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quarta-feira, 15 de março de 2017
EDWARD SNOWDEN - Entrevista
Entrevista com o ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos exilado na RÚSSIA, que denunciou como o governo americano espiona e hackeia celulares redes sociais de qualquer pessoa sem autorização judicial e sem critério algum.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
FRONTEIRA – Crítica

O autor
Robinson Pereira é jornalista e mestre em Literatura. Leitor ávido de autores como Tom Clancy e Ian Flemming, Pereira decidiu que infiltraria-se em um gênero literário raro no Brasil, o spy fiction (espionagem). SOUVENIR IRAQUIANO, seu primeiro trabalho no gênero, foi bem recebido pela crítica.

Sinopse
Agentes do SNI (Serviço Nacional de Informações) vão a Somália prospectar urânio para o programa nuclear de Saddam Hussein, mas o Mossad, serviço secreto israelense, pretende impedir que isso aconteça. Ao mesmo tempo, uma freira brasileira em uma missão religiosa na Etiópia precisar retirar 250 crianças do país antes que elas sejam massacradas por uma milícia.
O Livro
Baseado em fatos reais, assim como seu livro anterior, FRONTEIRA tem como pano de fundo a estreita colaboração militar que a ditadura brasileira tinha com o então ditador iraquiano Saddam Hussein. Nos anos 70 e 80, militares e agentes brasileiros eram enviados ao Iraque e à Somália para colaborar com o programa militar e nuclear de Saddam. Só que nada disso passava desapercebido pela CIA e o Mossad, que acabavam envolvidos no processo.
"Isso significava pagar pequenas fortunas em propinas e subornos fragmentados, e não pagar de uma vez só para o cara que conhecemos no jantar.Desta forma, não representaríamos um Estado soberano, mas seríamos apenas quatro brasileiros obtendo uma autorização para a operação de nossa empresa de mineração no chifre da África, o que não era obrigatoriamente uma coisa estranha naqueles dias." - PilotoAtravés de muita pesquisa e entrevistas com as pessoas certas, Pereira recria engenhosamente o que pode ter sido a missão dos agentes brasileiros em terras africanas. Na linguagem escolhida pelo escritor, todos os envolvidos na trama tem voz ativa na descrição dos eventos: De Kabila, um miserável minerador somali ao general Newton Luz. Dessa forma, o leitor tem uma visão ampla e pessoal de como tudo e todos se entrelaçam no aparente caos dos serviços de inteligência e contra-informação desse universo que está longe de ser glamuroso como os filmes de James Bond.
No início, o leitor pode estranhar essa opção narrativa de Pereira, ao invés do bom e velho narrador onisciente que tudo sabe e tudo explica, mas à medida em que a ação e a vida dos personagens se descortinam aos olhos do leitor, a trama toda parece mais real, crível e humana do que o habitual livro de espionagem. Em FRONTEIRA, não existem espiões que desvendam todos os segredos ou vilões que pretendem dominar o mundo, apenas pessoas que abraçam uma ideologia, uma causa ou meramente lutam pela sua sobrevivência em um mundo cruel dominado por interesses políticos e financeiros onde o que menos importa é o ser humano.
"Simplesmente havia pego a caminhonete e seguido estrada adiante, rumo ao leste, àSomália. Era inevitável começar a encontrar os soldados etíopes, cubanos e, mais adiante,
as milícias." - Marie
Menção a fatos e locais de SOUVENIR IRAQUIANO são uma adição esperta de Pereira à trama de FRONTEIRA e ampliam a cadeia de eventos que ligam um livro à outro, mesmo cada um sendo completamente independente do outro.
Gênero pouco explorado no Brasil, Robinson Pereira será certamente reconhecido no futuro como um dos pioneiros em promover e desenvolver narrativas inteligentes sobre a história secreta do Brasil.
"Eram crianças de variadas idades, algumas tinham que ser pegas no colo paradescerem do caminhão. Enquanto fazia isso, vi alguma coisa ao longe, lá para trás. 'Vamos
logo com essa merda', pensei, comigo mesmo, me amaldiçoando por ter tão pouca
habilidade com crianças. Alguém estava vindo na estrada. Em nossa direção." - Piloto
Onde encontrar?
Novo – encomende seu exemplar diretamente com o autor através do e-mail:
textosecreto@gmail.com
Usado
sexta-feira, 2 de julho de 2010
ROBINSON PEREIRA - Entrevista
Conheci o Robinson Pereira no final de 2008 através de e-mail. Acho que ele me achou através deste blog e falou que era escritor de livros de espionagem e me mandou um livro pra eu ler. SOUVENIR IRAQUIANO. Eu gostei e fiz uma crítica. Agora o Robinson está lançando mais um livro de espionagem que deve ser tão bom ou talvez até melhor do que o SOUVENIR. Mestre em Literatura pela UFSC, sua pesquisa na universidade foi exatamente sobre a possibilidade do gênero de espionagem dentro da literatura brasileira.
Agora, conheça um pouco mais desse escritor e de sua paixão literária...
De onde surgiu a vontade de ser escritor?
Acho que isso foi uma coisa muito natural em minha vida. Desde os oito anos que eu curtia muito fazer histórias em quadrinhos. Nunca me vi, ao longo de toda minha vida – e hoje tenho 42 anos – distante do ato de contar histórias. Sempre me encontro absorto, imaginando uma história.
Porque escrever SOUVENIR IRAQUIANO, um thriller de espionagem, em um país onde 99% dos escritores preocupam-se quase que exclusivamente com o lado psicológico ou social de suas personagens e narrativas?
Gosto do tema. Gostei bastante, quando garoto, de 007. Vi no cinema “O Espião que me Amava”, com o Roger Moore. Isso foi em 70 e pouco, não foi? Antes, era fã do Mickey, mas somente das histórias nas quais ele era detetive. O nome Ian Flemming me despertava muita curiosidade antes mesmo de ler ou ver qualquer coisa sobre James Bond, apenas de ouvir falar.
Com o tempo – e isso foi um pouco antes de começar a escrever o Souvenir, que aconteceu em 1999 – eu fui me incomodando com o fato de não haver um imaginário do gênero no Brasil. Ficava realmente incomodado com isso. Sempre ouvia falar de espião no Brasil de forma pejorativa – odeio o apelido “araponga”.
Em 1988, quando saí da Academia Militar das Agulhas Negras e decidi fazer Comunicação Social (queria ser publicitário porque achava que me levaria mais para perto de aprender a lidar com vídeo, roteiros, etc), comprei um livro do Nelson Lopes, um jornalista brasileiro especialista em indústria bélica brasileira nos anos 80 do século passado. O assunto me interessava, era filho de militar, ouvia muito falar de Urutu, Cascavel, Taurus, Astros, essas coisas. No livro vi que o Brasil não estava muito longe dos eixos das grandes tramas de espionagem internacionais.
Isso me deixou mais incomodado ainda. Tinha (tenho) a impressão de que há um preconceito com a ideia do brasileiro poder ser um 007, ser um forças especiais... Poxa, no Exército, vi que americanos, franceses e ingleses vinham treinar aqui um monte de técnicas de combate. Saquei que o preconceito não procedia. Pior ainda, saquei, analisando a nossa história, que o nosso SNI foi treinado pelo MI6 e pela CIA, e que os caras fizeram um serviço muito efetivo (sem julgamento), pois desmantelou a nossa esquerda. Ou seja, não dá para chamar os caras de “araponga” querendo debochar, se na verdade os caras saíram por cima.
Tenho receio de falar isso e parecer ser alguém de direita. Muito pelo contrário. Espionagem e repressão existe em qualquer lado, desde a Kriptéia da Grécia antiga até a KGB da União Soviética, na Guerra Fria, e os serviços que ocuparam o seu lugar no novo modelo de sociedade russa. Onde quero chegar é que não dá para tapar o sol com a peneira, sei lá por qual motivo, e dizer que não temos histórias ligadas à espionagem.
O meu livro A Fronteira, que está disponível para download no meu blog prova isso. É todo baseado em fatos reais. O Souvenir Iraquiano, de certa forma, também. Tenho um projeto de romance baseado em uma operação de espionagem deflagrada pelo Brasil no Suriname. Uma coisa real. Por que não escrever sobre isso?
Daí comecei a procurar escritores do gênero no Brasil, e entender melhor o gênero e por que ele não se disseminou em outros países que não os de cultura anglo-saxônica. Daí saiu meu mestrado.
A crítica e os leitores receberam bem seu livro? Ainda existe um certo preconceito contra literatura "escapista", mesmo que não seja o caso de SOUVENIR IRAQUIANO?
Que existe esse preconceito, existe. A crítica adora ouvir alguém dizer que não busca inspiração, para seus livros, em outro lugar que não seja a sua própria existência. Poxa, então quem é que vai dizer de quem é a melhor ou a mais importante existência? Quem pode dizer que a vida de fulano ou de beltrano é mais literária? Na verdade, quando você senta para escrever um romance de espionagem, ou um thriller qualquer, a sua única intenção é entreter o leitor. Para isso, é preciso suar bastante. Isso requer muita pesquisa e trabalho duro. Não se produz esse tipo de literatura com trabalho intuitivo.
É engraçado que o mercado editorial brasileiro se apoia muito em livros-verdade, auto ajuda, etc, e produz sucessos como Bruna Surfistinha. Só que eu pergunto: quem é capaz de provar que ela não era uma personagem apenas? Qual o problema em criar uma “Michelle Tentação” e vender como se fosse autobiográfico? Basta perder algumas semanas lendo contos eróticos na internet, aqueles que teoricamente são contados pelos leitores, para ter uma seleção no imaginário sexual médio e daí ousar um pouco e produzir uma nova personagem “real”, contratando uma atriz e mantendo a farsa em segredo. Mas a idéia não é exatamente essa, não é? Eu quero escrever spy fiction porque sei, através de pesquisa, que temos muitas histórias boas para contar.
Li que existem planos para um filme... Se existe, em que ponto está esse projeto?
Um roteirista e um produtor demonstraram interesse pelo livro, mas ainda está apenas no campo da conversa. Não há nada sólido.
Fale sobre suas obras anteriores:
Eu escrevi um romance beatnik chamado Diário de Um Intelectual à Deriva, um verdadeiro livro de bolso. Dá para encontrar exemplares novos em sebos on-line, para quem tiver curiosidade. Escrevi também o argumento do curta-metragem “Atraídos”, produzido em 35mm, com o Herson Capri e a Flávia Monteiro.
Algum novo projeto em andamento?
O romance A Fronteira, também de espionagem, está concluído e pode ser baixado no meu blog. É uma história que se passa na África, no início dos anos 1980, envolvendo guerrilhas africanas, a CIA, o Mossad e o SNI. É todo baseado em fatos reais. Eu poderia dizer que o livro trata de fatos que precederam o assassinato do jornalista brasileiro Alexander V. Baumgarten. Estou agora trabalhando agora em um romance de guerra e espionagem ambientado na Guerra das Malvinas e 20 anos depois. Tive apoio da nossa Marinha de Guerra para a pesquisa do livro. Devo concluir em alguns meses. O próximo trata de uma operação secreta do serviço de inteligência do Brasil no Suriname, que resultou em um incontrolável banho de sangue. Também baseado em fatos verídicos.
Lançamento no dia 20 de julho.Faça o download do livro completo aqui.
Ou encomende direto com o autor através do e-mail: textosecreto@gmail.com
Qual a maior dificuldade, para você, em ser escritor? Emocional e financeiramente falando...
A dificuldade é encontrar espaço em um meio em que as traduções são mais valorizadas porque já chegam ao Brasil com todo o trabalho de marketing já feito. Os agentes literários e editoras não estão nem aí para os valores nacionais emergentes, simplesmente porque não querem correr riscos. Não é difícil escrever acima da média dos Best-sellers internacionais do gênero. O difícil é conseguir alguém que aposte e faça o trabalho de marketing para divulgar e vender o livro. Por isso os nomes que despontam em nossa literatura geralmente já são consagrados em outros setores, ou são extremamente oportunistas.
Se gostou da entrevista, não deixe de acompanhar o blog Texto Secreto.
domingo, 17 de maio de 2009
SOUVENIR IRAQUIANO - Crítica

O AUTOR
Robinson dos Santos é um escritor carioca residente em Florianópolis (SC).
Abandonou a carreira das forças armadas em Agulhas Negras para estudar comunicação social na Universidade Federal do Paraná. Passou então, a trabalhar com ficção em vídeo e cinema, escrevendo o argumento do curta-metragem ATRAÍDOS (Clique para assistir: Parte 1 / Parte 2). Também trabalhou com publicidade e jornalismo. Tem dezenas de crônicas publicadas em jornais e revistas.
SINOPSE
Um coronel iraquiano, um agente da CIA e três ex-militares brasileiros tentam se apoderar de um tesouro histórico descoberto nas fundações de uma usina nuclear no meio do deserto iraquiano na iminência da Guerra do Golfo de 1990. E eles não estão trabalhando juntos...
A OBRA
A literatura brasileira não costuma entrar no misterioso gênero da espionagem, assim como da ficção-científica, horror e fantasia. Claro que existem diversos autores brasileiros escrevendo nesses gêneros, mas a maioria desses autores permanecerá inédita nas grandes editoras. Muitos dirão que esses gêneros estão distantes da realidade brasileira, são gêneros menores ou mesmo alienados. Não poderiam estar mais enganados ou serem mais preconceituosos.
Robinson dos Santos, exibindo a ousadia de um verdadeiro espião, decidiu escrever um livro de espionagem, algo raro e temeroso no mercado editorial brasileiro. Inspirado em fatos reais, a trama entrelaça os atos e os destinos de personagens perseguindo um mesmo objetivo, mas alheios à presença um do outro. Cada qual usando seus métodos; a trapaça, a autoridade e a espionagem; buscará a recompensa final, que de modo algum significa o melhor para o seu país. Pelo contrário, remando contra muitos livros do gênero, onde pelo menos um dos lados luta por uma ideologia ou por vidas inocentes, os personagens de Santos lutam somente por si ou por suas famílias, o que faz com que o leitor se identifique e sinta empatia pelos personagens muito mais rápida e eficientemente do que o faria com um super-agente secreto qualquer.
O estilo moderno, com sentenças curtas e diálogos coloquiais, aliado a mudanças alternadas de cenário e personagens que vão se interconectando aos poucos, lembra o roteiro de um filme e quase como tal ele se desenrola na mente do leitor. Espero que em algum futuro breve um produtor e um bom diretor se interessem por esse livro, que certamente tem tudo para ser um ótimo filme.
E como todo bom livro de espionagem, o autor relaciona fatos históricos e políticos da recente história brasileira: o bom relacionamento dos militares brasileiros com o governo do ditador Saddam Hussein, a hiper-inflação brasileira, a operação Tempestade no Deserto e até o infame ex-presidente Fernando Collor de Melo em uma cena que lhe serve de crítica.
E pra citar mais um dos motivos pelos quais livros de espionagem e ficção-científica são raros no Brasil é porque, um bom livro do gênero, demanda uma pesquisa em áreas as quais a maioria das pessoas não tem interesse e nesse ponto percebe-se o esforço e o trabalho de Santos em dar ao leitor o maior número de informações para situá-lo de volta ao Brasil e ao Iraque dos anos 90.
Para quem se diverte lendo autores como Tom Clancy, Robert Ludlum e outros, SOUVENIR IRAQUIANO é entretenimento garantido.
TRECHO
“Fahed e Luciano se assustam com um disparo. Um soldado terminara de matar um dos ladrões de relíquias, que ainda se movia. Fahed grita algo em farsi. Luciano entende a ladainha do soldado, desculpando-se por ter matado talvez a única pessoa que poderia ter sido interrogada. Como o oficial sabia que as chances do moribundo chegar com vida a algum hospital eram remotas, não estende a “mijada”. Quem se importaria?”
ONDE COMPRAR
Com o próprio autor, através do e-mail: souveniriraquiano@gmail.com

E LÁ NO SITE DA CAPRICHO...
O site está passando por modificações desde a última quarta-feira e todos os posts estão aguardando liberação da chefia. Assim que eu receber o sinal verde, volto a postar.
MISSION: IMPOSSIBLE – Limp Bizkit
A trilha desse post é a banda Limp Bizkit com sua versão do tema do filme MISSÃO: IMPOSSÍVEL 2. Uma banda que teve seus bons momentos na virada do século e que vale a pena escutar.
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