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terça-feira, 12 de outubro de 2010

BAUHAUS - Vídeo Clip


Clip de Telegram Sam, 1980.

A BAUHAUS foi uma banda inglesa fundada na Inglaterra. Composta pelo guitarrista Daniel Ash, o baixista David J e o baterista Kevin Haskins, eles realizaram performances como trio até a entrada de Peter Murphy no vocal.

Nascida do descontentamento social pós-punk, a banda tinha características deste movimento musical, mas criou uma sonoridade nova, mais de acordo com a guerra fria e cortina de ferro e da crise econômica britânica que apelava para a ausência de cores, já que o futuro parecia negro. A despreocupação estética do punk deu lugar a uma nova valorização de estilos e conceitos neo-românticos e depressivos como fuga da ausência de conquistas sociais. A idéia da BAUHAUS era satirizar elementos do Expressionismo alemão, buscando uma analogia performática aos filmes de horror, especialmente os de vampiro. Inspirados por DRÁCULA, criaram a canção Bela Lugosi's Dead, que acabou fazendo com que fossem considerados um dos fundadores do rock/punk gótico. A voz cavernosa de Peter Murphy contribuiu para o culto da banda. Em 2008 os Bauhaus lançaram um novo álbum, "Go Away White", que disseram ser o último da banda, que agora, estava sendo desfeita pela terceira vez.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O BAILE PUNK GÓTICO DA SAUDADE


Cartaz do show que assisti na sexta-feira 13...

Como todo mortal, eu também fico velho, mas como eu sou mais arrogante e diferente do que a maioria dos mortais, eu não entro na onda da maioria dos meus contemporâneos afirmando que os filmes, as músicas e tudo o mais era melhor nos anos 70, 80, 90. Até porque o problema não são as músicas nem nada do tipo, é o simples fato de que eles sentem saudades da adolescência. Como não tenho saudades da adolescência, não sofro disso. Eu até já fiz um crônica sobre o assunto aqui no blog. Confira.

Mas como eu ia dizendo, normalmente não costumo fazer parte das turbas nostálgicas que vão aos shows de velhas bandas e cantores atrás dos trocados dos antigos fãs, até porque conto nos dedos as bandas ou cantores que realmente conseguiriam me fazer gastar uma grana razoável para vê-los. Tipo, curto muito a Madonna, mas como já vi em várias apresentações que ela não tem voz alguma, dispenso.

Já Peter Murphy é dono de uma das vozes mais graves e profundas do rock dos anos 80, comparável com as de David Bowie, Iggy Pop e Leonard Cohen. Mas diferente dos dois primeiros, ele teve apenas dois clips que realmente rodaram na MTV nos anos 80 e 90 e nem o Bauhaus, sua banda anterior, ou ele, foram conhecidos do grande público. Mas se você curte um rock alternativo mais sombrio, pode ser que goste.

Um pouco de história:

Peter Murphy era vocalista da extinta banda Bauhaus, banda londrina nascida na batida do movimento Punk, mas por fazer músicas mais soturnas e ter performances mais lúgubres e vampirescas, foi inserida na categoria conhecida com Punk Gótico. Bauhaus, The Cure, Sisters of Mercy e Echo and The Bunnymen influenciaram a futura moda e comportamento punk gótico no mundo inteiro, cujos adeptos, nos anos 80, eram conhecidos ora como Góticos, ora como Darks. Apesar de terem um visual que inspirou os atuais Emos, é bom lembrar que a influência Punk hardcore não faz parte da história dos Emos.

Já o Bauhaus eu conheci em 83, quando vi o carismático e cadavérico Peter Murphy abrindo o filme FOME DE VIVER, de Tony Scott, com a canção “Bela Lugosi is Dead”. Bela Lugosi foi o primeiro ator a interpretar a versão oficial de Drácula no cinema. O filme, com magníficas atuações de David Bowie, Catherine Deneuve e Susan Sarandon, foi o melhor filme sobre vampiros da década de 80. Se você gosta de cinema de verdade, você tem que ver este filme!

E entre 89 e 92, pode-se dizer que eu era uma daquelas figuras de preto, com ares vampirescos, que andava pela cidade à noite junto com alguns amigos meus. Mas nossa simpatia não era apenas pela moda e pela música, mas também pelas origens da coisa toda, que eram os ultra-românticos e a literatura gótica. Álvares de Azevedo, Lord Byron, Percy Shelley, Edgar Alan Poe e outros autores eram os verdadeiros disseminadores dos amores desesperados e da morte como a saída para os amores impossíveis.

Infelizmente, notamos muito cedo que a maioria esmagadora dos góticos não tinham menor idéia das origens de suas roupas, atitudes e gostos pelo macabro e logo vimos que quase todos eram na verdade, posers.

Eu e meus amigos, apesar de curtirmos bastante essa fase, nunca nos assumimos como góticos ou darks, até porque, quando fazia calor, a gente colocava nossas bermudas e camisas claras, enquanto alguns deles andavam cobertos de preto dos pés a cabeça num sol de 35°C! Não sei por que, eles achavam que moravam em Londres...


Mas eu nos autodenominei ‘Beat Góticos”, em homenagem ao movimento literário Beat dos Estados Unidos, só pra não dizer que nunca pertencemos a uma tribo.


Ah, sim, o show...

O show foi muito melhor do que eu esperava, apesar de ser um show que eu teria apreciado muito mais se tivesse visto 20 ou 15 anos atrás, pois ver o cinqüentenário Peter Murphy realizar certas performances adolescentes no palco dava um certo ar melancólico e patético às vezes. Mas felizmente ele manteve a elegância durante quase todo o show e o vozeirão matador que você escuta no CD é o mesmo que você escuta no palco. Sem enganações.

E ele cantou desde músicas recentes até sucessos hardcores do extinto Bauhaus. E ainda homenageou seu amigo Iggy Pop cantando "Lust for Life"! Foi como escutar o original! Sem falar que ele voltou duas vezes pro bis e cantou mais 4 músicas num show que durou mais de 2 horas! Um deleite para os fãs e até para quem mal conhecia Peter Murphy.

E como eu tenho uma amiga influente, ela me colocou, junto com a Xanda e outros amigos, nos bastidores pra cumprimentar pessoalmente Mr. Peter Murphy com direito a fotos. Depois eu posto no orkut.

O clip abaixo tem uma estética super fim dos anos 80 e ficou bem datado, mas a música continua boa...