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domingo, 1 de novembro de 2015

A VINGANÇA DE KALI GARA (Brasil, 1999) - Curta

Cartaz de Péricles Rangel.


Uma das coisas que mais me orgulho na vida foi este meu primeiro curta semi-profissional.

Depois de fazer muitos filmes trash em vídeo com amigos, chamei alguns deles e muita gente que não conhecia ainda para me ajudar nessa empreitada que foi fazer um filme Super-8 com todas as dificuldades financeira e logísticas possíveis: sem internet, sem telefone (linha só viria no ano seguinte) e nem celular. Usando recursos cedidos por amigos e me endividando por quase um ano, conseguimos fazer o filme em duas etapas: 4 dias de filmagem em fevereiro e mais 2 dias em junho.



"A Vingança de Kali Gara, de Jerri Dias, uma paródia de cinema mudo e policial noir apresentada com música ao piano na sala de projeção, ficou com todos os prêmios do júri dos Super-8. A boa direção de atores, a ótima produção e especialmente o bom roteiro, capaz de inventar piadas novas sobre um velho artifício narrativo, justificam todos os prêmios."
Jorge Furtado, cineasta.
Foto de Letícia Ramos.


Tive sorte de conseguir manter a mesma equipe que acreditou, batalhou e se esforçou muito pra que esse filme desse certo. Nunca vou poder agradecer o suficiente.

No fim das contas, o medo de que o filme não ficasse bom foi só um medinho, pois apesar de tudo, eu tinha plena confiança de que tinha filmado (quase) tudo o que precisava para poder montá-lo de uma forma coerente e divertida.

 
"Com duração em torno dos 20 minutos e uma história de suspense, humor e mistério, tem uma qualidade rara de ser vista em filmes de iniciantes e prende os espectadores do início ao fim."
Ney Gastal para o site Baguete
Foto de Leticia Ramos.


 E deu certo. O filme arrecadou todos os troféus da mostra Super-8 do XXVII Festival de Gramada e graças a isso, e talvez ao filme ter ficado bom, consegui convencer o Fumproarte a financiar o transfer do filme para 16 mm. Isso garantiu ao filme uma sobrevida em mais festivais e mostras e consequentemente, mais prêmios e reconhecimento.

Boa sessão.






quinta-feira, 17 de abril de 2014

A SANGUE FRIO (The Ice Harvest, EUA, 2005) - Filme



A maior qualidade do diretor Harold Ramis era sua habilidade em escolher roteiros bons e bacaninhas, o que compensava sua direção padrão. Com um ritmo e personagens de comédia bastarda dos irmãos Coen, John Cusack e Billy Bob Thornton são dois amigos que roubam 2 milhões de um mafioso da cidade do interior onde moram. Claro, mais gente acaba sabendo do dinheiro e como diria o narrador dos comerciais da Sessão da Tarde, a confusão está armada. Com um pé no noir, personagens interessantes, amorais, imorais e cínicos, A SANGUE FRIO cumpre o que promete.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ENCONTRE-ME NO NECROTÉRIO – Livro



O autor

Ross McDonald (1915 – 1983) ficou famoso por seus livros de detetive onde ele aprofundava o drama psicológico de seus pesrsonagens, o que lhe garantiu um lugar de honra no panteão dos escritores desse gênero.


Sinopse

Uma criança é sequestrada e o agente de condicional Howard Cross acaba envolvido na busca pelo garoto. Durante a investigação, muito segredos familiares vêm a tona assassinatos viram rotina.

A obra

Herdeiro de Dashiell Hammet e Raymond Chandler, Ross MacDonald lançou este livro em 1953. Apesar de já ter escrito dois romances com o detetive particular Lew Archer, nesse o protagonista é Howard Cross, um agente de condicionais que se vê envolto na usual trama envolvendo uma bela mulher, gente poderosa, dinheiro, sequestro e assassinatos. Mas diferente de seus antecessores literários hard-boiled, Cross é alguém que ainda acredita na humanidade e não tem o nível de sarcasmo e cinismo que são a marca característica de Sam Spade e Philip Marlowe. Apesar de serem atributos literários divertidos para quem escreve e lê, o realismo e a humanidade dos personagens fica comprometida com o abuso desse recurso, artifício que MacDonald tenta evitar, fazendo com que seus personagens sejam mais críveis e com quase tantas camadas emocionais quanto a trama que engendra.

Trecho

Sam encontrou a pasta que procurava e abriu-a sobre a mesa. Vi o rosto do morto pela primeira vez. Devia ter sido jovem e bonito, mas isto foi antes do carro de Fred Miner ter-lhe esmagado as feições: mandíbula deslocada, nariz amassado e um dos olhos faltando. Sam falou: - Ambas as rodas passaram por cima dele. Afundaram o peito, quebraram o crânio como se fosse uma noz pecan e fizeram com que o vidro do farol penetrasse no rosto - e fechou a pasta. Suas mãos tremiam. - Faz a gente ter pensamentos macabros, ah, se faz... pelo menos a mim. Será que eu estou perdendo a forma, Howie?

Adquira no link.

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