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sábado, 2 de março de 2013

MACRS - 21 ANOS - Exposição


 Sandra Rey
Jardim das Delícias I, Ilha de Tinharé, Brasil, 2012
Fotografia, montagem 160 x 110 cm

Com curadoria da artista e professora SANDRA REY, a mostra traz trabalhos dos artistas do grupo de pesquisa em processos híbridos de arte contemporânea, do programa de pós-graduação de artes visuais da UFRGS: BEATRIZ RAUSCHER, BRUNO BORNE, CELESTE WANNER, ELIANE CHIRON (Artista Convidada), ELAINE TEDESCO, LURDI BLAUTH, RICARDO CRISTOFARO, SHIRLEY PAES LEME E SANDRA REY. A exposição propõe alargar relações entre a paisagem e seu significante imediato, a natureza, e é idealizada em torno de obras que colocam questões sobre a percepção, o meio ambiente, o lugar e as práticas da arte. Nas obras apresentadas, as relações entre paisagem e natureza não são unívocas, não se apresentam como equivalentes, nem tampouco se definem sempre da mesma maneira. Pelo contrário, essas relações são esgarçadas ao ponto em que a operação que se cumpre nessa equação de relação entre paisagem e natureza possa alcançar o sujeito e a cultura. O tratamento dispensado pelos artistas ao tratar a paisagem busca expandir, em última instância, o conjunto de referências no qual a mente opera. Os procedimentos adotados pelos artistas se consolidam nas relações entre a construção e desconstrução, entre a montagem e desmontagem, assumindo as fraturas impostas pelos dois atos – de fazer e desfazer – para compor novas totalidades suscetíveis de provocar espaçamentos simbólicos na percepção do real. As obras, portanto, abordam a paisagem de maneira aberta, alargando modos de fazer através de desconstruções operatórias, simbólicas e metafóricas. Os artistas possuem em comum o vínculo ativo com o desenvolvimento de uma produção ligada a pesquisas sobre processos híbridos e estudos no campo da arte. JÁ CURTIU O MAC?

Serviço:

A partir de  2 de março

Abertura da exposição: 19:00 hs.

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre

Viste a página do Facebook:

MACRS


sábado, 26 de setembro de 2009

O QUE É ARTE? - Ensaio

2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968), é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos por seu alto apuro estético e por tratar de questões filosóficas relevantes como "De onde viemos?", "Para onde vamos?", entre outras.
Clique nas fotos para ampliá-las.

Bom, esta é uma pergunta que dezenas de teóricos muito mais inteligentes do que eu já tentaram responder e não sou eu que vou dizer alguma coisa realmente válida para esse tipo de questão. Mas eu acho que posso dar a minha visão pessoal do que eu acho que é Arte sem passar por burro.

Bom, eu acredito que existem vários tipos de Arte, para todos os gostos e pessoas. A Arte ruim é aquela que fala pouco ou muito, mas no fim das contas não diz nada de relevante porque não tem nada pra dizer mesmo e só enrola. Esse tipo de Arte é facilmente identificável para quem conhece e tem acesso a verdadeiras obras de arte. Bom, acesso hoje em dia, praticamente todo mundo tem, mas poucos fazem questão de conhecer.

A capacidade de emoldurar a realidade em um quadro que evoque sonhos e pesadelos como esse é o que distingue um bom fot[ógrafo dos outros.
Foto de J. Marie

Se você ainda não tem contato com a arte verdadeira, uma dica é simplesmente prestar atenção no que os críticos dizem sobre música, cinema, teatro, dança, etc.. Apesar deles se enganarem às vezes, eles acertam mais do que erram. E depois de um tempo você já nem vai precisar mais deles pra saber o que é bom e o que não é. Não que você tenha que deixar de gostar de coisas ruins, pois obras trash podem ser muito divertidas e ser metido a intelectual o tempo todo é muito chato.

Ou então, a dica mais certa e que não tem erro é o Tempo. Se era moda, durou poucos meses ou anos, muito provavelmente era arte ruim. Arte boa fica.
Vide quadros centenários ou com apenas poucas décadas que valem milhões.
Música composta há séculos ou décadas e que continuam sendo escutadas.
Filmes que continuam sendo vistos e revistos.
Livros que nunca deixam de ser republicados e lidos.

Ilustradores contemporâneos de quadrinhos foram buscar inspiração em obras de arte clássicas e modernas para colocar páginas de gibis como essa em galerias de museus.
Ilustração de Dave McKean para a graphic novel ARKHAM ASYLUM.

Para ser considerada Arte verdadeira, a obra do artista precisa conter algo novo, original, ou no mínimo, ser uma versão tão boa ou melhor do que as anteriores. Bandas que surgem e desaparecem sem deixar rastros são um exemplo imediato de arte que pode até ser bacana naquele momento, mas carece de originalidade e conteúdo para se sustentar nas décadas vindouras e logo elas são só estatística e história.

Infelizmente, devido ao atual sistema de educação vigente em quase todo o mundo (em casa e na escola), nem todas as pessoas são capacitadas para apreciar Arte verdadeira, o que acaba culminando numa enxurrada de artistas ruins que fazem com que a média das obras de arte (em literatura, música, pintura, cinema, etc) seja não mais do que medíocre.

Na Dança, os dançarinos e coreógrafos considerados criadores são aqueles que exploram novos caminhos de expressão para o corpo.

A Arte verdadeira fala mais alto do que as outras e sua voz costuma atingir corações e mentes fazendo com que o ser humano reflita sobre sua própria existência, a vida e mesmo sobre o divino. E junto com o conteúdo elas costumam agregar o prazer estético de contemplar a beleza de sua escrita, de suas notas, de suas cores.

A Arte é o atributo que mais nos diferencia dos outros animais e nos conecta com nossa alma.
Ou pelo menos nos faz acreditar que temos uma.


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