Yanto Laitano está de volta à estrada para lançar "Yantux", disco conceitual que conta a história de um personagem às vezes doce, às vezes lunático. Yantux transita entre viagens psicodélicas com seus camaradas e as suas paixões malucas, que terminam tão rápida e intensamente quanto começaram.
É no clássico Bar Ocidente que o público porto-alegrense vai conhecer a trama em que Yantux está envolvido, contada em 18 faixas entre canções e vinhetas. A narração da história contará com um vídeo cenário, que interage com os músicos, construído pelas projeções de imagens da artista Jana Castoldi. Além das canções inéditas do novo álbum - que vai ser executado na íntegra e na ordem original com todas as vinhetas e efeitos -, Yanto Laitano vai entoar seus clássicos Meu amor, Eu não sou daqui e Porto Alegre Blues. O pianista e cantor estará acompanhado por Beto Chedid (guitarra, violão, harmônica, efeitos e voz), Filipe Narcizo (baixo e voz) e Fábio Musklinho (bateria, voz e efeitos), músico que integrou bandas como TNT e Bandalheira. O show de lançamento do disco será no dia 6 de dezembro, quarta-feira, às 22h.
Sobre Yantux
Yantux é um disco conceitual, com uma série de músicas conectadas que contam a história de um personagem que vive entre viagens psicodélicas e paixões que terminam tão rápida e intensamente quanto começaram.
Ouvidas em sequência, as 18 faixas revelam uma história, paisagens sonoras e uma série de personagens. Ao mesmo tempo, as canções são independentes e, quando ouvidas separadamente, não dão a impressão de possuir uma narrativa.
São nove canções - divididas entre rocks viscerais, temas mais suaves, baladas e músicas instrumentais - costuradas por vinhetas na forma de ligações telefônicas e gravações na secretária eletrônica. Todas as letras e músicas são composições de Yanto Laitano. A produção musical foi feita por Yanto, Vicente Guedes e Beto Chedid.
No disco, além do próprio Laitano como Yantux, os personagens são interpretados por Júlio Reny (Camarada), Marina Mendo (Neo-Hippie) e Elisa Heidrich (Xuxu). Além disso também Adriana Deffenti, Viviana Herrera, Rodrigo e Luciana Delacroix interpretam outros personagens do universo do protagonista.
SERVIÇO
Yanto Laitano lança seu novo disco Yantux
Quando: 6/12
Horário: 22h
Onde: Bar Ocidente (Osvaldo Aranha esquina com João Telles)
Henry Jackman nasceu na Inglaterra e compôs sua primeira sinfonia aos seis anos de idade e aos nove anos já acumulava um bom repertório. Quando adolescente foi fortemente influenciado pela cena Rave underground e logo em seguida passou a produzir música eletrônica e remixes.
Nos anos seguintes, Jackman construiu uma carreira de sucesso na indústria musical. Mixou e produziu músicas para Seal e Art of Noise e vários outros músicos como Mike Oldfield e Marc Almond.
Em 2006 ele chamou a atenção dos compositores de trilhas Hans Zimmer e John Powell, que contrataram Jackman para compor trilhas adicionais para Batman - O Cavaleiro das Trevas, O Código da Vinci e outros. Jackman estreou solo na animação Monstros Versus Aliens e a partir daí passou a ser um dos mais procurados compositores para trilhas.
Além das amostras das trilhas apresentadas aqui, ele também foi responsável pelas trilhas de É O Fim, Capitão Phillips e Detona Ralph, entre muitas outras.
Até agora, foi o único compositor contratado pela MARVEL a realizar uma trilha realmente boa para dois de seus filmes: Capitão América: O Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil. Se a MARVEL não conseguiu pegar Hugh Jackman, que pelo menos mantenha esse Jackman na sua folha de pagamento.
Nascida na cidade de Adelaide em 1975, Sia deu início a sua carreira como vocalista na banda de acid jazz Crisp durante a metade da década de 1990.
Em dezembro de 2011 o hit "Titanium", de David Guetta, foi lançado tendo Sia por intérprete. Em 2012, ela colaborou com o rapper Flo Rida em seu single "Wild Ones"[1]. Ainda em 2012, compôs o grande hit "Diamonds" para Rihanna.
Sia assumiu ser bissexual, sendo habitualmente incluída em listas LGBT das revistas dessa temática.
Após ganhar reconhecimento com hits como Wild Ones, Titanium, She Wolf (Falling to Pieces) e em composições para Beyoncé, Katy Perry, Christina Aguilera, Rihanna e outros, em 2014, Sia lançou seu 6º álbum de estúdio, intitulado 1000 Forms Of Fear, que pela primeira vez em sua discografia, atingiu o topo da Billboard Hot 200. O hit Chandelier lhe rendeu 4 indicações ao Grammy Awards.
Em entrevista ao NME, em 2015, Sia disse que tinha mais dois álbuns prontos para serem lançados, mas destacou um, chamado This Is Acting, seu sétimo álbum, que foi lançado em 29 de janeiro de 2016. A compositora também afirmou, em aparições de divulgação do novo trabalho, que este álbum é composto por músicas suas que foram rejeitadas ou devolvidas (a pedido dela) por outros artistas. "Alive", por exemplo, foi escrita com Adele (e rejeitada pela mesma em seu terceiro álbum de estúdio, 25), e "Space Between" foi enviada para Rihanna, porém Sia a pediu de volta e sua colega devolveu a música gentilmente.
Em agosto de 2017 Sia trocou de gravadora, sendo a mais nova contratada da Atlantic Records. A cantora atualmente está dirigindo o filme '' Sister '' que conta com a atriz Kate Hudson no elenco , em 2017 foi anunciado que a cantora esta se preparando para lançar o seu 8º álbum.
Legal, mas quem é essa fantástica menina dançarina?
Maddie Ziegler nasceu em 2002, em Pittsburgh, Pensilvânia. É dançarina, modelo e atriz. Ela é descendente de poloneses, alemães e italianos. Os pais de Maddie se divorciaram em 2011, citando que, neste período, a dança foi importante tanto do ponto de vista financeiro quanto emocional para a família. Em 2016 Maddie saiu da Abby Lee Dance Company. Ela é treinada em sapateado, balé, dança lírica, acro, jazz e dança aérea. Maddie tem uma irmã mais nova, Mackenzie Ziegler, que nasceu em 4 de junho de 2004, com o nome de "Taylor Frances Ziegler" (que também é uma dançarina ativa no Abby Lee Dance Company).
Até 2013, ela frequentou a Sloan Elementary School, antes de sair para estudar em casa.
Vive La Fête (do francês: Viva a festa) é um duo electropop, criado em 1997 em Gante (Bélgica). O duo é formado por Danny Mommens (guitarra e vocais) e Els Pynoo (vocais).
O último clip desta seleção é cantado em espanhol.
Nascida na Irlanda em 1966, Sinéad Marie Bernardette O'Connor, ficou famosa nos final dos anos 80 com seu albúm de estreia,The Lion and the Cobra. Estourou mundialmente nas paradas com um cover de Prince, Nothing Compares 2 U. Mas apesar de ainda continuar cantando, sua fama decaiu envolta em polêmicas religiosas como ofensas ao Papa (e não a religião, pois ela é católica) e seu ordenamento simbólico como "padre". Além de se manifestar contra instituições religiosas, ela também fez e participou de protestos contra guerras, abuso de crianças e a favor dos direitos da mulher.
Sigur Rós é uma banda islandesa de post-rock, com elementos melódicos, clássicos e minimalistas. O nome, em islandês, significa "rosa da vitória", e pronuncia-se "si ur rous", ou ['sɪɣʏr rous] no Alfabeto Fonético Internacional. A banda é conhecida pelo seu som etéreo e pelo falsete do vocalista, Jónsi. Alguns de seus contempôrâneos são Múm e Amiina, ambas surgidas da mesma cena criativa e vibrante do post rock da Islândia.
Apesar da banda existir desde 1980, somente comecei a escutá-la mesmo em 1989 e naquela década eles faziam um pop eletrônico super dançante, mas que hoje é bem datado em termos sonoros. A maturidade musical e lírica veio com o álbum VIOLATOR (1990), onde as batidas passaram a demonstrar uma melancolia e uma raiva contida aliada a letras sobre fé, sacrifícios e claro, relacionamentos de todo tipo. DEPECHE MODE teve seu altos e baixos, rompimentos, problemas com drogas, etc. Mas eles continuam na ativa e fazendo álbuns cada vez melhores nesses 32 anos de carreira. Nada mal para uma banda cujo nome se traduz como “Moda Passageira”. Sofri muito para selecionar apenas 3 clips deles! :-S Enjoy the Music!
“Descobri” a Mylene Farmer faz poucos meses. Culpa dessa indústria massificante dominada pelas gravadoras americanas que não deixam espaço para nada mais. Canadense, mas morando na França, Farmer é uma das maiores cantoras pop francesas e lança álbuns desde 1986. Praticamente o mesmo tempo que a Madonna! Mas quantos conhecem ela aqui no Brasil?! Viva o You Tube e Vive La France!
A Missy Elliott é um Busta Rhymes de saia. Suas músicas são divertidas, seus clips são criativos, cheios de efeitos bacaninhas e sem aquele ranço de querer posar de mina fodona.
A Festa Artística Elogio da Loucura criada pelo Cabaré do Verbo é arte à granel! Vamos celebrar os palhaços, os quixotes, os malditos e os errantes.
A segunda versão traz a Temática da Loucura, evocaremos Van Gogh, Raul Seixas, Nietzsche, Qorpo Santo e os outros tantos loucos e desajustados! Mergulhe na loucura com DIEGO SILVA, FLÁVIO PERES E OS INADIMPLENTES, FRANCIS BACON TRIO, JULIO ZANOTTA, PETIT POA/RS E RAFAEL SANZIO.
Produção: Cabaré do Verbo
Dia 09 de setembro | Quinta | 21h Pé Palito Bar | rua João Alfredo, 577 Grátis até às 21h30min Após: R$ 5,00
Para conhecer os artistas e a atuação do Cabaré acesse:
O SUPERMAN, canção e clip lançados em 1981 que tiraram Laurie Anderson dos fechados círculos dos artistas de vanguarda e a colocaram nas coleções de qualquer apreciador de música moderna com conteúdo.
A primeira vez que vi a Laurie Anderson foi no cinema. Era 1985, eu tinha 19 anos e era sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, que organizava uma Mostra Internacional de Cinema todo ano. E dentre os vários filmes bacanas que eles trouxeram naquele ano, um foi o documentário do show da artista multimídia e performer Laurie Anderson. Com seus cabelos curtos e jeito um tanto masculino, mas sem deixar de ser sexy e linda, ela recitava poemas, contava histórias bizarras, realizava performances e coreografias muito interessantes . Ah, sim, e ainda por cima cantava muito bem. O nome do filme era HOME OF THE BRAVE (TERRA DOS BRAVOS), nome retirado de um verso do hino nacional americano.
Na sessão da meia-noite que assisti, num cine Avenida lotado com mais de 1.000 pessoas (os antigos cinemas de bairro sempre tinham lugares para mais de mil pessoas), várias pessoas dançavam nos corredores laterais e a sessão toda foi uma grande festa à música de vanguarda da época. Levei minha namorada para assistir novamente no outro dia, mas ela ficou com medo do filme/show bizarro da Laurie e pediu para ir embora... :-(
Ainda hoje, não conheço ninguém que consiga se equiparar ou mesmo arrisque imitar o som tão próprio desta debochada crítica da política e da sociedade ocidental.
Viúva do famoso roqueiro Lou Reed, Laurie Anderson, hoje com 71 anos, é uma das grandes artistas experimentais musicais surgidas nos anos 70 que continua em atividade até hoje e com uma criatividade inabalável.
Em 2008, emocionado, assisti o seu show HOMELAND, na abertura do 15º PORTO ALEGRE EM CENA. Mais um pequeno grande sonho realizado.
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Essa banda me foi apresentada por uma leitora no MSN e achei tão boa que resolvi divulgar ela. Banda de “dark indie rock”, The Editors entraram na cena musical em 2002, percorrendo o mesmo circuito de quase todas as verdadeiras bandas de rock: tocando em bares, festas de estudantes, pequenos shows até que em 2005 eles finalmente lançaram seu primeiro CD, The Back Room.
Comparados pela crítica com Joy Division e Echo & The Bunnymen, vale a pena conferir essa excelente banda que tem um dos melhores vocalistas que tive o prazer de escutar nos últimos tempos: Tom Smith.
Conheci o Yanto em 1999, quando estava procurando um compositor para criar a trilha sonora do meu primeiro curta, A VINGANÇA DE KALI GARA. Nos demos bem imediatamente, pois eu não estava apenas procurando um músico que preenchesse determinados momentos no filme, mas como apreciador de trilhas sonoras desde os 13 anos, eu procurava alguém que me construísse uma alma e uma identidade para o filme e que fosse um apaixonado por trilhas como eu. E o Yanto era tudo isso e muito mais. Bom, o filme ganhou diversos prêmios, inclusive o mais do que merecido troféu de Melhor Trilha Sonora. Depois disso, realizamos mais duas felizes parcerias de curtas, onde Yanto também abocanhou mais um prêmio. Mas o Yanto não faz apenas trilhas de filmes, pois como todo artista nacional lutando por seu lugar ao sol, ele tem vários outros interesses e atividades, mas todas relacionadas à música, sua grande paixão.
Com vocês, Yanto Laitano:
Qual é a tua formação?
Eu sou graduado em música na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) onde também fiz meu Mestrado em Música. Também estudei por um tempo em Paris no IRCAM, uma instituição dedicada à pesquisa e à criação de música erudita contemporânea em Paris, e também na Hungria. Mas aprendi muito tocando por aí, tirando música de ouvido e tocando com outros músicos.
E quanto rolou isso de querer ser músico e cantor? Teve algum conflito com a família por causa de sua escolha?
Nenhum conflito ! Quando minha mãe viu eu usando um sofá como se fosse um piano e fazendo experiências com um toca discos ela me levou para fazer aulas de piano. Eu devia ter uns 8 anos e morava numa cidadezinha de 3 mil habitantes no oeste de Santa Catarina chamada Jaborá, as aulas eram na cidade vizinha Joaçaba. Logo comecei compor e tocar minhas músicas nas apresentações da turma de piano. Elas sempre eram muito aplaudidas, heheh. Um pouco mais tarde eu acabei montando uma banda na minha cidadezinha. Eu enchi tanto o saco de uns amigos que eles começaram a estudar música e a tocar comigo. Então o pessoal de Joaçaba, a cidade vizinha que era maior (tinha até sinal de trânsito!) ficava tirando onda com a gente, dizendo que éramos colonos. Um belo dia rolou um Jornal do Almoço ao vivo em Joaçaba. Como Joaçaba não tinha nenhuma banda de rock, quem tocou fomos nós, os colonos ! Os caras ficaram furiosos pois os caras de Jaborá foram lá e quebraram tudo ! Ai passaram a nos respeitar, passamos de colonos a descolados. =)
Quando chegou perto do vestibular e meu pai viu que não adiantava insistir pra eu fazer medicina, ele disse que se eu quissesse ser músico eu deveria fazer faculdade de música. Então eu vim para Porto Alegre, cidade natal do meu pai, pra fazer isso.
Você compõe música erudita contemporânea, música experimental, trilha sonora para filmes e pop rock. Existe algum desses estilos musicais que você gostaria de trabalhar mais?
Gosto muito de compor trilhas pra filmes! É um lance muito inspirador ver as cenas sem música, entender o que o diretor quer passar com aquilo e então criar a música para a cena. É um processo muitíssimo mais rápido do que partir do zero. Não há nada mais pertubador do que uma página em branco pois dá pra ir para qualquer lado e o que perturba é ter que escolher um dos caminhos e deixar os outros. Então é muito interessante e tranquilo quando há uma direção determinada por algo como um roteiro ou cena de um filme.
Ultimamente eu não tenho gostado de métodos cerebrais de composição do tipo que eu costumo usar pra criar música erudita. Tenho gostado muito de compor canções e tocar rock porque é algo muito intuitivo e que possibilita trazer para fora, para o mundo, o que está lá dentro. Então a folha em branco deixa de ser assustadora pois ela pode ser preenchida com aquilo que está lá dentro. E aí essas coisas não ficam lá dentro te perturbando... então é um processo de composição natural, muito verdadeiro e saudável. E penso que esse tipo de música composta dessa maneira bate no ouvinte de uma maneira especial. Nada se compara a fazer um show e ouvir as pessoas cantando tua música !!
Como é construir uma carreira nessa área?
É algo que tem que se gostar muito porque é um processo lento. Aprender a tocar bem um instrumento leva tempo, conhecer música leva tempo, compor coisas legais leva tempo, montar uma banda, fazer o primeiro show, colocar uma música numa rádio, tudo isso leva tempo. Então se não amar profundamente fazer todo esse processo você vai desistir nas primeiras dificuldades. O fato de nossa indústria musical ter uma estrutura muito fraca e incompleta deixa tudo mais difícil. Isso faz com que um músico, além de fazer música, tenha que ser seu próprio empresário e produtor. Mesmo com as ferramentas disponíveis atualmente isso continua assim. Então eu acho que o melhor é saber um pouco de tudo.
Posso dizer como funciona comigo: a maneira como as coisas rolaram na minha vida me possibilita atuar em diversas frentes. Então eu componho trilhas para filmes, documentários, espetáculos de dança, teatro e circo, faço shows, faço direção musical de discos e espetáculos, dou aulas, escrevo projetos de lei de incentivo, recebo direitos autorais... mas é um pouquinho de grana de cada uma dessas coisas. Hoje eu vejo que essa diversidade é fundamental pra minha sobrevivência artística e financeira. Se eu ficasse somente fazendo uma dessas coisas, talvez recebesse só aquele pouquinho reverente aquela coisa o que seria ruim ! Mas como são vários pouquinhos, eles vão sendo somados e acaba dando certo.
PEÇA PARA CÃES FAMINTOS Experimentalismo, criatividade e cara-de-pau sem limites!
Fale um pouco de seus projetos anteriores, do Ex-Machina, da Bili Rubina.
Eu estive muito tempo envolvido com arte contemporânea. Desde que eu entrei na faculdade de música, e depois no mestrado ou quando estudei na Europa, eu me afastei da música pop e me dediquei à música experimental, não-comercial. Não só trabalhei compondo esse tipo de música mas também trabalhei pra fazer com que essa música acontecesse. Participei da criação de um grupo de compositores de música experimental, chamado Ex-Machina, escrevi muitos projetos para gravação de discos, organizei turnes e festivais onde só se tocava música experimental.
Produzi diversos CDs do estilo, inclusive dos meus professores do mestrado em música. Aquilo tudo foi muito bom ! Mas chegou um momento em que não me bastava. Eu queria tocar um tipo de música que tivesse mais comunicação com o público, uma música que pudesse passar mensagens com as quais as pessoas pudessem se identificar. Então eu voltei para a música pop. Isso foi há uns três ou quatro anos e está sendo muito bom.
Cartaz do show de 10 anos da banda.
Ganhar prêmios te ajudaram na carreira? Como?
Sim, ajudam! Mesmo que o prêmio não venha acompanhado de grana, através dele sempre surgem convites pra outros trabalhos. E as pessoas, mesmo aquelas que não sabe exatamente o que o artista faz, passam a ter mais respeito por ele.
E como vai sua carreira solo, sei que tem um CD novo no forno...
O CD acabou de chegar da fábrica!! Chama-se "Horizontes e Precipícios" e tem doze canções, quatro delas já podem ser ouvidas na minha página no myspace . Resolvi fazer um CD onde o instrumento principal é o piano acompanhado por baixo e bateria.
Também fiz arranjos usando trompete, trompa, sax, cordas, clarinete mas deixei de fora as guitarras. Fiz isso propositalmente porque apesar de gostar muito do timbre de guitarra e ser fã de Harrison, Hendrix, Clapton, Zappa e tantos outros, eu penso que nesses tempos onde parece que tudo já foi feito e que paira uma mesmisse no ar, é legal abrir caminhos alternativos, buscar outras direções. Então fiz um CD de rock sem o instrumento mais característico do estilo: a guitarra. É um CD de rock sem guitarras.
Além disso, as canções possuem muitas referências, algumas bem a vista e outras escondidas, de Mário Quintana a Mutantes passando por Caetano Veloso, Charly Garcia, Ben Folds Five, Tolkien e o Sargent Peppers dos Beatles. Fiquei muito feliz com o resultado... gravei tudo como eu queria e não deixei passar nada que eu não estivesse satisfeito.
Então eu achei que ficou ducaralho! Iremos começar a vender o CD nos show como pré-lançamento. Quando rolar o lançamento oficial vamos avisar todo mundo !
Show de 25 anos da rádio Ipanema FM.
Já que esse blog é lido por muita gente jovem, que conselho você daria pra quem está pensando se vale a pena ser músico?
Se você pensa em ser músico pra ficar famoso e milionário é melhor escolher outra profissão. O que eu quero dizer é que você pode muito bem ficar famoso e rico mas esse não pode ser o objetivo! Isso é uma consequência, é algo que acontece com alguém que é um músico excepcionalmente bom ou que tem algo especial pra dizer para o mundo.
A maioria das pessoas entra na música para ganhar algo do mundo mas é o contrário, tem que criar algo de bom pro mundo. E tem que ter muuuita paciência porque as coisas demoram. E como as coisas demoram é bom estar curtindo muito o que se faz.
2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968), é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos por seu alto apuro estético e por tratar de questões filosóficas relevantes como "De onde viemos?", "Para onde vamos?", entre outras. Clique nas fotos para ampliá-las.
Bom, esta é uma pergunta que dezenas de teóricos muito mais inteligentes do que eu já tentaram responder e não sou eu que vou dizer alguma coisa realmente válida para esse tipo de questão. Mas eu acho que posso dar a minha visão pessoal do que eu acho que é Arte sem passar por burro.
Bom, eu acredito que existem vários tipos de Arte, para todos os gostos e pessoas. A Arte ruim é aquela que fala pouco ou muito, mas no fim das contas não diz nada de relevante porque não tem nada pra dizer mesmo e só enrola. Esse tipo de Arte é facilmente identificável para quem conhece e tem acesso a verdadeiras obras de arte. Bom, acesso hoje em dia, praticamente todo mundo tem, mas poucos fazem questão de conhecer.
A capacidade de emoldurar a realidade em um quadro que evoque sonhos e pesadelos como esse é o que distingue um bom fot[ógrafo dos outros. Foto de J. Marie
Se você ainda não tem contato com a arte verdadeira, uma dica é simplesmente prestar atenção no que os críticos dizem sobre música, cinema, teatro, dança, etc.. Apesar deles se enganarem às vezes, eles acertam mais do que erram. E depois de um tempo você já nem vai precisar mais deles pra saber o que é bom e o que não é. Não que você tenha que deixar de gostar de coisas ruins, pois obras trash podem ser muito divertidas e ser metido a intelectual o tempo todo é muito chato.
Ou então, a dica mais certa e que não tem erro é o Tempo. Se era moda, durou poucos meses ou anos, muito provavelmente era arte ruim. Arte boa fica. Vide quadros centenários ou com apenas poucas décadas que valem milhões. Música composta há séculos ou décadas e que continuam sendo escutadas. Filmes que continuam sendo vistos e revistos. Livros que nunca deixam de ser republicados e lidos.
Ilustradores contemporâneos de quadrinhos foram buscar inspiração em obras de arte clássicas e modernas para colocar páginas de gibis como essa em galerias de museus. Ilustração de Dave McKean para a graphic novel ARKHAM ASYLUM.
Para ser considerada Arte verdadeira, a obra do artista precisa conter algo novo, original, ou no mínimo, ser uma versão tão boa ou melhor do que as anteriores. Bandas que surgem e desaparecem sem deixar rastros são um exemplo imediato de arte que pode até ser bacana naquele momento, mas carece de originalidade e conteúdo para se sustentar nas décadas vindouras e logo elas são só estatística e história.
Infelizmente, devido ao atual sistema de educação vigente em quase todo o mundo (em casa e na escola), nem todas as pessoas são capacitadas para apreciar Arte verdadeira, o que acaba culminando numa enxurrada de artistas ruins que fazem com que a média das obras de arte (em literatura, música, pintura, cinema, etc) seja não mais do que medíocre.
Na Dança, os dançarinos e coreógrafos considerados criadores são aqueles que exploram novos caminhos de expressão para o corpo.
A Arte verdadeira fala mais alto do que as outras e sua voz costuma atingir corações e mentes fazendo com que o ser humano reflita sobre sua própria existência, a vida e mesmo sobre o divino. E junto com o conteúdo elas costumam agregar o prazer estético de contemplar a beleza de sua escrita, de suas notas, de suas cores.
A Arte é o atributo que mais nos diferencia dos outros animais e nos conecta com nossa alma. Ou pelo menos nos faz acreditar que temos uma.
Nas minhas idas e vindas pelo You Tube, descobri a ótima banda japonesa de new wave/rock POLYSICS. Criada em 1997 com uma grande influência da extinta banda americana DEVO, ela continua super ativa no Japão e já excursionou pela Inglaterra abrindo shows do KAISER CHIEFS. O clip I MY ME MINE é muito divertido, debochado e a coreografia dos integrantes da banda é excelente. Fiquei fã.
Este vídeo é do grupo Lonely Island, o mesmo que fez aquele outro vídeo das Pessoas levando Porrada antes de Comerem. E neste tem a participação do Justin Timberlake como faxineiro do mercadinho. Ah, o vídeo é desaconselhável para menores de 15 anos.