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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A LISTA (Brasil, 2008) - Curta
A Lista from Rodinerio da Rosa on Vimeo.
Em 2008 meu amigo e colega Rodinério da Rosa pesquisou sobre um crime misterioso que aconteceu na cidade de Rio Grande (RS) e o apresentou à direção dos Projetos Especiais da RBS TV para ser um dos temas dos curtas daquele ano da série HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS. Eles curtiram a idéia, mas como o Rod ainda não tinha muita experiência em direção, me convidou para dirigir com ele. Discutimos como poderíamos fazer uma estética interessante para a história e uma solução legal que chegamos foi interligar os entrevistados com as reconstituições de cenas históricas. O Rod finalizou o roteiro e dividimos nosso trabalho de forma que ambos ficássemos livres para fazer o que mais gostávamos. O resultado vocês conferem dando play no vídeo ;-)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O QUARTO PERDIDO (The Lost Room, EUA, 2006) – Mini-série
THE LOST ROOM é uma mini-série que originalmente foi ao ar em três episódios de 90 minutos cada. Mas em reprises acabou dividida em seis de 45 minutos. Na verdade, tanto faz a duração de cada episódio, pois uma vez que você veja o primeiro, você simplesmente não consegue desgrudar seu olhar da tela até acabar.
Resolvi assistir THE LOST ROOM às 4 da manhã com a intenção de ver apenas um episódio e ir dormir. Resultado: fui dormir as 9:30 da manhã e quase sem sono, de tão empolgado e boquiaberto que fiquei com o suspense e a criatividade desta mini de ficção-científica que tem um dos melhores roteiros que já vi do gênero, seja no cinema ou na TV.
Na inacreditável trama, que começa com uma cena no estilo CAÇADORES DA ARCA PERDIDA em uma loja de penhores, dois homens e alguns capangas negociam 2 milhões de dólares pela Chave, que ao abrir uma porta, mostra algo surpreendente. Um terceiro homem chega com mais capangas. Ele carrega a Caneta...
Após esse prólogo, o policial Joe Miller (o ótimo Peter Krause, da série Á SETE PALMOS) e seus colegas são chamados à loja de penhores e encontram um cadáver queimado, mas com as roupas intactas e um outro com metade do corpo fundido ao teto.
O ótimo Kevin Pollack é Karl Kreutzfeld, um milionário que investe toda a sua fortuna para coletar os Objetos.Ele tem um objetivo diferente dos outros...
Desse ponto em diante, a trama vai ficando cada vez mais misteriosas, bizarra e interessante com a descoberta de Objetos de aparência comum, mas possuidores das mais extraordinárias qualidades: o Lápis que faz surgir moedas ao bater com ele na mesa; a Carta de baralho que produz uma bad trip em que a olha; o Pente que pára o tempo; a Moeda que cria memórias vivas e muitas outros mais interessantes e mortais que não vou citar aqui para não estragar as muitas surpresas relacionadas aos Objetos.
Á medida em que a narrativa se aprofunda, descobrimos uma ordem chamada Legião, que busca se livrar dos Objetos (que são indestrutíveis), pois acredita que eles possam destruir nossa realidade (é mostrada a razão disso) e A Ordem da Reunificação, uma seita de fanáticos, que acredita que os Objetos são parte do corpo de Deus, e que reunindo-os, poderá comunicar-se com Deus ou ter os poderes dele.
Disputado por muitos, os interessados mentem, chantageiam, seqüestram e matam para ter em suas mãos qualquer um destes poderosos objetos, que juntos, podem realizar o inimaginável. Mas lidar com objetos de poderes inexplicáveis pode ter um preço...
O filme não perde tempo tentando explicar cientificamente os fatos e os Objetos, mas ao longo do filme, fica claro que os roteiristas Laura Harkcom e Christopher Leone fizeram a lição de casa em termos de FC e sabem o que estão fazendo. Para quem está familiarizado, física quântica e universos paralelos são dois fortes elementos trabalhados no filme, embora em nenhum momento alguém cite essas palavras.
O roteiro só peca em dois detalhes, que só se nota mais tarde, quando se pensa sobre a série: a reação da maioria das pessoas comuns à um objeto sendo utilizado na frente delas não parece ser de acordo, elas não ficam tão espantadas ou assustadas quanto deveriam e apesar de dezenas de objetos de poderes espetaculares passarem de mão em mão desde 1961 (quando o EVENTO aconteceu), nenhuma agência do governo americano dá as caras. Seria de se supor que nestes mais de 40 anos de atividade, esses objetos tivessem chamado atenção de algum arquivo X do governo. Talvez os roteiristas tenham resolvido deixar o governo de fora dessa vez simplesmente por achar que todo filme deste tipo usa deste artifício. Pode até ser válido para evitar clichês e lugares comuns, mas faltou uma certa lógica nesse sentido.
Mas felizmente, lógica foi o que não faltou aos roteiristas e ao diretor Craig R. Baxley na elaboração de um universo incrivelmente fantástico que respeita as leis e regras criadas ao redor desses objetos quânticos.
THE LOST ROOM pode ser encontrado no Google e na comunidade do Orkut, já que sua exibição no canal SYFY é rara e ter o DVD ou Blu-Ray por aqui é mais improvável do que o poder dos Objetos.
Alguém escreveu que THE LOST ROOM é como se LOST deixasse de lado todo o blábláblá chato e dramas pessoais e todo o mistério, suspense e ação da série fosse condensado em apenas 6 episódios. Se tivessem feito isso, eles teriam chegado a algo parecido com THE LOST ROOM.
O QUARTO PERDIDO, para dizer o mínimo, é simplesmente imperdível!
Trailer
domingo, 3 de abril de 2011
A LISTA - Curta
Clique no ícone das setas para ampliar.
Esse curta é um dos episódios da temporada de 2008 da série HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS que a RBS TV produz todo ano.
Meu amigo e colega Rodnério apresentou a idéia para o diretor geral da série, o Gilberto Perin. Ele gostou e eu e o Rod escrevemos e dirigimos juntos o episódio. Neste curta tentamos mesclar passado e presente dentro de uma mesma cena. Devido a limitações de tempo, orçamento e criatividade dos diretores, essas passagens entre passado e presente às vezes funcionavam bem, outras nem tanto. Nossa sorte foi podermos contar com o melhor editor e finalizador que eu conheço, o Voltaire Barbieri, que ajudou com vários efeitos, a maioria tão discretos que o espectador comum nem percebe. A pesquisa da trilha sonora foi minha, coisa que adoro fazer :-)
A LISTA foi baseada na história de um misterioso assassinato de um padre no final do século XIX na cidade de Rio Grande (RS).
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
PÉ NA PORTA – EPISÓDIO 5 – A HORA DO PESADELO – Minissérie
Continuando...
As filmagens começaram tranquilas, sempre com aquele frio na barriga de “será que eu dou conta?” Eu estava confiante de que sim, mas a Lei de Murphy está sempre presente e à medida que as filmagens progrediam, problemas técnicos apareciam e desapareciam, alguns rapidamente, outros nem tanto, o que acabou gerando um atraso bem grande no nosso cronograma de filmagem já no 5º dia dos 17 previstos pra gravar toda a minissérie.
O Cronograma de Filmagem, basicamente, é uma lista de todas as tomadas que temos que fazer durante o dia pra que a minissérie fique pronta dentro do prazo previsto, pois cada dia extra, são milhares de reais a mais que se gastam.
Lá pelo meio das filmagens, já estávamos com 2 dias de atraso e uma reunião foi convocada pela RBS TV onde se decidiu que os roteiros deveriam ser retrabalhados para cortar e diminuir cenas para que as filmagens acabassem no prazo.
E isso, era uma coisa, que eu, mais do que os outros, deveria ter notado quando o primeiro roteiro ficou pronto: eles estavam grandes demais. Pra encaixarem certinhos em 15 minutos, todos os 5 roteiros deveriam ter, entre 13 e 15 páginas, mas todos tinham entre 16 e 18 páginas. E em se tratando de roteiro, cada página equivale a um minuto na tela, ou seja, nós estávamos gravando vários minutos de filme além do que precisávamos ou poderíamos exibir.
Claro que é normal gravar horas de filmes e usar poucos minutos, mas o problema é que estávamos realmente gravando cenas longas demais ou mesmo cenas que não teriam como entrar dentro do programa e normalmente, cada minuto na telinha nos tomava 3 horas de trabalho, foram 45 horas de gravação dedicadas à cenas que não entrariam de jeito nenhum no programa.
E isso poderia ter sido resolvido muito antes das gravações se eu simplesmente tivesse dito “Ei, esse roteiros estão muito grandes, vamos deixá-los com 14, 15 páginas e nem uma palavra a mais.” Se eu tivesse dito isso, a gente simplesmente teria ganho 3 dias de filmagem e tudo teria ido à mil maravilhas. Mas eu não disse e aí, as filmagens alternaram momentos de tensão e diversão e ansiedade o tempo inteiro. E nem eu e nem parte de minha equipe pudemos fazer tudo o que a minissérie merecia, mas enfim, ás vezes até grandes diretores de Hollywood ficam frustrados, então, o lance é aprender com os erros e acertos e tentar acertar mais da próxima vez.
Já a edição foi bem mais tranqüila, apesar de ultra-demorada por causa dos inúmeros efeitos visuais e sonoros que a série exigia. O primeiro demorou três semanas pra ser finalizado, mas depois a gente engrenou e os outros foram mais rápidos e (quase) todos gostaram bastante do resultado final, inclusive eu, que modéstia à parte, sabia que iria ficar acima da média em termos de entretenimento.
E se você curtiu a série e quer saber mais sobre os atores, os roteiristas, ver fotos, entrevistas e até uns videos extras, clique PÉ NA PORTA.
Obrigado por assistir.
E enquanto você espera o episódio carregar, você pode curtir o clip do The Cramberries (1989 -2003), uma das minhas bandas preferidas de rock alternativo, que está sendo exibido aqui no rodapé deste blog ou então ler minha última coluna e meu último post no site da Capricho.
Boa sessão.
Coluna.
Blog.
PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 5 - A HORA DO PESADELO from Jerri Dias on Vimeo.
Clique no asterisco para assistir em tela cheia.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 2 - QUE DROGA DE VIDA

Eu e o excelente cameraman André Maciel ensaiando a tomada "vídeo-game" sendo observados por Kioshi (Lindon Shimizu).
Continuando....
Desenvolvemos então, o arco da minissérie, que consistia em 5 roteiros onde seriam abordados com bom humor temas como afirmação da identidade, drogas, desafio à autoridade, sexo, responsabilidade e liberdade.
Mas aí, por algum motivo desconhecido, o diretor geral pediu para que as 5 histórias se tornassem 4 roteiros. Nesse momento, a gente ficou meio sem chão, porque tínhamos tudo esquematizado e redondinho pra funcionar em 5 episódios de 15 minutos cada e agora teríamso que cortar praticamente um episódio inteiro. O problema era que não dava pra simplesmente cortar um episódio inteiro sem arruinar tudo. O que nós tínhamos que fazer era cortar cenas inteiras e também diminuir várias outras pra poder encaixar a história toda em 4 roteiros.
Conseguimos, mas uma semana ou duas depois que os 4 roteiros estavam prontos e aprovados, o diretor geral gostou do resultado e nos pediu o 5º roteiro. Mas como já tínhamos toda uma história redonda encaixada nos 4 roteiros, teríamos que criar um 5º roteiro do nada. Depois de muito quebrar a cabeça e gerar um certo conflito entre os roteiristas, escrevemos o roteiro à 4 mãos, e esse 5º roteiro se tornaria o 4° episódio.
Mais sobre os bastidores no próximo episódio.
E enquanto você espera o episódio carregar, você pode curtir o divertido clip do ABBA que está sendo exibido aqui no rodapé deste blog ou então ler meu último post no site da Capricho.
Ah, e este é meu 100º post!
Rumo ao 200°...
PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 2 - QUE DROGA DE VIDA from Jerri Dias on Vimeo.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 1 - UM DIA A CASA CAI - minissérie
Fernanda Petit, Marcos Verza, Eduardo Sandagorda (menino), Giovana de Figueiredo e Rafael Cardoso.
A minissérie PÉ NA PORTA foi uma iniciativa da RBS TV para trazer uma audiência mais jovem para o horário do meio-dia através de um programa moderno no qual a galera pudesse se identificar ou, no mínimo, identificar pessoas e situações típicas de sua geração. Para isso, convidaram os(as) roteiristas Grace Luzzi, Felipe Longhi, Marcos Piangers, Solon Brochado, Davi de Oliveira e eu para criar o conceito da série, personagens, etc.
Depois de muitas reuniões regadas a salgadinhos, cerveja e coca-cola (porque eu não bebo cerveja), conseguimos chegar a algo que agradou razoavelmente a todos. Uma série inspirada nas coisas que gostávamos de ver em outras séries, em filmes, em quadrinhos e em livros. Ou seja, zoação total e irrestrita. O projeto foi então apresentado ao pessoal da RBS TV e milagrosamente aprovado. Caso não fosse, nós tínhamos um segundo na manga, mais sério e pé no chão para apresentar.
Mas não foi o caso e a partir daí, recomeçaram as reuniões para trabalhar os roteiros completamente loucos dos 5 episódios com 15 minutos de duração cada.
Eu conto mais no post do 2º episódio, que será em breve.
Ah, sim, eu dirigi a minissérie.
E enquanto você espera o episódio carregar, você pode curtir o clip do Rammstein que está sendo exibido aqui no rodapé deste blog ou então ler minha última coluna e meu último post no site da Capricho.
Boa sessão.
PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 1 - UM DIA A CASA CAI from Jerri Dias on Vimeo.
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