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sábado, 21 de junho de 2014

CAGE - Comics

 A versão "Pimp my Hero" de Azzarello e Corben para a Marvel.


Esqueça o herói de calça colante azul, camisa amarela-cheguei e cabelo black power. O Luke Cage de Brian Azzarello e Richard Corben tem um visual inspirado em rappers, ou seja, ele é mais cool e fodão do que qualquer um dos vilões que ele enfrenta. Imagine um Chuck Norris negro...

Na história, Cage é contratado para achar o assassino de uma menina de 13 anos morta por uma bala perdida numa guerra de gangues em um bairro negro. Mas como o buraco é sempre mais embaixo, a máfia italiana e políticos acabam entrando na jogada e rola merda no ventilador para todos os envolvidos.

Azzarello garante a qualidade do texto, construindo personagens marginalizados e violentos como na série 100 BALAS. E Corben, artista muito publicado por aqui nos anos 80 e que praticamente sumiu das bancas nacionais nas últimas décadas, complementa com seu traço erótico, brutal e sangrento.

Cage já dá o tom da obra no primeiro quadrinho: “Às vezes dá merda.”
É verdade, mas não nessa ótima minissérie do selo adulto MARVEL MAX..


O visual original do herói.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ESQUADRÃO SUPREMO: HIPÉRION VS FALCÃO NOTURNO - Comics

 Falcão Noturno dá lições de política internacional à Hipérion.


Á medida que os colonizadores europeus foram entregando suas colônias africanas a tribos e governantes locais simpatizantes à Europa, guerras civis motivadas por motivos étnicos, políticos, econômicos e religiosos eclodiram por praticamente todo o continente africano. Essa minissérie é uma bem-vinda tentativa de trazer a realidade de um dos maiores genocídios do século XXI (mais de 300.000 mortos, dezenas de milhares de mulheres estupradas e quase 3 milhões de refugiados no Sudão e na região de Darfur) para os quadrinhos de super-heróis. Nesta mini com roteiro de Marc Guggenheim e arte de Paul Gulacy, Falcão Noturno, um “Batman” negro politicamente engajado força Hipérion, O “Superman” do governo americano a ajudá-lo a acabar com as incursões genocidas das milícias Janjaweed, secretamente a serviço do governo sudanês para devastar Darfur e massacrar o povo. Nem tudo é o que parece e nem tudo acaba como devia. O final, entretanto, deixa a desejar não por seu realismo, mas por forçar a barra na motivação para não dar fim ao conflito. Mas o objetivo do autor é conscientizar o público leitor, geralmente alienado de tudo o que acontece na África. E nesse ponto ele é bem sucedido. 



Compre no Estante Virtual as edições de MARVEL MAX (Nºs 47 à 50).




Com seu estilo fotográfico, Paul Gulacy ficou famoso ao ilustrar as páginas do saudoso MESTRE DO KUNG FU.