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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PÉ NA PORTA – EPISÓDIO 5 – A HORA DO PESADELO – Minissérie

No último episódio, Giovana de Figueiredo, Eduardo Sandagorda e Marcos Verza protagonizam revelações dignas de uma novela marciana!

Continuando...

As filmagens começaram tranquilas, sempre com aquele frio na barriga de “será que eu dou conta?” Eu estava confiante de que sim, mas a Lei de Murphy está sempre presente e à medida que as filmagens progrediam, problemas técnicos apareciam e desapareciam, alguns rapidamente, outros nem tanto, o que acabou gerando um atraso bem grande no nosso cronograma de filmagem já no 5º dia dos 17 previstos pra gravar toda a minissérie.

O Cronograma de Filmagem, basicamente, é uma lista de todas as tomadas que temos que fazer durante o dia pra que a minissérie fique pronta dentro do prazo previsto, pois cada dia extra, são milhares de reais a mais que se gastam.

Lá pelo meio das filmagens, já estávamos com 2 dias de atraso e uma reunião foi convocada pela RBS TV onde se decidiu que os roteiros deveriam ser retrabalhados para cortar e diminuir cenas para que as filmagens acabassem no prazo.

E isso, era uma coisa, que eu, mais do que os outros, deveria ter notado quando o primeiro roteiro ficou pronto: eles estavam grandes demais. Pra encaixarem certinhos em 15 minutos, todos os 5 roteiros deveriam ter, entre 13 e 15 páginas, mas todos tinham entre 16 e 18 páginas. E em se tratando de roteiro, cada página equivale a um minuto na tela, ou seja, nós estávamos gravando vários minutos de filme além do que precisávamos ou poderíamos exibir.

Claro que é normal gravar horas de filmes e usar poucos minutos, mas o problema é que estávamos realmente gravando cenas longas demais ou mesmo cenas que não teriam como entrar dentro do programa e normalmente, cada minuto na telinha nos tomava 3 horas de trabalho, foram 45 horas de gravação dedicadas à cenas que não entrariam de jeito nenhum no programa.

E isso poderia ter sido resolvido muito antes das gravações se eu simplesmente tivesse dito “Ei, esse roteiros estão muito grandes, vamos deixá-los com 14, 15 páginas e nem uma palavra a mais.” Se eu tivesse dito isso, a gente simplesmente teria ganho 3 dias de filmagem e tudo teria ido à mil maravilhas. Mas eu não disse e aí, as filmagens alternaram momentos de tensão e diversão e ansiedade o tempo inteiro. E nem eu e nem parte de minha equipe pudemos fazer tudo o que a minissérie merecia, mas enfim, ás vezes até grandes diretores de Hollywood ficam frustrados, então, o lance é aprender com os erros e acertos e tentar acertar mais da próxima vez.

Já a edição foi bem mais tranqüila, apesar de ultra-demorada por causa dos inúmeros efeitos visuais e sonoros que a série exigia. O primeiro demorou três semanas pra ser finalizado, mas depois a gente engrenou e os outros foram mais rápidos e (quase) todos gostaram bastante do resultado final, inclusive eu, que modéstia à parte, sabia que iria ficar acima da média em termos de entretenimento.

E se você curtiu a série e quer saber mais sobre os atores, os roteiristas, ver fotos, entrevistas e até uns videos extras, clique PÉ NA PORTA.

Obrigado por assistir.

E enquanto você espera o episódio carregar, você pode curtir o clip do The Cramberries (1989 -2003), uma das minhas bandas preferidas de rock alternativo, que está sendo exibido aqui no rodapé deste blog ou então ler minha última coluna e meu último post no site da Capricho.

Boa sessão.

Coluna.


Blog.



PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 5 - A HORA DO PESADELO from Jerri Dias on Vimeo.



Clique no asterisco para assistir em tela cheia.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PÉ NA PORTA – EPISÓDIO 4 – O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Fernanda Petit (Aline) fazendo "cara de nojentinha" junto com seus colegas da minissérie na cozinha improvisada de vestiário.


A seleção de elenco foi um pouco complicada. Testamos dezenas de atores para os papéis da Aline, do Rafael e do Davi. Vários dos atores e atrizes que não pegaram os protagonistas, acabaram fazendo outros papéis.

O Eduardo Sandagorda eu já tinha visto em um curta de um amigo meu e tinha gostado bastante do garoto e ele se encaixava perfeitamente no papel do mini-gênio.
Já o Rafael e a Aline estava bem complicado, pois nos primeiros testes me deparei com o Celso Zanini (que fez o emo Douglas) e a Carolyne Cabral (que faz a patricinha gordinha que fica com Kioshi), que mandaram muito bem no teste. Celso tem uma banda de hardcore, ou seja, já tinha uma atitude rock’n’roll e Carolyne era uma comediante nata. Rimos muito no teste dela.

Mas aí comecei a me questionar se não seria legal reverter um pouco o padrão “Malhação” e apresentar um cara meio magrelo e uma menina gordinha como protagonistas principais e achei que, sendo a série uma comédia, seria bem mais fácil os espectadores comprarem essa idéia. Mas Gilberto Perin, o Diretor Geral, ficou na dúvida e pediu um teste editado com os dois. Fizemos o teste, mas ele não convenceu o Perin e nem a Alice Urbim, Gerente de Produção, que no final, acharam que seria melhor termos rostos no padrão “Malhação”, apesar de que nada foi dito nesse sentido, mas nem precisava.

Então, mais dezenas de testes e os dois protagonistas apareceram. A Fernanda Petit, o próprio Perin deu uma baita força e foi buscar jovens atrizes em peças de teatro. Achou a Fernanda. Ela mandou super bem no teste. E o Rafael Cardoso, foi o último a chegar para o teste e não tinha decorado o texto. Pedimos pra ele voltar no outro dia, com mais calma. E ele mandou super bem também.

Mas ainda assim eu fiquei na dúvida e tentei argumentar com o Perin e a Alice sobre se eles seriam a melhor escolha e decidimos por fazer um teste editado com eles e aí fiquei convencido que sim, eles podiam ser um ótimo casal de protagonistas para a minissérie.

E no final das contas, acredito que o elenco final foi o melhor possível e nossa Produtora de Elenco, Simone Butteli, se matou para conseguir bons atores e atrizes para a produção. E ela conseguiu.

E se algum deles não está tão bom quanto deveria, isso é culpa da minha inexperiência como diretor de atores.

Finaliza no próximo...


PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 4 - O SILÊNCIO DOS INOCENTES from Jerri Dias on Vimeo.

Clique no asterisco para ver em tela cheia.

sábado, 3 de janeiro de 2009

PÉ NA PORTA – EPISÓDIO 3 – RITMO QUENTE


A casa dos protagonistas de PÉ NA PORTA durante a pré-produção. De pé: o diretor de produção Beto Picasso e a assistente de direção Valentina Cará. Duas pedras preciosas de profissionalismo e bom humor no set.

Continuando...

Com os roteiros prontos e aprovados, fui conversar com o diretor geral da programação de Especiais da RBS TV, Gilberto Perin. Claro que ele já sabia que eu iria pedir para dirigir os episódios, ou pelo menos, dividir a direção com outro diretor (prática comum na RBS TV). Mas aí ele me surpreendeu quando disse que eu poderia assumir a série toda! Fiquei extremamente feliz com isso, pois dirigir uma minissérie cômica que abordasse diversos gêneros e referências sempre foi um dos meus projetos e o esforço e resultado final seriam equivalentes a realizar um longa-metragem. E há muito tempo eu queria me testar num desafio destes.

E realmente, foi desafiador.

No total, tivemos uma pré-produção que foi uma corrida maluca de 5 semanas, 17 dias insanos de gravação e 8 cansativas semanas de pós-produção!
E eu faria tudo de novo!
E por isto sou muito grato ao Perin por ter me dado esta oportunidade de colocar minhas capacidades à prova.

Continua no próximo episódio.

E enquanto carrega, curta no rodapé do blog o vídeo-slide da estupenda e densa trilha sonora de BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS, criada pelos inspiradíssimos Hans Zimmer e James Newton Howard.
Ou visite o blog da Capricho pra ler o último post.



PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 3 - RITMO QUENTE from Jerri Dias on Vimeo.


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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 2 - QUE DROGA DE VIDA


Eu e o excelente cameraman André Maciel ensaiando a tomada "vídeo-game" sendo observados por Kioshi (Lindon Shimizu).

Continuando....

Desenvolvemos então, o arco da minissérie, que consistia em 5 roteiros onde seriam abordados com bom humor temas como afirmação da identidade, drogas, desafio à autoridade, sexo, responsabilidade e liberdade.

Mas aí, por algum motivo desconhecido, o diretor geral pediu para que as 5 histórias se tornassem 4 roteiros. Nesse momento, a gente ficou meio sem chão, porque tínhamos tudo esquematizado e redondinho pra funcionar em 5 episódios de 15 minutos cada e agora teríamso que cortar praticamente um episódio inteiro. O problema era que não dava pra simplesmente cortar um episódio inteiro sem arruinar tudo. O que nós tínhamos que fazer era cortar cenas inteiras e também diminuir várias outras pra poder encaixar a história toda em 4 roteiros.

Conseguimos, mas uma semana ou duas depois que os 4 roteiros estavam prontos e aprovados, o diretor geral gostou do resultado e nos pediu o 5º roteiro. Mas como já tínhamos toda uma história redonda encaixada nos 4 roteiros, teríamos que criar um 5º roteiro do nada. Depois de muito quebrar a cabeça e gerar um certo conflito entre os roteiristas, escrevemos o roteiro à 4 mãos, e esse 5º roteiro se tornaria o 4° episódio.

Mais sobre os bastidores no próximo episódio.

E enquanto você espera o episódio carregar, você pode curtir o divertido clip do ABBA que está sendo exibido aqui no rodapé deste blog ou então ler meu último post no site da Capricho.

Ah, e este é meu 100º post!

Rumo ao 200°...




PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 2 - QUE DROGA DE VIDA from Jerri Dias on Vimeo.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 1 - UM DIA A CASA CAI - minissérie

A louca família de PÉ NA PORTA:
Fernanda Petit, Marcos Verza, Eduardo Sandagorda (menino), Giovana de Figueiredo e Rafael Cardoso.



A minissérie PÉ NA PORTA foi uma iniciativa da RBS TV para trazer uma audiência mais jovem para o horário do meio-dia através de um programa moderno no qual a galera pudesse se identificar ou, no mínimo, identificar pessoas e situações típicas de sua geração. Para isso, convidaram os(as) roteiristas Grace Luzzi, Felipe Longhi, Marcos Piangers, Solon Brochado, Davi de Oliveira e eu para criar o conceito da série, personagens, etc.

Depois de muitas reuniões regadas a salgadinhos, cerveja e coca-cola (porque eu não bebo cerveja), conseguimos chegar a algo que agradou razoavelmente a todos. Uma série inspirada nas coisas que gostávamos de ver em outras séries, em filmes, em quadrinhos e em livros. Ou seja, zoação total e irrestrita. O projeto foi então apresentado ao pessoal da RBS TV e milagrosamente aprovado. Caso não fosse, nós tínhamos um segundo na manga, mais sério e pé no chão para apresentar.

Mas não foi o caso e a partir daí, recomeçaram as reuniões para trabalhar os roteiros completamente loucos dos 5 episódios com 15 minutos de duração cada.

Eu conto mais no post do 2º episódio, que será em breve.

Ah, sim, eu dirigi a minissérie.

E enquanto você espera o episódio carregar, você pode curtir o clip do Rammstein que está sendo exibido aqui no rodapé deste blog ou então ler minha última coluna e meu último post no site da Capricho.

Boa sessão.


PÉ NA PORTA - EPISÓDIO 1 - UM DIA A CASA CAI from Jerri Dias on Vimeo.

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