de surpresas e reviravoltas na série, essa crítica contém no máximo 1% de spoilers.

Arte de Freddie Williams II.
Artistas convidados produziam miniposters internos para as edições.
Esse é uma clara homenagem ao poster de Superman II de Richard Donner.


Lançada em 2003 e encerrada em 2018, Kirkman e Walker esperavam que a série pudesse durar alguns poucos anos, mas graças ao excelente roteiro e traços elegantes e dinâmicos dos dois ilustradores, a série durou 15 anos distribuídos em 144 edições e mais alguns spin-offs em formatos de minisséries. E o melhor de tudo é que foram os próprios autores que decidiram que era melhor finalizar tudo do que viver para ler seus heróis em aventuras medíocres. Que é o que acontece com todos os heróis que tem séries sem data para acabar ou sequer dão pausa. 

Toda a premissa e mesmo as aventuras de Invencível, de forma genérica, já foram vistas em diversas outras séries de heróis. Se assim é, onde está a novidade e porquê os próprios autores colocaram na capa, em certo ponto, a chamada "o melhor quadrinho de super-herói do universo"?  Para começar a entender isso, comece a ler a revista e tente parar de ler depois da edição nº7.

No universo de Invencível, quando super batalhas acontecem, centenas, às vezes milhares de civis, costumam morrer. 
O traço cartunesco de Cory Walker cria um belo contraponto com a violência.


Bom, me parece que a grande sacada de Kirkman e parceiros foi pegar tudo o que de mais interessante a Marvel, DC e alguns autores como Moore, Millar e Ellis já haviam produzido e sintetizar isso em um número limitado de edições (124 números + minis), com foco no personagem Invencível. Assim, você tem a imaturidade e entusiasmo de um jovem Homem-Aranha, a mitologia de um Super-Homem, as excelentes conversas banais de quadrinhos independentes, a violência de um Authority em um traço que lembra animação, questões políticas que remetem à Miracleman, o amadurecimento de um Ken Parker e o principal, alegrias e tragédias marcantes. Para falar a verdade, esse foi o único quadrinho que me fez literalmente aplaudir algumas cenas.

Tudo isso, é claro, só acontece porquê os personagens vão se tornando cada vez mais tridimensionais, repletos de nuances e ambiguidades à medida que a trama se desenvolve e eles amadurecem ou são transformados pelos acontecimentos. Diferente da maioria das revistas do gênero, os personagens envelheceram mais ou menos no mesmo tempo que seus leitores. Vilões podem se tornar heróis e vice versa, pois mudanças de caráter e opinião é algo que acontece tanto na vida real quanto no universo criado por Kirkman, Walker e Ottley. 

Apesar de ser da editora Image, Kirkman conseguiu um acordo com a Marvel e incorporou uma visita ao universo Marvel dentro da narrativa cronológica de Invencível. 
E ele aproveita para se divertir. 


Kirkman, sempre que pode, brinca, manipula e subverte com maestria todos os clichês do gênero e surpreende o leitor continuamente desconstruindo de forma inteligente tanto cenas de ação quanto diálogos. Assim, vilões controladores de mente que em histórias convencionais demoram dias ou horas para serem derrotados, são incapacitados com uma mera pedra jogada de uma distância segura.
Ou alguns crimes de vilões desesperados são resolvidos com conversa e sem violência alguma. Ou quando um personagem se revela gay e a reação dos amigos é completamente natural.

É óbvio que Invencível não é só conversa, sobra ação o tempo todo, mas a questão é que quase sempre a ação tem um fundo emocional ou perigo real, sendo muitas vezes inevitável de acordo com o antagonista. Assim, quando Invencível enfrenta um sociopata de outro planeta, a batalha dura 3 edições completas e é uma das mais sangrentas e catárticas lutas que já tive a oportunidade de ler. E já faz 45 anos que leio quadrinhos. Aliás, esse é dos grandes problemas de muitas histórias de super-heróis. Os leitores compram esperando grandes cenas de ação, mas no geral elas são curtas, duram entre 1 e 3 páginas, não são bem coreografadas/editadas e tem excesso de conversa. Isso não acontece em Invencível. As conversas são reduzidas nas cenas de ação, as cenas de lutas importantes são estendidas para garantir um impacto emocional e são bem planejadas e coreografadas. Ou seja, existe um cuidado para imergir o leitor dentro da batalha e não apenas fazê-lo folhear as páginas entediado com brigas pífias e previsíveis.


No filme Homem de Aço, de Zack Snyder, a inspiração para o uso da supervelocidade nas lutas parece ter sido tirada diretamente das ilustrações de Ottley.
Nesse arco chamado Conquista, a adrenalina provocada no leitor é equivalente à violência da batalha.


Além de subverter e brincar com os diversos heróis que fazem parte deste universo, Kirkman usa e abusa criativamente de conceitos como realidades paralelas, viagens no tempo, invasões alienígenas, origens de heróis, consequências realistas da existência de heróis no mundo e até mesmo cria um reboot dentro da própria série que afeta a cronologia da série regular. Coisa fina. E falando em reboots, o personagem de Grayson é fã de quadrinhos e volta e meia tem discussões sobre quadrinhos na sua comics store preferida e lá Kirkman aproveita para criticar e debochar da indústria dos quadrinhos e até mesmo de suas decisões narrativas com o personagem.

Sobre o planejamento geral da série, apesar do claro talento de Kirkman e companhia, as primeiras dezenas de números contém uma ou outra cena interessante ou que parecia importante que acabou sendo deixada de lado (ou convenientemente esquecida) devido a novas reviravoltas e acontecimentos na narrativa. Por um lado, isso é bastante perdoável, pois a série tem dez vezes mais acertos do que erros no que concerne a respeitar a ordem cronológica e consequências dos atos de cada personagem. Tamanha complexidade e entrelaçamento de personagens só lembro de ter visto em Watchmen, para ficar apenas no gênero.


Um dos grandes trunfos de Invencível, é que personagens importantes podem morrer a qualquer momento. Invencível é o Game of Thrones dos super-heróis.


As consequências dos atos de vilões e heróis são fatos que nunca são esquecidos, sejam elas pequenas ou enormes e essa atenção a esse tipo de detalhe torna a leitura rica e são sempre um elogio de Kirkman à inteligência do leitor, mantendo sempre um ótimo nível tanto na escrita quanto evitando superexposição de fatos passados, recurso muito utilizado por quadrinhos voltados para adolescentes, onde personagens repetem a cada edição coisas que todo leitor já cansou de ler já na terceira edição. 

Já o final de uma série tão longa deve ter sido algo que atormentou Kirkman e seus associados por muito tempo, pois como finalizar com chave de ouro uma série de super-heróis com contornos tão humanos quanto galácticos? Optando por se deixar influenciar por grandes obras como Superman:Identidade Secreta, a série de TV À 7 Palmos e ao filme de Spike Lee, A Última Noite.
Quem leu ou viu todas essas referências, deve ter uma ideia do que estou falando.

E Depois de 15 anos e mais de 170 edições no universo de Mark Grayson, Invencível me convenceu de que é o melhor quadrinho de super-herói (em série) do universo.


A obra, que começa em um tom juvenil e um tanto bem-humorada na maior parte, vai se tornando mais complexa e trágica à medida que o personagem cresce.
   

Depois de Invencível


Em 2005 a Paramount comprou os direitos da obra e Kirkman escreveu um roteiro. Mas ficou por isso.  Para você ter uma ideia, mesmo uma trilogia longa como a do Senhor dos Anéis não daria conta da duração necessária para abarcar todos os personagens e cenas essenciais da série. O ideal mesmo seria 12 filmes de 3 horas casa. Mas como isso é impossível, talvez 6 filmes de 2 horas cada deixando apenas o essencial e cortando metade dos personagens. Mas como o personagem é praticamente desconhecido até mesmo entre fãs de super-heróis, as chances são bem pequenas. Então o quê?

Bem, a Amazon acaba de anunciar neste mês de junho, que fará 8 episódios em animação de Invencível, cada um com 1 hora de duração. Com possibilidade para uma segunda temporada caso a série tenha uma boa audiência. A questão é se vão manter o nível adulto e violento dos quadrinhos.


Contra oponentes sociopatas muito mais poderosos, Mark Grayson vai descobrir que não pode haver trégua nem clemência (repare na fratura exposta no cotovelo do herói). 
Arte de Ryan Ottley


Por outro lado, desde o ano passado que Seth Rogen (Besouro Verde), ator, roteirista e produtor está tentando fazer um filme de Invencível e saiu uma grande matéria sobre isso em fevereiro deste ano sobre como ele e Evan Goldberg estão trabalhando o roteiro do filme com a benção de Kirkman. Provavelmente irão trabalhar o primeiro arco dos quadrinhos. Espero que sim, ou o filme pode ficar bastante confuso se introduzirem aventuras espaciais antes de fincarem o pé no chão. Mais ou menos como fez a Marvel, que começou em uns poucos lugares do planeta e com o tempo, expandiu para todo o universo.

Àqueles que acham que o gênero de super-herói está ficando repetitivo na tela grande, podem esperar grandes surpresas se o tom, dinâmica e complexidade de Invencível forem mantidos no cinema. Para mim, que passei a adolescência vendo apenas um filme decente baseado em quadrinhos a cada 2 ou 3 anos, a época cinematográfica atual são meus maiores sonhos nerds se tornando realidade.


Um filme de Invencível que chegasse ao ponto de abarcar os arcos cósmicos que se iniciam na metade da série, necessitaria do mesmo tipo de orçamento e qualidade de produção de um Star Wars ou Vingadores:Guerra Infinita. 



sexta-feira, 18 de maio de 2018

CRIMES E CASTIGOS - Quadrinhos




Projeto super bacana no CATARSE.

Vou deixar alguns dados sobre essa ótima obra que você pode apoiar e adquirir lá no site.

O projeto

Como é possível que os quadrinhos de Carlos Nine – um artista único, premiado e adorado como um mestre nos quatro cantos do planeta – tenha passado em branco por todos esses anos aos olhos do meio editorial brasileiro? Como?!

Mas finalmente nós estamos aqui juntos para dar fim a esse absurdo! A Figura Editora, delirante de orgulho, convida você para participar do financiamento coletivo/pré-venda do primeiro álbum de HQ do incomparável Carlos Nine a ser publicado no Brasil: CRIMES E CASTIGOS.

Assim, você não só terá seu nome impresso nessa linda edição, más também nos ajudará a seguir trazendo grandes autores ao país.


O LIVRO

Crimes e Castigos será uma edição de luxo, formato 21,5 x 30 cm, capa dura, miolo com 64 páginas coloridas, em papel couchê fosco de 115 g.

Nas livrarias, o livro custará R$52,90. Aqui você pode comprar com até 40% de desconto, e colaborar decisivamente para a realização dessa edição.

Quer saber mais? Clica aqui!


sábado, 21 de outubro de 2017

SIDEKICK - Curta



Curta-metragem interessante que remete a série INVENCÍVEL e a história curta O GAROTO QUE COLECIONAVA HOMEM-ARANHA. Apesar de uma concepção um tanto machista de mundo, o curta comove pela simplicidade, pela boa produção e boas atuações. Destaque para as participações de Emily Bett Rickards (Arrow) e Tom Cavanagh (The Flash). 



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

DIONISO - GRAPHIC NOVEL



DIONISO por apenas R$ 32,00 com frete grátis!

PDF por R$ 7,00. Envio de link para baixar por e-mail.

Encomendas pelo e-mail jerridias@hotmail.com

A obra

Suspense sobrenatural erótico, "Dioniso" é a primeira publicação nacional totalmente produzida em arte digital 3D. Edição da Editora AVEC om fino acabamento em capa dura, tamanho 21 x 28 cm, e 114 páginas em papel couchet.



Sinopse

Adriano Ferri, um detetive particular e sua amiga Marcela envolvem-se em uma trama onde rituais pagãos e mitos antigos provam que ainda não estão mortos.

Os autores

Jerri Dias já publicou a graphic novel “Zarathustra” e escreveu para revistas como a “Made in Brazil”, “A3 Quadrinhos”, “Dum-Dum” e outras. No campo do audiovisual, reúne prêmios com os curtas de horror “Estrada”, “Desaparecido” e a comédia “A Vingança de Kali Gara”.

Também é premiado no cinema o roteirista, diretor e ilustrador Pedro Zimmermann. Consta em seu currículo um Kikito de Gramado como melhor roteirista pelo longa “Diário de um Novo Mundo” e premiações pelos curtas de ficção científica “Mapa-Múndi” e “Eco de Longa Distância”. Seu trabalho mais recente é a minissérie de TV nacional de ficção científica, “Oxigênio”.



Trechos de Críticas

"Olha, devo lhes admitir que essa parte da Graphic é muito bacana, e obviamente que instiga a mente nerd de qualquer um que tenha um parco conhecimento de mitologias diversas, fazendo-nos imaginar que essa história pode render muitas e ótimas continuações explorando justamente essa treta entre Deuses diversos, mesmo que qualquer leitor iniciado no mundo Vertigo já tenha visto algo similar… O assunto ainda rende, e é praticamente inesgotável dada a imensa gama de divindades e culturas mitológicas do nosso mundo."
Hell - site Melhores do Mundo

"DIONISO nos traz deuses, figuras mitológicas, belas mulheres, terror e muito sangue. Com um roteiro que prioriza a estrutura e o background onde foi construída e com ilustrações que interagem bem com o que é contado. DIONISO é uma história com gostinho de quero mais."
Eddy Venino, site Sobre Café e Cigarro

"Já vou adiantar: a HQ tem sangue, esquartejamento, putaria, mulheres peladas e quem espera ver os “lábios da rata” das meninas… chegou ao lugar certo! Combinando mitologia grega, ocultismo e as mais avançadas técnicas de edições de imagens, DIONISO foi planejado por quatro mãos que já possuem ampla experiência na arte de contar histórias.
Site Dínamo Estúdio



domingo, 2 de julho de 2017

ALEX ROSS - Galeria

 Clique para ampliar.


Quadrinhista americano, popular por suas HQs de realismo fotográfico. Embora seja mais conhecido do grande público por seu trabalho nas duas grandes editoras de “comics” (Marvel e a DC Comics), Alex Ross também realizou trabalhos para outras companhias e empresas. Ele é, por exemplo, co-criador da série “Astro City”, série de super-heróis publicada pela Image e Homage.

Entre os trabalhos de Ross destacam-se "Marvels" (Marvel, 1994, minissérie em quatro partes) e "O Reino do Amanhã" (DC, 1996). No final dos anos 90 e começo dos anos 2000, Ross lançou em parceria com Paul Dini histórias em formato tablóide comemorando o aniversário de 60 anos dos ícones "Superman", "Batman", "Mulher-Maravilha" e "Capitão Marvel".

Outros trabalhos incluem os gibis de "O Exterminador do Futuro" (baseado no filme), "Miracleman" (o antigo "Marvelman"), "Tio Sam", "Terra X", "Space Ghost" e "Fantasma".

Texto do site Guia dos Quadrinhos.











 Em colaboração com Bruce Timm.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ANTES DE WATCHMEN - MINUTEMEN (Before Watchmen - Minutemen, EUA, 2012)

Arte de Darwyn Cooke.


Before Watchmen - Minutemen é parte de uma coleção de 9 volumes lançada pela DC COMICS para dar sequência à obra-prima Watchmen  contando a história pregressa de todos os heróis da saga de Moore e Gibbons. 

O Autor



Darwyn Cooke foi o autor escolhido para este álbum em particular especialmente por causa de seu trabalho com Era de Ouro da DC Comics em DC: A Nova Fronteira. Seu traço cartunesco, que lembra muito a animação Batman de Bruce Timm, traz tanto uma carga de nostalgia quanto inovação.



Sinopse

Hollis Mason, o Coruja  original, relembra suas aventuras com os Minutemen nos anos 40 ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades para publicar sua polêmica autobiografia nos anos 60.

A obra

Bem, custei para começar a ler esta série de volumes da DC que muitos criticaram como sendo caça-níquel (mas não são todas as publicações caça-níqueis?) e desrespeitosa à obra original. Bem, puristas de plantão sempre existirão e sempre é bom lembrar que a publicação de uma continuação de sua obra favorita não significa que a original será incinerada e ninguém mais terá acesso à ela. Uma obra não inviabiliza a existência de outra. Nem George Lucas conseguiu realizar esse feito, por mais que ele tentasse. Alan Moore também se meteu na polêmica e até mesmo disse que seus fãs que lessem Antes de Watchmen poderiam esquecê-lo. Bom, acho que agora acabaram-se minhas chances de ser amigo de Moore...


A bela sequência inicial em planos widescreen.


Começando pelas capas, a DC chamou praticamente todos os seus colaboradores para fazerem excelentes capas alternativas, resultando numa galeria ao longo dos 9 volumes que por si só daria uma publicação completa.  Não duvide se lançarem uma edição um dia desses.

Voltando aos Minutemen, tudo o que se leu em Sob o Capuz, livro fictício cujas páginas abrilhantavam ainda mais Watchmen, foi adaptado  por Cooke. A grande sacada de Cooke, nesse caso, foi mostrar que na verdade, Mason deixou muitos fatos sinistros de fora, tecendo aí uma crítica a suposta inocência tanto da Era de Ouro quanto à sociedade americana da época. Nesse ponto, seu traço estilizado e quase infantil é um ótimo contraponto à brutalidade apresentada.

O melhor deste volume é podermos conhecer melhor personagens como Silhouette, Capitão Metrópolis, Traça, Justiça Encapuzada e claro, o próprio Coruja. Outros heróis também aparecem, mas tem uma participação menor na trama que envolve tráfico de crianças e pedofilia. Seguindo os passos de Moore nesse sentido, Cooke confronta heróis fantasiados com o sórdido mundo real de monstros vestindo terno.


Silhouette tem o arco mais sombrio e adulto da trama.


Até o momento já li 5 volumes e este é o melhor deles em termos de conteúdo e novidades. Os outros 4, Espectral, Comediante, Coruja e Ozymandias variam entre o entedidante e o bacaninha, mas nenhum realmente empolgante. Espero que o de Manhattan, meu personagem favorito, seja bom.
Ou estou esperando demais?


terça-feira, 27 de setembro de 2016

NEIL GAIMAN - Entrevista

 O Senhor das Palavras.

Neil Gaiman é um cara que dispensa apresentações para quem curte quadrinhos maduros e literatura fantástica.

Então, para vocês, fãs de Gaiman que querem conhecer ele um pouco melhor e saber o que ele pensa sobre literatura, quadrinhos e outros assuntos, selecionei perguntas de entrevistas diferentes (para não ter problemas com direitos autorais) e após cada resposta eu linkei o original onde quem lê inglês pode ler a entrevista completa.

Com a palavra, Neil Gaiman:

O que você gostava de ler quando era criança?

Qualquer coisa. Eu era um leitor. Meus pais costumavam me revistar antes de reuniões de família. Antes de casamentos, velórios, bar mitzvahs e o que fosse. Porque se não o fizessem, o livro estaria escondido dentro de um bolso ou outro lugar e assim que eu tivesse a oportunidade eu acharia um canto para ler o livro. Era assim que eu era... era isso o que eu fazia. Eu era o menino com o livro. Agora, tendo dito isso, minha tendência era gravitar ao redor de qualquer coisa fantástica, fosse Ficção Científica, fosse Fantasia, fosse Horror, fossem histórias de fantasmas ou qualquer coisa dentro desse território. Mas eu era, definitivamente, o tipo de criança que lia de tudo. O legal de estudar em uma escola na Inglaterra naquela época é que as escolas eram realmente muito velhas. E elas sendo bem velhas isso significava bibliotecas construídas nos anos 1920. Aquela foi a última época em que saíam em expedições de compras de grandes livros. E mais algumas surgiram nos anos 1930. Eu tive a oportunidade de ler esses autores quase esquecidos. Eu sentava e devorava as obras completas de Edgar Wallace ou G.K Chesterton. Na verdade, eu me lembro de ver pela primeira vez os dois primeiros volumes de O Senhor do Anéis em dois capas dura bem detonados. A Irmandade Do Anel e As Duas Torres. Era o que tinha na biblioteca, e eu os li e reli várias vezes, imaginando como aquilo acabaria. E quando eu tinha doze anos eu ganhei o prêmio de Inglês da escola e eles disseram: “O que você gostaria de ganhar como prêmio? Você ganha um livro.” Eu disse: “Por favor, posso ganhar o Retorno do Rei para saber o que acontece?” 

Leia a entrevista completa aqui.


Os Pérpetuos no tradicional almoço de domingo. ;-)


Sobre criar uma família disfuncional para Sandman e seus irmãos (conhecidos como Perpétuos).

Muito disso se deve a quando eu comecei a escrever Sandman. Foi em 1987 que eu comecei. Eu estava pensando que não existiam quadrinhos por aí com famílias – e eu amo a dinâmica familiar. Eu adoro a forma como as famílias funcionam ou não funcionam, adoro como se comportam, adoro como elas interagem e isso me pareceu que seria algo muito divertido para colocar na obra.

Quando eu vim para a América para sessões de autógrafos, as pessoas me diziam: “Nós adoramos os Perpétuos; nós adoramos Sandman e sua família, eles são uma família disfuncional maravilhosa.”
Não era uma expressão que eu não tivesse escutado antes, mas eu perguntei: “Um momento, me explique, o que é uma família disfuncional?” E as pessoas me explicariam, e depois de algum tempo eu me dei conta de que o que os americanos chamam de “família disfuncional” é o que na Inglaterra nós chamamos “família”. Eu nunca topei com uma dessas famílias funcionais.

Leia a entrevista completa aqui.


Dizem que a inveja é um pecado mortal...

Descreva um dia de trabalho. Como você escreve?

Se estou escrevendo um livro, eu provavalmente acordo pela manhã, confiro e-mails, talvez meu blog, resolvo emergências e então me dedico a escrever das 13:00h às 18:00h. E vou escrever longe, a uma distância segura do computador. Se eu não estiver escrevendo um livro, não tenho programação, e roteiros e introduções e o que for podem ser escritos a qualquer hora e em qualquer coisa.

Leia a entrevista completa aqui.


Página do livro de scketches de Neil Gaiman.


Em Credo (Em que eu acredito), que abre a primeira seção do livro, você escreve: “Eu acredito que eu tenho o direito de pensar e falar coisas erradas.” Você acha que na sociedade de hoje – particulamente por causa das redes sociais e do ciclo de notícias 24 horas – que não deixamos as pessoas estarem erradas o suficiente?

O que eu tenho a tendência de ver acontecendo é mais e mais pessoas se refugiando em suas bolhas. As pessoas estão assustadas de fazerem a coisa errada ou de serem xingadas e por isso formam vilarejos onde todos concordam uns com os outros e então eles podem ir até o outro vilarejo e atacar as outras pessoas que moram lá apenas pela diversão, mas não existe qualquer intercâmbio de ideias.
Eu acho que temos que encorajar a ideia de que nos é permitido pensar coisas. Eu pensei muitas coisas idiotas ao longo dos anos, e eu posso te dizer que não existe nada idiota demais que eu tenha pensado que alguém tenha me feito mudar de ideia porque me xingou ou me ameaçou de morte. Por outro lado, ter ótimas conversas com bons amigos, provavelmente bebendo, definitivamente mudou minha linha de raciocínio e me fez pensar que poderia melhorar. Nos é permitido melhorar, mas nós temos que deixar que as pessoas melhorem. 

Leia a entrevista completa aqui.



Gaiman no set da série Deuses Americanos.


Parece que você está, lentamente, se tornando um escritor de prosa. Você tem planos de voltar aos quadrinhos?

Bem, não estou escrevendo muito quadrinhos nesse momento. Suponho que eu me tornei bom escrevendo quadrinhos. Eu aprendi minha arte. Por 8 ou 9 anos eu fui realmente um roteirista de quadrinhos. E eu fiquei muito bom nisso. Por outro lado, quando estava escrevendo Sandman, tinha outras coisas que eu queria fazer, a maioria das quais eu não podia naquela época. Bons Augúrios, que eu co-escrevi com Terry Pratchett, foi escrito em 1989, quando eu levava duas semanas para escrever uma edição de Sandman. Então eu tinha bastante tempo livre, certo? E eu queria escrever mais prosa – eu queria fazer televisão e cinema e eu queria escrever uma peça – mas eu não tinha tempo sobrando. A maior parte do que venho fazendo desde que finalizei Sandman são coisa que eu não podia naquela época, como colocar Neverwhere como uma séria na BBC, o que eu aprendi muito, ou meu episódio de Babylon 5, que me mostrou que eu poderia conseguir de verdade fazer algo parecido com o que eu gostaria de ver na TV. E essas são coisas que eu ainda não sou – pelo menos na minha opinião – muito bom em escrever. Eu ainda não escrevi um livro que eu ficasse completamente satisfeito. Stardust foi o mais próximo que eu cheguei disso. Eu estava muito mais satisfeito com ele do que com Neverwhere, como qual eu não estava super feliz. Foi um bom começo. Eu espero que no próximo, eu acerte a mão. Eu quero fazer outra série de TV agora, porque acho que aprendi o suficiente para fazer uma com a qual fique contente. Fazer um filme. Foi bom fazer o roteiro da Princesa Mononoke. É muito diferente de escrever quadrinhos. São mídias diferentes, quadrinhos sendo uma coleção de imagens estáticas, eu acho, tem muito mais em como com a prosa do que com um filme. Criam-se efeitos muito mais próximos da prosa. Com filmes, a coisa está se movendo o tempo todo. Personagens  estaco fazendo coisas o tempo todo, falando de verdade. Você tem que ser menos obsessivo com sua criança. Você não pode ter algo que você acha que é perfeito, absolutamente o que você quer: você tem que saber que não, é apenas um diagrama. Eu apenas quero criar coisas, na verdade. Toda a minha vida, eu achei que estava escapando de algo porque eu estava inventando coisas e descrevendo elas no papel. E que um dia alguém bateria na porta, e um homem com um prancheta estaria na soleira e diria: “Aqui diz que você apenas andou inventando coisas por todos esses anos. Agora está na hora de sair daí e ir trabalhando no banco.”
Porque minha avó ou quem quer que fosse sempre me avisava, como eles avisam as crianças: “Não invente coisas! Você sabe o que acontece com meninos que inventam coisas!” Mas eles nunca te contam o que acontece. Mas o que posso dizer até agora, que o que aconteceu envolveu poder ficar muito em casa, algumas viagens internacionais, ficar em hotéis bacanas e conhecer muita gente legal que quer que você autografe coisas para elas. É isso.     

Leia a entrevista completa aqui.

A biblioteca particular de Neil Gaiman.


Nuno, membro do Goodreads (site equivalente ao Skoob) pergunta: “Como fã de FC e Fantasia, eu sou frequentemente confrontado por pessoas que desprezam esses gêneros como sendo escapismo – e nada mais. Mas eu sempre gostei que Ursula K. Le Guin disse que o propósito da FC é ‘descrever a realidade, o mundo atual.’ Qual, você diria, é o propósito da Fantasia e FC?”

Eu acho que o propósito é nos mostrar o mundo em que vivemos em... sobre um ângulo levemente diferente. Em um no qual nunca o vimos antes. A grande coisa de ver algo familiar sob um ângulo levemente diferente é que você pode vê-la novamente pela primeira vez. Você pode vê-las sem todas as pré-concepções que você construiu.Se você acha que pessoas e coisas são de um jeito, a melhor coisa da FC e da Fantasia é que elas podem te passar a mensagem fundamental de que as coisas não precisam ser assim. As coisas podem ser diferentes. E isso é incrivelmente libertador.

As pessoas dizem que são coisas escapistas, mas também tem as coisas boas. Mas você não decide o que é escapista e o que é bom. E ficção que te permite escapar é sempre maravilhosa.

Um dia desses eu escutei uma entrevista na rádio BBC sobre um homem que havia aprendido a ler direito na prisão. E ele estava falando sobre o fato de que a melhor coisa sobre ler era que ele não precisava estar na prisão enquanto lia. Sim, ele estava na prisão, mas lá tinha livros. E agora que ele os podia ler, ele podia estar na Jamaica, ir para a América e passar por essas aventuras e até viajar no tempo. E eu pensei, ele está dizendo algo muito verdadeiro. Não é escapismo – é escapar. E quando você escapa, não é apenas uma escapada. Porque você voltará, e você estará diferente. Você estará armado com ferramentas, armas e conhecimento. E coisas que você não sabia antes.  

Leia a entrevista completa aqui.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

STORMWATCH - NOVOS 52 - Vol. 1 (DC Comics, 2011) - Comics

Para facilitar a assimilação do leitor da DC, o Caçador de Marte foi incorporado à equipe.


Durante quase 10 anos parei de comprar quadrinhos regularmente e passei apenas a comprar uma edição especial ou outra que surgia com um autor/artista que já conhecia. Tudo mudou quando comecei a baixar quadrinhos e percebi que havia perdido muita coisa boa no final dos anos 90 e início dos 2000. E voltei a comprar quadrinhos regularmente graças a possibilidade de poder conferir novos roteiristas e ilustradores.

E um dos quadrinhos de supers que mais me impressionou na época foi o Stormwatch de Warren Ellis, que em seguida se transformou no The Authority, ainda sob a batuta de Ellis e Bryan Hitch. Ambos deixaram o título mas foram substituídos pelos igualmente extraordinários Mark Millar e Frank Quietely. Colocando seus superpoderosos personagens convivendo com figura políticas e celebridades de nossa sociedade contemporânea, os quatro fantásticos autores seguiram um pouco a linha aberta por Alan Moore em Watchmen criando consequências reais para a existência de superseres. Cidades arrasadas, milhões de mortes, evacuações, sexualidade, drogas, polêmicas, política... tudo entrava na trama e levava para um único caminho: a dominação do mundo pelos super-heróis. Também outra ideia de Moore (Miracleman). Tudo isso em histórias tão empolgantes e divertidas quanto assistir aos melhores filmes da Marvel.


A arte de Miguel Sepulveda é boa, mas confesso que o excesso de detalhes na maioria dos quadros me incomoda. 
Aqui, um dos poucos quadros com enquadramento bem pensado e sem exageros.


E eis que me deparo com a nova releitura do The Authority, agora renomeado Stormwatch, mas com praticamente os mesmos membros do primeiro.  Na tentativa de renovar constantemente histórias de origens e personagens para conquistar novos leitores e manter o interesse dos fãs veteranos, Marvel e DC, de 2000 pra cá, tem criado todo tipo de motivo (bons e ruins) para renovarem seus heróis.

Bem, dessa vez eles colocaram um grupo de super-heróis que era produzido para um público mais inteligente e o repaginaram para mentes menos exigentes. Não basta manter dois personagens gays para fingir que as histórias são adultas se todo o resto não é. O que o antigo The Authority tinha de diálogos espertos e de humor negro, esse tem de excesso de explicações e diálogos desnecessários. Em alguns momentos eu achava que Stan Lee tinha escrito o roteiro, de tantos balões entupindo as páginas. E o pior é que a história de abertura é de Peter Milligan, que é um autor que tanto entrega obras-primas como Enigma quanto porcarias como Namor.


As explicações sobre o porque e como as coisas acontecem, em geral, são uma mistura pseudo-ciência e pura enrolação para encher linguiça. Não teria problema se as ideias fossem originais e instigantes.


E não bastassem descaracterizar o grupo em seu visual, Meia-Noite agora tem um uniforme cheio de tachas enormes, com um design de mau gosto que lembra os anos 70. E agora, o Stormwatch, que era do selo Wildstorm, faz parte do selo DC, habitando a mesma Terra onde atuam Batman e Super-Homem, sendo que Meia-Noite a Apolo já são uma cópia gay de ambos. A existência do Stormwatch é explicada sem muita convicção dizendo que eles existem há milênios para proteger a Terra de invasões alienígenas, sendo que todos os leitores sabem que quem faz isso é tanto a Liga da Justiça quanto Superman ou Lanterna Verde sozinhos.  A desculpa é que eles lidam com alienígenas mais agressivos, mas ao ler as aventuras chatas desse novo Stormwatch, não dá pra levar a sério essa desculpa.

Dos 7 números que compreendem o Vol. 1, nenhuma história me empolgou ou me divertiu, apenas me entediou. Já comecei a ler o Vol. 2, mas até o momento não estou notando melhoras.
     
O título acabou no número 30. 
Pelo visto, as histórias não melhoraram mesmo.

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sábado, 16 de julho de 2016

JAIME BROCAL - Galeria



Jaime Brocal Remohí (1936 - 2002) foi um artista espanhol publicado por grandes editoras americanas e européias como Warren, Darguaud, Epic e Heavy Metal. Seus bárbaros sisudos e mulheres sensuais o fizeram um dos ilustradores favoritos dos fãs de fantasia épica e heróica. Um grande talento com o bico de pena e o pincel o alçaram a condição de um dos maiores artistas de seu gênero no século XX.

Nos anos 60, Brocal pegou o gosto pela fantasia heróica e fã de Robert E. Howard, criou, nos anos 70, o bárbaro Kronan. Nada a a ver com Conan, já que estamos falando de um bárbaro ruivo. Acho que naquela época as ações legais entre editoras eram bem menores do que hoje... Ao mesmo tempo produzia histórias de horror para a Warren, publicadas aqui na saudosa revista Krypta.  

Depois de Kronan, Brocal ainda criou mais dois heróis bárbaros, Arcane e Ta-ar, sempre com muita violência e corpos semi nus e sensuais. 

Brocal também ilustrou diversos livros baseados em figuras históricas como Gandhi e  Lawrence da Arábia. Além disso, fez adaptações de livros como O Último dos Moicanos e Tarzan.

Ta-ar foi publicado até o ano de 1988, quando Brocal então deixou a Dargaud alegando diferenças criativas. No final da carreira, o artista se dedicou principalmente à produzir capas e ilustrações para editoras diversas até o ano de 1997. Morreu em 2002, aos 66 anos de idade em Valência, na Espanha. Seu trabalho foi publicado em coletâneas e continua uma grande referência para artistas do gênero até hoje.










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