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sábado, 19 de maio de 2018

domingo, 22 de junho de 2008

CAPRICHO 927 - Não publicada


Essa coluna acabou não sendo publicada. Leia e descubram porquê.

MISSSÃO: INFILTRADO - FINAL DE FESTA

Sábado, 5:40 da manhã, Porto Alegre. Os pais de Sílvio foram para a praia e deixaram o terreno livre pro cara fazer a maior zona na casa. Eu fui convidado e pra descolar uma graninha extra, topei ser espião da CAPRICHO, me fingindo de bêbado caído no sofá. Olha só o que eu escutei e vi...

Eduardo — Pó, meu, foi muito maneira essa tua festa.

Sílvio — Só, mas tu vai ficar pra limpar a bagunça, não vai?

E. — Claro, brother, não sô de arregar, não, tá ligado?

S. — Então tá tri.

E. — E o Paulo, tu viu que cara mais otário?

S. — É, mas tu encheu ele de porrada. Foi muito tri. (risos)

E. — Enchi mesmo. (risos)

S. — Mas eu bem que te disse pra não convidar a mina dele. Pra que trazer sanduíche em banquete?

E. — Pra garantir, tá ligado? Mas nem precisou, tracei a Carol lá no quarto dos teus pais.

S. — Pó, cara, eu falei pra não entrar no quarto dos meus pais.

E. — Ih, quando entrei lá, já tava a maior bagunça.

S. — Tô ferrado.

E. — E tu, cara, ficou com quem?

S. — Com a Gi e a Lú. E foi lá no meu quarto. As mina tavam tri-chapada.

E. — Bah, meu, tu só conta mentira.

S. — Ah, é, pergunta só pro Sapo, ele viu, tá ligado?

E. — Vou perguntar mesmo.

Nesse momento os dois olham em volta. Os poucos que ficaram estão dormindo ou em coma alcoólico. Menos eu, que estou fingindo. Sílvio puxa Eduardo para junto dele.

S. — Vem cá, seu tezão, me dá um beijo.

Eles se beijam de língua. Depois de um longo tempo, eles desenrolam suas línguas.

E. — Pô, meu querido, até quando a gente vai ter que manter nosso namoro em segredo?

S. — Ai, não sei, meu amor.

Jerri Dias vai morrer e não vai ter visto tudo.