Mostrando postagens com marcador memórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador memórias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

JERRI DIAS de A - Z - A Autobiografia

 Meu irmão Jacques, meu pai Valter empurrando um balanço que não existia, e eu no outro balanço, com uma camiseta de listras horizontais que me deixava mais gordo, não reparem. 
Ao fundo, meu tio Edgar e minha tia Amália, à espera de uma oportunidade para apertar minhas bochechas.


B de BOCHECHA

Logo que aprendi a andar pelas minhas próprias pernas, descobri que aquilo era muito cansativo e vivia pedindo colo para minha mãe, que sem paciência, me montava no lombo do cachorro, que incomodado, me mordia. Nessa época eu já tinha um irmão menor do que eu, mas que não podia brincar, pois ele só fazia dormir, chorar, mamar e fazer os n°s 1, 2 e 3.
É dessa época, em que eu ainda estava meio sozinho, que conheci o terror em forma de tia. Minha tia Amália, que vinha nos visitar semanalmente, adorava pegar nas minhas bochechas e beliscá-las muito! Eu odiava aquilo e cuspia nela sempre que podia, mas de nada adiantava, ela apertava cada vez mais! Minhas pífias tentativas de escapar de suas garras de nada adiantavam, mas eu acabei crescendo e ela envelhecendo e no auge de minha forma física, aos 30 anos, ela já não conseguia mais me alcançar numa corrida.


Continua em C de Covarde.


Esse texto foi adaptado de meu antigo blog no site da CAPRICHO.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

JERRI DIAS de A-Z - A Autobiografia

Ah, quando ficamos velhos, começamos a fica nostálgicos e passamos a achar que nossa infância alienada e nossa adolescência deprimente foram ótimas comparadas com a vida que levamos agora. Então caprichamos no extreme makeover da memória e tudo parece muito mais legal do que realmente foi!
Em um exercício de memória e ficção, vou tentar narrar os principais eventos da minha vida, doa a quem doer.


Mal aprendi a andar e já queria voar!
Com meu irmão Jacques, circa 1971.

A DE AZARADO

Sim, eu sou azarado, pois cheguei nesse mundo com o pé esquerdo e tomei vários tapas na bunda do sádico do médico.
Logo depois fui mamar no peito da minha mãe e descobri que era alérgico a latcínios, pois empipoquei todo.
Ao chegar em casa, fui colocado num berço usado, cuja antiga dona tinha descartado ele porque seu bebê tinha diarréia crônica, aí você imagina o fedor...
Mas como toda criança destinada a ser nerd, eu era muito precoce e logo aprendi a enfiar o dedo no nariz e comer de seu conteúdo quando tinha fome.
Minha primeira palavra foi “JHEJHWUGHNBSPRRLLLLL”, feito do qual me orgulho muito, pois poucas pessoas conseguem dizer uma palavra com tantas consoantes.
O meu mandato como filho único mamando nas tetas de minha mãe, entretanto, logo acabou com a chegada de meu irmão, 11 meses depois de meu nascimento.
É, meu pais não perdiam tempo. Ou nunca tinham ouvido falar de métodos contraceptivos...
E com a chegada de mais uma irmã um ano e meio depois de meu irmão, percebi que a mamata chegaria ao fim eu teria que encarar os desafios de caminhar pelas próprias pernas sem ficar me agarrando pelas coisas.

Continua em B de BOCHECHA.

Texto adaptado do original publicado no site da CAPRICHO.