quarta-feira, 24 de março de 2010

LIBERDADE, ESSA PALAVRA - Documentário









Se você acha que a censura acontece só com reportagens do CQC, sinto muito informar, mas o buraco é muito mais embaixo.

Esse importante documentário exibe de forma muito clara e contundente como as garras dos políticos e da própria mídia se unem para calar a boca de jornalistas sérios.

Imperdível!

Especialmente para os mineiros...

segunda-feira, 22 de março de 2010

SEMINÁRIO DE DANÇA EM PORTO ALEGRE - RS

Clique para ampliar.

dar carne à memória: preâmbulo às ações poéticas

Evento de lançamento do Projeto dar carne à memória: celebração de repertório coreográfico da dança contemporânea em Porto Alegre através de obras de Eva Schul, agraciado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna/2009 e realizado com o apoio da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Este projeto tem por objetivo a recriação e a celebração de parte do patrimônio coreográfico da dança moderna e contemporânea em Porto Alegre, através da remontagem de obras coreográficas de Eva Schul, que são representativas de momentos-chave de sua carreira e, em consequência, do desenvolvimento da dança contemporânea no Rio Grande do Sul e no Brasil.

dar carne à memória: preâmbulo às ações poéticas traz a Prof.ª Dr.ª Cássia Navas, da Unicamp, para realizar duas atividades:
A primeira, uma palestra situando a trajetória e a obra de Eva Schul no contexto da produção brasileira e internacional, propondo uma discussão sobre os aspectos poético-criativos e pedagógicos da sua obra.
A segunda, uma aula aberta tendo por tema o papel histórico e cultural desempenhado pela dança contemporânea no Brasil nos últimos 20 anos.

ENTRADA FRANCA

A programação:

25/03 – 19:00 hs
Palestra ministrada pela Prof.ª Dr.ª Cássia Navas
Coquetel
Local: Faculdade SENAC – Coronel Genuíno, 130 - Auditório

26/03 – 10:00 hs.
Aula Aberta ministrada pela Prof.ª Drª Cássia Navas
Local: Escola de Educação Física/ Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Felizardo, 750

Pra quem gosta de pensar e falar sobre Dança, taí uma ótima oportunidade.
Este é um projeto bem legal que estou produzindo.
Quem quiser aparecer, será bem-vindo.

domingo, 21 de março de 2010

CAPRICHO 989

Conte os pontos pretos!


Bateu o maior tédio? Tá down?
Então saca só as...

COISAS PARA FAZER QUANDO NÃO TEM NADA PARA FAZER!

Contar quantos feijões tem em um saco de 1 kg! Se não gosta de feijão, conte arroz!

Fique se olhando no espelho, procurando imperfeições na sua pele e rosto. Você vai achar milhões delas, mas se você fosse menino, só iria achar umas duas ou três.

Faça uma lista de todos os lugares do mundo que você gostaria de ir. Depois calcule os custos da viagem e comece a jogar na mega-sena. Vai que um dia dá...

Dê um abraço nos seus pais. Uma hora depois, como quem não quer nada, peça alguma coisa cara.

Deite debaixo de uma árvore e sinta a natureza. E as picadas das formigas e outros bichos esquisitos subindo pelos teus cabelos!

Faça uma pilha de todos os seus CDs sem derrubar nenhum! Se não tem CD suficiente, empilhe sua coleção de CAPRICHO!

Fique espiando seus vizinhos de binóculo. É igual assistir Big Brother, mas sem som.

Chame uma amiga que também não tem nada para fazer, bebam 1 litro de água cada e apostem para ver quem vai ter que ir ao banheiro primeiro!

Entre no orkut e fique mandando mensagens automáticas para seus contatos. Não se surpreenda quando todos eles enviarem mensagens automáticas em represália.

Tente roer a unha do pé! Você se alonga e mantém as unhas aparadas!

Vista todas as suas roupas uma por cima da outra até não conseguir se mexer!

Besunte o chão da cozinha com manteiga derretida, fique com os pés descalços e tente caminhar pela cozinha sem cair e quebrar o pé!

Jerri Dias quebrou o pé.


sexta-feira, 19 de março de 2010

À SETE PALMOS – Série


Se você gostou do filme BELEZA AMERICANA (American Beauty, EUA, 1999), vencedor do Oscar de Melhor filme, que detonava e debochava da classe média e do american-way-of-life em geral, vai adorar À SETE PALMOS (Six Feet Under, EUA, 2001 – 2005).

Criada por Alan Ball, roteirista de BELEZA AMERICANA, Á SETE PALMOS acompanha 5 anos da família Fisher.

O elenco principal da série.

Proprietários de uma casa funerária, os Fisher habitam o segundo andar de sua casa, enquanto no térreo, funerais são realizados todos os dias e no porão, corpos são reparados, abertos, costurados, embalsamados e maquiados.

E na casa, não poderia viver gente mais normal:

A familia mais (a)normal de todas.

O pai, Nathaniel Fisher (Richard Jenkins), que vivia uma vida aparentemente insípida e que morre nos primeiros minutos da abertura e passa a série toda como um “fantasma”, conversando com a mulher e os filhos.

A mãe, Ruth (Francês Conroy), toda certinha, mas completamente neurótica e que mantinha um amante na ocasião da morte do marido.

O filho mais velho, Nate (Peter Krasuse), o mais rebelde e empático da família, que foi embora por não agüentar o clima opressivo e deprimente da casa e voltou somente por causa da morte do pai.

O filho do meio, David (Michael C. Hall, o famoso Dexter), gay não assumido que tem um namorado policial e é assíduo frequentador da igreja local.

A relação homossexual de David com seu namorado é uma das mais honestas e realistas já mostradas.

A adolescente Claire (Lauren Ambrose), que herdou a rebeldia sem causa de Nate, mas é totalmente perdida em seus casos amorosos e sexuais equivocados e tenta se encontrar numa família fechada em seu próprios dramas.

A bela Claire, frustrada com sua vida, se joga em uma série de relacionamentos frustrados regados a alcóol e drogas.

Bom, aparentemente todos os ingrediente para uma boa série dramática estão aí. Quase uma novela, mas com personagens ricos de conteúdo e com roteiros melhores ainda. E a série já seria boa se fosse simplesmente isso, mas Ball quis fazer da série, além de um retrato de uma família americana atípica, mas igual a todas as outras, um tratado sobre a morte, a vida, o amor e o sexo. E os roteiristas levam a série aos maiores limites filosóficos, existencialistas, desesperadores e tristes que qualquer série já vista na história da TV. A crítica americana aclamou a série como uma das melhores já feitas. Se considerar que todo ano umas 50 novas séries surgem, é um feito para lá de considerável.

Mas não pense que a série é só dor e sofrimento. Embora esses sentimentos estejam em todos os episódios, o humor negro e o deboche são as armas tanto dos roteiristas quanto dos personagens para aliviar a barra, tanto do nosso lado, quanto da vida deles. Geniais são os prólogos de cada episódio, que demonstram a verdade do dito popular “para morrer, basta estar vivo”. Mortes horríveis, patéticas, tristes, engraçadas, brutais e bobas dão o tom de cada episódio, pois os mortos de cada episódio são levados pra a casa funerária dos Fisher, onde eles tem que lidar com os familiares dos falecidos e frequentemente, com os próprios “fantasmas” dos mortos.


Os personagens vão do Céu ao Inferno durante a série.
Não necessariamente nessa ordem.

Durante os 5 anos em que foi exibida, a série teve 63 episódios com 50 minutos de duração e recebeu 53 indicações a todo tipo de prêmio da televisão americana, dos quais ganhou 11, incluindo 3 Globos de Ouro por Melhor Série Dramática (2002), Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Rachel Griffiths (2002) e Melhor Atriz em Série Dramática – Francês Conroy (2004).

E os atores, incluindo os coadjuvantes, dão um show à parte. Todos tem seus preferidos, mas essa série torna muito complicado decidir qual ator ou atriz é melhor, tão boa foi a seleção de elenco e o posterior desenvolvimento dos personagens pelos roteiristas, atores e diretores.


Federico (Freddy Rodriguez), o embalsamador oficial da casa, adora o que faz e é a pessoa mais sã da série e o personagem mais simpático.

Assisti toda a série no ano passado e posso garantir que ela me afetou, afetou meu casamento e meu modo de ver a vida.

O final da série são os 5 minutos mais belos e tristes que já vi na TV e não conheço uma alma que não tenha ficado chorando por muito tempo depois que ela acabou.

Se você tem mais de 18 anos e se importa com questões como a morte, sobre o que estamos fazendo aqui, para onde vamos, de onde viemos e se a vida vale à pena, essa série é para você.

Assista enquanto pode, pois a vida pode ser mais curta do que você imagina.


A linda e lírica abertura da série. Trilha de Thomas Newman.

A série completa você encontra nas boas locadoras ou clicando nos banners do Submarino aqui do blog.

terça-feira, 16 de março de 2010

GLAUCO - Entrevista




Nessa entrevista em 4 partes , Glauco Villas-Boas (1957 + 2010) fala de sua trajetória como quadrinista e cartunista.

Conheci Glauco lendo a revista Chiclete com Banana, em meados dos anos 80, entre meus 18 e 21 anos, uma boa fase pra gostar de seus quadrinhos anárquicos e debochados e seu traço limpo e quase infantil, que ajudava a acentuar o tom grotesco e engraçado de suas piadas.

Infelizmente Glauco foi mais uma vítima da violência sem sentido do mundo dos homens, quando na última sexta-feira (dia 12/03) ele e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados por um imbecil viciado que se dizia Jesus Cristo.

O assassino, felizmente, foi capturado nesta segunda (15/03) tentando escapar para o Paraguai, o que comprova que não era tão louco assim e espero que a defesa não consiga com que seja julgado como tal.

Pra saber mais sobre a morte de Glauco, clique aqui.

Uma tirinha de GERALDÃO, seu personagem mais famoso.

E se existe um outro lado, Glauco provavelmente não vai poupá-lo de seu humor irreverente.

OS TRÊS AMIGOS, Angeli, Laerte e Glauco. A última homenagem.

segunda-feira, 15 de março de 2010

CAPRICHO 988

Perder tempo dormindo pode encurtar dramaticamente sua vida...


Você sabia que existe um inseto que vive por apenas 1 dia? Não?!
Pois imagine o que aconteceria se...

SUA VIDA INTEIRA DURASSE APENAS 24 HORAS!

Meia-noite - você nasce.

2:02 da manhã - Você entra para o pré.

4:05 – Você beija na boca pela primeira vez e o beijo tem gosto de cuspe.

4:42 – Você vira mocinha e passa a menstruar a cada dois minutos.

5:44 – Depois de ficar com dezenas de garotos, você finalmente encontra sua alma gêmea.

5:48 – Sua alma gêmea te larga porquê encontrou outra alma gêmea e você começa a ler livros de auto-ajuda.

5:59 – Sua mãe pede o divórcio para seu pai.

6:00 – Você começa uma terapia para trabalhar o trauma da separação de seus pais.

6:08 – Depois de oito vestibulares, você finalmente entra para a faculdade.

7:00 – Ao completar uma hora de terapia, você finalmente supera o trauma.

7:39 – Você se forma em Administração de Empresas e decide conhecer a Europa antes de começar a trabalhar.

7:41 – Você volta da Europa e começa a trabalhar como gerente júnior em uma grande empresa.

8:50 – Seu colega gato te convida para sair.

9:28 – Vocês se casam e vão para a Lua-de-Mel.

9:28:33 – Depois de maravilhosos 33 segundos em Fernando de Noronha, vocês vão morar em um lindo apartamento.

10:11 – Seu primeiro filho nasce.

10:36 – Seu segundo filho nasce.

11: 29 – Finalmente a filha que seu marido tanto queria.

22:41 – Nem parece que algumas horas atrás você era jovem e linda e seus filhos eram desse tamanhinho. Agora você já e quase avó. Mas suas amigas dizem que você não aparenta ter mais do que 21 horas.

24:00 – Você faz 24 horas de vida, está doente, mas todos dizem que você vai ficar bem. Quando te perguntam o que mais você quer da vida, você responde:
“uma vida mais longa para meus filhos e netos”.

Jerri Dias está ficando velho.


quinta-feira, 11 de março de 2010

GÊNESE PAGÃ – Crítica

A autora

Simone Marques, pedagoga de formação e escritora. Nasceu no ano em que Woodstock mexeu com o mundo. Desde pequena seu desejo era ser professora. Fez magistério em escola pública, pedagogia na PUC de São Paulo e Mestrado em educação na Universidade Federal do Paraná. Trabalha desde os 16 anos com educação.
Atualmente mora em Recife e de sua janela pode ver o mar, de onde tira sua inspiração.Escreveu seis livros e vários contos, que estão disponíveis em seu site.

Sinopse

A história se passa no século XVII, em Portugal. Gleide e Adele, mãe e filha, enfrentam a perseguição da Igreja contra hereges pagãos. Em sua fuga são ajudadas por Diogo, um jovem nobre cristão e que se vê apaixonada pela bela Adele. Juntos, têm que lutar pela liberdade e pela vida, além de cumprirem a missão que lhes foi dada pela Deusa.

O Livro

Confesso que não esperava muito desse livro quando o recebi, pois havia lido um ou dois capítulos na internet que não me empolgaram muito, o que mais uma vez reforça que ler livro pingado na internet não funciona pra mim.

Mas aí a Simone teve pena de mim e me enviou o livro dela pelo correio e consegui lê-lo direito.

E foi com surpresa que descobri que o livro é bom, divertido e bem escrito.
Com uma narrativa ágil, ela prende a atenção dos leitores com personagens interessantes, simpáticos, cruéis e ambíguos, em especial Gleide, a líder da aldeia e mãe de Adele. Sua personalidade forte e atitudes extravagantes a fazem o melhor personagem do livro.

Sobre a história em si, achei um pouco forçado alguns nomes ingleses atribuídos a portugueses do século XVII, assim como a sobrevivência de comunidades pagãs na Portugal da época.

Em países mais remotos, menos católicos ou no início do Cristianismo, acho que seria mais crível a trama toda, porque se fosse pela inquisição, essa poderia ser substituída pela intolerância cristã, já que o cristianismo nascente matou milhares em nome de Cristo em seus primórdios.

Mas isso, de forma alguma, desmerece o entretenimento da narrativa e o prazer da leitura. Eu me diverti lendo-o e pretendo ler os próximos.

Sim, GÊNESE PAGÃ é uma saga, como é moda hoje em dia, e outros livros já foram e serão publicados, como podem verificar no site da autora.
E eu acredito, que com o talento de contar história que a Simone demonstrou nesse primeiro livro, os outros devem vir melhores ainda.


Trecho

Dom Couto se virou para mulher e fez a pergunta secamente.

- És cristã? – ele a encarava.

- Eu... não sei, senhor... – a mulher se retraiu. Dom Couto riu alto e o som de seu riso ecoou pela câmara.

- Estás vendo? És uma pagã! Uma adoradora do demônio! – ele falou e deu as costas para a mulher, que com certeza não sabia a resposta que deveria dar. – Padre! – ele se voltou novamente ao sacerdote. – Tire essa daqui e dê uma túnica seca, quando ela estiver melhor leve-a para falar comigo. – Ele olhou para a jovem jogada no chão, o vestido molhado e rasgado dela deixava à mostra um dos pequenos seios, que denunciavam que ela não deveria ter mais de 14 anos...

O padre, então pediu a um dos guardas que o ajudasse a levar a jovem para a casa de uma beata e, com extrema facilidade, o homem ergueu a jovem miúda do chão e a levou para fora da câmara...


Quer ler on-line? Conheça o site!

Simone Marques.


Quer comprar?

Novo.

Usado.


ENQUANTO ISSO...

A triste e trágica história do cara mais gato do mundo lá no site da CAPRICHO.

E como sempre, mais um post cheio de bobagens no blog da CAPRICHO.


120.000 VISITAS!

Nossa, haja café pra toda essa gente!

700 SEGUIDORES!

Se meus 700 seguidores se dessem as mãos, daria para dar a volta completa no planeta Gajko, que é bem pequeno...