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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O INVENCÍVEL HOMEM DE FERRO: EXTREMIS – Comics

 Capa da primeira edição.
Arte de Adi Granov.


Para começar, esta é a minissérie lançada em 2005 que muito provavelmente redefiniu o personagem para as próximas décadas. Está para a trilogia cinematográfica da MARVEL como A PIADA MORTAL, BATMAN: ANO UM e O CAVALEIRO DAS TREVAS estão para a trilogia de Nolan. 

Nesta mini, que é considerada uma das melhores histórias do personagem, Tony Stark está em crise com sua atividade como fabricante de armas enquanto tem que lidar com um superterrorista mais poderoso do que sua armadura. Warren Ellis, conhecido por inserir conteúdo político no universo dos super-heróis, cria personagens de esquerda como o documentarista John Dillinger (Michael Moore) e o cientista hippie Sal Kennedy para provocar / inspirar o cientista e empresário Tony Stark a sair de sua zona de conforto e poder voltar a se encarar no espelho novamente.


Visual cinematográfico.

A arte de Adi Granov foi um divisor de águas para o personagem, recriando sua armadura de forma mais realista e com um design muito mais arrojado e sofisticado (referências visuais que também foram parar nos filmes). O visual resultou em cenas espetaculares, mas em termos de arte seqüencial deixam a desejar em termos de dinamismo, já que a perfeição quase fotográfica de Granov sugere mais o congelamento das cenas do que o movimento que ilustradores como Bryan Hitch ou John Cassady conseguem imprimir.  

Embora não seja empolgante como aventura, a história traz um olhar inovador sobre o que é ser um bilionário dividido entre criar armas e ao mesmo tempo querer a paz mundial. Talvez se não fosse uma história do Homem de Ferro presa a um passado e um futuro cronológico complexo no universo Marvel, Ellis fizesse alterações mais profundas e radicais, mas por enquanto, foi o que deu para fazer.


 A origem atualizada do personagem também foi parar nas telas.


Compre aqui ou nos banners das livrarias ao lado.

Estante virtual


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AUTHORITY – Comics

Apolo, Rapina, Doutor, Maquinista, Jenny Sparks, Jack Hawksmoor e Meia-Noite.
Eles sim, estão se lixando para o que pensam a opinião pública e os governos.
Clique para ampliar este e os demais quadros abaixo.

Eles não são famosos como os Vingadores ou a Liga da Justiça, mas se pudessem expressar sua opinião sobre esses dois grupos de super-heróis, os membros do Authority certamente os chamariam de bundões ou algo pior. Provavelmente algo pior.

Criados pela mente alucinante do escritor Warren Ellis e sendo continuado mais adiante pela rebeldia de Mark Millar e outros, o Authority é um grupo de super-heróis idealistas que se cansam de ficar salvando as pessoas e o mundo pra que tudo fique na mesma.


Quando eles entram em ação, o necrotério fica entupido de vilões.

Munidos de uma super-nave sensciente que viaja pelo espaço-tempo e tem armamento para destruir todo o sistema solar e mais um pouco, o Authority decide peitar o mundo inteiro e começa a exigir que os governos e as pessoas se comportem. Ou seja, que se acabem as ditaduras, que se resolvam os problemas básicos como fome, educação e saúde pra que o mundo realmente seja um mundo que valha a pena ser salvo das constantes ameaças internas e extraterrestres que o Authority tem que lidar o tempo todo.

Claro que os governos da Terra não gostam nem um pouco dessa atitude de um bando de super-heróis que não são lá um exemplo de moral e bons costumes para um mundo preconceituoso e hipócrita. Afinal, dois deles, Meia-Noite e Apolo, são um casal gay e um outro, o Doutor, é viciado em drogas e volta e meia vai parar em clínicas de reabilitação para drogados.

Apolo é uma versão gay e com atitude do Superman, assim como Meia-Noite é do Batman.
Juntos, ele formam o casal homossexual mais poderoso do planeta.

O grande trunfo da série Authority é misturar política e super-heróis. Não que isso já não tenha sido feito antes por outros como Frank Miller e Alan Moore, mas nesta série você acompanha com mais detalhes o que aconteceria com um grupo de super-heróis ameaçando o governo americano e todo o G-7 (agora é G-8, mas na época do gibi era G-7). Personagens políticos reais e figuras pop do cinema e da música dão suas caras volta e meia, geralmente em situações humilhantes ou engraçadas.

A série fez um tremendo sucesso entre a crítica e os leitores por mostrar heróis que não tem a menor piedade em matar vilões assassinos (pra que deixar vivo um cara que pode voltar e matar mais?), jogar ditadores pro povo trucidar, promover mega-baladas orgiásticas e ir defender a Terra bêbados e drogados.

Nesta página, um exemplo da cara-de-pau do Authority.

Claro que isso tudo não passou impune pela censura da editora, e muitas vezes a violência gráfica extrema teve que ser atenuada, assim como as cenas de sexo entre os dois heróis gays. Assim como personalidades políticas tiveram que ser substituídas por outras fictícias, como numa cena em que mostrava o ex-presidente George Bush como um grande covarde. Á despeito disso, ainda assim Authority solta farpas sobre governos e pessoas reais do mundo inteiro, especialmente o governo americano, muitas vezes retratado como o maior vilão de todos.

Na verdade, chega um ponto em que o Authority toma controle dos EUA. Eu ainda não li esse arco, mas deve ser muito bom.

Ao contrário de Batman, que apenas assusta para interrogar, Meia-Noite sempre achou mais eficaz usar técnicas de tortura.
Mesmo que seja só pra se divertir com vilões genocidas.


Como muitas séries modernas, o Authority se desenvolve em arcos de histórias, como numa mini-série, mas com mais regularidade. Isso garantiu um maior grau de qualidade ao gibi e o fato de contar com ilustradores do calibre de Bryan Hitch e Frank Quitely, tornam o Authority um dos gibis ocidentais com visual mais cinematográfico da última década. O estilo narrativo desenvolvido por Hitch para os primeiros arcos era inspirado no cinema e nos mangás. Respectivamente, grandes planos widescreen e narrativa veloz, com muita ação espetacular e planos detalhes da mesma. Quitely procurou manter a linguagem quando substituiu Hitch. Mais adiante, outros roteiristas e desenhistas trabalharam na série, sempre mantendo a sátira política, a rebeldia e a violência da série.

Leitura obrigatória pra quem sempre achou que Superman, Batman e Capitão América deveriam tomar uma atitude na vida.


Nesta página eles capturam um ditador e em seguida lhe darão o castigo que todo ditador merece.

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NOVO.


USADO.

Esta obra não é indicada para menores de 16 anos.